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| Daily Mail |
Quanto ao encontro, o Real entrou forte na partida, estando perto de marcar logo aos 6 minutos, quando Bale arranca uma falta e na cobrança do livre, Casemiro remata à figura de Oblak, já na pequena área. Não marcou aí, mas marcou à passagem do quarto de hora, com Kroos a bater um livre, Bale a desviar e Sergio Ramos, mais uma vez, a marcar numa final de Champions. Os Merengues pareciam estar bem na partida, com excelentes trocas de bola a meio campo, mas deixaram de controlar o encontro e com isto aproveitou o Atlético para espreitar a baliza de Navas. No entanto, só aos 42 minutos Griezmann levou perigo, surgindo entre-linhas para disparar rasteiro, de pé direito, a rasar o poste de Navas. O segundo tempo foi completamente diferente, muito mais rico em oportunidades de golo e numa fase inicial só deu Atlético. Logo a abrir Griezmann acertou na trave na cobrança de uma grande penalidade a castigar falta de Pepe sobre Torres e depois foi Savic a falhar à boca da baliza. Entretanto, nota para a lesão de Carvajal, que pode ter o Euro em risco, sendo que para o seu lugar entrou Danilo. O Atlético podia ter feito mesmo o empate pouco depois, mas Saúl, à meia-volta, atirou perto do poste. Seguiu-se um período menos fértil em chances de golo, mas aos 70 minutos, Benzema, depois de um brilhante passe de Modric, falhou na cara de Oblak. O Real fez entrar Isco e Lucas para os lugares de Kroos e Benzema e logo a seguir podia ter ampliado, mas Ronaldo (por duas vezes) e Bale não conseguiram encontrar o caminho do golo. Até que, no minuto seguinte, Carrasco aproveita um passe de Juanfran para disparar para o fundo das redes do Real Madrid. Estava feito o empate, de forma justa. Torres e Bale tiveram oportunidades para ainda resolverem dentro do tempo regulamentar, mas o encontro foi para prolongamento. Aí, com o Real completamente desgastado e o Atlético a procurar os penaltis, Ronaldo, após canto de Modric, teve a melhor oportunidade, mas cabeceou muito mal. Danilo ainda tirou uma bola de golo a Griezmann quando este surgia isolado e o francês, no fim do primeiro tempo do prolongamento, ainda tentou de forma acrobática, mas o último lance de perigo foi da autoria de Lucas Vázquez, no entanto, o canterano dos Blancos demorou muito a rematar. Seguiu-se a lotaria das grandes penalidades, com Oblak a mostrar-se imponente para parar qualquer remate (a abordagem não foi a melhor) e surgiu Cristiano Ronaldo para penalizar o desperdício de Juanfran, que atirou ao post,e para decidir o dérbi da final e oferecer a Undécima ao Real e o primeiro título como treinador a Zidane.
Destaques:
Real Madrid – Nova Champions para os merengues (são já 11 na sua história, 5 no formato actual), e se em circunstâncias normais esta é uma conquista importantíssima, neste contexto do clube ainda mais, já que perder esta final significaria mais uma época de fracasso. A equipa colocou-se em vantagem muito cedo, mas não aproveitou o golo de Ramos para partir para uma grande exibição, antes pelo contrário. O conjunto de Zidane recuou muito, cedeu a iniciativa aos colchoneros mas não aproveitou isso para apanhar o adversário em contrapé, chegando o empate do Atlético com naturalidade (curiosamente chegou logo depois do Real ter tido a oportunidade de sentenciar). No prolongamento, as coisas foram ficando mais equilibradas e depois nos penaltis houve o mérito de não desperdiçar e trazer a taça para o Bernabéu. Individualmente, Carvajal lesionou-se e pode ter perdido o Europeu (Danilo entrou muito mal, sofrendo muito com Carrasco), enquanto que Ramos voltou a brilhar numa final com um golo e uma prestação defensiva impecável (já Pepe teve algumas falhas, nomeadamente a abordagem ao lance que provoca a grande penalidade desperdiçada por Griezmann). No meio-campo, foi tudo de Casemiro, que fez uma exibição espectacular, enchendo o campo com recuperações e coberturas e mesmo com bola estando a um nível bem melhor do que o normal. Na frente, Bale começou de forma espectacular, sempre levando perigo em cada ação, mas caiu muito com o passar dos minutos, ao passo que Ronaldo, apesar de ter marcado o penalti decisivo, fez um jogo muito pobre, alternando momentos em que pouco apareceu com outros em que somou más recepções e perdas de bola.
Atlético de Madrid – Mais uma final cruel para os rojiblancos. Depois de Lisboa, o conjunto de Simeone voltou a estar muito perto de sagrar-se campeão da Europa pela primeira vez, mas novamente “morreu na praia”. Os colchoneros tiveram uma entrada em falso, mas depois reergueram-se, terminaram o primeiro tempo já por cima e depois na etapa complementar, com a entrada de Carrasco, tornaram-se definitivamente donos do desafio, dando mesmo a sensação que se a equipa tivesse forçado um pouco mais as grandes penalidades poderiam até ter sido evitadas. Individualmente, Oblak teve algumas intervenções importantes mas voltou a desiludir nas grandes penalidades (falta-lhe algo de instinto ou até “loucura” nesse momento”), enquanto que Juanfran, que ficará para a história como o homem que mandou aquele penalti ao poste, esteve bastante bem, fazendo mesmo a assistência para o golo (Filipe também fez uma boa exibição). No meio-campo, o “jovem” (pela forma como tem uma enorme disponibilidade para o jogo) Gabi esteve impressionante, tanto ao nível da pressão e ocupação de espaços como ainda no critério com bola e na liderança dentro do campo, ao passo que Carrasco revolucionou o jogo com um golo, muita velocidade, potência e capacidade no transporte. Na frente, Torres mal se viu e Griezmann ficará também na história do jogo por ter mando à barra uma grande penalidade que poderia ter feito com que tudo fosse distinto.


