Skip to content Skip to sidebar Skip to footer

Rúben Semedo abre o livro: Os tempos na prisão, as palavras de Jorge Jesus, a nega ao Newcastle e a transferência falhada para os Wolves

Desperdiçou a carreira? Tinha condições físicas e técnicas para chegar ao topo, mas a cabeça nunca acompanhou.

Rúben Semedo concedeu uma entrevista à Marca, onde passou em revista a sua carreira até ao momento. O defesa central português, hoje ao serviço do Al Khor, no Qatar, recordou a sua passagem conturbada pelo Villarreal, em que chegou a passar tempos na prisão depois de ter sido acusado de vários crimes, como tentativa de homicídio, roubo e posse de arma ilegal, confessando ter sido o pior período da sua vida e no qual sentia medo diariamente: «Sim, obviamente tive medo, desde o primeiro dia. É algo a que não estava habituado, do género que se vê nos filmes… muito assustador. Vi muitas coisas. E são assustadoras, obviamente são assustadoras». Rúben Semedo confessou ainda que Gelson Martins foi o único dos seus colegas a visitá-lo, considerando-o «um irmão». Sobre a sua fase no Sporting, o jogador recordou as palavras de Jorge Jesus, que afirmou que este seria o futuro central da seleção portuguesa, confessando que ao início não acreditou nele: «Pensei que estava louco. Não acreditei nele. Ele conhecia as minhas qualidades, mas também sabia que era muito difícil. Pensei que ele só estava a dizer aquilo para me fazer jogar melhor. Com o tempo, comecei a acreditar que era possível». O ex-FC Porto afirmou ainda que, antes de regressar a Portugal para jogar nos Dragões, tinha tudo acordado com o Wolverhampton, mas não conseguiu o visto de trabalho devido ao seu problema com a justiça, e que no passado também tinha tido a oportunidade de assinar pelo Newcastle, mas rejeitou porque «Fui à internet e vi que chovia muito».

VM-Desporto
Author: VM-Desporto

3 Comentários

  • Joga_Bonito
    Posted Dezembro 20, 2024 at 6:14 pm

    Sinceramente pareceu-me daqueles jogadores da moda do “central possante com boa saída de bola”. Tudo o resto era fraco, várias paragens cerebrais (dentro e fora do campo), nunca teve qualidade superlativa ao nível de leitura de jogo, antecipação, desarme para ser topo. Poderia ainda ter dado um bom jogador mas quando não se é um sobredotado, ou se agarram as chances que surgem ou caem a pique…Fez uma carreira bem acima até do que mostrou de qualidade, criou nome pela moda que existia na altura de centrais com boa saída de bola e poderio físico mas em tudo o resto era fraco.
    A falta de cabeça surge sempre como a primeira desculpa mas o problema dele era mesmo não ter nível top. E claro, armando os problemas que armou fora do campo, o desfecho previa-se…

    • Lúcifer Morningstar
      Posted Dezembro 20, 2024 at 7:11 pm

      Totalmente de acordo, Joga_Bonito.
      *
      E, por falar em modas, uma coisa que me irrita bastante é a modinha de todas as equipas quererem sair sempre a jogar com a bola no pé, muitas vezes arriscando dentro da própria pequena área, só para não mandarem, de vez em quando, um bujarda para o meio-campo. E, às vezes, uma bujarda para o meio-campo evita que uma equipa sofra um golo desnecessário com origem numa brincadeira com a bola dentro da grande/pequena área.
      *
      Saudações Leoninas ?

      • Joga_Bonito
        Posted Dezembro 20, 2024 at 9:35 pm

        Exacto. A mania de valorizar em excesso a saída de bola em centrais e GR tem originado fífias monumentais em centrais e GR. Quantos lances disparatados de centrais e GR, com passes perigosos ao invés de aliviar para a frente (quando em momentos críticos de pressão) e dão origem a auto-golos surreais ou a atrasos fatais?
        Tenho até a ideia que esse tipo de lances tem vindo a aumentar, até há pouco tempo eram lances caricatos mas raros, agora são bem mais frequentes.

Deixa um comentário