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Quo Vadis Futebol Português?

Imagem Twitter – Benfica

Portugal. País numa posição descentralizada da Europa, com uma população, em número, irrisória para o total do continente e com uma economia frágil. Apesar destas características falamos de um país que se mostra ao mais alto nível, no que ao futebol europeu diz respeito. Não deixa de ser paradoxal o momento do futebol português. Se por um lado assistimos a um crescimento da reputação dos seus interpretes, nos mais diversos papeis e a nível europeu e mundial. Percebemos que aquilo que são as competições internas decrescem no seu nível e qualidade a um ritmo preocupante. Numa altura em que vemos alguns dos nossos treinarem as melhores equipas de diversos países, em diferentes latitudes, vemos alguns dos nossos atletas a terem prestações bastante positivas em campeonatos e competições de ponta, vemos empresários e dirigentes recrutados para clubes estrangeiros, como se de atletas se tratassem. Vemos, por outro lado também, um campeonato interno cada vez mais polarizado, com um decréscimo ao nível da qualidade de jogo jogado, com clubes cada vez mais moribundos, com franjas de adeptos praticamente inexistentes. Tudo isto cozinhado num caldo de ódio cada vez mais concentrado.

As competições europeias deste ano são um reflexo da contração e falta de evolução do futebol português. Num ano em que vemos resultados surpreendentes por parte de equipas provenientes de outras latitudes (como são os casos de Dinamo de Zagreb, Club Brugge, Red Bull Salzburg, Slavia de Praga, entre outras), assistimos à dificuldade gritante dos clubes portugueses em se baterem e superiorizarem aos adversários fora das suas fronteiras geográficas.

Mas afinal, porque é que um país que tem na sua história alguns dos melhores jogadores de sempre, que já conseguiu atingir o pico mais alto internacionalmente, ao nível de seleções e clubes, está neste momento a ficar tão para trás? A resposta mais óbvia, e conveniente para alguns, é simples: o dinheiro. Como se costuma dizer, o dinheiro não traz felicidade, mas ajuda bastante. Obviamente (provavelmente), se as nossas equipas do fundo da tabela tivessem orçamentos de mais de 100 milhões de euros, como acontece em Inglaterra, tudo seria mais simples.  Olhando para as características do nosso país, facilmente percebemos que isso nunca poderá acontecer e que nunca teremos forma de gerar dinheiro como outras nações do futebol. No entanto, esta parece ser uma desculpa que agrada a alguns, pois colocam-nos numa situação de impotência e de desresponsabilidade, que nos é tão característica e cultural. Mas então, se o dinheiro não é por si só responsável de toda esta situação, quais serão os principais responsáveis?

Numa primeira estância, os primeiros grandes responsáveis são, na minha opinião, os dirigentes (em diferentes níveis). Parece que os dirigentes dos três maiores clubes em Portugal apenas estão preocupados em vencer o rival, usando e abusando da violência verbal e gratuita, personificando a sua superioridade na conquista de um campeonato cada vez menos meritório. Sendo que a sua atenção apenas se centra no seu umbigo e nos rivais, não conseguindo (ou não querendo) ver que o campeonato se deteriora de ano para ano. E os dirigentes dos outros clubes (salvo raras exceções), que muitas das vezes parecem pouco preocupados com o crescimento dos mesmos. Mergulhados em compadrios e esquemas, a troco muitas das vezes de comissões de transferências duvidosas ou de prémios provenientes das receitas dos clubes que dirigem. Confesso que desconheço a existência de alguma medida parecida, mas penso que todos os clubes deviam justificar as suas contas junto da Liga e com projetos desportivos sustentados em estratégias específicas de crescimento. Pois muitos se esquecem que o futebol só dá dinheiro porque há gente a consumir e sem adeptos não há negócio, logo não há futebol.

Em segundo lugar, nós adeptos sobretudo dos três clubes mais influentes do país. Porque nos deixamos contagiar por este clima de ódio, parecendo que tudo o que importa é ter mais dois pontinhos que o rival no final do ano. E aceitar que o dinheiro comanda a vida, e que por isso lá fora há pouco mais a fazer. Vejo muitas vezes adeptos a queixarem-se da qualidade do campeonato, mas depois, simultaneamente criticarem a sua equipa porque não ganha os jogos por 4, 5 ou 6. Se realmente queremos um campeonato forte, temos de aprender a aceitar que não vamos ganhar sempre, nem ser ano sim ano não campeões.

Tenho visto algumas figuras do nosso futebol, manifestarem esta mesma preocupação. Mas ao mesmo tempo tenho visto pouco trabalho ser feito na prática, para que as coisas realmente mudem. O que me deixa com vontade de terminar com uma pergunta para que cada um reflita. Quo Vadis Futebol Português?

Visão do Leitor: Santander

88 Comentários

  • RodolfoTrindade
    Posted Novembro 6, 2019 at 11:24 am

    Percebo o post, mas vou-me focar no Benfica que é o que me interessa…

    O problema do Benfica tem bigode e esse é mesmo o seu grande problema. O contexto (Portugal) não ajuda, mas há condições para fazer MUITO MAS MESMO MUITO MAIS!

    Equipas referenciadas no post jogam em campeonatos que é só pernetas e paralíticos e no entanto vão dando cartas na europa. O nosso campeonato é pouco competitivo mas o dos referidos é para além de horrível.

    O problema é que o homem do bigode só pensa no xeixxxaallll, está obcecado, a fazer lembrar o Sporting pós Cristiano em que pensava que tudo o que viesse da formação era craque.

    O Benfica tem muito bom jogador na formação, mas nem tudo é craque como querem fazer crer.

    O que interessa ao bigodes é meter os cachopos a cheirar a leite na montra porque as suas transferências geram ainda mais comissões para si e para os seus parças.

    Anseio pelo dia que seja preso para voltarmos a ter o Nosso Benfica de volta.

    • Muska
      Posted Novembro 6, 2019 at 11:51 am

      Isso é o que tu pensas. Em Portugal existe muito mais qualidade individual que na Croácia, Dinamarca, Suécia, Áustria, etc, isso é um facto.
      Mas as equipas estão muito melhor preparadas e organizadas. Têm ideias melhores que metade das equipas em Portugal.

      Mas eu continuo a ouvir, depois de jogos como o do Vit. Setúbal – Boavista que “o Futebol é assim, às vezes a bola, entra outras vezes não”. É resultadismo no seu melhor. Não entendem processos, e que apenas os processos levam ao sucesso a longo prazo.

    • Rodrigo Ferreira
      Posted Novembro 6, 2019 at 11:55 am

      Não sei se os restantes campeonatos são horríveis que não os sigo, mas há coisas óbvias que são diferentes. Qualquer destas equipas tem mais jogadores nacionais por exemplo e treinadores mais ousados. Por outro lado, todas as equipas pressionam o adversário. Em Portugal ninguém pressiona ninguém, os jogadores têm demasiado tempo para decidir (e mesmo assim decidem mal muitas vezes) e isso não ajuda a crescer. Chegam à Europa e o salto competitivo é enorme e não dão resposta na maioria das vezes. Se o adversário tiver jogadores de valia superior a diferença ainda se agudiza mais.

      • RodolfoTrindade
        Posted Novembro 6, 2019 at 12:49 pm

        Tens razão em algumas mas noutras não tanto.

        O Ajax anda a brilhar e vendeu 2 Félixes, e no entanto a liga é patética, andam a bater em mortos todos abertos todas as semanas. No entanto estão a brilhar. Vendem, mas ao mesmo investem em qualidade e não em produto de catálogo imposto por alguém.

    • Empaler
      Posted Novembro 6, 2019 at 11:57 am

      Quem é que dá cartas na europa dessas ligas?

    • Nickles
      Posted Novembro 6, 2019 at 12:08 pm

      Calma Rodolfo que já vêm para ai os vieiristas dizer que o que tu queres é voltar ao tempo do Vale e Azevedo.
      Ah não espera, agora a conversa já mudou, e já não há Vale e Azevedo para ninguém. Agora somos todos Rui Gomes da Silva. Portanto neste momento quem critica minimamente a política dos 10 anos à frente é logo catalogado como gomista ou silvista ou o que raio é.

    • Santander
      Posted Novembro 6, 2019 at 12:11 pm

      Rodolfo com todo o respeito discordo totalmente… Penso que uma parte significativa das coisas estarem como estão é, precisamente, por haver pessoas que apenas se preocupam com os seus clubes… Claro que qualquer adepto deve se preocupar com o seu clube e buscar o melhor, estranho era que assim não fosse… Mas dado o estado atual do futebol português parece-me ser curto olhar apenas para dentro…

      Porque ou muito me engano, ou as coisas a levarem o rumo que estão a levar o nosso campeonato daqui a não tantos anos como isso, estará por baixo dos campeonatos de pernetas que referiu e aí sim o seu Benfica não terá certamente as condições para fazer muito mais como ainda tem neste momento

      • RodolfoTrindade
        Posted Novembro 6, 2019 at 12:51 pm

        Percebo o que dizes, mas vê o exemplo do Porto de Vilas Boas e Mourinho. O campeonato é o mesmo, ainda se jogava pior, ainda assim tiveram sucesso europeu, isto porque tinham realmente bons jogadores, jogadores de fibra, com qualidade, com alguma experiência e algum nervo, não apostavam só em putos a cheirar a leite.

        E atenção que sempre defendi a formação, mas quando a aposta é sensata.

  • Muska
    Posted Novembro 6, 2019 at 11:37 am

    Aconselho a leitura da thread do user @Mathletics1984 no Twitter sobre um estudo do CIES que compara 31 dos principais campeonatos europeus e que permite perceber vários dados muito interessantes e igualmente preocupantes sobre a Liga Portuguesa.

