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Ronaldo é eleito o melhor futebolista português de todos os tempos

Na sequência da nossa questão sobre qual o melhor futebolista português de todos os tempos. Apesar do equilíbrio, os leitores concordam com o VM (voltamos a referir que na nossa opinião pessoal Futre foi o que mais nos entusiasmou, mas infelizmente pelas razões conhecidas não teve a carreira que merecia) e consideram que Ronaldo está já no topo dos melhores entre os futebolistas portugueses. A verdade é que aliado ao seu futebol, o extremo/avançado do Real (com apenas 26 anos, daqui a 10 certamente já terá duplicado ou triplicado os seus títulos) apresenta um currículo pessoal e colectivo impressionante, onde se destacam o título de melhor do Mundo, e o prémio de melhor marcador da Europa por duas vezes e em campeonatos distintos. 
Nº Total de Comentários: 170:
Ronaldo: 54 votos – 32%; Eusébio: 46 votos – 27%; Luis Figo: 24 votos – 14%; Paulo Futre – 5 votos – 3%; Peyroteo – 5 votos – 3%; Rui Costa – 3 votos – 2%; Vítor Baía, Paulo Sousa, Pauleta, Mário Coluna, Fernando Gomes e Paulo Torres – 1 voto – 0.6% cada (3.6% somando os 6). Sem Opinião, Indecisos, Comentários de Opinião ou de Leitores Repetidos: 27.

Noutro âmbito, e como não é por considerarmos que Ronaldo é o melhor português de sempre, que temos de ignorar a sua falta de liderança, entrega e maturidade. A imprensa internacional parece concordar com o VM, e também ela reparou que durante o último Portugal-Dinamarca (e este jogo é apenas um exemplo do que costuma ser uma norma), houve momentos em que as falhas de Ronaldo como capitão ficaram demasiadamente expostas. A perder por um golo,  já na segunda parte, Portugal teve um período em que, através da posse exaustiva de bola, procurava o empate. Ronaldo tentou um passe de longa distância para Carlos Martins, que foi cortado por Niki Zimgling, da Dinamarca. O jogador do Real Madrid levou os braços ao ar para expressar a sua insatisfação com o fracasso do colega para recolher o seu passe que, esse sim, havia sido pobre. Ronaldo ficou na linha de meio-campo, Eriksen passou para Rommedahl, que cruzou para Bendtner colocar os dinamarqueses fora do nosso alcance. Ronaldo não fez uma tentativa para cobrir a execução de Rommedahl, deixando um desamparado Eliseu, já de si fragilizado por um Paulo Bento curto de opções. Dois a zero abaixo e fora da disputa por uma vaga que nos qualificasse directamente. Foi um comportamento impróprio de um capitão, e internacional, supostamente visto como um exemplo de como se portar num campo de futebol. Ronaldo é um avançado (por mais saudades que tenhamos dos seus tempos de extremo sem excesso de massa muscular) talentoso. É provavelmente um dos melhores do mundo com a bola nos pés, mas ainda não parece ser claro para ele que, para a glória colectiva ser atingida, a responsabilidade individual deve ser praticada. Ronaldo é perito em demonstrar que os seus colegas internacionais estão sob seus próprios padrões elevados, com o seu repertório de encolher os ombros, mas nesta ocasião a sua auto-estima e abdicação absoluta do dever colectivo custou um segundo golo à equipa. Ainda conseguiu quebrar uma casa de tijolos através de um grande livre em tempo de descontos,a título de recompensa. Grande coisa. E esse momento é aquele que para ele é susceptível de ser lembrado: o seu golo. A verdade é que esta faceta Ronaldocêntrica ajudou a sabotar a nossa entrada directa no Euro 2012, fazendo com que vá amealhar mais duas internacionalizações desnecessárias. Ele devia olhar para Eriksen no jogo de terça (tem 19 anos) e perceber como se influencia positivamente um jogo. O médio do Ajax foi requintado, eficaz e maduro.

A. Borges/R. Alves


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