NBA – Os San Antonio Spurs voltaram ao comando da Final, depois de derrotar os Miami Heat por 113-77. Foi a terceira maior diferença de sempre em finais (Chicago venceu por 42 em 98, e Boston por 39 há cinco anos) e a pior derrota de sempre de Miami em jogos de playoff. Os Spurs dispararam no terceiro período (Miami marcou 33pt na segunda parte), em muito devido aos 16 triplos convertidos (recorde numa final da NBA), e ao facto dos Heat ficarem limitados a 40% de eficácia. Os Spurs também conquistaram 19rb ofensivos e não deixaram que os campeões marcassem mais que 32pt na zona próxima do cesto. As grandes figuras foram Danny Green (27pt, 7-9 3pt) e Gary Neal (24pt, 6-10), Tim Duncan apenas fez 12pt, mas ganhou 14rb (7 no ataque) e atraiu atenção suficiente para libertar os atiradores, enquanto que Leonard juntou um duplo-duplo (14pt, 12rb) ao bom trabalho defensivo sobre James. Tony Parker ficou limitado em pontos (6, mais 8ast) e minutos (25min), pois saiu a meio do jogo, estando a sua condição clínica ainda em avaliação. Pelos Heat, James ficou-se pelos 15pt (7-21, pior marca deste ano nos playoffs), a que juntou 11rb, Bosh fez 12pt e Wade 16pt. A diferença para o jogo anterior foi a (falta de) participação do resto do elenco: Chalmers ficou em branco, Allen não concretizou qualquer triplo e Andersen nem ganhou qualquer ressalto. Mike Miller foi o único a dar sinais de vida, com perfeição de lançamento, ao fazer 5-5 de triplos. Os Spurs colocam pressão sobre os Heat, pois uma derrota no próximo jogo pode encostar os campeões às cordas, e os homens de Popovich não costumam facilitar quando estão na mó de cima. O factor decisivo é a condição física de Tony Parker, já que a perda do base francês seria um rude golpe nas aspirações dos texanos. Os Spurs ficam mais perto do anel (por norma quem ganha o jogo 3 neste formato é campeão)? Ou os Heat vão contornar esta derrota e dar a volta (psicologicamente a equipa pode acusar este jogo)? Como se explica o mau rendimento de Lebron na final, até ao momento (desde 1958 que um MVP não tinha percentagens tão más)? Factor Leonard? Inteligência de Pop? Pouca ajuda de Wade e Bosh? Ou apenas algo pontual?
Rafael Nadal é o príncipe dos courts. E como qualquer príncipe…sonha ser rei. Dificilmente o tenista espanhol será intitulado pela generalidade como o melhor tenista de sempre (Federer encontra-se num patamar acima no que a esse capítulo diz respeito), mas se conseguir continuar a este ritmo tem tudo para ser o mais titulado da história. Com menos cinco anos de idade que Federer, caso se livre definitivamente das lesões, os recordes do suíço em títulos (tem menos 19) e Grand Slams (tem neste momento menos 5) são perfeitamente alcançáveis.
Campeoníssimo em Roland Garros, tendo apenas uma derrota em nove presenças (frente a Robin Soderling), conseguiu um regresso que nem nos seus maiores sonhos imaginaria, atingindo a final de todos os nove torneios em que participou, vencendo sete deles, onde o oitavo troféu no Philippe Chatrier foi o culminar de algo inesquecível. Mas nem só de pó de tijolo podemos falar quando nos referimos a Rafa. Ostenta já no seu palmarés todos os outros Majors, bem como uma medalha de ouro olímpica e quatro Taças Davis, duas competições que Fed Express muito provavelmente não irá vencer.
O espanhol é uma verdadeira máquina, possui uma capacidade física incrível que lhe permite responder a praticamente todas as bolas, sendo neste momento, a par de Djokovic, o melhor do circuito no contra ataque. Não deixa de ser curioso, que aquele que deverá ser o maior tenista da história nunca tenha conseguido ser dominante frente a Nadal, que leva um parcial de 20 vitórias contra apenas 10 derrotas no confronto frente ao suíço (13-2 em terra batida, 6-6 em hard court, 2-1 para Federer em relva; 8-2 para Nadal em jogos dos quatro maiores torneios). Aliado a tudo isto, Nadal já venceu Federer em Wimbledon…mas Fed Express nunca derrotou Rafa no pó de tijolo de Paris. É caso para perguntar, quantos títulos a mais do Grand Slam teriam cada um se não coexistissem no tempo? Estamos perante as duas maiores lendas da história do ténis? A que se deve o menor desempenho de Federer quando defronta Rafael Nadal? Caso venha a igualar o número de títulos do suíço poderá o espanhol ser considerado “o Rei” do ténis?
