Skip to content Skip to sidebar Skip to footer

«Se Jurgen Klopp fosse negro já tinha sido despedido»

Há uma discriminação neste capítulo?

John Barnes, uma das principais referências na história do Liverpool, denunciou uma alegada discriminação que diz proliferar na Premier League, dando mesmo como exemplo o percurso de Jurgen Klopp no Liverpool. “Perdi o meu trabalho em diferentes circunstâncias. Podes ter diferentes estruturas, mas se não mudares a tua perceção das coisas, nada mudará”, começou por dizer o antigo extremo. “Vou dar o Klopp como exemplo. Foram realmente um êxito os seus primeiros dois anos? Ficámos a 25 pontos do topo, mas acreditámos que ele era o homem certo. Em circunstâncias diferentes, ele teria perdido o emprego. Se fosse negro, teria sido despedido nesses dois primeiros anos”, acrescentou. “Não tem apenas a ver com os treinadores de futebol negros. É um problema mais vasto. Quantos dirigentes negros há nos escalões mais altos de qualquer indústria? Enquanto não mudarmos as nossas perceções na sociedade, isto vai existir em todas as áreas e o futebol é uma delas… Se o Klopp fosse inglês, também já teria perdido o seu trabalho. Aqui é onde a ideia de descriminação é um pouco estranha porque há um grupo de pessoas discriminadas no futebol inglês ao mais alto nível na Premier League. Neste momento, as seis melhores equipas não têm um treinador inglês branco, salvo o Frank Lampard, que tem um vínculo especial com o Chelsea. Essa é, aliás, a única razão para ser treinador do Chelsea porque em outras circunstâncias não teria conseguido o lugar”, disse ainda.

155 Comentários

  • Mantorras
    Posted Novembro 14, 2020 at 2:43 am

    Patetice.

    Nao tem um unico argumento valido. Amigo, o Liverpool fez muito bem em continuar com o Klopp.

    Antigamente, havia gente a lutar pelos direitos/igualdade das minorias, mas gente com nocao, que atacava o que estava mal, lutava por coisas em concreto, sabiam o que faltava, sabiam o que queriam, sabiam o porque. Hoje queixam-se porque sim, querem impor quotas porque sim, mesmo que os que la estejam tenham muito merito e valor.

    Lutar pela igualdade nao e como fazer um projecto da area escola no quinto ano, em que. nos reunimos, recortamos umas cenas dum jornal e fazemos umas colagens numa cartolina despachando aquilo numa tarde. E acima de tudo, e preciso que faca sentido.

  • Kafka
    Posted Novembro 13, 2020 at 11:48 pm

    Percentagem brancos nos USA vs percentagem de brancos na NBA claramente abaixo da percentagem de brancos na população total dos USA

    Pela lógica do Barnes, Chico e afins podemos concluir que ha racismo na NBA para com os brancos??

    • Chico
      Posted Novembro 14, 2020 at 1:36 pm

      Porque mais de metade da audiencia interna da NBA sao afroamericanos, que apenas constituem 16% da população do país… é um desporto urbano, a maioria dos brancos na América vive nos suburbios ou em regioes rurais, os negros vivem maioritariamente nas innercities. Sendo o basquete um desporto urbano, compreende-se as diferenças culturais. Já é estranho na NBA a maioria dos treinadores serem brancos, numa clara desproporção a quem assiste e quem pratica o desporto.

      • CanelasNba
        Posted Novembro 14, 2020 at 3:12 pm

        Curioso que não consegues perceber que exactamente por ser um desporto em que a vertente física dá vantagem aos negros faz com que os brancos que não tenham essas capacidades se dediquem mais a serem treinadores do que propriamente jogadores, mas tem mais piada achar que é tudo racismo… Deve ser racismo o Doc Rivers ter encontrado logo trabalho depois de ser um dos maiores culpados de um choke histórico, mas aí aposto que já foi tudo mérito e competência do mesmo

        • OMotoqueiroGuti
          Posted Novembro 14, 2020 at 4:14 pm

          Estás a perder o teu tempo. Vê lá se o Chico referiu que o Rijkaard foi para o Barcelona depois de fazer a pior época de sempre na história do Sparta de Roterdão … Tanto treinador branco com CV e foram para ele… ?

