Que lugar ocupa a formação de Tuchel entre os favoritos a vencer a competição? Os parisienses tinham criado uma espécie de ‘barreira psicológica’ com os oitavos-de-final (três épocas seguidas a cair nessa fase) e, até pela maneira como festejaram, entende-se que este apuramento tenha tido um significado especial. E, para obter este triunfo, a componente mental foi essencial. O PSG esteve longe de fazer um duelo brilhante mas Tuchel teve o mérito de colocar os craques a pressionar e a defender, conseguindo os franceses jogar em bloco e, dessa maneira, limitar imenso o potencial ofensivo do Dortmund. A turma de Favre só conseguiu criar quando Sancho teve algumas iniciativas individuais (Håland não fez qualquer remate) e sai da Champions com uma imagem algo pálida, incapaz de ter soluções em ataque posicional quando o PSG baixou o bloco. Individualmente, a exibição pragmática dos franceses deixa-nos uma exibição muito sólida da dupla Marquinhos-Kimpembe (a ausência de Thiago Silva acabou por ser positiva para Tuchel), sendo também de destacar Neymar. O brasileiro, sempre sem medo de assumir o jogo, voltou a ser castigado com faltas mas sai desta eliminatória como o elemento-chave, dado que apontou dois dos três golos que deram a passagem ao PSG, algo muito importante psicologicamente para um jogador que precisa de fazer uma grande Champions.
PSG 2-0 Borussia Dortmund (Neymar 28′, Bernat 45′)
O PSG derrotou o Borussia Dortmund por 2-0, dando a volta à desvantagem de 2-1 trazida da Alemanha e garantindo assim presença nos quartos-de-final da Champions League. Com o Parque dos Príncipes à porta fechada, a formação de Tuchel colocou-se rapidamente em vantagem e depois fez uma sólida exibição defensiva, permitindo apenas que os visitantes fizessem dois remates à baliza de Keylor Navas. O PSG entrou forte e logo nos primeiros minutos Cavani, isolado, não conseguiu bater Burki. Ainda assim, aos 28′, Neymar, de cabeça após canto da direita de Di María, ludibriou a marcação de Hakimi para fazer o 1-0. Em cima do descanso, foi a vez de Bernat, após ataque rápido, fazer o 2-0. No 2.º tempo, o PSG baixou o bloco e não permitiu quaisquer veleidades à turma na qual Raphael Guerreiro foi titular.
XI do PSG: Keylor Navas; Kehrer, Marquinhos, Kimpembe, Bernat; Paredes, Gueye, Sarabia, Di María; Neymar, Cavani.
XI do Borussia Dortmund: Burki; Piszczek, Hummels, Zagadou; Hakimi, Witsel, Emre Can, Guerreiro; Thorgan Hazard, Jadon Sancho, Håland.


8 Comentários
VettelF1
Bem sei que a cabeça de qualquer pessoa está hoje em dia mais focada no Covid do que em qualquer outra coisa mas que segunda parte foi esta? Desaprenderam de atacar ambas as equipas?
Só mesmo o Dortmund para sofrer aquele primeiro golo, daquela maneira
Kafka
O único receio era ser à porta fechada, porque em condições normais este PSG passaria sempre, pois o Dortmund é a par do Barça as 2 piores equipas de topo a nível de processo defensivo….e hoje mesmo ofensivamente o Dortmund nem incomodou grande coisa, vitória mais que justa da melhor equipa
Gunnerz
Embora atalanta e Leipzig sejam entusiasmantes e o atlético possa fechar se todo para o 0.0 acredito que o psg e o City estejam desejosos de calhar com estes, aliás como os restantes, mas desta forma é realmente possível finalmente vermos City e psg nas meias como reais candidatos.
Quanto a esta partida não esperava outra coisa mas isto é champions e podia perfeitamente correr mal. Pena pelo dortmund mas prefiro os parisienses.
André Dias
Por ser um jogo à porta fechada tinha esperança que o Dortmund conseguisse fazer das suas mas hoje não fizeram nada que justificasse a qualificação para os QF. O 1º golo sofrido é ridículo e o ataque esteve invulgarmente desinspirado. O PSG passa com justiça, infelizmente.
Tiago Silva
Jogo um pouco sonolento, ainda para mais sem adeptos nas bancadas. O PSG fez uma exibição sólida, mas o Dortmund jogou muito pouco, quase nunca conseguiam trocar 3/4 passes e quem os viu em casa e quem os viu neste jogo, foi uma diferença abismal. Belo jogo do Gueye a controlar o meio-campo.
Af2711
Favre cometeu o mesmo erro de Tuchel na primeira mão.
Uma equipa totalmente diferente no que toca à mentalidade destes jogadores. Haaland tocou muito pouco na bola, visto que hoje não a dupla esteve sempre muito ágil e certinha (apesar de Kimpembe com bola ser algo complicativo)
Gostei de Sancho, sempre a agitar. Os médios Can e Witsel apesar de físicos, facilmente conseguiam ligar defesa e ataque.
O primeiro golo do PSG é uma falha de todo o tamanho com Neymar livre, fruto de uma desatenção de Hakimi que esteve de olho na bola, mas esqueceu-se de vigiar o brasileiro.
Do lado do PSG, achei um grande jogo de Paredes que fez de Verratti nessa segunda mão. Limpa tudo, ótimos passes, sempre dá opções na fase de construção.
Bernat também tem feito uma época muito boa, e diria que é dos melhores de sua posição no momento. Tanto ofensivamente como nas coberturas está muito forte. Di Maria também se sacrificou bastante, recuperou algumas bolas, chegou a isolar Cavani em dois lances e foi fundamental no 2-0.
Só acho que a pressão dos franceses é o ponto fraco contra equipas como City, Atalanta ou Real que privilegiam este jogo a sair de trás, e com Thiago Silva ficam ainda mais frágeis no capítulo defensivo já que o central, que está perto de fazer 36 anos costuma ficar exposto em jogos de menor exigência na Ligue 1. Considero uma boa resposta como Kimpembe e Marquinhos se portaram. São rápidos e antecipam-se bem em alguns lances.
A pressão também é um bocado confusa, tendo em alguns momentos dois jogadores a pressionar o portador da bola mas de maneira ineficaz. E nem acho que Zagadou e Hummels tenham saído bem com bola, já que proporcionaram algumas falhas.
Colectivamente são fortes, e hoje todos estiveram solidários e concentrados, mas não gostei de Cavani, que é sombra do que um dia já foi (muito desprestigiado por Tuchel, diga-se).
Red Punisher
Triste por Halland e especialmente Sancho. Admito que passou a melhor equipa, com mais €.
O futebol é assim, provavelmente foi dos últimos jogos que vimos este mês, dado o alarmismo, será tudo adiado nos próximos 7 dias.
Chico
Alarmismo? Péssima escolha de palavras.