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Schmidt quebra silêncio para revelar um dos segredos de João Neves

Faz falta um treinador deste perfil aos encarnados, que dava reais oportunidades aos jovens, como demonstrou com Gonçalo Ramos, Neves e António Silva?

João Neves não para de brilhar e Roger Schmidt, o treinador que o lançou, reconheceu, em entrevista ao jornal L’Équipe, que ficou admirado com a qualidade que médio em idade tão jovem, já exibia com a bola. “É engraçado porque essa foi a pergunta que lhe fiz: “Como consegues ter um primeiro toque tão bom? E o teu controlo de bola, de onde vem essa técnica incrível?’ Ele respondeu-me que a razão é porque, quando era criança, jogava na praia, na areia, com a bola sempre em movimento, o que lhe melhorou a técnica da parte superior do corpo. Esse é o segredo”, contou. “Acho que outra explicação é que ele simplesmente adora futebol. Nada mais importa para ele. No início, quando o levei para o plantel principal, experimentei-o em diferentes posições – no meio-campo, a lateral… Não importa a posição onde ele estava a jogar, deixava sempre marca. É autêntico. Ele já é um jogador de classe mundial e vai melhorar ainda mais”, acrescentou o alemão, que tinha estado em silêncio desde que deixou as águias.

8 Comentários

  • Petrol
    Posted Abril 15, 2026 at 8:53 am

    Foi o melhor treinador do Benfica em largos anos. Foi sabotado pela direçao que encheu o plantel de jogadores que nao encaixavam no seu modelo de jogo. No final pareceu perdido tal como aconteceu a todos os antecessores.

    • BP
      Posted Abril 15, 2026 at 2:43 pm

      Podes crer. Eriksson, JJ, Schmidt: o meu pódio de treinadores do Benfica, nos últimos 50 anos. A muita distância de todos os outros treinadores que passaram pela Luz.

      Mesmo na segunda época, apesar do que dizes e bem, chegámos às decisões finais de Abril, mas nos dois derbies com o SCP que decidiram o nosso destino no campeonato e na Taça, o Trubin ofereceu um golo ao SCP em cada um desses derbies decisivos…além das duas assistências do Trubin para o Geny Catamo, também na frente houve muitos erros individuais na finalização – fomos melhores, criámos mais oportunidades de golo, mas não as soubemos concretizar. Ou seja, foram erros individuais, na baliza e na frente, a determinar que esses dois derbies decisivos caíssem para o SCP. O Schmidt fez a sua parte – pôs a equipa a jogar melhor que o adversário e a criar mais oportunidades de golo – mas os seus jogadores falharam, na baliza e na finalização.

      Já agora, nesse mesmo Abril de 2024 decisivo, fomos eliminados da Liga Europa pelo Marselha, e novamente Trubin ofereceu um golo, e novamente fomos superiores e criámos mais oportunidades de golo, e novamente falhámos na finalização…

      • prpaulorossi
        Posted Abril 15, 2026 at 4:22 pm

        Verdade, menção honrosa para o Trapattoni que sem grande equipa e, verdade seja dita, sem grande futebol conseguiu ser campeão e era um tremendo Senhor em todos os aspetos do futebol.

      • prpaulorossi
        Posted Abril 15, 2026 at 4:20 pm

        Tenho o mesmo pódio que tu.
        Saudades tremendas do Eriksson. Com o Jorge Jesus e o Schmidt vimos o Benfica mais empolgante e atrevido, com todos os defeitos que cada um tinha claro.

    • Pablo2
      Posted Abril 15, 2026 at 1:01 pm

      O melhor foi o Bruno Lage

    • Daervar
      Posted Abril 15, 2026 at 10:47 am

      Isso não é verdade. Foi carregado durante 6 meses por um dos melhores jogadores a calçar em Portugal.
      Assim que Enzo saiu viu-se o zero que é.

      • Petrol
        Posted Abril 15, 2026 at 12:52 pm

        Entao um só jogador explica o Benfica ter ficado à frente do PSG e da Juventus no grupo da liga dos campeoes? Enzo foi um jogador chave, sem dúvida mas nao me parece que fosse apenas devido a ele que o Benfica jogava como jogava. Para além disso, o teu comentário repete um argumento falso. A quebra do Benfica deu-se após a paragem para seleçoes em Março. Nao imediatamente após a saida de Enzo.

  • Joga_Bonito
    Posted Abril 14, 2026 at 9:57 pm

    Os predestinados notam-se a milhas, até nos treinos antes de começar a época se vêem os pormenores que mostram quem está fadado para altos vôos. Estes têm sempre de jogar. O absurdo é presumir-se que há 10 Neves em cada ano. Se subirmos um ou dois predestinados por ano e forem mantidos pelo menos três anos, mais aqueles que compõe os lugares de 3º GR, 4º central, 5º médio ou 4º PL e que por norma sobem quando os que aí estavam saíram por alguma razão, então creio que se poderia ter uma base de plantel feita com cerca de 30% de jogadores formados e que subiram à equipa em anos distintos.
    Por outras palavras num cenário próximo excelente poder-se-ia ter 1 jogador de topo formado que subiu num só ano, mais 4 ou 5 de topo de várias gerações que entretanto vão ficando uns anos até serem vendidos, 2 jogadores úteis que farão carreira no clube e mais uns 3 que podem ou não entrar para os lugares rotativos que citei acima, se existirem aí vagas. Ou seja 4 a 6 jogadores de topo da formação vindos de gerações distintas, mais 2 úteis que fazem carreira e uns 3-4 que comporão lugares extra se existir espaço. Daria um terço do plantel. Se o Benfica tivesse poder aquisitivo de um tubarão, não venderia nenhum dos de top e estes iriam se acumulando até chegar-se a um cenário em que se veria um plantel com muitos formados, mas de várias gerações, uns já trintões outros adolescentes, outros no auge da carreira. Mas isto é um cenário idílico, onde o Benfica conseguisse ter o poder financeiro de um Barça. O que não existe é as políticas de Clismos, Jasomps e afins de mandar 10 por ano, todos os anos, jogando todos os minutos, porque nenhuma formação forma mais que 1 a 2 de topo por ano e a mairoia dos clubes tem de vender. E ninguém tem a obrigação de apostar em nulidades só porque vêm da formação.

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