    Dentro de várias conclusões que se pode tirar desse estudo, percebemos que os clubes portugueses têm uma média de 9,1% jogadores formados no clube, sendo esta média é claramente enviosada pelo Benfica que tem 28,4%, isto num país que é o 2º mais bem sucedido a nível de seleções jovens, a par da Alemanha e só atrás da Espanha. A média europeia, para se ter uma noção, é de 17,2%.

    Portugal importa 63,6% dos jogadores. Só o Chipre tem uma percentagem mais alta e a média europeia está nos 41,8%.

    Mas o pior número segundo o autor da thread, e sobre o qual concordo, é a percentagem de jogadores que foram contratados desde Janeiro de 2019 – 52,7%. É um número que contrasta brutalmente com os 27% da Premier League ou os 31% da Bundesliga. É um número que denota uma falta de planeamento atroz, que significa que as equipas portuguesas mudam literalmente mais de metade do plantel todos os anos. Ora, é obviamente impossível fazer-se um trabalho com qualidade e rigor se não houver um planeamento faseado e com continuidade. Mais uma vez aqui, os parabéns ao Benfica, que lidera nesta estatística, cujos jogadores estão em média à 31 meses no clube.

    Os dirigentes dos clubes são, geralmente, incompetentes e previligiam o negócio/lucro imediato e não o planeamento imediato. Outro problema que isto gera é a falta de laços emocionais que isto cria e que influencia na menor afluência das pessoas aos estádios.
    Ora para um cidadão de Portimão ou de Barcelos será certamente diferente apoiar uma equipa com jogadores locais, que sintam e desejem subir no clube, do que uma equipa carregada de jogadores brasileiros ou de países de leste.

    • Muska
      Posted Novembro 6, 2019 at 11:55 am

      Planeamento a longo prazo, obviamente*

    • Rodrigo Ferreira
      Posted Novembro 6, 2019 at 12:00 pm

      Também li, bastante bom. Alertei para isso no meu comentário. Qualquer equipa lá fora quase tem projectos mais sólidos e mais jogadores nacionais. 52,7% de aquisições desde Janeiro é uma aberração e o pior é que em Janeiro 2020 a percentagem deverá ser semelhante. Já referi ontem que o Benfica é o único clube com um projecto sólido. Está a cometer erros porque quer apressar em demasia o projecto às vezes, mas pelo menos há um padrão. O SC Braga também o tem, tenta segurar um bloco e ir crescendo. De resto, não há projectos. Sporting e FC Porto rasgam todos os anos quase. O Vitória começou agora com esta direcção, veremos. O resto é tudo em cima do joelho. Quanto ao último ponto, eu acho que muita gente em Portugal não chega a conhecer alguns jogadores dos clubes tal é a velocidade com que entram e saem dos clubes.

    • Santander
      Posted Novembro 6, 2019 at 12:07 pm

      Antes de mais, obrigado pela referência que irei ver com todo o interesse. De resto, relativamente ao ponto da formação e do jogador português não me irei alongar porque já tenho previsto outro texto para publicar precisamente sobre isso!!
      De resto todos os outros problemas enumerado apenas são passíveis de serem mudados pelos dirigentes! E foi nisso que pretendi tocar, não me parece haver interesse na resolução dos problemas de fundo do futebol português…
      Relativamente ao segundo comentário que publicou não concordo com um aspeto que se prende com a forma como se as equipas jogam… Acho que deve haver inteligência e adotar aquela que é a melhor estratégia de cada um… Veja-se o caso do Leisceter ou do Atlético que se tivessem apostado noutra filosofia provavelmente não tinham sido campeões… Veja-se o exemplo do Braga do Abel que tentou jogar de uma determinada forma e não ganhou um único jogo ao Benfica e Porto por isso eu acho que cada equipa deve jogar da forma que lhe permite estar mais próxima do sucesso.. E diferentes modelos de jogo nada têm que ver com a intensidade muitas das vezes, podem defrontar-se equipas com modelos muito diferentes e o jogo ser intenso e obrigar à velocidade de execução que refere, mas ai já é outra história ..

      Já no que diz respeito ao planeamento concordo a 200% e a pergunta que deixo é a seguinte, com os atuais dirigentes do futebol português caso houvesse mais dinheiro iria haver planeamento mais estabilizado longitudinalmente, ou apenas haveriam dirigentes ainda mais ricos?

      • AngeloGJ
        Posted Novembro 6, 2019 at 1:07 pm

        Acho que mais dinheiro na mao dos dirigentes portugueses, só lhes faria ainda mais mal, o campeonato portugues seria tipo Turquia, muitos jogadores estrangeiros em final de carreira, com salarios altos, mas que na pratica nao produzem nada, jogadores como Nani em vez de sairem para os Estados Unidos para ganhar 3 ou 2M limpos, saia para o Boavista para ganhar o mesmo, iam buscar o Eder e da-lo 2M, Ben Harfa e pagavam-lhe 4M, vendiam algumas camisolas mas nao seria mais do que isso, sustentabilidade, crescimento, criatividade e crescer na profissionalizacao dos varios sectores do clube jamais seria considerado, ainda ontem quando estava a ouvir os paineleiros comentarem sobre o resultado do Benfica, quase todos falaram na importancia da estrutura e de LFV dar suporte a equipa, eu tenho comigo que o problema esta precisamente ai, é que em Portugal pensa-se que o institucionalismo e presidencialismo vencem jogos quando a equipa nao tem qualidade ou lacunas claras, isso tambem é um dos problemas do futebol portugues a meu ver

        • Antonio Clismo
          Posted Novembro 6, 2019 at 3:58 pm

          Dar mais dinheiro aos dirigentes em Portugal iria reforçar as fortunas das suas famílias, mais estrangeiros a serem apresentados em Agosto dando entrevistas que vêm com ”muchas ganas” e muita ”ilusión”, ou seja o típico.

    • Antonio Clismo
      Posted Novembro 6, 2019 at 1:32 pm

      Deviam fazer um post apenas com a informação recolhida desses tweets.

      Dá que pensar sobre o estado do nosso futebol.

  • Muska
    Posted Novembro 6, 2019 at 11:48 am

    Por outro lado, as equipas europeias sofrem na Europa também por falta de competitividade interna e há um problema em comum em todas elas
    Em Portugal NINGUÉM pressiona a campo todo. Tanto Benfica, como Porto, como Sporting não têm qualquer dificuldade em fazer chegar a bola aos médios porque não existe uma 1ª linha de pressão.
    Na Liga dos Campeões e cada vez mais na Liga Europa (olhe-se o LASK Link) as equipas pressionam a campo todo, dificultando a tarefa de sair a jogar confortavelmente e as dificuldades a construir notam-se a léguas.
    O problema do Benfica europeu não tem sido a falta de golos ou os muitos sofridos – é apenas uma consequência. O grande problema tem sido não conseguir que a bola circule e chegue em condições aos criativos para que estes possam efetivamente criar situações de golo.
    O próprio campeonato português prejudica Benfica, Porto (que se vai valendo, esporadicamente, de uma competividade sem igual que lhes permite ter ainda alguns resultados) e Sporting, pois os jogadores não estão habituados a um ritmo e velocidade de execução que uma pressão em todo campo exige.

    • Rodrigo Ferreira
      Posted Novembro 6, 2019 at 12:01 pm

      Subscrevo e já alerto para a questão da pressão há muito tempo.

    • Joga_Bonito
      Posted Novembro 6, 2019 at 3:04 pm

      Essa questão da pressão prende-se com a questão da preparação física e da mentalidade. Os jogadores portugueses estavam muito habituados a resolver tudo com habilidade, um pouco como os grandes brasileiros até aos anos 90.
      Mas hoje, mantêm-se os mesmos hábitos maus de falta de empenho, mas sem a magia de outrora que ocultava muita coisa. Dantes, mesmo com essa falta de pressão a habilidade de um JVP ou Deco pautava a diferença, hoje sem esses craques mas com a mesma atitude má, é a miséria que se vê.
      Alie-se a isto a falta de cultura de exigência interna, que deriva da facilidade com que os grandes ganham. Se os jogadores se habituassem a ter de render sempre, à ideia de que não há vacas sagradas, a nossa competitividade disparava.
      Arriscaria dizer mais. Se a nossa pressão fosse mais alta isso acarretaria uma exigência técnica muito mais elevada, porque cá no tugão, com este ritmo de brasileirão anos 80, qualquer jogador banal é o rei da técnica.
      Quando há pressão alta e constante é que se vê os verdadeiros magos.
      Muitos jogadores enganam cá por conta disso.

  • Empaler
    Posted Novembro 6, 2019 at 11:48 am

    Temos vários problemas, entre eles a aplicação das regras e tudo que se passa na justiça por fora.
    – A impunidade geral
    – O excesso de jogadores estrangeiros: que acontece ao jogador portugues a partir dos juniores? Para que existe este escalão na maioria dos clubes se nem um aproveitam?
    – O que querem do futebol: Querem que seja um espectaculo de 90 minutos ou um perder tempo por 1 pontinho? Esta mentalidade terá de mudar
    – A mentalidade: o constante mandar-se para o chão, fitinhas, simulações, chegam a roçar o ridiculo mas são constantes
    – A % de tempo jogado, tem muito a ver com o que foi dito antes, e com jogos de tempo util de 40 minutos não podemos chegar à CL e ombrear com quem está habituado a ter jogos de 75 minutos. É como treinarmos meias maratonas e chegar a uma maratona e tentar ganhar. Não dá

    • J Silver
      Posted Novembro 6, 2019 at 12:26 pm

      O teu 4º ponto foi o que me afastou do futebol nos últimos anos. Praticamente não vejo jogos e os que vejo são da liga inglesa ou da champions. Aqui basta um encosto e os jogadores vão ao chão, o jogo está constantemente a ser interrompido, os jogadores sempre a reclamar, quer tenham ou não razão, sempre a levantar o braço e até param de jogar às vezes, quando acham que há fora-de-jogo! Para mim chega, aliás para mim já acabou há uns anos. Quero entretenimento quando vejo futebol e a única coisa que tenho é raiva e incredulidade. Portanto até tenho uma certa satisfação quando vejo equipas portuguesas a serem mastigadas na Europa, pelo menos levam com o karma gerado ao andarem por cá a fingir que jogam futebol. Quando ficarmos fora do top-10 pode ser que acordem.