          Isso já não interessa. Vão sempre inventar qualquer desculpa. Tipo quando uma juíza acusa uma mulher de mentir sobre violência conjugal do marido: os justiceiros dizem que é uma machista… Não vale a pena.

          Ele não vai falar em vantagem física nem em capacidade intelectual pelo simples facto de isso ser uma afirmação baseada na diferença de raças. Quer dizer… até podem afirmar que negros são mais fortes… mas mais “burros”, isso já é racismo…

          • Chico
            Posted Novembro 14, 2020 at 5:34 pm

            Inventar alguma desculpa por mentiras? Oi? Mas tu conheces-me de alguma lado? Calma aí. Não me coloques em grupos criados na tua imaginaçãozinha ou na de um Jornal Viritato desta vida.

            O último parágrafo diz tudo o que há para dizer da sua pessoa e da sua opinião sobre esse assunto. Ja suspeitava que mais tarde ou mais cedo levaria a conversa para aí e claro, aí está ele. Obviamente que achar que negros sao mais burros é racismo e nao me surpreende que ache isso com bases nos seus comentarios previos inenarraveis. Nao lhe respondo mais pq nao falo com gente assim, recuso-me.

            • OMotoqueiroGuti
              Posted Novembro 14, 2020 at 6:23 pm

              Exacto, a vitimização.

              Estava a ser irónico, pois afirmar que negro é mais forte não ofende, mas dizer que é mais burro… aí, sim, é crime.

              Não defendo nem uma nem outra coisa, apenas apontei a incoerência na qual hoje vivemos.

              Em relação a não trocar ideias comigo… é normal. Faz bem.
              Vindo de alguém que acha estranho que o Rijkaard não tenha ido para um United, mas que não fala da forma incrível como é contratado para um colosso depois de afundar o Sparta de Roterdão…
              É mérito? Havia racismo contra o Sparta?

              O Chico narra a realidade de uma forma parcial. Ao apresentar o exemplo do Rijkaard como paradigma da injustiça… É irónico, mas sintomático.

              Felicidades, e aprenda a interpretar frases: não afirmei que negros eram burros.

              • CanelasNba
                Posted Novembro 14, 2020 at 8:46 pm

                E mais uma vez não respondeu também ao exemplo do Doc Rivers…E mais, muito do racismo e talvez o mais evidente no Basquetebol nos EUA é de negros para brancos e daí que os mesmos talvez se dediquem mais às outras vertentes do jogo e daí haver mais treinadores e outros cargos ocupados por brancos…Mas talvez interesse mais a narrativa dizer que é tudo racismo

                • OMotoqueiroGuti
                  Posted Novembro 14, 2020 at 9:45 pm

                  Racismo? Contra brancos? Isso não existe.
                  Na lógica deles, os brancos não sofrem racismo porque beneficiam das estruturas de poder. Conheço muito bem a conversa deles.

                  Assim, se um branco sofrer de bullying num balneário cheio de pretos, os justiceiros vão logo começar a falar da escravatura, etc, etc.

                  Basta ver a conversa que tive em baixo com o mouth of the south. Perguntei como é que uma sociedade patriarcal permite que as mulheres sejam hoje maioria na esfera judicial, e ele começou a falar em violência doméstica.

