Leões vão mudar a política de mercado?
Ruben Amorim sempre quis ter plantéis curtos, o que agora até está a prejudicar o Sporting, mas Rui Borges, quando questionado se os treinadores devem exigir plantéis mais largos, demonstrou que tem uma visão diferente do atual técnico do Man Utd. “Penso que sim, a tendência é plantéis mais largos… Tenho ouvido grandes treinadores a falar nisso, que no futuro vão querer plantéis mais longos, a exigência é cada vez maior. No meu caso chego com um plantel já construído, tenho de me adaptar um bocadinho, como é lógico. É importante olhar para o jogo de forma clara e entender que o Rui Borges mudou um bocadinho, mas não pode mudar muito porque não treina. Mas concordo, faz todo o sentido os plantéis serem maiores. Mas há treinadores que preferem mais curto, porque vai ser mais competitivo e é mais fácil de gerir. Eu não penso assim, prefiro gerir 27 do que 20… Estou cá para tomar decisões, vai agradar a uns, não tanto a outros”.


8 Comentários
Lúcifer Morningstar
Exatamente o que eu penso. Ter plantéis curtos é muito bonito para gerir e tal, mas quando acontece uma onda de lesões, como está a acontecer ao Sporting, esta época fica mais complicado. Muito mais complicado.
*
Espero bem que na próxima época se acabe com a brincadeira dos plantéis curtos. Equipa que luta por títulos, como é o Sporting, tem de ter um plantel extenso em qualidade e quantidade.
*
Saudações Leoninas ? Rumo ao bicampeonato e à dobradinha
Neville Longbottom
No caso do anterior treinador, Amorim, ele preferia planteis de 20 jogadores porque tinha os 20 jogadores focados, ao invés de 27, nos quais há 3/4 jogadores que contam pouco, ou contam menos que os outros. São formas diferentes de ver o futebol.
.
Lembro-me de um jogo em que o Palhinha estava suspenso por 5º amarelo, Amorim lançou o Matheus Nunes (que até acabou por marcar o golo da vitória) e, quando confrontado com a possibilidade em cima da hora do Palhinha jogar ele disse que ia jogar o Matheus porque tinha preparado assim a semana e confiava nele. Da mesma forma que confiou no Neto quando o Coates não pôde jogar na Luz porque tinha covid. Na altura não havia muitas mais opções para centrais (creio que jogou o Feddal, o Inácio no meio e o Neto à direita). Esta era a forma que ele arranjava de manter o plantel 100% motivado. Chegou inclusivamente a dizer que não fazia a gestão dos amarelos porque se um jogador teoricamente importante levasse o 5º amarelo, o seu suplente ia dar uma resposta.
.
E isto foi resultando, mas também teve os seus problemas. Por exemplo quando, teimosamente, afirmou que, caso Chermiti renovasse, o Sporting não contrataria nenhum avançado, e assim foi. Preferia ter o Paulinho e o Chermiti focados do que ter uma terceira opção (o Rodrigo Ribeiro jogava regularmente na equipa B). E revelou-se um erro, embora depois desse mercado o Sporting fez uma boa segunda volta.
.
Um plantel extenso tem essa desvantagem, mas com mais 2/3 opções, se calhar o Sporting não era obrigado a apresentar amanhã um 11 quase cómico, com dois júniores no meio-campo, como se prespetiva. E essa gestão sim revelou-se trágica para este ano. A saída do Amorim deixou mais do que uma ferida, deixou esta fenda que o Sporting, em modo bombeiro, está impotentemente a tentar cobrir.
FVRicardo
Acho que o “27” que usou foi uma hipérbole. Toda a gente sabe que o ideal sao 23 (3gr)e foi assim que o plantel do VSC foi construído neste ano. Neste Sporting em certas posições pode haver espaço para entrarem jogadores da formação para quarto elemento para centrais, médios e avançados, tendo em conta a qualidade das três principais opções e também a qualidade da formação em si
FVRicardo
Nã há dinheiro para fazer planteis longos com qualidade, mesmo o Real, City , etc têm ali algumas 3as e 4as opções que deixam a desejar. Mas pegando nos centrais do Sporting, prefiro muito mais ter Diomande, Inácio, Debast e Felicíssimo do que ter Diomande, Inácio, Marcano e José Pedro
Veridis Quo
O Sporting teve vários anos para se preparar para a saída de Amorim, dado a inevitável saida mais tarde ou mais cedo.
O Sporting, num dos melhores momentos dás últimas décadas, vai buscar um treinador de miúdos, com uma equipa técnica de miúdos e naturalmente corre mal. O pretexto era… as ideias similares.
Corre mal e… o melhor que dá afinal é o ex treinador do Moreirense que estava a fazer uns primeiros meses decentes no VSC, sendo que desde que chegou parece ir completamente em contrasenso com o que se estava a fazer. Impõe um sistema desconfortável ao plantel que tem, porque foi construído para outra coisa, queixa-se da construção do plantel e diz que é um treinador que gosta de fazer o contrário, recua a equipa e abdica da bola constantemente em vantagem como se fosse 20/21.
O Rui Borges é mais vitima do que culpado, mas não deixa de ser miserável este processo pós Amorim. Tanto nas escolhas como no critério ao sabor do vento e pouco ambicioso.
O RB não me parece feito para isto, parece-me um treinador de tugão como tantos outros que vão aparecendo (tanto na comunicação, como na construção de plantel ou como na abordagem aos jogos).
Andre Filipe
O João Pereira não pode ser João Pereira. Mas o Rui Borges is poder ser o Rui Borges.
Mas agora este não pode ser ele próprio porque não treina.
Para o ano tem mais jogadores e se não houver lesões fazem o mesmo que os outros todos. Jogam sempre os mesmos até rebentarem
FVRicardo
Não acredito. Se visses os primeiros jogos do VSC, ele mudava 5/6 jogadores de jogo para jogo, pois tinha um plantel muito equilibrado
Antonio Clismo II
Pode preferir um plantel extenso mas tem que trabalhar e desenvolver os próprios jogadores para o modelo dele e não esperar que o clube faça 10 ou 15 contratações no próximo mercado. Isso é mentalidade à clube pequeno.
.
Um treinador de nível elevado não tem medo de arriscar e desenvolve muitos jogadores da base para encaixarem no seu modelo de jogo. Por exemplo o Rúben Amorim não teve problema em apostar no Inácio, Nuno Mendes, Tiago Tomás, Bragança, Quaresma, Matheus Nunes, etc…