António Gedeão dizia que “o sonho comanda a vida”, mas parece que o tenista francês está a querer dar um passo maior que a perna. Vencer um torneio do Grand Slam exige uma disponibilidade física e mental assustadora, trata-se de derrotar alguns dos melhores tenistas do mundo em rondas consecutivas. A próxima época mostrará se o gaulês já está pronto para essa batalha.
Lucas Pouille, de 22 anos, é um dos jovens mais promissores do circuito. O tenista francês, que é o 17.º classificado da tabela mundial há três semanas consecutivas, inscreveu este ano o seu nome na galeria de campeões de torneios ATP, ao arrecadar o seu primeiro título da carreira em Metz (setembro). Mas Pouille quer mais, muito mais, e aponta já aos Grand Slam em 2017. “Ganhar um Grand Slam é o meu objetivo para a próxima época. É o que vou ter em mente de cada vez que jogar esses eventos. Não colocarei limites”, relevou o francês, em entrevista ao prestigiado “Le Monde”.
Além do título conquistado em Metz, e da final perdida em Bucareste, Pouille teve ainda como momentos altos da época a presença nos quartos de final de Wimbledon e a vitória frente a Rafael Nadal nos oitavos de final do Open dos Estados Unidos. Porém, o francês considera que o “clique” acontecera muito antes. “O ‘clique’ deu-se antes, quando derrotei David Ferrer [na altura número 8 mundial] no Masters 1000 de Miami [março]. Nesse momento eu mentalizei-me que era capaz de bater os melhores jogadores do mundo. Contra Nadal não houve ‘cliques’, mas essa vitória encheu-me de confiança”, vincou.
Ciente das dificuldades que terá para continuar a escalar posições na hierarquia, Pouille indica os aspetos que tem a melhorar no seu jogo. “Tenho de continuar a trabalhar no duro. Eu posso ser mais forte à rede, aperfeiçoar o serviço, ser mais consistente nas minhas pancadas, trabalhar mais a nível físico, ser mais rápido. São aspetos que serão trabalhos na pré-época e ao longo do próximo ano”, analisou.

