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Ronaldo não funcionou como avançado centro, Ribéry ainda continua a ser o principal desequilibrador do Bayern… e esta técnica de Müller?

O Real Madrid venceu o Bayern Munique, fora, por 2-1, ganhando assim vantagem na 1.ª mão das meias-finais da Champions. Os bávaros foram superiores, criaram diversas oportunidades de golo, mas o desperdício alemão e a eficácia merengue levaram o conjunto de Zidane a sorrir e obrigam o Bayern a protagonizar uma reviravolta no Bernabéu se quiser estar em Kiev. Destaques:

Bayern Munique – Inglório. Os bávaros, numa partida com contrariedades (muito cedo Robben e Boateng juntaram-se a Coman, Vidal e Alaba na lista de lesionados), dominaram o Real Madrid, produziram chances para marcar e levaram o adversário a criar poucas mas vão para Madrid com uma derrota que obriga a uma exibição a roçar a perfeição para regressar a uma final da competição 5 anos depois. O plano dos pupilos de Heynckes passou por uma pressão agressiva e adiantada, não deixando os merengues saírem do seu próprio meio-campo, e a verdade é que durante a maior parte da contenda essa proposta surtiu efeito. O Bayern conseguiu encadear ataques e constar o Real à baliza de Navas, no entanto faltou precisão, eficácia e alguma qualidade na definição dos lances ofensivos prometedores que foram criados. Nota também para a conhecida falta de velocidade do seu sector recuado, que, se for exposto a ataques rápidos (e quando se pressiona com tanta gente à frente essa é uma forte hipóteses), pode sentir dificuldades. Individualmente, Ulreich teve menos trabalho do que imaginaria mas mostrou estar num nível bem abaixo do de Neuer, ao passo que Kimmich fez uma excelente exibição, com muita qualidade na tomada de decisão a atacar e um inteligente tento. Já Rafinha, numa decisão arriscada e pessimamente executada, estendeu a passadeira para um golo que poderá ter muito impacto no resultado final da eliminatória. No meio-campo, James fez um bom jogo, com muita qualidade a pautar o futebol da equipa, fazendo uso da sua visão de jogo e capacidade de passe para fazer a bola circular com critério e fluidez, ao passo que Thiago entrou nos primeiros minutos para o lugar de Robben e fez um desafio desastroso, somando perdas de bola, maus passes, precipitações e um conjunto de acções impróprias de um elemento com as suas condições técnicas. Ribéry teve uma noite na qual demonstrou que ainda pode fazer a diferença ao mais alto nível, sendo o maior desequilibrador em campo. O francês não parou de encarar a última linha do Real e muitas vezes teve sucesso, sendo travado por Navas ou pela incapacidade dos seus companheiros, sendo também de destacar a sua conhecida “fome” e agressividade competitiva. Finalmente, Lewandowski perdeu a maior parte dos duelos com os centrais e falhou na cara de Navas mas foi Muller o rei do desperdício e da ineficácia, revelando mesmo fragilidades técnicas que, a este nível, pagam-se muitíssimo caras.

Real Madrid – Depois de Dortmund, Paris e Turim, os merengues voltam a vencer num grande palco do futebol europeu, ainda que desta feita, apesar de irem para a 2.ª mão com um grande resultado, a exibição tenha deixado bastante a desejar. A equipa de Zidane esteve mal em quase todos os aspectos do jogo, desde a organização defensiva – na qual foram concedidas muitas veleidades ao Bayern – até ao momento com bola, em que a pressão dos bávaros levou a muitas perdas que evitaram que o Real impusesse momentos de ritmo mais baixo em circulação como tanto gosta nestes duelos. A juntar a isto, mesmo no campo emocional viu-se uma formação mais nervosa do que o normal, ainda que, no final de contas, o mais importante tenha sido obtido e este triunfo sirva para vincar que, com toda a qualidade individual desta equipa, não é preciso muito para vencer jogos de máximo nível. Individualmente, Navas errou no golo e foi a fragilidade do costume nas bolas aéreas (quase nunca sai) mas foi depois “compensando” com defesas de bom nível, tendo Carvajal tido um dos piores jogos do passado recente: nervoso, impreciso, várias vezes batido por Ribéry, acabou por sair por lesão. Já a dupla Varane-Ramos esteve a um excelente nível, apagando vários dos “incêndios” que iam sendo criados e ganhando claramente os duelos a Lewandowski, sendo que Marcelo ficou muito mal na fotografia do 1-0 (alheia-se da jogada e recupera a passo) mas deu o seu toque de (enorme) talento para fazer o 1-1. No meio-campo, Casemiro teve uma má noite com bola (muitas perdas) e sem ela (pouco dominante nos duelos) e Modric foi o mais esclarecido a tentar bater as linhas de pressão. Ronaldo, numa partida de menos clarividência colectiva e jogando como referência no ataque, mal se viu, perdendo algumas bolas, não conseguindo ser referência frontal e ficando em branco pela primeira vez nesta edição da prova, Lucas trabalhou bem no lance do 2-1 e cumpriu a defender, mesmo como lateral, e Asensio saiu do banco para, praticamente na única oportunidade que teve para brilhar, dar o triunfo ao Real Madrid.