A. Carvalho



35 Comentários
Rogério
Não sou um conhecedor de ténis.Só sei o suficiente para acompanhar e compreender o jogo,mas é um desporto que aprecio.Em relação à questão Nadal-Federer pergunto aos mais entendidos:será que RF tem um condicionamento psicológico quando joga com Nadal?
Recordo-me em Roma de Federer jogar um ténis que me pareceu de alto nível onde foi batendo,com certa facilidade,todos os adversários.
Na final,com Nadal cometeu um elevado número de erros não forçados e Nadal ganhou com surpreendente facilidade.Federer ausentou-se para parte incerta.
Quando mostra o seu ténis,RF é o meu tenista favorito e ainda,o melhor e mais completo,mas é cada vez mais um jogador intermitente durante os jogos e ao longo de um torneio.Mas não excluiria a hipótese se ainda vencer um torneio do Grand Slam este ano.
André Sousa
Rogério, na minha opinião sim. Federer, principalmente nesta fase já descendente da carreira, parece mostrar um certo condicionamento psicológico quando joga com Nadal. Talvez por este ter sido o único capaz de lhe fazer frente mesmo no seu auge, por ter um confronto directo muito desequilibrado com ele ou até por outra razão qualquer, não sei. Mas que me parece que Nadal "mexe" com o seu psicológico, eu diria que sim.
luis bcn
Nadal é fenomenal, tem um fisico incrivel e todos dizem que nao vai aguentar…mas lá continua. Nao é o melhor jogador preferido, esse é o RF que para mim é o melhor de sempre e nao tem muito que ver com os titulos mas com a magia, com os winners e as pancadas impossíveis. O Rafa e Novak tem mais qualidades defensivas mas tem muito menos magia. Num confronto entre RF e os outros o RF vai ter mais winners, mais magia mas pode nao chegar para vencer…é a tal nota artistica, o arsenal joga muito à bola mas nao ganha muitos jogos…
Na NBA o jogo foi uma vergonha. Acredito que Miami ainda vai ganhar no Texas e depois perde em casa. Eu lembro-me quando o Wade era o melhor jogador da NBA, agora é quase "vulgar". A equipa depende o LB enquanto do outro lado tem uma verdadeira equipa, nao é só um superstar a fazer tudo. Os lakers tambem me dao pena por isso, tem muita qualidade mas a bola tem que passar sermpre pelo Kobe…depois há um jogo que ele está fora e nao sabem jogar sem ele.
Celestino
O problema é que LeBron está a pagar caro a equipa que Miami tem, o Bosh é fraquissimo e o Wade só joga quando quer (do big3 só funciona James). O último jogo contra os Pacers o homem nem descansou, mal saiu do campo os Heat começaram a sofrer muitos pontos e de uma vantagem confortável, caso James não tivesse entrado, compremetiam ainda a partida. Agora não venham deitar a baixo o James que não tem estofo como o Jordan quando ele leva a equipa ás costas e é o unico que aguenta o jogo quase todo sempre em alta competição como ninguém na NBA. Teve um jogo mau muito graças á dependencia dos Miami em James.
xKORDSx
O quarto jogo da série vai ser o jogo chave. Ou Miami "rouba" um jogo em SA e recupera o factor casa ou muito dificilmente conseguirá ganhar o anel ficando 3-1 para os Spurs e a poderem fechar a série em casa.
Não sei o que se passou com o LeBron James mas chegou a ser aflitivo vê-lo jogar neste jogo 3. Estava claramente em dificuldades físicas (seja por lesão, seja por cansaço), mas não deixa de ser estranho que, mesmo debaixo do cesto, se alheasse frequentemente de lançar ao mesmo (ombros? cotovelo?). O próprio lançamento, quando o fez, não pareceu sequer…fluído. Alguma coisa se passava. Não acredito em bloqueios mentais.
Mas grande jogo dos Spurs, de qualquer maneira. Miami tem claramente um problema de consistência ao nível de profundidade. Há jogadores que para um grande jogo estão três apagados. E, basicamente, se um adversário conseguir abafar Wade ou James é meio caminho andado para ganhar. Neal e Green até podiam lançar de Dallas ou Austin que entrava. Incrível.
