Paris. Conhecida como a “cidade das luzes”, a capital francesa tornou-se, esta temporada, uma referência do futebol europeu. Não que o PSG tenha ganho qualquer título, mas sim pela autêntica revolução que ocorreu no clube francês. Determinado em deixar a sua marca na Ligue 1, o Paris Saint-Germain – apesar de ser o principal clube de Paris na actualidade, só conquistou dois campeonatos franceses, sendo que o último foi em 1994 com Artur Jorge como treinador – investiu mais de 90 milhões € no último defeso e as contas prometem não ficar por aqui, já que o milionário Al-Khelaifi tem um objectivo claro e concreto: colocar o PSG no topo do futebol francês e europeu.
O técnico, Antoine Kombouaré, tem ao seu dispor um leque de jogadores de qualidade inequívoca. Como líder da equipa surge Javier Pastore. O argentino, que brilhou no Palermo, tornou-se a contratação mais cara de sempre do futebol francês e surpreendeu tudo e todos ao escolher França como o seu destino, depois de ter os “tubarões” europeus atrás de si. Mas não foi apenas Pastore a chegar. O “artilheiro”, Kevin Gameiro é outro dos nomes sonantes deste conjunto, ao qual se juntaram ainda Sirigu, Lugano, Matuidi ou Jérémy Ménez. A juntar a Bodmer, Sakho ou Nenê, o PSG apresenta um conjunto apetrechado e, até ao momento, o resultado está a ser o esperado.
Estamos perante um projecto extremamente ambicioso, mas que, efectivamente, necessitará de tempo. Fazendo parte dos “novos-ricos” do futebol europeu, o caminho do clube parisiense será longo até à glória, caso a mesma se venha a confirmar. Para já, estão num bom caminho. Existe dinheiro, qualidade, juventude e muita ambição, mas acima de tudo deve permanecer na mente de Al-Khelaifi, Leonardo e companhia, que as equipas não se formam num par de meses. O tempo dirá qual o futuro do PSG.
Até onde poderá ir o PSG? Conseguirá Pastore e companhia conduzirem o emblema francês ao título? Ou, como tantos outros projectos milionários, o sucesso será uma miragem? Por diversas vezes, já foi possível observar que o dinheiro não é tudo no futebol. Será este um caso diferente?
A. Mesquita