    • Nuno Pereira
      Posted Novembro 6, 2019 at 3:51 pm

      O 2o ponto e’ muito facil de resolver: o nosso campeonato e’ dos poucos que nao coloca limite nos extra comunitarios. Evitava-se assim a contratacao de camioes de jogadores brasileiros e apostava se mais no portugues.

  • Rodrigo Ferreira
    Posted Novembro 6, 2019 at 11:52 am

    Disse ontem algo parecido, por isso não diria melhor. Concordo em absoluto, bom texto.

    Quanto ao conteúdo em si, já afirmei que terá de partir dos três grandes. Se calhar é fácil pedir mais competitividade porque sou do Sporting e não ganho (um adepto do Benfica que é campeão todos os anos gostará do estado de coisas e achará que o problema é circunstancial), mas temo que o futebol português caia cada vez mais se isto continuar assim. Os próprios grandes estão cada vez piores, isto para não falar nos restantes. Não podemos ter um campeonato tão fraco se queremos evoluir e competir na Europa, sob pena de sermos ultrapassados pela Rússia, Áustria, Bélgica, Holanda, etc. Qualquer equipa na Europa nos dá luta neste momento, algo que antes não acontecia. E não é uma questão de dinheiro como está referido no texto, porque existem países que gastam menos que nós e estão a fazer melhor. É certo que os grandes deixaram de conseguir contratar jogadores de grande valia como faziam antigamente, nomeadamente na América do Sul, mas o problema é mais profundo que isso. Temos de aumentar a qualidade de jogo nas partidas em Portugal, aumentar o ritmo, diminuir as paragens, promover o jogador nacional porque temos muita qualidade e só assim é que se evolui e se criam projectos sólidos. Contudo, o problema é mesmo esse. Os clubes não querem projectos, é tudo em cima do joelho e quando assim é torna-se difícil crescer. Qualquer clube pequeno se contenta com um 0-0 desde que isso signifique permanecer mais uma semana no cargo. Percebo a mentalidade porque é o seu “ganha pão”, por isso a resposta terá de partir dos clubes mais poderosos e dos dirigentes. É urgente encontrar uma forma de tornar os restantes clubes mais competitivos, obrigá-los a fortalecerem as suas Academias e apostarem nisso de modo a crescerem de forma sólida como se faz lá fora. Pela morfologia dos nossos adeptos, que se concentram nos 3 grandes, é difícil pedir uma distribuição de receitas diferentes porque não seria justa, mas terá de se encontrar uma forma dos restantes clubes se tornarem mais competitivos a médio-prazo. Não se conseguirá isso de um ano para o outro, mas começar a pensar nisso já era um bom começo.

    • Dca
      Posted Novembro 6, 2019 at 1:22 pm

      Nem mais.
      Tudo dito.
      E alerto também para a fama que o treinador Português tem que hoje em dia não passa disso mesmo, de uma fama. O treinador Português raramente arriscar, prefere a organização defensiva ao risco (haverão sempre excessos) e isso reflete se muito no nosso campeonato onde são raras as equipas que pressionam alto.
      É tudo para o pontinho e isso também é culpa dos treinadores. Tem que haver mais risco, mais coragem, tudo mais.

    • Antonio Clismo
      Posted Novembro 6, 2019 at 1:37 pm

      Aparentemente não existe vontade de melhorar o que quer que seja no futebol português. Enquanto os mesmos do costume continuem felizes tudo está bem.

      Manter o status quo é apenas o que têm feito nos últimos anos.

    • Bino Costa
      Posted Novembro 6, 2019 at 1:42 pm

      Que países gastam menos que nós e estão a fazer melhor?? Isso não é verdade, a maioria das equipas portuguesas tem orçamentos na ordem dos 5M.

      • Dca
        Posted Novembro 6, 2019 at 2:14 pm

        O Sparta tem um orçamento inferior ao do Benfica. Não estamos a comparar Sparta com Setúbal, vá lá.

      • Rodrigo Ferreira
        Posted Novembro 6, 2019 at 2:25 pm

        Se formos aos clubes principais em Portugal os orçamentos são iguais ou superiores aos austríacos, croatas, belgas, holandeses, etc. A diferença é que esses clubes apostam muito no que têm em casa, formar e potenciar para crescer desportivamente e financeiramente de forma sólida. E sim estão a fazer melhor na Europa. Se formos aos clubes pequenos a qualidade de jogo é claramente superior aos nossos pequenos e não acredito que seja por gastarem mais dinheiro.

  • André Dias
    Posted Novembro 6, 2019 at 12:09 pm

    Quando o FCP somava troféus e boas prestações europeias, o SLB viu-se obrigado a investir forte na equipa para conseguir lutar por títulos. Aimar, Saviola, Cardozo e Ramires espelham bem a ambição que reinava na Luz nessa época.

    Com o passar dos anos o FCP começou a relaxar (veja-se o plantel de Paulo Fonseca) e com o piorar dos resultados também pioraram as finanças, o que foi dando origem a planteis cada vez piores. O SLB conseguiu o primeiro tetra da sua história, acumulou vários troféus internos e começou também a relaxar.

    Foi com naturalidade que o FCP se sagrou campeão com Sérgio Conceição, a praticar possivelmente o pior futebol desde o SLB de Trapattoni. Na época passada o SLB despede o treinador a meio da época e aposta em Lage que consegue ser campeão sem receber 0 reforços e depois de promover 3 ou 4 miúdos da B. Isto há 10 anos, quando tínhamos clássicos entusiasmantes entre o FCP de AVB e o SLB de JJ, era impensável.

    O problema não é a falta de dinheiro, nunca se vendeu tão caro e se recebeu tamanhos prémios na CL. O problema é a falta de ambição.

  • Filipe Ribeiro
    Posted Novembro 6, 2019 at 12:21 pm

    Acho piada a estes textos longos e estudos e mais não sei o quê, aos anos que digo aqui que a competí idade de uma liga não se vê por resultados na Europa nem as suas melhores equipas, a liga portuguesa é fraquissima aos anos não é de agora, é só ver um jogo da liga belga, holandesa, russa, turca etc e comparar com o que se passa cá, tanto em termos técnicos, físicos como intensidade e variáveis tácticas é uma liga fraquissima.

    • Santander
      Posted Novembro 6, 2019 at 12:33 pm

      Filipe então gostava que me dissesse de que forma consegue medir a qualidade das equipas! A verdade é que desde o início deste milénio já vimos o Braga o Boavista o Sporting o Porto e o Benfica em meias finais e finais europeias… Mas desde da saída do Jesus do Benfica que isto tem sido uma desgraça internacionalmente com as piores prestações europeias em muitos anos… Se acha que isto não reflete de certa forma a falta de qualidade das equipas portuguesas não sei o que será!

      • Filipe Ribeiro
        Posted Novembro 6, 2019 at 1:40 pm

        Eu meço pela qualidade de jogo que vejo, como aqui andavam há anos com a conversa da Liga Espanhola ser superior à Inglesa porque se davam melhor na Europa, agora os ingleses papam tudo e já é a inglesa a mais forte porque papam tudo internacionalmente.
        Deve se olhar como um todo, em Portugal tirando os 4 do costume que vão à Europa o resto é quase amador, estádios vazios, jogadores a sair entrar em 6 em 6 meses, fio de jogo zero, nenhum projecto sustentado, os Benfica e Porto só têm jogos de alta intensidade quando se defrontam o resto são favas contadas isso não acontece em quase mais liga nenhuma e isto é assim aos anos, não é de há 3 ou 4 anos.

  • Analista Especialista
    Posted Novembro 6, 2019 at 12:27 pm

    A alavancagem do futebol português acontecerá com a decisão do SLB em dar um salto em frente. Investir em nomes como Cláudio Bravo, Darmian, Rúben Semedo, Fékir, etc. forçaria os rivais a reagir.

    • Muska
      Posted Novembro 6, 2019 at 12:47 pm

      Epá, o problema não está na qualidade dos jogadores. O Benfica tem um super-plantel.

      • Kafka
        Posted Novembro 6, 2019 at 1:25 pm

        Em que planeta é que o Benfica tem um super plantel? Mas está tudo doido ou quê… Um plantel tremendamente desiquelibrado, onde faltam um gr titular, lateral direito titular, central titular (o Ferro é bom com bola e fraco a defender) onde falta pelo menos 1 médio titular, 1 extremo titular e 1 extremo para o banco, e 1 avançado titular e tu vens dizer que isto é um plantel de sonho?

        Isto só é um super plantel na distrital

        • Muska
          Posted Novembro 6, 2019 at 3:27 pm

          Para a realidade do futebol português e quando comparado com os rivais tem sim um super-plantel. Tem uma profundidade pouco ou nunca vista no campeonato português e vários craques. Podem tentar negar com a fraca qualidade de novo, mas as individualidades são inegavelmente de grande qualidade e já o provaram.