Só uma nota final para a (não) gestão dos Heat. É frequente no Spoelstra mas as limitações ao nível técnico são surreais. Os jogadores a mostrar um défice físico preocupante, o jogo perdido ao tempo e o homem não os tira de campo para o resguardar? Estava à espera do quê? Que Wade ou James se lesionassem gravemente? É que já vi esse filme vezes sem conta.
Stanislas Wawrinka
Sobre a questão do frente a frente entre Federer e Nadal, isso tem pouco significado em termos de apurar qual o melhor. Nadal pode ser melhor frente a Federer mas isso não significa que seja melhor como jogador. Tudo depende da forma como encaixa o jogo de um jogador no jogo de outro. O Nadal tem um tipo de jogo bastante spinnado o que faz com que a bola ressalte muito quando bate no chão. Federer tem na sua esquerda a uma mão a sua arma mais fraca (ou menos boa, digamos assim), que é uma pancada extremamente difícil de bater quando a bola vem alta sendo potenciada quando batida à altura da cintura. Reparem que quando estes jogam Nadal não faz outra coisa que não jogar na esquerda do Federer, mas é uma táctica como outra qualquer. O Federer por exemplo usa e abusa da esquerda em slice contra jogadores altos como isner e delpo para os obrigar a baixar ainda mais os joelhos.
Outro exemplo do que falo é a "relação" pedra-papel-tesoura que há nos embates entre Djokovic, Federer e Nadal. Federer ganha a Djokovic, Djokovic a Nadal e Nadal a Federer. Ou até o que se passou em RG, quado Soderling bateu Nadal e perdeu a final contra o Federer, ou até este ano que o Tsonga ganhou ao Federer em 3 sets e depois perdeu com o Ferrer em 3 sets também e, caso o Federer tivesse jogado com o Ferrer dificilmente perderia.
As estatísticas do Head-to-Head são muito relativas…
Moita
Muito bom comentário Wawrinka, muitos jogos são resolvidos em pormenores, por exemplo em erros não forçados, o que não quer dizer que um seja melhor que o outro só por ter ganho mais vezes no confronto directo. Um jogador como Federer arrisca muito mais, varia constantemente o jogo, não se limita a devolver pancadas, daí também cometer mais erros. Assistir a jogos como a ultima final do Roland Garros, torna-se (para mim) algo enfadonho, com incontáveis pancadas no fundo do court…
Alguém se lembra daquele jogo fantástico entre o Federer e o Djokovic na meia-final de 2011 em Roland-Garros? Isso sim, é espectáculo! ou daquele ponto do Federer contra o Djokovic na meia-final do US Open em 2009, senão estou em erro, de costas a passar a bola entre as pernas?
Matateu
1000% de acordo. Por sua vez o Nadal tem muita dificuldade contra jogadores que joguem bolas chapadas no fundo do court, como é o caso do Del Potro e do Robin Soderling que o bateu exactamente dessa forma em Roland Garros.
enfim
Lebron mostra que está longe do estofo de Jordan como muitos espertinhos queriam forçar. Que banho!
João Nascimento
Por amor de Deus… Longe de mim dizer que Nadal não é dos melhores jogadores de sempre. É um dos grandes e o maior no pó de tijolo. Mas a construção deste texto revela um nível de ignorância a nível tenístico preocupante para uma blogue destes:
1) Se conseguir continuar a este ritmo??? O homem esteve meio ano parado aos 26 anos de idade! Portanto, manter este ritmo será praticamente impossível daqui para a frente.
2) Sem querer tirar mérito ao seu percurso em 2013, Nadal foi muito inteligente ao planear a sua época, e apenas começou a competir na época de terra batida. Arrisco-me a dizer que Rafa não vai ganhar mais nenhum Grand Slam nem nenhum Masters 1000 até ao final do ano. No entanto, somará bastantes pontos e seguramente será nº2 brevemente.
3)Este último ponto é justificado pela existência de um jogador que, pelos visto, o escritor não conhece. Chama-se Novak Djokovic, é nº1 mundial, e será nº1 durante muito tempo, e se em terra batida Nadal fez 9 7 no 5º e perdeu em Montecarlo, em piso rápido e relva as suas hipóteses serão quase nulas. Já para não dizer que Djokovic, embora não esteja tão dominador, revela muito menos problemas a nível físico (lesões) do que o espanhol. Acrescento, também, a existência de Andy Murray, que, como todos sabemos, ganhou há pouco tempo o US Open, fez final na Austrália e está claramente a evoluir.
