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Cristiano Ronaldo: 101 golos em 2 anos e 2 meses de Real Madrid…Que “extra-terrestre”!

Nota prévia: não se reabrirá, neste post, a discussão Messi Vs Ronaldo. Ao que interessa: Ronaldo, em dois anos e 2 meses (800 dias), entrou para o “grupo dos 100 golos” com a camisola do Real Madrid. Se não o torna no melhor goleador do mundo de todos os tempos (Romário e Pelé vão dizer que não, mas se no caso do 1º de maneira legítima, já o 2º a época em que jogou e o facto de nunca ter actuado na Europa, faz de comparações com Maradona e Ronado “fenómeno” em termos futebolísticos e de Messi e Cristiano em termos de goleadores um absurdo), certamente que anda lá perto. Desde o seu primeiro ano de liga espanhola que Ronaldo mostrara que ali chegara para conseguir números impensáveis. Cedo demonstrou que é o melhor rematador do planeta futebol, dominando todas as facetas de jogo no último terço do campo. Tocando na nota prévia: poderão haver jogadores que tenham mais qualidade individual mas, e é só um exemplo, não rematam tão bem de cabeça como ele. Não fazem dos lances de bola parada, um autêntico penalty. Além disso, dos seus pés saem misseis tele-guiados, não importando a distância a que se encontra da baliza. Por mais que alguns não queiram, temos que nos render aos números e deixar de cair em comparações sobre épocas futebolísticas. O futebol mudou demasiado para que se caia nesse erro. No futebol actual, o da estatística, Ronaldo é rei. Tudo o que importa é quem levanta o troféu no final da época, e o dos números é constantemente reclamado pelo sete da selecção portuguesa. Não é fácil obter esta magnífica cifra em tão poucos jogos. Um jogador só almeja esta marca quando, metaforicamente, tem dois canhões no lugar das pernas. A juntar a isso, a sua ânsia de ganhar: Ronaldo nunca descansa, cuida-se como poucos. Levantar-se-ão vozes teimosas sobre a sua personalidade, mas de nada valem: o madeirense é bom profissional.


O Visão de Mercado será sempre o 1º a elogiar os seus feitos e aquilo que é o português a nível Mundial, de longe o futebolista mais mediático da actualidade (fomos os primeiros a afirmar que estamos perante o melhor jogador português de todos os tempos), contudo, e porque queremos sempre mais, não podemos ignorar os seus defeitos (muita birra, pouca maturidade, zero jogo defensivo, falta de confiança no 1contra1, e falta de capacidade em assumir o jogo e a responsabilidade nas adversidades). Poderemos sentir (é impossível fugir à nostalgia) falta daquele rapaz franzino que trocava os olhos aos laterais da Premier League, mas também é impossível não nos rendermos à evolução do conceito de goleador que Ronaldo potenciou.

A. Borges


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