          O Benfica tem:

          2 opções de qualidade para lateral esquerdo
          (Grimaldo, Nuno Tavares)
          2 opções de qualidade para central, um capitão experiente e um diamante a aparecer
          (Rúben Dias, Ferro, Jardel, Morato)
          1 opção de qualidade para lateral direito +1 jovem que já leva 4 épocas de Eredivisie a regressar de lesão
          (André Almeida, Ebuehi)
          3 opções de qualidade para a posição de médio defensivo
          (Florentino – Samaris – Fejsa)
          3 opções de qualidade para a posição de médio centro
          (Gabriel, Taarabt, Gedson)
          + possibilidade de utilizar dupla Fejsa – Samaris
          5 (!) opções de qualidade para a posição de médio of./2ºAV
          (Chiquinho, Taarabt, RdT, Jota, Zivkovic)
          2 opções de GRANDE qualidade +1 para a posição de AV
          (Vinicíus, RdT, Seferovic)
          6 (!) extremos de qualidade
          (Pizzi, Rafa, Jota, Caio, Zivkovic, Cervi)

          Quanto aos craques, se quiseres recuar ao ano passado, escrevi um post neste blog que mostrava que o Chiquinho era, a par do Bruno Fernandes, o jogador mais influente na sua equipa da liga.
          O Vinicíus, não me importa o dinheiro que custou, é um jogador fantástico e o melhor avançado da liga – basta ver o impacto que teve no Rio Ave e Mónaco, já que o Massamá não tem um nível suficientemente aceitável.
          O RdT é um jogador super autosuficiente que fazia maravilhas no Rayo Vallecano.
          O Gabriel foi um dos melhores jogadores da liga espanhola no Leganés.
          O Jota era o capitão da seleção campeão europeia de sub-17 e sub-19 – figurou no melhor onze de ambas as competições – foi ainda o melhor marcador do euro sub-19 – e foi parte importante na caminhada até à final da Youth 16/17.
          O Florentino é um dos médios mais pretendidos na Europa e o líder em intercepções nas top-6 ligas da Europa. Tal como o Jota foi campeão europeu de sub-17 e sub-19 e parte do onze ideal da competição.
          Gedson, além de ser também campeão europeu de sub-17 e ter estado no onze ideal da competição, ficou ainda em 7º lugar no Golden Boy 2018.

          O Benfica tem MUITA qualidade, MUITA quantidade e não há NENHUMA comparação possível entre o seu plantel e o dos rivais, que dão minutos a: Miguel Luís, Luiz Phellype, Tiago Ilori, Ristovski, Borja, Jovane Cabral ou Wilson Manafá, Bruno Costa, Mbemba.

          A profundidade de plantel de Sporting e Porto então é para rir. O Benfica pode muito bem ter o Rafa lesionado que ganha jogos. O RdT estava em má forma, entrou o Chiquinho. O Sporting se perdesse o Bruno Fernandes, o Mathieu e o Vietto acabava. O Porto se perdesse o Danilo, o Pepe e o Telles também ia ser giro.

          O Benfica está a vontade para ter o Rafa lesionado, deixar o Pizzi e o melhor marcador do ano passado no banco e continuar com 9v em 10j, mesmo jogando mal que dói.

          Por isso é melhor refletires primeiro em vez de dizeres barbaridades.

          • Antonio Clismo
            Posted Novembro 6, 2019 at 3:55 pm

            O Benfica está ao nível de um Valência.

            O Porto está ao nível de um Bétis.

            O Sporting está ao nível de um Valladolid.

          • Kafka
            Posted Novembro 6, 2019 at 4:15 pm

            Que falta de noção do que é um jogador de qualidade, enfim nem há ponta por onde se pegar

          • Kafka
            Posted Novembro 6, 2019 at 4:16 pm

            Fejsa qualidade? Cervi qualidade? 6 extremos de qualidade? Oi? 2 laterais direito de qualidade?

            Que loucura, não há mesmo ponta por onde pegar

      • Goncalo Silva
        Posted Novembro 6, 2019 at 1:41 pm

        O Benfica não tem um super plantel nem coisa parecida. Muitas lacunas na equipa, nomeadamente todo o lado direito. Por exemplo Vlachodimos, André Almeida e Pizzi não têm qualidade para jogar fora de Portugal.
        Um dado curioso que vi hoje é o facto do Benfica ter alinhado ontem com 6 jogadores do 11 titular que há 2 anos jogavam na segunda liga ou inferior (Vlachodimos, Ferro, Tomás Tavares, Florentino, Chiquinho e Vinícius), o que diz muito.

    • Af2711
      Posted Novembro 6, 2019 at 12:53 pm

      Esse ano poderia mesmo ter acontecido um Fékir no Benfica. Poderia ter sido ele no lugar do Raul De Tomás.
      Porém vejo que o futebol português é por cultura, um campeonato que aproveita as oportunidades de mercado. O salário de um Fékir, de um Casillas (que acabou indo para o Porto) seriam sempre um impeditivo para que houvessem mais contratações “bomba”.
      O Porto tentou com Imbula e Óliver, o Benfica com Jimenez e o Sporting com Acuña fazer uma contratação cara e que chamasse a atenção dos rivais. Porém o impacto foi bem abaixo do que os três esperavam.

      Primeiro porque esses jogadores não têm margem para erro nem do clube nem dos adeptos, segundo porque a adaptação deles não é feita da melhor forma a um plantel, e terceiro que em condições normais, não são jogadores que mudam um clube de patamar (embora sejam de boa qualidade) e não são nomes firmados no topo da Europa.

      Os clubes portugueses precisam contratar como a dez anos atrás (no caso de Porto e Benfica) montando elencos fantásticos para a realidade portuguesa sem fazer loucuras e descobrir talentos (Braga e Sporting) para que possam potencializá-los e depois de alguns anos vendê-los por ótimos valores.

      • Rodrigo Ferreira
        Posted Novembro 6, 2019 at 2:15 pm

        Antes era fácil com a América do Sul, mas agora todos estão atentos à América do Sul. É quase impossível atrair os melhores. Militão foi uma excepção.

        • Af2711
          Posted Novembro 6, 2019 at 3:51 pm

          Olha, sou sulamericano e te digo que há muita qualidade por aqui. Para se ter uma ideia, Tagliafico, hoje brilhando no Ajax saiu em 2018 do Independiente por 4M. Gonzalo Martinez saiu por 13,25M para o Atlanta United. Há jogadores no Brasileirão como Michael do Goiás que é muito pouco falado na Europa e tem quase 10 golos no seu ano de estréia na Liga, tem um preço totalmente acessível para clubes portugueses, mas a falta de prospecção ou o medo em apostar e dar flop impede os clubes de trazerem.

          O que quero dizer com isso? O projeto de montar grandes plantéis de Porto, Benfica e Sporting não são tão aliciantes ao ponto de seduzir este tipo de jogador? Em Janeiro de 2018 acredito que o Porto seduziria muito mais que um Ajax o Tagliafico, e também ao longo da segunda metade daquela época, Telles se lesionou e Dalot jogou alguns jogos a defesa direito. Há que saber mesclar entre as jovens promessas formadas no clube, jogadores de qualidade que acabam indo para centros mais fracos e oportunidades de negócio. O próprio Gonzalo Plata, hoje no Sporting que se destacou ao serviço do Equador sub-20, num contexto adequado pode explodir em Portugal, mas há que apostar.

    • Rodrigo Ferreira
      Posted Novembro 6, 2019 at 2:14 pm

      O Benfica não consegue atrair esses jogadores porque a Liga é fraca. É simples. Nunca vão conseguir enquanto isto continuar assim, sobretudo se não melhorarem nas provas europeias. O Casillas foi para o FC Porto pelo prestígio que têm na Champions, por exemplo.

  • El Mago
    Posted Novembro 6, 2019 at 12:31 pm

    Como querer um campeonato tão competitivo se os direitos televisivos não são centralizados?
    Como querer que 70% das equipas com um orçamento 20 vezes inferior aos dois primeiros consigam dar luta, sem ser usar esquemas e subterfúgios para abrandar o ritmo de jogo?
    Antigamente ir ganhar a campos como o Municipal de Leiria, o Mário Duarte, o Vidal Pinheiro, à Madeira, Setúbal ou a Chaves era uma prova de força, nos dias que correm Porto e Benfica só perdem pontos com essas equipas num dia em que a sua eficácia e inspiração esteja em baixa e a dessas equipas em alta.

    Melhorar a competitividade do campeonato passa por apetrechar as equipas pequenas, pois sem dinheiro não há bons jogadores, e sem bons jogadores não há bom futebol e sem isso começa a ditadura do ponto que vale tudo menos arrancar olhos para o obter.

    Há equipas à parte? Há sim mas representam o lado negro do futebol, o dos fundos de origem duvidosa que compram as equipas e usam e abusam delas para lavar dinheiro, desprezando o associativismo e a mística pura que o representa,. O Famalicão é um caso desses, outro o Belenenses ou melhor a Code City FC que envergonha o futebol nacional tendo 100 pessoas a ver os jogos em casa, contraponto com as milhares que vêem o verdadeiro Belenense, o dos sócios no Restelo na 2ª divisão distrital.

    Portanto o problema do futebol português é o do pensar pequeno, o do pensar só no nosso umbigo, é o dos eucaliptos, é da falta de ligação entre os clubes e as regiões que o representam. Faço a minha vénia ao Guimarães, onde o primeiro clube dos vimaranenses é o Vitória, o segundo o Vitória e o terceiro o Vitoria.