4) No entanto, dou bastante mérito ao Rafa por ser tão superior a Federer no frente a frente, mas não nos esqueçamos da diferença de idades, e que os jogos disputados em terra batida correspondem a quase 50 % dos embates.
5) Partir do princípio que Federer já não ganhará mais nenhum Grand Slam… enfim…
6) Falam da Taça Davis, mérito maioritariamente coletivo (o título não é só de Nadal), e dos JO, mas depois não falam do Masters, título que Nadal não tem e que Federer já nem deve ter espaço na prateleira.
7)Em conclusão, Nadal é incrível, mas profetizar o seu sucesso futuro quando tudo faz prever o contrário, e quando temos Djokovic e Murray (mais novos que Nadal), na fotografia, é algo que só pode ser justificado pelo fanatismo e pela parcialidade do escritor.
8) E POR ÚLTIMO, nomear alguém como o melhor jogador de sempre apenas pelos seus títulos é gravemente redutor. Mesmo indo por aí, recordes, quem tem mais? Alguns deles o Nadal não lá chega nem aos 90 anos. E para além disso, o suiço, por tudo aquilo que representa (jogador super completo, elegante, dominador, senhor dentro e fora dos courts, revolucionou o jogo e marcou uma geração) é, por enquanto e quase de certeza para sempre, superior a Nadal, que embora também apresente enormes qualidades como jogador e como pessoa (é venerado pelo povo espanhol e pelo adeptos do ténis) não consegue, na minha opinião, chegar ao nível de Nadal.
Enfim…
João Nascimento
Ahah sim sou, mas esse Projeto ainda nem tem pernas para andar, visto que a minha formação e exeperiência como treinador ainda agora começou. É apenas um sonho neste momento.
Flu Fly Flu, tem toda a razão, não sou grande admirador de Nadal, mas tal como disse, admito as suas enormes qualidades. E sim, escrevi o comentário de cabeça quente pelo que tinha lido, e o tom não é o mais acertado.
Respondendo ao seu comentário, o objetivo do post é dar mérito a Nadal? O texto diz que Nadal é um ótimo jogador, se para si isso é dar mérito… Isso é um facto, ponto final, não é dar mérito nenhum. De resto, o texto baseia-se numa série de condicionalismos, em vários "e se?": se Nadal se livrar das lesões, se ganhar mais 19 títulos, se ganhar mais 6 GS… Talvez ultrapasse Federer. Tudo bem, é uma hipótese, mas depois onde estão os argumentos? Onde está a justificação dessa hipótese, desta opinião do autor? Onde está o enquadramento do post no panorama do ténis mundial, em que Rafa é nº5 do mundo e que, sem ser o Open Francês, o último Gran Slam que ganhou foi em 2010? É isso que critico no post, o facto de ser profetizado algo que, no panorama atual e tal como as coisas estão, ser bastante improvável, e o facto de ser, na minha opinião, um post sem nenhuma consequência, não nos faz pensar nem discutir nem refletir, é apenas uma "posta de pescada". Pronto, é a minha opinião.
E claro que foi tudo planeado! Não sei se sabe, mas no início da época é feito um planeamento da época, e Nadal tinha que defender pontos principalmente na terra, não correndo riscos no princípio do ano. E agora, é sempre a somar pontos, deve ir ser nº2, mas a única coisa que disse foi que duvido muito que ganhe outro GS ou Masters 1000 este ano. Posto isto, não percebo o sentido desse último parágrafo.
Nuno, o autor está a propor algo que é altamente improvável! Se Nadal com 26 e com o seu tipo de jogo se lesiona meio ano, acha normal uma reflexão sobre o seu futuro que deixe de lado o aparecimento de lesões e uma baixa no rendimento? Eu não, e é isso que critico no post.
De resto, concordo com tudo, mas se Nadal se dedicar cada vez mais à terra batida, nunca ultrapassará Federer, não só em títulos, mas em tudo, já que Federer aos 32 continua a jogar (ainda que de uma forma mais cuidadosa) em todas as superfícies, e a manter níveis de rendimento que fazem dele o atual nº3 do mundo.