VM
Author: VM

10 Comentários

  • Tiago Silva
    Posted Abril 26, 2018 at 7:36 am

    Não sei o que o pessoal vê no Muller. Na minha opinião não é um jogador de topo atualmente, é uma espécie de Ronaldo em termos de movimentação na área, e nisso ele é bom, mas a finalização… meu Deus!

    É um jogador fraco tecnicamente e que não contribui em mais nada para o jogo.

    • Kacal
      Posted Abril 26, 2018 at 1:22 pm

      Não acho o Muller fraco tecnicamente. Mais uma vez parece-me a típica confusão de habilidade/virtuosimo com técnica. Ele realmente é pouco vistoso e não tem muita habilidade, nem virtuosismo, é até um pouco “tosco” a jogar. No entanto, ele tem técnica, agora na ala é que não acrescenta nada. Tem que jogar no ataque e aí há Lewandowski.

      • Tiago Silva
        Posted Abril 27, 2018 at 8:57 am

        Eu acho-o Kacal, até ao nível de receção ou naqueles gestos técnicos à ponta de lança é fraco.

        Acho-o um jogador muito inteligente na movimentação e ao nível de leitura de jogo, mas de resto é fraco. Mas é a minha opinião claro!

  • Daervar
    Posted Abril 26, 2018 at 12:13 am

    Algo que gostei no Ronaldo: tendo tido muito pouco protagonismo não deixou que a fome de bola e de golo matasse as jogadas do Real que por si passaram.

  • DanielFehr
    Posted Abril 25, 2018 at 10:22 pm

    O Marcelo teve também um momento onde faz um domínio perfeito. Que classe. Melhor lateral esquerdo do mundo.
    Navas foi inferno ao céu. Muito mal no golo mas depois sacou 3 golos certos ao Bayern.
    Asensio é claramente um menino de ouro. Que craque! Joga demais.

    Alguém sabe o que se passava com o Thiago hoje? Que fraquinho.

  • Rodrigo Ferreira
    Posted Abril 25, 2018 at 10:20 pm

    O Bayern é um clube que gere muito bem mas não ter vendido o Muller por 100M ao Man Utd quando lá estava o Van Gaal … Está cada vez pior, na ala então é menos um. O Bayern devia investir em 3-4 nomes sonantes no Verão, até porque alguma referências já têm 30 ou mais, mas o maior problema é a falta de competitividade interna na luta pelo título, que cria uma pressão adicional aos jogadores nesta fase por não estarem habituados a não poderem errar, tanto na defesa como na finalização.

    • Luke
      Posted Abril 26, 2018 at 12:20 am

      Sinceramente acho que o Bayern devia acabar com esta política de eucalipto que têm tido na última década ao comprarem todos os bons jogadores que joguem em rivais na Alemanha. E digo isto por duas razões:

      – Em primeiro lugar porque desta maneira estão a criar um grande fosso na Liga Alemã que ajuda a que esta não seja competitiva. E depois o Bayern é que paga a factura da falta de competitividade interna quando chega a esta fase da Champions;

      – E em segundo lugar porque se o Bayern quer ser o maior da Europa tem de sonhar mais alto. Não basta ter os melhores do campeonato alemão, porque esse está cada vez mais fraco (há poucos jogadores na Alemanha que pudessem ser CLAROS upgrades ao plantel bávaro). Assim, eu defendo que o Bayern tem de começar a ir buscar craques à Liga Inglesa, Espanhola e Italiana, um bocado como fez agora com o James. Claro que o Bayern tem esta política de não esbanjar dinheiro e fazem eles muito bem, por isso é impossível irem buscar os jogadores da moda tipo Kane, Salah, Mbappe, Griezman, etc. Mas podem ir buscar craques que por alguma razão estejam mais desvalorizados como fizeram com o James que foi uma pechincha. Podiam por exemplo tentar o Bale que está numa situação complicada, ou mesmo o Hazard que se diz que está descontente… e como estes deve haver muitos outros!

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