    • Nickles
      Posted Novembro 6, 2019 at 1:19 pm

      Como não adorar a conversa já gasta do <>.
      Queres um campeonato competitivo?! Então vamos lá ver quantos são a favor de um campeonato com 14 equipas por exemplo? Vamos ver quais dos pequerruchos aceitam que numa época desçam 6 equipas.

      Outra história muito engraçada é a centralização dos direitos televisivos, que basicamente são os outros 15 clubes a ganhar dinheiro à pala dos tais 3 “eucaliptos” que de acordo convosco não fazem falta nenhuma ao futebol português. Essa também é muito boa.

      • Nickles
        Posted Novembro 6, 2019 at 1:22 pm

        conversa do “coitaditos dos pequeninos”***

      • Artur Trindade
        Posted Novembro 6, 2019 at 1:59 pm

        Essa resistência toda á centralização deve-se a preconceitos.
        Se lhe disserem que no dia de amanhã o Benfica mantém ou aumenta a verba que recebe, e que os pequenos dobram ou triplicam a verba que auferem, qual é o problema?
        Esse aumento do bolo, só poderá acontecer com centralização. Apenas se diminui o fosso de orçamentos, não a competitividade dos grandes, antes pelo contrário.

        Vivem todos no mesmo barco, embora lá aumentar a qualidade do mesmo.
        Já parece a atitude do Trump em relação ás mudanças climáticas.
        Visões curtas.
        Claro que a diminuição de equipas na liga também é necessária.

        • Antonio Clismo
          Posted Novembro 6, 2019 at 3:53 pm

          O Benfica paga os salários de muitos clubes pequenos. Eles preferem este sistema do que a centralização é por isso que estão sempre a recandidatar os mesmos na Liga de clubes com as mesmas visões nos últimos anos…

      • Joga_Bonito
        Posted Novembro 6, 2019 at 2:59 pm

        Isto.

      • sekko
        Posted Novembro 6, 2019 at 3:19 pm

        todos os grandes campeonatos da europa ja tem os direitos centralizados,mas nós pelos vistos a que devemos estar certos e eles todos errados…

        • Joga_Bonito
          Posted Novembro 6, 2019 at 4:30 pm

          E se todos estiverem errados? Não seria a 1ª vez.
          E já agora que lhe parece desse argumento absurdo de que a centralização dos direitos torna o campeonato mais forte, quando na verdade se pauta por três coisas:
          -dá dinheiro de clubes que geram a clubes que não geram nada encorajando a acomodação
          -abre portas a por esse caminho, quando mesmo com a centralização de receitas a disparidade se manter, porque os três grandes têm muitos mais sócios e vendem muitos mais merchandising, se começar a exigir que os grandes partilhem as cotas de sócios, as receitas de bilheteira e afins, em nome de uma falsa igualdade? Agora eu como benfiquista em vez de apoiar o meu clube devo apoiar os outros?
          -A centralização em Inglaterra permitiu que clubes pequenos limpassem craques ou bons jogadores a ligas medianas como a brasileira, argentina, grega, turca, etc. Os Brightons desta vida agora compram craques em ligas tradicionais, com dinheiro que não geram, vivendo apenas do que os grandes ingleses geram. Ou seja, a nivelação inglesa aconteceu à conta de desnivelar as ligas tradicionais como a argentina, brasileira e outras, permitindo que clubes pequenos do nada começassem a comprar craques que dantes nem cheiravam. Ou seja, a nivelação fez-se à conta de destruir outros. E esta hein?
          -A centralização é um falso argumento quando os clubes não têm o mesmo número de adeptos. Só o ridículo politicamente correcto pode sugerir que o Benfica, Porto ou Sporting recebam o mesmo que o Pinheirense numa transmissão. então por essa lógica de que servirá ganhar adeptos, trabalhar para ter mais receitas? De que me servirá isso se os outros é ficam com o meu dinheiro que eu trabalhei? Isso avi encorajar é o parasitismo, que já se vê em clubes como o Newcastle, onde os rios de dinheiro das transmissões serviram para atrair donos que ganham muito com o clube e pouco investem. Ou seja, isso não se traduziu em maior competitividade, nem em maior qualidade, mas sim em oportunismo de quem vive à pala dos grandes e enquanto a mama durar tudo está bem. Não há ambição no Newcastle, porque desde que entrem rios de dinheiro por participar no bolo inglês da centralização, tudo está bem.
          -Na Grécia todos os clubes locais têm fortíssimo apoio local, com enormes espectáculos das claques. Nem por isso o Olympiakos deixou de ganhar só ele metade dos campeonatos gregos, sim, leu bem, metade dos campeonatos gregos. Onde está a competitividade então?
          -Só faz sentido falar de centralização se estivermos a falar de uma liga onde todos os clubes têm mais ou menos o mesmo número de adeptos. Agora que sentido faz o Benfica receber o mesmo que um Pinheirense?
          É o mesmo absurdo de exigir que os jogadores das modalidades recebam o mesmo que o futebol, quando a disparidade de receitas geradas é enorme.
          Não há desigualdade nenhuma entre os três grandes e os pequenos, como se estivéssemos a falar de justiça social. O que há é muito mais adeptos de uns em relação aos outros.
          É claro que o Messi recebe muito mais por mês que o Zé Marreco do Quintanense e era suposto ser o oposto? Era suposto receberem o mesmo?
          Isso é uma falácia como dizer que se deve receber no hóquei como se recebe no futebol, quando as receitas geradas são completamente distintas.
          A solução é os clubes pequenos crescerem, como das modalidades ou o desporto feminino crescerem a nível de receitas e não virem com tretas, falácias e manipulações ideológicas sobre a realidade do desporto.
          O Barça ou o Real geram muito mais que o meu Benfica e por isso recebem mais. Não me vê a queixar disso pois não?

      • B.Guima
        Posted Novembro 6, 2019 at 3:20 pm

        Que belo comentário.
        Analisemos o que vai trazer de competitivo um campeonato mais pequeno 14 equipas?!
        Sem dinheiro é investimento não existe competitividade, simples.
        Sobre o centralização o teu cometário é de verdadeiro estarola que se acha grande cá e pequeno na Europa.
        Vejamos quantos países não têm os direitos centralizados?! Do top 10 da UEFA, NENHUM… Bem nesses países são todos grandes.
        Em relação ganhar dinheiro a pala de quem?! Os grandes ganham e sugam os pequenos é que sem pequenos jogam contra quem Benfica vs Benfica B?! Sem procura não há oferta, simples.
        É eu então adeptos do VSC tenho 0 dependência de vocês, zero, muito mais adeptos como tu, gosta de ser grande cá dentro e pequenino lá fora. O bonito é depois adeptos como tu a queixarem se dá desigualdade na UEFA, coerência ou falta dela.

        • Nickles
          Posted Novembro 6, 2019 at 4:29 pm

          Contradizes-te todo. Apoias a centralização dos direitos, mas és contra a diminuição do número de equipas. Ora usando matemática simples que aprendi na primária, quanto maior for o número de equipas por dividir, menor é a receita que cada equipa recebe.

          Outra contradição tua é como adepto do Vitoria achas que não dependes dos 3 “estarolas” como dizes mas depois mais uma vez queres a centralização dos direitos. Realmente o número de telespectadores de um Vitoria SC vs Tondela é de certeza igual ao número de telespectadores de um Benfica/Sporting/Porto vs Tondela. Claro que sim.
          Mais uma vez e utilizando matemática simples. Vamos supor que 5 pessoas vêem um jogo do Vitoria. Quando é o jogo do Benfica o número sobe naturalmente derivado da existência de mais benfiquistas que vitorianos (Sporting e Porto é igual), vamos dizer para 10 vá. Ora se cada telespectador por exemplo paga 1 euro para ver um jogo, a receita do jogo do Vitória é de 5 euros. Já a do Benfica é de 10. Dividindo o total das receitas dos dois jogos pelos dois clubes, tanto Benfica como Vitoria recebem 7,5 euros. De onde vieram mesmo esses 7,5 que o Vitoria recebeu, se o seu jogo só resultou numa receita de 5 euros?! Mas de acordo contigo claro que não dependem dos grandes. É uma independência vá lá vá lá.

          Mais, em nenhum momento digo que sou contra a centralização dos direitos. Apenas acho engraçado a estas vossas conversas de que os grandes não prestam para nada, mas depois querem ganhar dinheiro à custa deles.

          Ah e uma coisa gira é acusares de me queixar da desigualdade existente na UEFA. Vê-se logo que não lês os meus comentários e querias pegar em qualquer coisa para me acusar só porque sim.

          • Nickles
            Posted Novembro 6, 2019 at 4:42 pm

            Correcção: em nenhum momento digo que sou contra a centralização neste post.

            Mas claro que sou contra.

          • B.Guima
            Posted Novembro 6, 2019 at 9:04 pm

            Mas partes sempre do princípio que o Benfica depende de alguém para jogar certo?! Existe campeonato sem os outros 15?!Nao.
            Sem fossem com em Espanha os 15 clubes ameaçavam com greve ao campeonato enquanto não houvesse a centralização.
            Mas se acha que isso é argumento, não te queixes na Europa e a UEFA criar uma champions cada vez dos maiores e para pena tua o teu clube não entra nessa guest list.

    • Empaler
      Posted Novembro 6, 2019 at 2:38 pm

      E que tal as equipas pequenas começarem a aproveitar as camadas jovens?
      E que tal as equipas pequenas começarem a jogar à bola?
      E que tal se as equipas pequenas parassem de contratar 20 jogadores estrangeiros por época?
      E que tal se jogassem um futebol vistoso trouxessem adeptos aos estádios?
      E que tal deixarem de preferir perder por 1-0 e tentarem marcar golos?
      Que tal tentarem jogar futebol? Que tentem que os adeptos consigam ver um jogo inteiro?
      Que tal não porem os bilhetes mais caros que uma refeição?