Nuno
Curiosamente li primeiro o comentário do Joao, e apenas depois o texto. Sinceramente, não vejo ligação entre as suas conclusões e o que está escrito.
O autor refere que Nadal pode vir a ser o mais titulado caso se liberte das lesões. Essa ressalva é feita. Pessoalmente, concordo. Claro que não sei como aquele joelho vai evoluir, e o estilo de jogo do espanhol puxa muito pelo físico, mas ele pode ultrapassar Federer. Parece claro hoje que Nadal vai gerir o calendário mais cuidadosamente, mas isso parece-me natural.
Concordo que o futuro dominador é Djoko (Murray não me cheira), que até é bem mais completo que Nadal. Mas se Nadal se concentrar apenas na terra batida (como fez Muster na fase inicial da carreira), e largar os hard-courts e relva, pode aumentar a sua longevidade, e proteger-se do assalto do Sérvio.
Gonçalo
João Nascimento, tu não és treinador no CIF? Não és tu que tens aquele projeto de acompanhar um miúdo desde a fase de formação?
FLU FLY FLU
Senho João. Este texto não tão parcial como o faz parecer. Já vimos que percebe muito de ténis e que acha este texto muito fraquinho, mas pelas suas palavras também conseguimos perceber que não é admirador de Nadal.
Este texto foi feito para dar mérito ao Nadal e não para tirar o mérito aos outros jogadores.
É verdade que o Nadal teve parado meia época e que beneficiou com o facto de ter começado pelos torneio de terra batida. Agora, dizer que isto foi tudo planeado e não sei que.. Tenha calma doutor
SL
Gonçalo
Thumbs Up.. Tive a mesma sensação de desconforto quando li este artigo. Afinal de contas o VM, só não me dei ao trabalho de ir buscar tantos factos.
Isto de falar sobre ténis não é como falar sobre futebol em que todos ralham e ninguém tem razão, na realidade o ténis é um desporto que normalmente só quem praticou a modalidade consegue dizer algo de construtivo sobre o assunto.
Totalmente de acordo. O VM antes de escrever isto deveria ter-se questionado porque é que o Nadal decidiu não participar no torneio de Halle. Ele próprio esclareceu a questão. O Nadal tem limitações físicas que lhe condicionarão a carreira a curto e médio prazo. Aliás vamos ver se aquele joelho não volta rebentar quando tiver que jogar em Hard courts, visto que são muito mais exigentes do ponto de vista físico.
Cumprimentos
Fábio Teixeira
Nadal é o meu tenista favorito desde que vejo ténis. Foi em 2005, no primeiro ano de Nadal no ciruito profissional, tinha ele 19 anos, e ganhou o Roland Garros pela primeira vez. Na meia final derrotou Roger Federer no dia em que fez anos. Nunca me vou esquecer.
luis
já o disse mais que uma vez-não há isso do melhor de sempre. Sampras ganhava ao Federer em Wimbledon e nos estados unidos. Todos grandes jogadores, embora Nadal seja único em terra batida
Tgas
luis, se houvesse 3 grand slam de terra batida e 1 de piso rápido pode ter a certeza que não estaríamos na presença de um desporto chamado Ténis. O ténis engloba uma grande variedade de pisos mas a sua essência e o seu nascimento deu-se no piso rápido e depois sim evoluiu para outros pisos.
luis
Mais uma opinião válida, embora não tenha visto jogar Borg. No desporto tudo muda, assim como no ténis. E outra coisa que tenho lido. O melhor tenista de sempre não tem que corresponder a um desportista elegante ou com classe. Tem que ter força mental, força física e capacidade técnica.
Nuno
Vale o que vale, mas o mais completo que vi foi Bjorn Borg. Claro que é impossível comparar gerações tão distantes (tudo evoluiu, desde o treino aos materiais, sendo que o sueco jogava com raquetes de madeira, bem mais pesadas), mas ele era de facto completo e detentor de uma técnica fenomenal.
luis
Tgas, n me referi a Sampras como melhor de sempre. Aquilo que eu disse é que é impossível dizer quem é o melhor de sempre. E que caso Sampras estivesse no seu auge contra Federer, Federer ia sair derrotado em pisos rápidos mais vezes que vencedor. É a minha opinião como admirador do jogo de Sampras e como tenista.
O espectaculo que dá é na variedade de jogo. Agassi-Sampras para mim foram os melhores jogos de sempre. Não é como hoje em dia que passam horas a trocar bolas no fundo de campo.
