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Revelações Liga Zon-Sagres (portugueses)

A liga 2010/2011 terminou. Num país com cada vez menor quantidade de jogadores da formação a actuar na equipa sénior, tendo em vista uma óptica de futuro, olhando para a Liga, facilmente nos apercebemos que não é um campeonato pródigo para o crescimento dos jovens. A aposta é quase nula, sendo dada preferência a promessas de outra nacionalidade que não a portuguesa, ou a jogadores mais experientes. Ainda assim, vários jogadores tiveram uma evolução positiva ao longo da época, destacando-se entre os mais novos. O VM aponta aqueles que, na nossa opinião, foram as grandes revelações da Liga Zon-Sagres (exceptuando os jogadores dos 4 “grandes”):

Pizzi/ David Simão (P.Ferreira) – Ao contrário da maioria das equipas do campeonato português, o Paços de Ferreira, atendendo aos poucos recursos disponíveis, privilegiou a aposta nos jovens, embora sejam da formação dos principais clubes. Nos “castores”, foram Pizzi e David Simão quem mais se destacou. Emprestado pelo Sp.Braga, o extremo pode jogar em qualquer um dos flancos. A velocidade e a qualidade técnica são as suas principais características de um jogador muito vertical e com grande facilidade de remate (apontou 7 golos). Na zona central do meio campo, brilhou um jogador dos quadros do Benfica, que apesar de não ser muito rápido, tem um excelente pé esquerdo e uma visão de jogo acima da média. Se melhorar a sua intensidade de jogo, poderemos ter uma opção válida para o clube da Luz.
Bruno Gama/ Yazalde (Rio Ave) – Não são propriamente desconhecidos, mas muito provavelmente exibiram-se ao melhor nível das suas curtas carreiras. Na brilhante época do Rio Ave, no apoio a João Tomás, surgem duas setas apontadas à baliza contrária: Bruno Gama e Yazalde. Na direita, o extremo formado no Braga foi um dos principais desequilibradores dos vila-condenses. Acutilante e com grande capacidade no 1×1, ainda está bem a tempo de confirmar as expectativas depositadas em seu redor. No flanco oposto, mais forte fisicamente mas igualmente dono de apurada técnica individual, surge Yazalde, que procura zonas mais centrais para potenciar o seu futebol.
João Silva (Leiria) – Emprestado pelo Everton ao clube da cidade Lis em Janeiro, o avançado formado no Aves tem a sua primeira experiência no primeiro escalão do futebol português. Com boa presença entre os centrais, forte no jogo aéreo e bastante oportuno, João Silva é uma das esperanças para resolver a crise da posição em termos nacionais.
Zeca (V.Setúbal) – Chegou ao Bonfim pela mão de Manuel Fernandes vindo da 2ª divisão, mas a verdade é que se revelou um jogador muito competente em todos os momentos do jogo. Ainda bastante jovem (22 anos), Zeca demonstrou grande regularidade ao longo da prova, maturidade acima da média na temporada de estreia, antevendo a possibilidade de no futuro representar um clube que lute por objectivos.
João Gonçalves (Olhanense) – O lateral emprestado pelo Sporting à Olhanense tem tudo para voltar ao clube formador na próxima temporada. Um dos destaques da equipa algarvia, João Gonçalves é um jogador bastante equilibrado, garantindo consistência defensiva e dando profundidade sem comprometer.
Rui Sampaio (Beira-Mar) – Na temporada de estreia na primeira divisão, o médio foi um dos jogadores chave na surpreendente equipa aveirense e uma das revelações do campeonato. A juventude de Rui Sampaio (23 anos) não o impediu de se assumir como o patrão da zona central do meio campo, demonstrando inteligência táctica acima da média e grande facilidade em aparecer em zonas de finalização.

Ventura/ Candeias (Portimonense) – Apesar de a equipa algarvia não ter conseguido evitar a despromoção, o guarda-redes Ventura e o extremo Candeias, ambos com passagens pelo Porto (o primeiro ainda ligado contratualmente aos dragões, o segundo emprestado pelo Nacional à equipa de Portimão), exibiram-se em bom nível. Na baliza, o jovem guardião evitou que as fragilidades defensivas dos algarvios se transformassem numa catástrofe, com reflexos apurados e bastante agilidade. Do lado direito, o rapidíssimo extremo foi um dos jogadores mais influentes na manobra ofensiva da equipa, incutindo grande velocidade e criando desequilíbrios.
PS – Nomes como André Pinto (Portimonense), Tiago Pinto (Rio Ave) Artur (Beira-Mar) ou João Real (Naval) foram igualmente destaques pela positiva. Ainda Wilson Eduardo (Beira-Mar), Rúben Brigido (Leiria), Nélson Oliveira e Caetano (P.Ferreira), que não puderam evoluir da melhor maneira por alguma intermitência na utilização, apesar de serem donos de um talento indiscutível.
Quais as maiores revelações da Liga Zon-Sagres? Até que ponto estes jogadores poderão brilhar em clubes de maior gabarito? Qual o futuro de equipas como o Paços ou o Rio Ave, que apostaram bastante nos jovens, mas com retorno apenas para esta época, pois os jogadores voltarão ao clube formador? E pela negativa, que jogadores não corresponderam às expectativas? A escassa lista apresentada, demonstra que o futuro do jogador português está seriamente comprometido?

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