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Rooney critica Ferguson: «Foi suicida jogar olhos nos olhos frente ao Barcelona»

Os Red Revils foram atropelados nas duas finais, e na primeira ainda tinham Cristiano Ronaldo.

Wayne Rooney abordou o City-Real na sua crónica semana no jornal britânico ‘Sunday Times’, destacando que os merengues vão ter de assumir uma postura calculista, até para não cometerem os mesmos erros do seu Man Utd quando defrontou o Barça de Pep. “É sempre difícil para um clube como o Real Madrid ir para um jogo a pensar ‘vamos deixá-los com a bola’. Era o mesmo com o United. Mas perdemos duas finais da Liga dos Campeões a jogar olhos nos olhos com o Barcelona de Guardiola, a tentar pressionar alto, o que foi um suicídio”, escreveu o avançado. “Lembro-me de Alex Ferguson dizer ‘somos o Manchester United e vamos atacar, está na cultura deste clube’ e eu pensar ‘não tenho muita confiança nisso’. Penso que todos os jogadores sabiam, lá no fundo, que era a abordagem errada, que estávamos a abandonar a forma que nos trouxe sucesso na meia-final de 2008 e a verdade é que fomos ultrapassados nas duas vezes”, disse. “Existe ser leal à cultura do clube, mas depois há estar sentado no final do jogo a pensar ‘perdemos’. Para mim, não interessa como jogas nestes grandes jogos da Liga dos Campeões, desde que ganhes – olhem para a forma como o Liverpool o fez na final do ano passado – e penso que o Zidane tem a mesmo forma de pensar”, concluiu.

19 Comentários

  • Af2711
    Posted Agosto 3, 2020 at 6:18 pm

    Reconheço o lado do atleta Rooney, mas enalteço mais a mentalidade de Ferguson. Por isso o United desde a sua saída perdeu-se pelo caminho. Faltava mística de quem comandava e dos comandados em entender o que é o Manchester United que ganhava jogos improváveis como a final de 99. Solskjaer tem conseguido nos últimos meses resgatar esse sentimento (que à altura fiz questão de dizer que não acreditava) e nota-se no estado de espírito dos jogadores.

  • PedroLareira
    Posted Agosto 3, 2020 at 10:36 am

    Caro Rooney, em 2008 resultou pois era Rijkaard. Se fosse Guardiola teria sido um novo banho de bola.

  • SenyorPuyol
    Posted Agosto 3, 2020 at 9:51 am

    Estas palavras de Rooney apenas me fazem respeitar e admirar (ainda) mais Ferguson.
    O futebol existe para ser jogado, e se a sua equipa tinha uma forma de jogar, para mim só fazia sentido manter-se fiel à mesma.

    Esta forma de ver o jogo pode trazer derrotas pontuais, mas no longo prazo são o que, sob a minha perspectiva, vincam figuras na história do futebol, pelo menos na que eu recordarei.
    Sem ir muito longe, tenho mais e melhores memórias deste United que perdeu a final do que do Chelsea de Di Matteo.
    Mesmo tirando a componente emocional, recordo melhor o jogo da selecção portuguesa de 2004 do que o da italiana de 2006.
    O Barça de 2012 que ficou em segundo continua a parecer-me melhor que o que foi campeão em 2015, 2016, 2018 ou 2019.
    São apenas alguns exemplos. Mas o que não falta na história são segundos lugares que guardo em melhor memória que outros tantos campeões.

    Por último, entristece-me que, segundo as palavras dele, Rooney não tivesse confiança no que o treinador pede. Antes de qualquer outra coisa, porque é o treinador, e para mim a palavra de um treinador no balneário deve ser “lei”. Mas neste caso particular, há a acrescentar que Ferguson era uma lenda cuja passagem pelo banco do United era apenas um ano mais nova que o próprio Rooney. Talvez com outra confiança no que dizia o seu treinador, hoje não estaria a escrever no Sunday Times, “perdemos”.

  • André Dias
    Posted Agosto 3, 2020 at 9:46 am

    Ferguson dizia que na sua recta final como treinador já se sentia um pouco um dinossauro. É interessante que Solskjaer tente emular esta mesma cultura que Ferguson falava e Rooney refere mas não tenha problemas em passar a um esquema com 3 centrais quando defronta equipas teoricamente superiores, ao contrário de Fergie que se mantinha fiel a um determinado estilo (nota-se que inspirou Guardiola nesse aspecto).

    Discordo das palavras de Rooney, embora compreenda onde quer chegar. Fergie, sabendo que a dupla Xavi-Iniesta dominava qualquer meio campo e que seria complicado conseguir controlar o jogo, podia ter adoptado outra postura. Contudo, o Man Utd jogou como tinha de jogar e só perdeu porque do outro lado estava a melhor equipa desde século e uma das melhores da história.

  • Nazgul
    Posted Agosto 3, 2020 at 9:35 am

    Concordo com o Rooney, acho que deve se ser fiel a filosofia de jogo, mas quando tens pela frente um adversário superior tens de mudar e tentar arranjar maneira de contrária o adversário porque na realidade o que fica para a história é quem ganha e não quem foi fiel ou jogou melhor!

  • Bruso
    Posted Agosto 3, 2020 at 9:10 am

    Para mim o único erro foi mesmo ter colocado o Giggs num meio campo a dois contra Xavi, Iniesta e Busquets. A ideia do Fergunson seria ter mais bola mas o problema é que aquele meio campo ele não a conseguia recuperar.