      Não vejo em que medida diminuir o número de equipas na primeira seja solução.

      • B.Guima
        Posted Novembro 6, 2019 at 9:08 pm

        Que bonito Empaler.
        Que tal os supostamente grande ganharem jogos na champions o Benfica tem 17 jogos 14 derrotas l, salvo erro.
        Para quando um dos supostamente grandes ganham a champions?!
        Para quando os supostamente grande ganham a liga Europa novamente?!
        Que tal esse mesmo clube faça tudo o que disseste do mais pequenos em Portugal, é em tudo, na Europa?!

        • El Pipito
          Posted Novembro 7, 2019 at 2:52 am

          Foi um show de comentários surreais. Apresentam-te um argumento e tu vais falar de champions league.
          É simples, o Benfica fatura mais e tu queres receber o mesmo. Quem é que está efetivamente mal aqui?

          • Empaler
            Posted Novembro 7, 2019 at 9:43 am

            Para ganhares na CL tens de ter estofo para isso. E não o ganhas actualmente nos jogos com tondelas e setubais desta vida.
            E como El Pipito diz e bem, tens um clube com media de espectadores no estadio de mais de 40 mil, média na televisão de uns milhões e outro com média no estado de 800 e 100 mil na televisão e queres que recebam os dois igual? Vamos lá premiar a incompetencia!
            Os pequenos que abram a pestana e se esforcem

  • Toupax
    Posted Novembro 6, 2019 at 12:43 pm

    Não acho que o campeonato português seja assim tão fraco como dizem, é o campeonato que se pode ter com o dinheiro que as equipas gastam, alias basta ver que por exemplo as equipas Turcas investem muito mais e tem piores resultados que as tugas. O grande problema que se esta aqui a debater é o Benfica andar a anos a fazer figuras de corpo presente na Champions porque tem uma direção sem ambiçao, uma direção que da 17 milhões por um jogador que fez meia epoca de jeito no Rio Ave e 20 milhões por outro avançado porque as relações com o Real estavam mal. Isto é só o cumulo da má gestão. Veja se o Ajax, além de apostar em Jovens compra jogadores com Blind, Tadic, Promes tudo jogadores com experiência, esse é o caminho.

    • Rodrigo Ferreira
      Posted Novembro 6, 2019 at 2:11 pm

      Blind e Promes são holandeses, o Tadic conhecia a Liga. São casos específicos. O Benfica podia fazer isso com um Renato Sanches ou o Bruma, mas preferem apostar noutro tipo de jogadores…

  • DQuinta
    Posted Novembro 6, 2019 at 1:07 pm

    A este texto quero acrescentar que a economia de mercado também nos engole. Temos de ter medidas proteccionistas. A UEFA, FIFA etc têm de nos proteger. Os clubes que vêm comprar jogadores já formados tendo o desplante de os regatear com a facilidade de quem tira uma nota da carteira é vergonhosa. Nunca vamos ter grandes equipas porque essas precisam de grandes jogadores… E esses são aspirados pelos grandes campeonatos. E nós vamos ficando com o refugo…
    Só de fazer notar o seguinte. Isto que os Barcelonas e City’s desta vida fazem a Benficas, Portos e Sportings é o mesmo que que estes segundos fazem com Nacionais, Rios Aves e Tondelas….Mas claro assim como o Benfiquista diz que assim é que o campeonato está bem porque têm o domínio disto tudo o que acham que pensam os grandes clubes europeus do crescimento de Benficas e afins?

    • Nuno Pereira
      Posted Novembro 6, 2019 at 2:27 pm

      O Benfica so nao esta melhor porque nao quer. E os outros clubes so nao estao melhores porque nao querem. No’s portugueses e’ que adoramos sermos os coitadinhos e acharmos que precisamos da ajuda da UEFA e FIFA para crescermos. E enquanto pensarmos assim, nunca mas nunca vamos la chegar. Os clubes pequenos que se mexam. O City e o Barcelona nao tem que fazer cedencias ao Benfica para que o Benfica cresca de competitividade. O Benfica e’ que tem de arranjar forma de aumentar a sua competitividade. ‘Ai que perdemos o Joao Felix” mas que eu saiba caiu muito dinheiro e nao se compraram jogadores de boa qualidade. Nao abundam? Mentira, o Benfica sempre conseguiu contratar jogadores de alta qualidade ou de grande potencial. Se passamos de Javi Garcia, matic, Gaitan, Di Maria, etc para Cervis, Caio Lucas, Andre Almeida foi porque o Benfica quis e nao por forca da circunstancia. Os Tondelas e Desportivo das Aves sao miseraveis porque querem. Ninguem os obriga a pedir jogadores dos grandes emprestados. Porque e que o Famalicao esta a fazer um excelente campeonato? Porque atraiu um investidor decente a associou se ao Jorge Mendes. “Ai mas o Jorge Mendes e’ um sanguessuga” e quem diz isso mais uma vez demonstra a nossa cultura e mentalidade de coitadinho. Nos portugueses adoramos arranjar um problema para toda a solucao. “O Porto perdeu pontos porque o arbitro falhou” mais um exemplo de desculpa.
      Para terminar ate porque poderia ficar aqui horas a escrever o que vai de mal em Portugal, porque estou noutro pais e noutro contexto em que eu tambem ja fui coitadinho e me queixava que a vida me corria mal.
      Conclusao: os clubes que se mexam e deixem de esperar caridade. Nao ha dinheiro? Arranje se forma de trazer dinheiro. O nivel da liga portuguesa e baixa porque os clubes assim o querem, e nao so os 3 grandes que apelidam de eucaliptos. O braga vendeu o Rafa por um valor bem alto para a realidade portuguesa: alguem obrigou a vender? “Ai e tal ajudou a consolidar as contas” portanto apenas e so atraves de vendas os clubes conseguem regular as contas? Mais uma vez, procure-se formas de dar a volta.
      Um bem haja

  • Antonio Clismo
    Posted Novembro 6, 2019 at 1:16 pm

    Para o nível baixíssimo em que está o campeonato português, existirem 70% de estrangeiros a competir é um facto mais do que preocupante. Para este baixo nível de jogo bastava jogarem os júniores.

    Nem como campeonato de exportação a Primeira Liga serve, uma vez que o nível da formação não é muito alto, basicamente há apenas alguns clubes declaradamente formadores e sustentáveis mas a maioria nem se dá ao trabalho. O FC Porto nem academia de formação tem e dá-se ao luxo de estragar ano após ano o potencial de inúmeros talentos que poderiam chegar a níveis muitíssimo interessantes em detrimento de nulidades pagas a peso de ouro.

    A FPF tem culpas no cartório mas a Liga aparentemente não serve para nada e está refém dos clubes grandes. A Liga não tem qualquer poder e os clubes estão acima da entidade que os devia tutelar.. Surreal.

  • Tiago Martins
    Posted Novembro 6, 2019 at 1:24 pm

    Não é difícil de perceber. Sporting num buraco, Porto em crise financeira (abafada pelo clube e comunicação social ) e uma direção do Benfica preocupada com tudo menos em construir boas equipas.

    • Antonio Clismo
      Posted Novembro 6, 2019 at 3:51 pm

      Parecendo que não são nas alturas de crise que as soluções aparecem. Mas não se têm visto soluções a aparecer…

      Enquanto houver dinheiro, podemos ter a certeza que será mal gasto pelos clubes. Quando faltar, aí sim apertam o cinto e começam a pensar em ser sustentáveis.

  • Estigarribia
    Posted Novembro 6, 2019 at 1:26 pm

    Bom texto, Santander. O futebol português precisa de mudanças, mas mudanças a sério. Temos uma Primeira Liga com demasiadas equipas – 18 equipas é muita equipa para um país tão pequeno como o nosso – pelo que têm que ser feitas mudanças. E deixo aqui uma sugestão:

    1ª Liga: Redução do número de equipas de 18 para 12 ou 14, jogando-se uma espécie de Fase Regular, como no futsal, e os oito classificados apuram-se para um playoff onde será encontrado o Campeão Nacional. No que toca às equipas que descem, seriam despromovidas três equipas à 2ª Liga Portuguesa.

    2ª Liga: Dividir-se a Liga de Honra em Zona Norte, Zona Centro e Zona Sul e os vencedores de cada zona subiriam automaticamente à 1ª Liga Portuguesa. É ridículo, no formato actual da 2ª Liga, o terceiro classificado ficar de fora da 1ª Liga na época seguinte – simplesmente o 3º classificado ‘morre sempre na praia’.

    Em relação à parte do financiamento das equipas, a centralização dos direitos televisivos já deveria ter acontecido e, mais tarde ou mais cedo, vai ter mesmo que acontecer. E a entrada de investidores estrangeiros nas SAD’s dos três grandes, por exemplo, ou de outros clubes vai começar a ser uma realidade, mais dia, menos dia. Não vale a pena termos mentalidade tacanha e falta de ambição, porque com mais dinheiro haverão mais jogadores de qualidade e mais jogadores de qualidade trará futebol de qualidade. Os presidentes dos três grandes, fundamentalmente porque são os três clubes mais representativos, deveriam de informar os sócios sobre as vantagens e desvantagens da entrada de uma investidor sério na SAD em vez de andarem às alfinetadas constantes.