Quanto ao Nadal é conforme as caracteristicas do terreno.SO ta a comparar grandes slams. Se houvesse 3 campos de terra batida e 1 de piso rápido (nos 4 grandes slams), Nadal já seria o melhor de sempre?? Pois…
Tgas
luis, infelizmente não cheguei a ver Sampras jogar mas os argumentos que você usa para o classificar como melhor de sempre (ou melhor que Federer)são insuficientes. Sampras dava espetáculo? Provavelmente (como disse nunca o vi jogar), mas e o Federer não dá? Sem dúvida que sim.
A verdade é que o Federer bateu todos os recordes que haviam para bater (ou quase todos) e é sem dúvida o melhor tenista que já vi jogar e possivelmente que alguma vez irei ver.
Quanto ao Nadal tem um estilo de jogo muito esforçado e em elegância nada se compara ao do Federer (na minha opinião). Por mais titulos que conquiste para mim será sempre inferior a Federer, mas sem dúvida é o melhor de sempre … em terra batida.
luis
Além disso sampras continua a ter uma série de vitórias.(https://en.wikipedia.org/wiki/Pete_Sampras) os jogos hoje de tenis são muitas vezes irritantes jogados sempre no fundo de court. Nadal-ferrer foi mais um exemplo disso. Sampras dava muito mais espectaculo onde servia muitas vezes no 2º serviço como se fosse o primeiro, tal era a confiança no seu jogo.
Comentários como o seu são mesmo de alguém que ve tenis a uns anitos e que nunca o jogou. As pessoas falam dos tenistas de hoje em dia e esquecem-se de um agassi, de um boris becker, de uma steffi graff por exemplo.
luis
Tibx, Sampras já estava na fase descendente da carreira. Além disso Sampras já retirado deu uma sova a Federer em grande forma. Informe-se antes de comentar e respeite a história
Tibx
Como aquela vez que Sampras ganhou a um Federer de apenas 19 anos em Wimbledon certo? Ah, foi o contrário…
Sampras foi um dos melhores de sempre, sem dúvida, mas não aquilo que os americanos o querem pintar. Não chega ao nível de Nadal e muito menos Federer.
Moita
Daqueles que vi jogar, são sem dúvida os melhores, com Djokovic atrás. Contudo, o estilo de jogo do Rafa, muito mais defensivo e físico , não me cativa tanto quanto a postura ofensiva e mais clássica de Federer. A nível técnico Federer é indiscutivelmente o melhor de sempre (parece ser unânime na comunidade).
No embate entre ambos, apesar de Nadal levar vantagem significativa, para quem acompanhou a maioria desses embates, a diferença entre as vitórias/derrotas não se explica só pelos números, muitos jogos foram resolvidos em pormenores, em jogos a 5 sets, em tie-brakes, o equilibro na realidade é bem maior entre ambos. A diferença de idades também pode explicar algumas coisas, contudo, esta serve para os dois lados.
Moita
Daqueles que vi jogar, são sem dúvida os melhores, com Djokovic atrás. Contudo, o estilo de jogo do Rafa, muito mais defensivo e físico , não me cativa tanto quanto a postura ofensiva e mais clássica de Federer. A nível técnico Federer é indiscutivelmente o melhor de sempre (parece ser unânime na comunidade).
No embate entre ambos, apesar de Nadal levar vantagem significativa, para quem acompanhou a maioria desses embates, a diferença entre as vitórias/derrotas não se explica só pelos números, muitos jogos foram resolvidos em pormenores, em jogos a 5 sets, em tie-brakes, o equilibro na realidade é bem maior entre ambos. A diferença de idades também pode explicar algumas coisas, contudo, esta serve para os dois lados.
André Sousa
De todos os que vi jogar, Federer é o melhor. No entanto, tive o prazer de já ver ténis há mais alguns anos e posso dizer que o Agassi e o Sampras no seu auge eram de outro mundo. Entretanto, houve muitos outros que também me deliciaram nos melhores momentos das suas carreiras, como por exemplo o Marat Safin e Lleyton Hewitt.
FLU FLY FLU
Nadal é um campeão. É o principe do ténis em geral, mas quando de se trata de Tenis em terra batida é o REI.
Força Nadal!
Tibx
Nadal tem um claro ascendente mental sobre Federer, mas também um pouco por força das circunstâncias temporais em que ambos despontam. Não tenho dúvidas que se Nadal tivesse o seu auge na mesma altura que Federer teve o seu (2003-2007), Federer levaria a melhor muitas mais vezes.
