Ano incrível do esloveno que apenas devido a um super-Pogacar não arrecadou duas Grandes Voltas na mesma época. O antigo saltador de esqui, que esta temporada também venceu um monumento, nesta Vuelta juntou à geral a camisola dos pontos e ainda 4 vitórias em etapas, sendo que ficou 9 vezes no Top 5. É certo que por pouco não tivemos uma repetição do que aconteceu no Tour, já que voltou a tremer no último dia (se não fosse a ajuda da Movistar podia ter perdido o 1.º lugar para Carapaz, que esteve em grande nesta Volta a Espanha), mas é um prémio justo pelo que fez. Volta que fica ainda marcada pela grande prestação de Hugh Carthy, e o bis de Gaudu em etapas, que sem Pinot se conseguiu soltar. Quanto aos portugueses, Rui Costa tentou muito ganhar uma etapa (andou em quase todas as fugas), mas o melhor que conseguiu foi um 3.º lugar.
Primož Roglič venceu a Vuelta’2020, repetindo assim o triunfo de 2019. O esloveno, da Team Jumbo-Visma, que esta época fez 2.º no Tour, terminou a Volta a Espanha com menos 24 segundos que Carapaz e 1’15” que Hugh Carthy. Dan Martin, Enric Mas, Wout Poels, David De La Cruz, David Gaudu, Felix Grossschartner e Alejandro Valverde completaram o Top 10. Já Nélson Oliveira foi o melhor português no 40.º lugar.



5 Comentários
porra33
Ás vezes também prevalece a lei do mais forte. Roglic era o mais forte e provou-o ganhando de forma indubitável a Vuelta mais curta dos últimos anos (factor irrelevante na minha opinião).
Uma Vuelta com um percurso bem agradável com muita montanha e etapas à lá Vuelta (com etapas relativamente planas com subidas de 2 ou 3 km no final para proporcionar espectáculo), com muita montanha mas com menos emoção do que o costume.
A Jumbo Visma foi competente, levou a equipa mais forte e o líder mais forte e tudo correspondeu sem grandes precalços. O grande nível de Kuss e mesmo Bennett permitiu a Roglic ter a corrida relativamente controlada e este manteve a boa forma depois de ter tido também um Tour muito exaustivo. O esloveno levou a geral e os pontos que na Vuelta tem uma distribuição menos virada para sprinters e metas volantes mas foi o maior vencedor com 3 etapas. Depois da morte na praia no Tour Roglic termina a época em grande e sem fantasmas.
Relativamente à concorrência Carapaz foi o principal oponente mas não foi capaz de fazer diferenças muito significativas na montanha, apesar de em certas alturas parecer mais capaz nesse campo, contudo sair do comboio da Jumbo e descartar Kuss era missão quase impossível. Apesar de tudo faz pódio e acaba por também corresponder às expectativas e mostra que a vitória no Giro não foi um caso isolado. Foi engraçado também ver a Movistar a puxar contra Carapaz na penúltima etapa, a sua saída dos espanhóis esteve longe de ser pacífica. Quanto à Movistar consegue 2 top 10 e a juventude mas mostra que neste momento é uma sombra do que já foi. Mas está uns furos abaixo dos grandes nomes das provas de 3 semanas. Engraçado como duas grandes super potências do ciclismo como Espanha e Itália não conseguiram renovar as suas gerações douradas e agora se vêem com menos protagonismo.
Mais uma vez a EF esteve bem com o pódio de Carthy e três vitórias de etapa (Woods esteve muitas vezes em destaque, apesar de ter ficado descartado do top 10). Muito bem também Dan Martin a converter a sua habitual garra e postura ofensiva num top 4. E ainda menções honrosas para a Ackermann melhor sprinter (esperava-se mais de Bennett) e para Gaudu e Martin que foram competentes e fizeram boa figura.
Pela negativa esperava-se mais de Nieve, Vlasov, Soler, Chaves e Henao. Talvez sejam ciclistas que já só vivam do nome, como Amador ou Hirt.
Para os portugueses, bom CR do Nelson Oliveira e o Rui Costa teve muito destaque ao andar em fugas mas não chegou a conseguir a vitória, fez as expectativas que se lhe projectavam, também não se pode pedir mais. Os irmãos Oliveira passaram discretos, mas ainda é só a sua primeira prova de 3 semanas
Richrad
Espetacular prova de Roglic ( mais uma, que corredor), Carapaz( com uma equipa de trutas, comparativamente ao que costuma ser a INEOS) e ainda Gaudu ( exelente prova do francês que para mim tem tudo para fazer muito mais e melhor que Bardet ou Pinot).
Aos nossos portugueses, dar o apreço pelo trabalho feito pelos irmãos Oliveira e também para Rui Costa, que tentou de tudo para ganhar pelo menos uma etapa, não fosse a Vuelta a última prova da temporada e ainda haver imensos ciclistas com situação não assegurada, poderia ter ganho.
DNowitzki
Ontem, a Movistar rebocou o sprinter esloveno apenas para que Carapaz não ganhasse.
Patético!
porra33
Acho que não chegava para arrumar o primeiro lugar de Roglic, mas a ajuda da Movistar foi importante e uma marcação de ponto. Mas como se diz, as dívidas pagam-se cá.
TheGolden
O rancor entre as duas partes é enorme. A Movistar não conseguiria ver Carapaz ganhar a Vuelta.