    Saudações Leoninas

    • Tiago Silva
      Posted Novembro 6, 2019 at 5:30 pm

      Concordo Estigarribia, o nosso campeonato tem imensas equipas e há equipas que não têm qualquer ambição. Equipas como o Vitória de Setúbal, o Belenenses SAD, o Marítimo, essas equipas lutam pelo quê?

      Para mim o formato seria 12 equipas na Primeira Liga e um formato como é na Liga Revelação: os 6 primeiros entram numa liga de campeão, onde se decidia quem seria campeão, quem iria à Champions e quem iria à Liga Europa e os 6 últimos lutavam para não descer e os 3 últimos desciam. Sempre que se passava as fases regulares, as equipas perdiam metade dos seus pontos.

      Na Segunda Liga gostei da tua ideia: 30 equipas divididas em 3 zonas, Norte, Centro e Sul e subiam a campeã de cada uma. As ilhas entravam na Zona Sul. Seria bom para desenvolver o futebol noutros regiões do país, porque assim há mais hipóteses de clubes de regiões como o Alentejo ou as Beiras de competirem em melhores condições e há uma maior motivação para os clubes dessa zona crescerem.

      Para a CNS, seria algo do género também.

      Quanto à distribuição das receitas, os 6 primeiros recebiam o mesmo e os 3 que subiram da Segunda Liga recebem o mesmo do que os que se mantiveram (mas não recebem muito menos do que os 6 primeiros). Os 3 clubes que desceram recebem o mesmo do que todos os clubes que se mantiveram na Segunda e assim sucessivamente.

      • Estigarribia
        Posted Novembro 6, 2019 at 8:01 pm

        Tiago,

        A ideia que eu apliquei para a Segunda Liga foi baseado nos primórdios, digamos assim, do Campeonato Nacional de Seniores: antes de se chamar CNS, chama-se, salvo erro, II Divisão B e dividia-se, precisamente, nessas três zonas: Zona Norte, Zona Centro e Zona Sul. Por mim, aplicava-se esse modelo na 2ª Liga e fazia-se regressar esse mesmo modelo ao CNS. Seria mais justo quer para as equipas da Liga de Honra, quer para as equipas do CNS.

        Saudações Leoninas

  • AngeloGJ
    Posted Novembro 6, 2019 at 1:51 pm

    Muita conversa por aqui, mas continua a achar que o problema central esta na FALTA DE QUALIDADE DE JOGO e nao no campeonato ser menos competitivo, haver menos dinheiro para gastar, no clima de odio ou nos arbitros, a verdade é que Benfica, FCP e Sporting nao jogam NADA, 0, NENHUM, e a culpa disso é principalmente dos treinadores que formataram as suas equipas com um futebol a rocar o mediocre e para consumo interno apenas, qual é a maior virtude do futebol do Benfica de Bruno Lage? transicoes rapidas, e tambem nao sao perfeitos nisso, qual é o maior virtude do futebol do FCP de SC? A dimensao fisica e tambem nao sao perfeitos nisso, portanto quando 2 equipas de nivel alto europeias teem como maior virtude apenas transicoes rapidas (Benfica) e dimensao fisica (FCP), nao sao perfeitos nesse momento de jogo e em tudo o resto sao mediocres como nao esperar que estes dois tenham desempenhos tao fracos nas competicoes europeias onde defrontam equipas que mesmo nao jogando nenhum estudam estes dois clubes portugueses e sabem exatamente onde bater para derruba-los?

    O problema central esta na falta de qualidade de jogo, eu nao posso dizer que o SC e o Bruno Lage sao grandes treinadores(e ja elogiei a ambos) quando nao conseguem sequer por as suas equipas a jogar minimamente bem, ha qualidade no Benfica e FCP para fazer muito mais do que teem feito, ha lacunas sim mas ha MUITO DEMERITO dos treinadores, MUITO, eu acompanho o futebol portugues ha mais de 15 anos e nunca vi as equipas portuguesas jogarem tao mal como jogam atualmente, a melhor equipa a jogar em Portugal é o Vitoria de Guimaraes que nao consegue ganhar os seus jogos porque tens jogadores que ou nao sabem finalizar ou ate nos treinos falham mais de 50% das oportunidades de golo, a formacao é importante, o ethos e planeamento do clube é importante, a competitividade do campeonato tambem, mas Portugal sempre foi assim e daqui ja sairam varios CRAQUES, bolas de ouro, melhores jogadores da Europa, campeoes do mundo e da europa, o que havia nesse tempo é que se jogava bem a bola em Portugal e esse sempre foi o maior tesouro portugues, nao ter dinheiro, nao ter as infraestruturas e os grandes nomes na direccao do clube mas ter um futebol de qualidade tal que fazia frente e em dia sim superava qualquer equipa europeia e mundial, mas o que se ve hoje sao treinadores fracos e teimosos e equipas que nao jogam nenhum, esta tudo muito cinzento, falta luz, falta classe, falta futebol de qualidade as equipas portuguesas dinheiro nunca houve portanto o problema nao comeca por ai.

  • Foi no ano 21
    Posted Novembro 6, 2019 at 2:12 pm

    É um pouco off.topic, mas imaginando que este texto vem no seguimento das nossas recentemente fracas prestações europeias, não posso deixar de introduzir este tema.
    Sou de braga e do Braga. Durante 3 anos fui apanha bolas no meu clube e tive a oportunidade de privar com a realidade do futebol profissional de perto. Lembro-me que na altura, de cada vez que um dos 3 grandes ou um grande europeu (Bayer, Liverpool, Arsenal, sevilla, etc.) eu ficava admirado com a dimensão física dos jogadores. Não que tivessem que ser gigantes, aliás, muitos até eram pequenos, mas tinham uma capacidade física que não se viam nas restantes equipas que iam ao Municipal.
    Hoje em dia, os grandes já não têm jogadores assim, salvo algumas excepções (que por norma tecnicamente são fracos). E isso é um problema grande pois estão pior preparados para enfrentar equipas que tenham essa melhor preparação, e depois aparecem estes resultados.
    Atenção que, por exemplo, Messi, Bernardo ou Moutinho são jogadores com essa dimensão física, com essa preparação que falo, e não têm mais de 1,75…Não sou um Sergio Conceição que só quero cepos em campo, gosto de magia! Mas quero isso aliado a um jogador que corra, que tente disputar todas as bolas e que chegue aos 10 minutos finais pronto para ganhar um sprint! São muitos? Não, mas por isso é que não estou lá eu!
    A qualidade dos interpretes baixou, mas a exigencia das equipas técnicas com a forma física dos jogadores baixou, e muito, no panorama nacional.
    Basta ver que ontem passei pelo Fejsa na rua e o rapaz parece um franguinho de aviário…alto, mas um franguinho!

    • Tiago Silva
      Posted Novembro 6, 2019 at 5:13 pm

      Pegaste num ponto importante. As equipas portugueses estão mal preparadas fisicamente, não é à toa que o Porto é a equipa que faz melhores prestações na Europa, os seus jogadores são melhores fisicamente e isto ao nível da Champions e Liga Europa é muito importante. Não estamos a falar de força, mas sim o corpo estar mais definido, mais preparado para disputar os lances, mais forte, ágil e rápido. E também mentalmente estão mal preparadas neste aspeto, já que os jogos do nosso campeonato são pouco intensos, não disputam as bolas, não querem ganhar os lances, apenas querem cair para o chão e tentar ganhar faltas.

      • Turiacus
        Posted Novembro 7, 2019 at 11:32 am

        Mas achas que esse aspeto se deve à relevância que o Sérgio Conceição dá à componente física no seu futebol ou será realmente algo que é inerente ao Porto?
        Sei que, por exemplo, o SC define um número de KM que os seus jogadores têm que fazer durante cada treino e que ele próprio verifica se esse valor é cumprido ou não.
        Não estou propriamente dentro da componente de treino no futebol por isso também não sei se isto é uma prática comum ou não.

  • Pésquerdo
    Posted Novembro 6, 2019 at 2:40 pm

    Um bom texto. Resume claramente quais são os pontos mais fracos do nosso campeonato:
    – Falta de competição interna;
    – Falta de visão e ambição dos dirigentes;
    – O constante desvio do que devia ser o foco principal de uma instituição desportiva: o constante melhoramento desportivo e financeiro;
    – Fraca capacidade financeira para competir com os clubes europeus.

    Daqui, penso que o último é claramente um ponto fraco significativo e difícil de ultrapassar. Enquanto noutras ligas existe um avultado crescimento no investimento nos clubes, em Portugal assistimos a uma estagnação.
    Mais, com a crescente globalização do futebol, os campeonatos sul-americanos (leia-se, habitual ponto de mercado de talento para os clubes portugueses) cresceram ao saber aproveitar este factor. Isto resultou numa redução de capacidade para se importar talento a sério para Portugal.

    Falando agora de soluções, o problema para mim não reside nos dirigentes apenas, mas sim na Liga e Federação Portuguesa de Futebol.
    Os tempos mudaram, o futebol evoluiu e os seus consumidores, para além dos seus canais de consumo, alteraram-se também.

    Enquanto vemos as grandes ligas a reinventarem-se e a expandirem-se para o mercado internacional agressivamente, a liga portuguesa ficou parada no tempo. Apenas temos em vista o consumo interno, desvirtuamos o nosso futebol com telenovelas parolas e programas asquerosos, damos mais ênfase a polémicas que em qualquer outra grande liga e pior, deixamos estas existirem livremente.
    Na minha opinião, é urgente uma mudança de paradigma, vinda de cima. Pedro Proença é, à vista de todos, um presidente de liga apático e pouco proativo.

