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Qatar’2022: Uma seleção a tentar fazer história enquanto o país está em reboliço

O Irão vai competir no Mundial do Qatar em mais um momento delicado da sua longa história (manifestações regulares contra o regime, envolvimento na invasão russa à Ucrânia, assassinatos de mulheres e centenas de presos políticos). Local onde apareceram diversas civilizações relevantes para a história da Humanidade, o Irão apresenta-se como uma das maiores potências asiáticas no desporto-rei. Os iranianos são mesmo a melhor seleção da Ásia no ranking FIFA, com um excelente 20.º lugar e seguem para a 3.ª presença consecutiva em Campeonatos do Mundo (a 6.ª no total). Contudo, ao contrário dos rivais continentais (Arábia Saudita, Japão e Coreia do Sul), nunca ultrapassaram a fase de grupos. Depois de uma vitória histórica e simbólica frente aos EUA, em 1998, o Irão voltou a vencer uma partida num Mundial em 2018, frente a Marrocos (1-0), ficando bem perto de surpreender Portugal no último jogo do grupo (1-1). Após quase 8 anos à frente do Irão (entre 2011 e 2019) e com um registo impressionante de 60 vitórias, 27 empates e 13 derrotas em 100 jogos, Carlos Queiroz está de regresso a Teerão, com motivos para sonhar. A fórmula aplicada irá ser a mesma de sempre, com uma organização defensiva forte e rigorosa, como se comprovam pelos poucos golos sofridos pelo Irão (os iranianos sofreram 37 golos em 74 jogos oficiais desde a qualificação para a Taça Asiática de 2015 até esta qualificação para o Mundial). Apesar da força defensiva ser o maior trunfo do Irão, a equipa liderada por Queiroz apresenta nomes interessantes na frente como Taremi, Azmoun, Ansarifard e Alireza Jahanbakhsh. O grupo B promete ser um dos mais interessantes na prova, até pelo confronto entre Irão e EUA. Mesmo Inglaterra e País de Gales não se apresentam na melhor forma, o que pode dar asas a uma surpresa das “estrelas persas”.

Estrela: Mehdi Taremi (Avançado, 30 anos, FC Porto) – O jogador dos dragões teve uma ascensão incrível desde que assinou pelo Rio Ave em 2019. Para além da facilidade com que marca golos (83 golos em 152 jogos entre dragões e vilacondenses), o avançado também produz muito jogo ofensivo (36 assistências nesse mesmo período), vem atrás buscar jogo e corresponde defensivamente.

Jogadores em destaque: Sardar Azmoun (Avançado, 27 anos, Bayer Leverkusen) – Considerado por muitos como o principal talento a surgir no Irão nos últimos anos, Azmoun rumou à Rússia com apenas 17 anos. Depois de alguns anos de crescimento entre Rubin Kazan e Rostov, rumou ao Zenit em 2018, onde realizou 4 temporadas espetaculares (52 golos em 79 jogos na Liga Russa). A aventura na Bundesliga não tem corrido bem, contudo, ao serviço do Irão, o avançado soma números incríveis – 41 golos em 65 jogos (10 golos na fase de qualificação). Alireza Jahanbakhsh (Extremo direito, 29 anos, Feyenoord) – Depois de uma temporada incrível em 2017-18, a mudança de Alkmaar para Brighton não correu da melhor forma para o extremo. Regressou novamente à Eredivisie, onde tem contribuído de forma interessante numa das melhores equipas neerlandesas. É um dos elementos com mais experiência internacional ao serviço de Queiroz; Alireza Beiranvand (Guarda-redes, 30 anos, Persepolis) – O guardião que defende a “muralha iraniana” e um dos indiscutíveis para Queiroz. Apesar de duas experiências falhadas na Europa, uma delas no Boavista, os seus registos ao serviço do Irão impressionam – 25 golos sofridos em 52 jogos (13 sofridos em 34 jogos oficiais).

XI Base – Alireza Beiranvand; Ehsan Hajsafi, Hossein Kanaanizadegan, Morteza Pouraliganji e Rami Rezaeian; Saeid Ezatolahi, Alireza Jahanbakhsh, Vahid Amiri e Saman Ghoddos; Sardar Azmoun e Mehdi Taremi.

Convocados: Guarda-redes – Amir Abedzadeh (Ponferradina), Alireza Beiranvand (Persepolis), Hossein Hosseini (Esteghlal) e Payam Niazmand (Sepahan); Defesas – Rouzbeh Cheshmi (Esteghlal), Ehsan Hajsafi (AEK Athens), Majid Hosseini (Kayserispor), Abolfazl Jalali (Esteghlal), Hossein Kanaanizadegan (Al-Ahli), Shojae Khalilzadeh (Al-Ahli), Milad Mohammadi (AEK Athens), Sadegh Moharrami (Dinamo Zagreb), Morteza Pouraliganji (Persepolis) e Ramin Rezaeian (Sepahan); Médios – Vahid Amiri (Persepolis), Saeid Ezatolahi (Vejle), Saman Ghoddos (Brentford), Ali Gholizadeh (Charleroi), Alireza Jahanbakhsh (Feyenoord), Ali Karimi (Kayserispor), Ahmad Nourollahi (Shabab Al-Ahli) e Mehdi Torabi (Persepolis); Avançados – Karim Ansarifard (Omonia), Sardar Azmoun (Bayer Leverkusen) e Mehdi Taremi (Porto)

Selecionador – Carlos Queiroz

Prognóstico VM – Fase de Grupos

VM
Author: VM

2 Comentários

  • Amigos e bola
    Posted Novembro 14, 2022 at 8:05 pm

    A terceira melhor seleção asiática, e provavelmente, uma das que tem a camisola mais pesada, pela forma como os seus jogadores assumiram uma posição perante o que se tem passado no Irão.

    Têm argumentos para discutir a eliminatória com os EUA e Gales.

  • Jeco Baleiro
    Posted Novembro 14, 2022 at 9:23 pm

    No ataque residem os principais nomes desta selecção, aos já citados Taremi e Azmoun, realçar também o Ansarifard, agora no Chipre mas já passou pelo Olympiacos e AEK na Grécia, fez um bom mundial na Russia, foi ele que facturou frente a Portugal. Ainda há dias marcou ao Man United na liga Europa. Bom jogador.

    Não sei o que podem dar sinceramente, têm alguns bons jogadores, o Queiroz costuma montar equipas muito sólidas defensivamente e será esse o registo, parece-me que o nível está um pouco acima de há 4 anos mas com todo este tumulto a acontecer, não sei até que ponto irá interferir na performance da equipa. Já tivemos a rábula do adiamento da convocatória, há claramente uma interferência do poder político no seio da selecção, tanto podem ter um rendimento pobre como podem superar-se, até atraindo assim mais atenção para os problemas do país.
    Em teoria acho que ficam pela fase de grupos, atrás de Inglaterra e EUA.

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