Penso não haver dúvidas quanto ao melhor tenista de sempre, de seu nome Roger Federer, e por muito que Nadal ainda conquiste não vai conseguir alcançar esse "título". Nadal é fantástico, soberbo, magnífico, mas… não é Federer!
Recordista de presenças consecutivas em finais, meias-finais, quartos-de-finais de Grand Slams, de semanas no número 1 do ranking, de semanas consecutivas em número 1 do ranking, de (ainda vá) títulos de Grand Slam.
Stanislas Wawrinka
Bem, na verdade Federer já bateu Nadal no pó de tijolo e até mais do que uma vez, em RG é que não. O artigo esta muito bom e levanta questões que todos os amantes de Tenis já colocaram. Nadal parece estar muito próximo do recorde de GS do Federer mas a verdade é já começa a apresentar demasiadas mazelas físicas para a idade, derivadas ao tipo de jogo que pratica. Djokovic esteve a um passo de acabar com o seu reinado em Paris depois de Soderling mas ainda não foi desta: o sérvio será uma autentica pedra no sapato para o espanhol nos restantes slams e se mantiver o nível pode até chegar perto dos títulos destes 2. Depois é preciso não esquecer que há um Andy Murray em anscencao e que jogadores como Del Potro e Tsonga podem fazer mossa se estiverem em forma. Para concluir relembro apenas o facto do André Agassi ter conseguido ganhar 3 títulos do Grand Slam depois dos 3, o que demonstra que Federer ainda não esta acabado e que talvez consiga melhorar o registo.
Stanislas Wawrinka
Peço desculpa mas no meu ultimo comentário escrevi depois dos 3 mas era depois dos 30!
André Sousa
Bom comentário Stan.
É um facto que Nadal está muito próximo do recorde de Grand Slams do Federer mas duvido que chegue a ultrapassá-lo. Apesar desta enorme vitória em Roland Garros a mim pessoalmente pareceu-me que ele não está a jogar ao nível de antigamente. Está a responder mais atrás ao serviço, por vezes não revelou a consistência que fez dele o melhor jogador de sempre em terra e principalmente, pareceu-me que se estava a deslocar pior em campo do que era normal pelos seus padrões. Penso que a temporada de relva vai ajudar a esclarecer se é apenas uma invenção minha ou se realmente está uns furos abaixo do que já esteve.
Contudo, fiquei contente com a sua vitória, apesar de não gostar do Nadal (admiro acima de tudo Federer e a rivalidade deles faz com que eu não goste de Nadal), tenho uma enorme admiração por ele e esta vitória foi uma demonstração de garra e querer como ele já habituou os amantes do ténis.
O Gonçalo também tem razão, o Nadal de ofensivo tem muito pouco. Apesar dos seus inúmeros winners por jogo, a verdade é que ele para fazer um winner tem de desgastar primeiro o adversário, não é um jogador como o Federer que se for preciso consegue desequilibrar logo na primeira pancada do ponto. Ele varia bem a velocidade de jogo mas acima de tudo tem uma consistência e um ritmo de jogo fora do normal.
Gonçalo
Ainda bem que há aqui alguém que realmente sabe de ténis. Totalmente de acordo. Particularmente não sou uma apreciador do estilo do Nadal. Todos o intitulam como um jogador ofensivo mas se virmos os jogos atentamente sabemos que não o é. A questão é que o Nadal varia bem a velocidade do jogo. Esta foi a grande diferença no encontro com o Novak e não a sua direita paralela, como já ouvi muitos argumentar. (Não obstante aquela direita estava positivamente assombrosa).
Gostava de ver o Nadal a jogar da mesma forma em piso rápido contra o Novak, de certo não teria a mesma sorte.
Vejamos agora o restante da época, já começou o Queens e o Halle dois importantes torneios de relva.
Quanto à questão física do Nadal é de facto o seu maior problema. Quanto ao melhor de sempre não acho legitimo eleger ninguém, até porque a tecnologia mudou e hoje em dia as raquetes permitem coisas que no tempo do Sampras ou do Agassi não permitiam.
Alberto
Concordo. O Nadal tem tudo para ter acabar a carreira com mais titulos que o Federer e até mais Grand Slams. Ele deve ganhar mais uns 3 RG's e nos outros em 5 anos também deve ganhar pelo menos 3.