    Para mim, alguns objectivos para melhorar a nossa liga passariam por:

    1. É necessário investir na melhoria dos quadros de arbitragem:
    – Principal fonte de polémica;
    – É mais que óbvio que as equipas em Portugal jogam na procura da falta ofensiva (que é facilmente assinalado com quedas simuladas ou paragens abruptas de corpo, esperando o contacto), desinvestindo no;

    2. Fiscalizar arduamente as declarações dos intervenientes, proteger as arbitragens da polémica:
    – Os árbitros “roubam” os pequenos por uma razão muito simples… na dúvida, é mais fácil beneficiar o maior clube, pois a polémica não existirá. Qualquer decisão claramente mal feita contra um grande é o fim do mundo cá no Burgo e fala-se durante anos. (ainda hoje ouço falar no golo do empate com a mão do jogador do Paços em 2000 e troca o paço, num jogo contra o Sporting, no ano em que perdemos o campeonato por causa disso)
    – A constante polémica é completamente prejudicial à imagem do futebol português e é uma aposta no rebaixamento do rival, em vez do crescimento desportivo próprio. (Ainda hoje vimos mais uma pérola do Francisco J. Marques)

    3. Combate agressivo à corrupção:
    – Ela existe, está à vista de todos, tem de acabar. Desvirtua o espectáculo, desvia as instituições do real objectivo (melhoramento desportivo).

    4. Modernização do Futebol Português:
    – Investir na globalização do nosso futebol, com todas as vantagens e desvantagens inerentes, é necessário para conseguir verbas televisivas e publicitárias com maior relevância.
    – Irá aumentar as receitas da liga, permitindo aos clubes pequenos terem um orçamento maior também.

    Concluindo, é óbvio que isto é tudo muito bonito, parecem medidas até razoáveis de se implementar. A verdade é que o maior problema em conseguir isto, encontra-se na mentalidade dos adeptos portugueses. Preferimos consumir programas com 3 tipos aos berros a cuspirem-se, a ver se uma bola toca na ponta do mindinho de um jogador durante 1 hora, do que ver um jogo de futebol ou ouvir alguém que realmente percebe do assunto.

    • Antonio Clismo
      Posted Novembro 6, 2019 at 3:47 pm

      Deveria haver formação específica para o dirigismo português, tal como há para os árbitros e treinadores.

      Ainda muita gente vive às custas dos clubes e estão-se marimbando para a sustentabilidade destes. Continuam com esquemas e com uma visão de como se ainda estivessem nos anos 90

    • Estigarribia
      Posted Novembro 6, 2019 at 4:51 pm

      Pésquerdo,

      Antes de mais, o ‘campeonato da mão do Ronny’ foi na época de 2006/2007. Mas, sim, compreendi onde querias chegar.

      Em relação ao fim da polémica, eu acho que os meios de comunicação social (tendo em conta que sou licenciado em Jornalismo posso falar) também têm uma grande quota parte de culpa no deflagrar de ódio e violência no desporto português. É muito mais vantajoso, diga-se ter audiências, colocares tipos como o Pedro Guerra, o Manuel Serrão, o André Ventura ou o José de Pina, que não sabem nada do assunto, do que ouvires falar mais antigos jogadores, antigos treinadores e até antigos árbitros a analisarem os jogos. Actualmente em Portugal, e sem contar com o Canal 11, tens apenas três bons programas verdadeiramente desportivos e que dão gosto ver: MaisFutebol, Titulares e o Grande Área. O resto, como eu costumo dizer, é palha para os burros comerem.

      Saudações Leoninas

      • Pésquerdo
        Posted Novembro 6, 2019 at 6:29 pm

        Concordo.
        Tal como disse, é urgente investir em mudar o paradigma.
        Mudar o futebol desde a raiz, para que esses programas tenham menos interesse e conteúdo a explorar.

  • JPSequeira
    Posted Novembro 6, 2019 at 3:57 pm

    Texto engraçado mas que retrata um tópico que não é de todo uma novidade. Há mais de 10 anos (tenho 21 portanto é no fundo desde que me lembro) que oiço esta mesma conversa, do desnível entre os grandes e os pequenos. As prestações europeias dos clubes sem ser os 3 grandes sempre foram fracas (à exceção do ano em que o braga chega a final com o porto para a Europa), e para comprovar o mesmo basta ver a quantidade de vezes que nos últimos anos as equipas apuradas para os playoffs da Liga Europa nem passam disso. Portanto, um texto engraçado, mas que não é de todo uma novidade.
    (ps: isto não sou eu a dizer que é bom que as coisas assim sejam, é simplesmente o constatar daquilo que é a realidade do futebol português há imensos anos)
    SL

    • B.Guima
      Posted Novembro 6, 2019 at 8:46 pm

      A maior falasia que conheço é tirando os 3 grande na Europa nada. Em 10 anos o que fez o Sporting na Europa?! E foi sempre lá!! Se o meu clube fosse sempre a Europa talvez tivesse feito mais do que o Sporting.

  • Mendes FC
    Posted Novembro 6, 2019 at 4:02 pm

    A culpa maior tem claramente um nome: ADEPTOS.
    Continuo sem perceber qual o motivo de uma pessoa das ilhas ser adepto do Porto ou de uma pessoa de Braga ser adepto do Benfica, e por aí fora, porque não apoiar então o Real Madrid, a final de contas a distância de Viana a Lisboa é semelhante á de Viana a Madrid.
    Está perdida a essência primária do futebol, em que os clubes representam regiões, cidades, representam “os nossos”.
    É tão fácil ser adepto de quem ganha mais, e isso até parece compensar o facto de não se poder ir ver sistematicamente os jogos da equipa de que se é “adepto” porque a distância entre a nossa casa e o estádio é gigantesca.
    Onde é que o clube da nossa cidade vai buscar dinheiro? Afinal ninguém vai ao estádio, ninguém compra um cachecol ou uma camisola, que marca vai querer investir a sério num clube assim? Afinal o alcance que terá através dele vai ser irrisório.
    Parabéns a esta cultura, só demonstra como as pessoas realmente tendem a seguir os caminhos mais fáceis.
    Já agora, vamos ver quem é a melhor equipa, se a minha ou a vossa, seguindo a vossa forma de pensar eu vou decidir apoiar o Liverpool, e agora? Atual campeão europeu, melhor que qualquer um dos três grandes

    • Estigarribia
      Posted Novembro 6, 2019 at 4:42 pm

      Mendes FC,

      Grande comentário. Falando apenas de mim, eu sou do Sporting Clube de Portugal e, ao mesmo tempo, sou do Sporting da Covilhã e já fui ver inúmeras vezes os ‘Leões da Serra’ quer ao Estádio Santos Pinto, quer ao Complexo Desportivo da Covilhã.

      Infelizmente, o que tu apontaste aí também é um bom argumento para o fraco futebol que temos em Portugal. Normalmente, em Portugal, as pessoas são, apenas, de Benfica, FC Porto e Sporting mais por imposição familiar do que por convicção e amor ao futebol. Eu, por exemplo, sou do Sporting desde pequeno e ninguém me impôs que eu fosse do Sporting, assim como ninguém me impôs que eu fosse adepto do SC Covilhã. E vibro com as duas equipas.

      Ainda nestes dois fins de semana seguidos, vi o SC Covilhã x Cova da Piedade e o SC Covilhã x Penafiel, através da Sport TV (infelizmente não estava grande tempo para ir ao estádio), e foi lastimável ver meia dúzia de ‘gatos pingados’ nas bancadas do Santos Pinto.

      Saudações Leoninas

    • Tiago Silva
      Posted Novembro 6, 2019 at 5:01 pm

      Concordo contigo, mas não totalmente. Claro que temos sempre que ter um afeto especial pelo clube da Terra, claro que temos de apoiar os nossos, mas um clube é mais do que uma região, é do Mundo! Os clubes têm tradições, os clubes têm história, os clubes têm filosofias suas e têm sempre algo que nos apaixona.

      Eu sou do Benfica (até sou da sua zona mas isso está fora de questão), porque apaixonei-me pelo clube, pelas pessoas, pelo seu passado. Tal como apoio a Roma ou o Newcastle, são clubes que me disseram algo e com a qual me simpatizo e gosto.

      Mas concordo com a parte das pessoas terem a tendência de apoiarem quem ganha e é normal a meu ver, mas cá em Portugal é um exagero. Quando cada um de nós cresce, tem sempre que tomar uma decisão: de que clube és? Benfica, Sporting ou Porto? E é por isso que o nosso futebol não avança, simplesmente está tudo feito para atrair adeptos ora qualquer um destes 3 clubes. Isso e muita outra coisa, mas para isso tínhamos que ir mais fundo.

    • Nicola
      Posted Novembro 6, 2019 at 8:38 pm

      Mas quem é que no seu perfeito juízo, com família em casa e trabalho no dia seguinte, vai ver um Belenenses vs P.Ferreira ou um V. Setubal vs Boavista numa 2a feira à noite num outono invernoso, com estádios sem condições nenhumas, futebol para o pontinho e luta por um lugar a meio da tabela? É que é muito bonito olhar para a liga inglesa mas nem a tradição aqui é a mesma nem os horarios permitem solidificação da pequena base de apoio. E não culpem a liga que é como o governo, é a vontade expressa em votos da maioria. Agora pergunto, porque raio numa liga com mais de 40 clubes profissionais a vontade de muito poucos prevalece e o futebol português vai sendo reduzido a migalhas?

    • B.Guima
      Posted Novembro 6, 2019 at 8:43 pm

      Mais Mendes FC diz qual país da Europa tem este síndrome?! Nenhum, até o treinador do Tondela o “espanhol” ficou parvo por jogar em casa e o adversário ter mais adeptos, estamos a falar de um espanhol que no campeonato dele tem colossos mundiais.

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