    • André Dias
      Posted Agosto 3, 2020 at 10:07 am

      Giggs jogava habitualmente como MC naquela altura. Em relação à recuperação de bola, Michael Carrick estava em campo.

      O problema é que de um lado havia Busquets, Xavi e Iniesta e do outro havia Carrick, Anderson e Giggs (em 2009) e Carrick e Giggs (em 2011). A diferença de qualidade era evidente.

      Depois havia outro problema, que era Paul Scholes ser a única alternativa para o meio campo que estava no banco (e entrou na 2ª parte em ambas as finais) mas a idade já não lhe permitia fazer a diferença contra o trio todo poderoso do Barça. Aliás, Giggs era um ano mais velho que Scholes e foi titular.

      Estamos a falar de jogadores que disputaram duas finais europeias a partir dos 34-35 anos, e contra uma das melhores equipas de sempre. O sucesso de Ferguson às vezes faz-nos esquecer que aquele United não jogava propriamente com as melhores armas.

      • Bruso
        Posted Agosto 3, 2020 at 11:16 am

        Exato. Eu até me estava a referir à de 2011. Foi a final que ele deixou o Nani e o Berbatov em casa.
        Jogar com Carrick e Giggs contra aquele Barça foi o maior erro da carreira do Fergunson. Eu sei que ele estava a jogar a MC naquela altura da carreira mas era um MC sem a intensidade que aquele jogo permitia. Mas não vejo outro treinador conseguir fazer o que o Fergie fez naquelas últimas épocas. Fazia jogadores medianos brilhar.

        • André Dias
          Posted Agosto 3, 2020 at 11:53 am

          As alternativas também não eram propriamente melhores. Duvido seriamente que Fletcher ou Gibson fizessem melhor que Giggs.

          O maior erro de Fergie nessa final foi mesmo ter deixado Berbatov de fora. Não só porque era um excelente avançado mas também porque a sua qualidade no jogo aéreo era uma grande arma para utilizar contra um Barcelona que preferia ter a bola no chão.

  • DNowitzki
    Posted Agosto 3, 2020 at 1:38 am

    Tivessem-no trocado pelo Lito Vidigal.

  • CarlosFCP
    Posted Agosto 3, 2020 at 1:38 am

    Compreendo as palavras

    No Dragão o Ronaldo fez um remate e foi o jogo todo a defender

    Se tivessem feito o mesmo na final podiam ter vencido

  • Giuseppe F
    Posted Agosto 3, 2020 at 12:46 am

    Eu por acaso tenho a visão contrária à do Rooney, curioso.

    Prefiro nunca abandonar a minha filosofia ainda que isso traga dissabores. Mas isto sou muito eu, sei que vencer a Champions é o sonho de muita gente, a mim passa-me ao lado. A história que eu prezo não se faz (só) dos vencedores. Nunca esquecerei a Holanda do Cruyff e tenho dificuldade em enumerar 4/5 jogadores daquela a Alemanha de 74. As vezes o futebol prega partidas, gosto sempre de ver para além disso.

    Presumo que a maioria das equipas que defronta Pep joga na retranca e perde na mesma. O United foi “atropelado” porque o Barça era a melhor equipa do mundo com o melhor treinador e jogador do mundo, caíram de pé e fizeram excelentes épocas à mesma.

    Eu sempre que o Sporting se mete a jeito sei que vamos levar golo, não está na nossa natureza jogar assim. E na do United também não.

  • Mike-UK
    Posted Agosto 3, 2020 at 12:07 am

    Calma Wayne, tudo isso que escreveste está errado.
    Se fosses defender ias ser apelidado de anti desportista e hater. O melhor que vos podia ter acontecido foi perderem essas duas finais, se tivessem ganho alguma as vossas carreiras terias sido terminadas, como as carreiras dos rapazes que tiveram a audácia de ganhar em 2010. E quando ganharam no norte de Espanha foram acusados de serem a negação do futebol e de serem uns provocadores.

  • Kacal
    Posted Agosto 2, 2020 at 11:47 pm

    Tem a sua razão, mas também podemos ver de outro prisma que os jogadores ao não confiar na estratégia e assumir que não era a certa já entraram derrotados em campo e isso é um problema. Talvez se tivessem acreditando em SAF tivessem dado mais e o foco seria outro. Mas isto só dá razão a Mourinho, o que é certo é que foi o único a quebrar aquele Barça de Pep e não foi bonito, mas foi eficaz.

  • Richrad
    Posted Agosto 2, 2020 at 11:43 pm

    Este comentário do Rooney faz-me recordar aquele jogo entre Barcelona e Inter de Mourinho em pleno Camp Nou. O Ferguson deve ter visto aquele jogo mais de 10 vezes.

  • Joga_Bonito
    Posted Agosto 2, 2020 at 11:28 pm

    Não deixa de ter grande razão. Nem todos podem dar baile com a bola, sobretudo se o adversário é letal com ela. E como dizia o Mourinho, as finais são para ganhar não para jogar!

  • Marcio Ricardo
    Posted Agosto 2, 2020 at 11:24 pm

    Depois que os números do Euromilhões saem, é fácil acertar.

    • Pao com Presunto
      Posted Agosto 3, 2020 at 9:14 pm

      Estava a pensar nisto mesmo.

      Se os jogadores entram “descrentes” daquilo que um treinador como Sir Alex diz, então não devem acreditar em muita coisa.

      O homem não é perfeito, mas percebia qualquer coisa sobre o jogo.

      Aliás, acredito até que entrassem motivados. Simplesmente não resultou, porque aquele Barça era de outro nível.

      Cumprimentos

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