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Qatar’2022: Sexto Mundial desde 1994 mas poucas hipóteses de sucesso

A Arábia Saudita vai marcar presença pela 6ª vez num Campeonato do Mundo, desta vez, disputado bem perto de casa. Desde 1994, os sauditas apenas falharam a presença em 2010 e 2014, contudo, as esperanças de repetir o sucesso do Mundial dos EUA (1/8 de final, com 2 vitórias e 2 derrotas) são curtas. O elenco até tem bastante experiência e rotinas (a maioria dos jogadores atua no Al-Hilal, Al-Nassr e Al-Shabab), mas falta qualidade individual e traquejo internacional. Hervé Renard está ao comando dos sauditas desde 2019, sendo o técnico com mais vitórias à frente da selecção. Com duas Taças das Nações Africanas no currículo, o francês vai para a 2ª presença consecutiva em Mundiais (levou Marrocos ao Mundial 2018). Na primeira fase da qualificação, os sauditas não tiveram quaisquer dificuldades em superar os seus adversários (Uzbequistão, Palestina, Singapura e Iemen), com um saldo de 6 vitórias e 2 empates em 8 jogos. Na última fase, um excelente arranque (6 vitórias e 1 empate) permitiu aos seleccionados de Hervé Renard garantir o primeiro lugar de um grupo que contava com Japão, Austrália, Omã, China e Vietname. No total, a Arábia Saudita venceu 13 jogos, empatou 4 e apenas perdeu na deslocação ao Japão.

Inseridos no grupo C, juntamente com Argentina, Polónia e México, será um milagre se a Arábia Saudita conseguir qualquer triunfo.

EstrelaSalem Al Dawsari (Al-Hilal) – É o jogador saudita mais apurado tecnicamente e a grande esperança para incomodar os favoritos do grupo. O ala tem créditos firmados na Ásia (2 Ligas do Campeões e melhor jogador da competição em 2021) e foi o autor do golo da última vitória da Arábia Saudita em Mundiais (2-1 ao Egito, em 2018).

Jogadores em destaqueSaleh Al-Shehri (Al-Hilal) – Ficou famoso em 2012 quando se tornou no 1º jogador saudita a marcar na Europa (ao serviço do Beira-Mar). Foi um dos melhores marcadores dos “Falcões” na fase de qualificação e é uma das referências ofensivas da equipa. Fahad Al-Muwallad (Al-Shabab) – Dono de uma boa técnica e facilidade de remate, o ala, que fez quase toda a carreira no Al-Ittihad é, a par com Al-Dawsari, o jogador mais irreverente ao serviço de Hervé Renard. Al-Shahrani (Al-Hilal) – O lateral-esquerdo é um dos jogadores mais experientes e titulados da Arábia Saudita. Apresenta grande vocação ofensiva, é ambidestro e cruza com excelência.

XI Base – Al Owais; Al-Ghanam, Al-Bulaihi, Al-Amri e Al-Shahrani; Al-Faraj, Otayf, Al-Dawsari, Al-Muwallad e Bahebri; Al-Shehri

Jovem a seguir – Firas Al-Buraikan (Al-Fateh) – Apesar de ser mais vezes suplente, o jovem avançado saudita foi importante na qualificação para o Mundial, com golos decisivos frente ao Japão e Omã (vitórias por 1-0). O futuro do ataque da selecção passa por ele e por o seu excelente pé esquerdo.

Convocatoria: Guarda-redes – Mohammed Al-Owais (Al-Hilal), Fawaz Al-Qarni (Al-Shabab), Al Rubaie (Al-Ahli) e Al-Aqidi (Al-Nassr); Defesas – Al-Shahrani, Al-Breik, Al-Bulaihi, Saud Abdulhamid (Al-Hilal), Al-Ghanam, Al-Amri, Abdullah Madu (Al-Nassr), Hassan Tambakti (Al-Shabab) e Ahmed Bamsaud (Al-Ittihad); Médios – Al-Muwallad, Al-Abed, Hattan Bahebri (Al-Shabab), Al-Faraj, Salem Al-Dawsari, Abdullah Otayf, Mohamed Kanno, Al-Malki, Nasser Al-Dawsari (Al-Hilal), Sami Al-Najei, Al-Hassan, Ayman Yahya (Al-Nassr), Al-Aboud (Al-Ittihad) e Sharahili (Abha); Avançados – Al-Buraikan (Al-Fateh), Al-Hamdan, Al-Shehri (Al-Hilal), Haitham Asiri (Al-Ahli) e Abdullah Radif (Al-Taawoun).

Prognosticos VM – Eliminado na Fase de Grupos

VM
Author: VM

6 Comentários

  • Tiago Silva
    Posted Outubro 18, 2022 at 9:47 am

    A Arábia Saudita deve ter a equipa mais modesta, ou das mais modestas da competição, mas poderá ter um fator motivacional de ser perto de casa. Ainda assim não prevejo grande coisa da parte deles, concordo com o VM e penso que não deverão passar a fase de grupos.

  • Dario Nunes
    Posted Outubro 18, 2022 at 9:49 am

    Apesar de terem a grande vantagem de já estarem habituados ao clima, para além de quase todos os jogadores jogarem em tipo 4 clubes, duvido que passem a fase de grupos.
    P.s: Será que esse Al-Dawsari não seria um bom extremo suplente para o Benfica? Pergunto porque não conheço o jogador, mas para ter sido MVP da AFC deve ser minimamente bom.

  • Jeco Baleiro
    Posted Outubro 18, 2022 at 10:51 am

    O Mundial 94 foi tão especial em tantas vertentes (para mim pessoalmente porque foi o primeiro a que assisti) que até a Arábia Saudita passou a fase de grupos, e com o melhor golo do torneio (frente à Bélgica).

    Em 2022 não há muito a dizer. Jogam perto de casa mas significa pouco. Não só não deverão passar a fase de grupos como ficaria surpreendido se conseguissem somar algum ponto.

  • Amigos e bola
    Posted Outubro 18, 2022 at 10:57 am

    Das mais fracas do Mundial, senão a mais fraca.
    Só estarão a fazer número. Não farão figura.

  • Duarte Vader
    Posted Outubro 18, 2022 at 3:20 pm

    Equipa fraquíssima, de facto. E a 6ª presença desde 1994 (em 8 possíveis) só prova o quanto o apuramento para o Mundial se tornou tão fácil ao longo do último século. A quantidade de equipas presentes é ridícula a meu ver, e retira a aura de especial à competição. Já é assim há algum tempo.

    • Jeco Baleiro
      Posted Outubro 18, 2022 at 4:05 pm

      Por acaso acho que 32 é o número ideal de selecções para os moldes do torneio (24 também era bom, como se verificou entre 1982 e 1994). Até 1978 eram apenas 16 selecções o que, no contexto actual, eram muito poucas vagas, pois existem muitos mais países.

      A partir de 2026 é que vamos ter o absurdo de 48 selecções, um aumento de 50% (!), há qualificações que vão ser um mero pro-forma. O próprio formato do torneio vai ser estranho e aborrecido, grupos de 3 selecções, em que vencer um jogo é praticamente garantia de qualificação para a fase a eliminar.

      Aliás temos visto que, no Europeu, o aumento de vagas não melhorou a qualidade do torneio, bem pelo contrário.

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