
Os clubes ricos podem aproveitar esta crise para conseguirem super-negócios, mas…
O Dortmund, mesmo com a pandemia da Covid-19, não vai libertar Jadon Sancho a qualquer custo. Quem o diz é o CEO Hans-Joachim Watzke, que até destaca que a ideia passa por segurar o inglês. «Posso dizer com toda a clareza que os clubes mais ricos não vão o conseguir a preço de outlet. Não temos de vender ninguém por menos do seu valor», frisou o dirigente numa entrevista ao Bild. «Ainda antes do surto de coronavírus dissemos que preferimos que Jadon [Sancho] fique connosco. Mas, no final de tudo, de qualquer forma, temos sempre de respeitar o que o jogador quer», acrescentou.


4 Comentários
Kacal
O Dortmund tem um ótimo plantel, mesmo que não contrate ninguém estão muito bem servidos e podem sempre vender um ou outro excedentário para lucrar algum. Acho normal que não sejam intransigentes em vender Sancho a preço de saldo, mas penso que o vontade do jovem inglês será sair em breve, a ver vamos.
DNowitzki
A questão que se coloca é que, se a situação se arrastar muito tempo, os clubes vão entrar em falência. Aliás, não vão, já estão a entrar.
Quando nós olhamos para o panorama na Itália, na Espanha, na França, na Alemanha, no RU, na Holanda, nos EUA e por aí fora, e constatamos o caos que se vive, só podemos concluir que esta calamidade vai demorar largos meses a ser minimamente ultrapassada.
O pico, em Portugal, pelos vistos será atingido em finais de maio e sob a forma de planalto, o que quer dizer que se vai prolongar por semanas, Se for assim, nem em junho a situação estará minimamente controlada. Os casos positivos e os mortos vão-se empilhando como blocos num muro.
Assim sendo, o futebol não vai voltar tão cedo e, não havendo receitas, os clubes não têm como manter a atividade.
Mantorras
Tinha visto algures que o pico seria em meados ou final de Abril e que poderia durar durante Maio.
Depende muito da atitude das pessoas… mas acho que seja qual for a realidadez dificilmente havera futebol antes de Julho.
Joga_Bonito
Tem de haver medidas rápidas para evitar oportunismos. Se isso suceder o futebol acaba porque os clubes serão esmagados uns pelos outros, à procura de obter os melhores. E não ficarão só arruinados os que perderem os melhores jogadores. Aqueles que se endividaram para prometer mundos e fundos aos novos jogadores vão-se arruinar também.
É tempo de actuar.
Já sugeri uma taxação das transferências acima de 20 milhões em 10% para os clubes poderem ir pagando aos poucos aos jogadores o que lhes ficarem a dever. Defendo também o impedimento da invocação de despedimento por atraso salarial por jogadores que ganham mais de 10 salários mínimos. Os que ganhem até 10 salários mínimos acho que a FIFA e os estados poderiam ajudar sob contrato assinado que quando o futebol voltasse essa ajuda seria paga. Os que ganhassem mais de 10 salários mínimos mas cujo orçamento não ultrapasse os 40 milhões poderiam ter parte dos salários congelados sobre a promessa de o clube reservar das receitas anuais 5% para um fundo onde se acumularia o montante necessário para repor o que foi congelado. Se o clube fizesse entretanto qualquer venda descontava-se 5% de cada para esse fundo. Nas transferências acima de 20 milhões reservava-se 10%. Era a melhor solução, ao invés de coagir cortes salariais , que na verdade suspeito que são em parte uma fraude, os clubes dizem isso mas querem negociar com os jogadores porque temem que eles rescindam.
Sem querer entrar em cinismo mas estamos todos habituados nestas alturas ao usual desfile de hipocrisia da caridadezinha, onde celebridades vêm nos contar como são solidárias, anunciam milhões para a solidariedade e depois descobre-se bastas vezes que esse dinheiro ou nunca foi doado ou nunca chegou a quem devia chegar.
Eu tenho uma profunda fé católica e nesse sentido sigo o Evangelho à risca. A verdadeira solidariedade não se apregoa, faz-se sem andar a colher benefícios com isso. Não sou contra que os jogadores publicamente dêem o exemplo, bem pelo contrário. Mas se é para fingirem solidariedade que não sentem ou a isso serem coagidos confesso que não gosto. Torna a solidariedade um vil negócio ou exercício de hipocrisia que vai contra tudo aquilo que defendo.
Penso que a solução é a FIFA tomar as rédeas e estabelecer as regras que eu defini acima. A continuar este clima de quebra económica os clubes serão arrasados e são parte importante do tecido económico porque o futebol gera indirectamente muito dinheiro e postos de trabalho.
Há que definir três tipos de clubes. Os que pagam até 10 salários mínimos. O que pagam entre 10 salários mínimos e no máximo até 100 mil euros mês a um jogador. E os que pagam a partir de 100 mil por mês. O primeiro grupo é o que tem de ter apoio financeiro no imediato e sob contrato especial que será debitado esse apoio nas suas receitas quando o futebol regressar. Aos segundos e terceiros aplicam-se taxas nas contratações até conseguirem pagar tudo.
Se começarmos a cancelar as vendas o futebol como o conhecemos ainda irá colapsar mais, os clubes vivem de vender jogadores, não se pode cancelar isso.
Individualmente gostaria de ver os jogadores a dar o exemplo doando somas consideráveis à sociedade mas já Jesus apontou no Evangelho a necessidade de acautelar os hipócritas que doam dinheiro em público para tirarem dividendos.
A sociedade chegou a um ponto onde parece só haver dois extremos. Ou bem que há gente famosa que nesta altura aproveita para fazer doações patéticas, aparecendo apenas para tirar dividendos ou bem que há gente que acha que nada deve aos outros e não tem de contribuir para o bem comum e nem consegue deixar de transparecer a completa falta de empatia pelos outros.
Temos de recuperar o verdadeiro sentido da ética social.