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Rolando oferece Supertaça ao FC Porto

FC Porto 2-1 Guimarães (Rolando 4´e 41´; Toscano 33´)

O FC Porto conquistou a Supertaça Cândido de Oliveira, depois de bater o Vit. Guimarães com dois golos de Rolando. Tratou-se da 18ª conquista dos dragões em 33 edições da prova.

O jogo começou praticamente com o 1º golo do FC Porto, depois de uma grande jogada de Moutinho (toque de calcanhar) e Hulk (cruzamento de letra), com Rolando a cabecear sem hipóteses para Nilson. Depois, os dragões começaram a gerir a partida, criando perigo apenas nos lances de bola parada ou através da velocidade de Hulk. O Vitória foi subindo no terreno, conquistou pontapés de canto e, chegou ao empate, através de um excelente desvio de Toscano. No entanto, quando se pensava que o jogo chegaria ao intervalo em igualdade, Rolando voltou a aproveitar uma falha da defensiva minhota e bisou na partida. A segunda parte, foi muito pouco emotiva (já o 1º tempo tinha deixado a desejar), com vários lances duvidosos na área do Vitória, alguns lances de perigo para o FC Porto e um atraso de Rolando que poderia ter sido fatal (valeu Maicon). A 1ª conquista de Vitor Pereira teve o cunho do central luso-cabo verdiano, num jogo de fraco nível técnico, onde apenas se destacou a qualidade de Hulk.

Destaques:

Hulk – Rolando marcou dois golos, mas o brasileiro fez duas assistências (a 2ª a meias com a defesa vitoriana) e criou inúmeros desequilibrios no ataque, quer através da sua técnica, quer através da sua velocidade.

Rolando – Cometeu algumas falhas na defesa, contudo, no ataque esteve imperial, marcando por duas ocasiões e ficando perto de um inédito hat-trick.

Maicon – O central surgiu no 11 inicial e cumpriu com a sua missão. Quando se esperava que fosse o elemento mais frágil da defensiva, o brasileiro disse presente e evitou o empate do Vitória perto do final.

Souza/Moutinho/R. Micael – Exibição pouco exuberante do tridente do meio campo azul e branco, nomeadamente da dupla mais adiantada, pouco clara na definição dos lances e na construção de jogadas de perigo (o 1º golo foi uma excepção). Souza, ainda assim, conseguiu fazer esquecer Fernando.

Kléber – Noite pouco conseguida para o avançado brasileiro, sempre bem marcado e com poucas chances para visar a baliza de Nilson.

FC Porto – Os dragões entraram com a táctica habitual, os mesmos jogadores da temporada passada (Kléber foi a excepção), contudo, a exibição deixou muito a desejar e, não fossem as arrancadas de Hulk, o jogo azul e branco teria sido mesmo bastante monótono.

Toscano – Tal como na temporada passada, o brasileiro começa da melhor maneira, restando saber se a sua marca veio para ficar ou irá desaparecer com o decorrer do tempo. O jogador mais decidido num Vitória muito frágil.

Vit. Guimarães – Manuel Machado (já dissemos tudo e mais alguma coisa sobre o limitado técnico vimaranense, hoje alguns visitantes menos atentos, puderam constatar até no pormenor da marcação homem-a-homem nas bolas paradas, algo que já não se usa no futebol actual, e que foi decisivo nesta partida, o que os métodos pouco ortodoxos deste treinador produzem) entrou para discutir um troféu sem um ponta-de-lança de raíz e apenas com uma unidade ofensiva no banco – algum amadorismo na abordagem a este defeso – , no entanto, se tivermos em conta a goleada por 6-2 na Taça de Portugal, até se pode dizer que os minhotos progrediram muito. Mas a verdade é que, salvo raras excepções (Toscano e Adoua), os jogadores do Vitória deixaram muito a desejar, nomeadamente os velozes Targino e Faouzi.

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