Leões vão mudar a política de mercado?
Ruben Amorim sempre quis ter plantéis curtos, o que agora até está a prejudicar o Sporting, mas Rui Borges, quando questionado se os treinadores devem exigir plantéis mais largos, demonstrou que tem uma visão diferente do atual técnico do Man Utd. “Penso que sim, a tendência é plantéis mais largos… Tenho ouvido grandes treinadores a falar nisso, que no futuro vão querer plantéis mais longos, a exigência é cada vez maior. No meu caso chego com um plantel já construído, tenho de me adaptar um bocadinho, como é lógico. É importante olhar para o jogo de forma clara e entender que o Rui Borges mudou um bocadinho, mas não pode mudar muito porque não treina. Mas concordo, faz todo o sentido os plantéis serem maiores. Mas há treinadores que preferem mais curto, porque vai ser mais competitivo e é mais fácil de gerir. Eu não penso assim, prefiro gerir 27 do que 20… Estou cá para tomar decisões, vai agradar a uns, não tanto a outros”.


8 Comentários
Antonio Clismo II
Pode preferir um plantel extenso mas tem que trabalhar e desenvolver os próprios jogadores para o modelo dele e não esperar que o clube faça 10 ou 15 contratações no próximo mercado. Isso é mentalidade à clube pequeno.
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Um treinador de nível elevado não tem medo de arriscar e desenvolve muitos jogadores da base para encaixarem no seu modelo de jogo. Por exemplo o Rúben Amorim não teve problema em apostar no Inácio, Nuno Mendes, Tiago Tomás, Bragança, Quaresma, Matheus Nunes, etc…
Andre Filipe
O João Pereira não pode ser João Pereira. Mas o Rui Borges is poder ser o Rui Borges.
Mas agora este não pode ser ele próprio porque não treina.
Para o ano tem mais jogadores e se não houver lesões fazem o mesmo que os outros todos. Jogam sempre os mesmos até rebentarem
FVRicardo
Não acredito. Se visses os primeiros jogos do VSC, ele mudava 5/6 jogadores de jogo para jogo, pois tinha um plantel muito equilibrado
Veridis Quo
O Sporting teve vários anos para se preparar para a saída de Amorim, dado a inevitável saida mais tarde ou mais cedo.
O Sporting, num dos melhores momentos dás últimas décadas, vai buscar um treinador de miúdos, com uma equipa técnica de miúdos e naturalmente corre mal. O pretexto era… as ideias similares.
Corre mal e… o melhor que dá afinal é o ex treinador do Moreirense que estava a fazer uns primeiros meses decentes no VSC, sendo que desde que chegou parece ir completamente em contrasenso com o que se estava a fazer. Impõe um sistema desconfortável ao plantel que tem, porque foi construído para outra coisa, queixa-se da construção do plantel e diz que é um treinador que gosta de fazer o contrário, recua a equipa e abdica da bola constantemente em vantagem como se fosse 20/21.
O Rui Borges é mais vitima do que culpado, mas não deixa de ser miserável este processo pós Amorim. Tanto nas escolhas como no critério ao sabor do vento e pouco ambicioso.
O RB não me parece feito para isto, parece-me um treinador de tugão como tantos outros que vão aparecendo (tanto na comunicação, como na construção de plantel ou como na abordagem aos jogos).
FVRicardo
Nã há dinheiro para fazer planteis longos com qualidade, mesmo o Real, City , etc têm ali algumas 3as e 4as opções que deixam a desejar. Mas pegando nos centrais do Sporting, prefiro muito mais ter Diomande, Inácio, Debast e Felicíssimo do que ter Diomande, Inácio, Marcano e José Pedro
FVRicardo
Acho que o “27” que usou foi uma hipérbole. Toda a gente sabe que o ideal sao 23 (3gr)e foi assim que o plantel do VSC foi construído neste ano. Neste Sporting em certas posições pode haver espaço para entrarem jogadores da formação para quarto elemento para centrais, médios e avançados, tendo em conta a qualidade das três principais opções e também a qualidade da formação em si
Neville Longbottom
No caso do anterior treinador, Amorim, ele preferia planteis de 20 jogadores porque tinha os 20 jogadores focados, ao invés de 27, nos quais há 3/4 jogadores que contam pouco, ou contam menos que os outros. São formas diferentes de ver o futebol.
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Lembro-me de um jogo em que o Palhinha estava suspenso por 5º amarelo, Amorim lançou o Matheus Nunes (que até acabou por marcar o golo da vitória) e, quando confrontado com a possibilidade em cima da hora do Palhinha jogar ele disse que ia jogar o Matheus porque tinha preparado assim a semana e confiava nele. Da mesma forma que confiou no Neto quando o Coates não pôde jogar na Luz porque tinha covid. Na altura não havia muitas mais opções para centrais (creio que jogou o Feddal, o Inácio no meio e o Neto à direita). Esta era a forma que ele arranjava de manter o plantel 100% motivado. Chegou inclusivamente a dizer que não fazia a gestão dos amarelos porque se um jogador teoricamente importante levasse o 5º amarelo, o seu suplente ia dar uma resposta.
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E isto foi resultando, mas também teve os seus problemas. Por exemplo quando, teimosamente, afirmou que, caso Chermiti renovasse, o Sporting não contrataria nenhum avançado, e assim foi. Preferia ter o Paulinho e o Chermiti focados do que ter uma terceira opção (o Rodrigo Ribeiro jogava regularmente na equipa B). E revelou-se um erro, embora depois desse mercado o Sporting fez uma boa segunda volta.
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Um plantel extenso tem essa desvantagem, mas com mais 2/3 opções, se calhar o Sporting não era obrigado a apresentar amanhã um 11 quase cómico, com dois júniores no meio-campo, como se prespetiva. E essa gestão sim revelou-se trágica para este ano. A saída do Amorim deixou mais do que uma ferida, deixou esta fenda que o Sporting, em modo bombeiro, está impotentemente a tentar cobrir.
Lúcifer Morningstar
Exatamente o que eu penso. Ter plantéis curtos é muito bonito para gerir e tal, mas quando acontece uma onda de lesões, como está a acontecer ao Sporting, esta época fica mais complicado. Muito mais complicado.
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Espero bem que na próxima época se acabe com a brincadeira dos plantéis curtos. Equipa que luta por títulos, como é o Sporting, tem de ter um plantel extenso em qualidade e quantidade.
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Saudações Leoninas ? Rumo ao bicampeonato e à dobradinha