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PSV: Reeditar a final da Liga dos Campeões 87/88

Philips Sport Vereniging, ou PSV, é um dos três clubes holandeses que já se sagraram campeões europeus no passado (precisamente frente ao rival de quinta-feira, o Benfica, em 1988), numa galeria onde apenas cintilam também o Feyenoord e o Ajax. Como o próprio nome indica, o clube foi formado por trabalhadores da marca de equipamento electrónico da Philips, em 1913, por altura das comemorações do centenário da derrota francesa nas guerras napoleónicas. O nome do seu estádio também deriva do já extenso e inesgotável patrocínio da Philips, que foi o garante de haver sempre verbas disponíveis ao longo dos anos para formar equipas muito competitivas e recheadas de estrangeiros de grande qualidade. Quem não se lembra que foi o PSV a abrir a porta da Europa a Romário e Ronaldo? Actualmente desprovida da sua, até então, maior estrela, que se transferiu para o Barcelona, a realidade sem Afellay não tem sido a mais fácil e risonha para os homens às ordens de Fred Rutten. O holandês era o autêntico dínamo deste clube do país das tulipas, deixando a equipa um pouco orfã na hora de dar o melhor seguimento às jogadas e manobras ofensivas do conjunto de Eindhoven.

Como joga o PSV: Assentado o seu jogo num 4-2-3-1, poderá afirmar-se que o Benfica terá que ter especial atenção ao jogo pelas laterais. Lens e Dzsudzsak são dois jogadores rápidos, com boa técnica individual e, se bem secundados pelos seus laterais, poderão trazer perigo ao último reduto encarnado. O meio-campo é muito conservador, onde Engelaar e Hutchinson apenas jogam com passes curtos, não se esperando deles muita criatividade ou acções brilhantes no jogo. Por outro lado, são dois bons jogadores a assegurar a posse da bola e a dar cobertura defensiva ao sector recuado holandês. Contrariamente ao rival do Porto, o calcanhar de Aquiles do PSV está na área de finalização. Inicialmente, Marcus Berg, na sua segunda temporada na Holanda, não cumpriu as expectativas que trazia do Hamburgo. Mais tarde, Kovermans assumiu e ganhou o lugar durante um punhado de partidas, mas é o tipo de avançado que funciona melhor como homem-alvo, pouco móvel, mais talhado para entrar numa segunda parte quando é preciso recorrer a novas opções. Jonathan Reis poderia ser a 1.ª escolha, mas lesionou-se com alguma gravidade frente ao Roda. Finalmente, o internacional sub-21 holandês Genero Zeefuik, teve algumas boas entradas esta época como suplente utilizado, mas ainda não está preparado para se juntar aos titulares. Poderíamos ainda referir Toivonen ou Bakkal, mas a verdade é que este PSV está longe de ser uma super-equipa. Há claramente um Antes de Affelay, e um Depois de Affelay. 

Jogadores a ter em conta:

Dzsudzsak: O húngaro é o jogador mais perigoso do PSV. Referenciado por alguns dos maiores clubes europeus, será mesmo estranho se continuar durante muito mais tempo em Eindhoven. É um extremo com funções alargadas dentro do terreno, que não se esconde ou apenas procura a linha para cruzar. Dos seus pés nascem alguns dos movimentos ofensivos mais interessantes do PSV e, por isso, terá que se ter atenção especial a este jogador.

Toivonen: É a referência do ataque do PSV apesar de poder e jogar com regularidade nas costas ou de Berg ou de Koevermans. Um jogador alto, loiro, mas com uma qualidade acima da média e sem dúvida (caso jogue pois lesionou-se na passada semana) um dos perigos desta equipa holandesa.

– Berg: Brilhou no Groningen, também dos Países Baixos, mas esta sua segunda aventura em solo holandês não está a ser muito frutífera. Confesso-me admirador deste avançado, mas a sua média esta época não é muito famosa: 6 golos na Eredivisie. 

Lens: Jogador rápido, na senda dos extremos/avançados provenientes do Suriname como Castelen, Babel, e com um pouco da potência e técnica de Gullit, Jimmy e Drenthe. Em dia sim, é um jogador temível, mas a sua irregularidade ainda não lhe permitiu dar o salto qualitativo no caminho para a afirmação no contexto holandês e porque não internacional.
Tal como no dia do sorteio, voltamos a referir que é um adversário acessível ao Benfica, claramente a equipa mais fraca das 8 que ainda estão em prova, e numa eliminatória normal o clube da Luz não terá problemas em ultrapassar o 2º classificado da liga holandesa. Prognósticos?
António B.

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