                  Palavras para quê? Melhor que reality show… ?
                  Não dá. Acho que mais vale não contrariar, e falar baixinho para não ficarem nervosos ou tristes…

        • Chico
          Posted Novembro 14, 2020 at 3:52 pm

          Isso não faz sentido pq um país de 3 milhoes como a Lituania já teve imensos jogadores por lá. Os países jugoslavis devem ter uns 20-30 milhões no total e têm uma sobrerepresentacao louca. E lá está sao todos os brancos, mas por questoes culturais é um desporto muito praticado e surgem grandes jogadores. Claro que seria mais complicado em povos mais baixos como nós e nao nego diferencas geneticas em certas questoes fisicas (sprint e salto particularmente), mas nao justifica a diferença. Se calhar há mais jugoslavos com minutos na NBA (nao digo no total, pq os q nao sao suficientemente bons ficam na Euroliga) do que americanos brancos. E olha que deve haver menos de 30 milhões de jugoslavos e havera uns 200 milhoes de americanos brancos.

  • andresilvac
    Posted Novembro 13, 2020 at 10:59 pm

    Esta conversa vem na sequência do sound bite do “Black Lives Matter”, cada vez mais acredito que estes movimentos não defendem a igualdade de género mas sim a supremacia da raça negra em relação às demais porque foram vítimas durante anos mas já ninguém que aqui esteja vivo teve qualquer tipo de culpa nessa situação, acho que o racismo na Europa é residual mas este tipo de comentários e movimentos faz aumentar o mesmo, e parece que este tipo de figuras tristes teem como objetivo fazer representar a raça negra em toda a sociedade à força toda e não por mérito como tem que ser em qualquer sociedade moderna digna do seu nome…Se ele foi despedido foi porque era incompetente ou o clube não acreditou no seu projeto, klopp chega ao Liverpool já com uma final da Champions no currículo e com um Borussia não com um Real Madrid City ou Barcelona, o que por si só é um feito digno de registo.

  • Kafka
    Posted Novembro 13, 2020 at 10:28 pm

    Analisando a população Francesa por raças e fazendo a respectiva percentagem de jogadores presentes na Selecção francesa, observamos que os jogadores negros estão num ratio acima do ratio proporcional face à população existente em França

    Perante este facto, será que o Barnes e o user Chico também estão indignados por o ratio de jogadores negros na selecção francesa ser acima do ratio que existe de pessoas de raça negra em França?

    Será que os brancos tb podem vir dizer que são descriminados na Selecção francesa? É que pelo ratio populacional deviam estar presentes em maior percentagem

    • Chico
      Posted Novembro 14, 2020 at 12:42 am

      Curiosamente há uns dias dizias que o interesse dos miudos no futebol era cada vez menor, o que levaria a no futuro o futebol perder receitas. Acho que podemos facilmente olhar para as nossas cidades e ver onde ainda há miúdos a sairem da escola para irem jogar à bola o resto do dia. Exatamente, nos bairros mais pobres, nos bairros sociais, nas favelas… Impressionante como em 2 ou 3 ideias se consegue ignorar uma opinião propria para preencher retorica.

    • Chico
      Posted Novembro 13, 2020 at 11:42 pm

      A desproporção de jogadores negros é real, mas essa forma de colocar as coisas é desonesta. É uma desproporção dos subúrbios do Norte de Paris, onde vivem maioritariamente imigrantes negros e árabes, mas tbm de outras nacionalidades (incluindo dois rapazes da nossa seleção). Porquê? Esses subúrbios têm as melhores academias francesas, incluindo possivelmente a mehor academia do mundo Clarefontaine da Federação Francesa, mas principalmente porque é das poucas zonas da Europa ocidental onde ainda há futebol de rua intenso. Basta ouvir entrevistas de Henry, Mbappé ou outro craque francês da zona: o motivo de serem os jogadores que são foram os jogos nos campos de alcatrão, o futebol de rua. O mesmo motivo da desproporção de jogadores brasileiros.

      Quanto ao mais óbvio, parece-me claro que é mais gerivel optar por um mau treinador do que sentar um jogador melhor para meter outro pior. Ha mais meritocracia na carreira dos jogadores, apesar de tbm haverem jogos de empresarios, do que na de treinadores. Nao é por acaso que se questiona tantas vezes por aqui pqq certos individuos recebem sempre trabalho.

      • OMotoqueiroGuti
        Posted Novembro 14, 2020 at 11:06 am

        Vou aceitar essa justificação; vou partir do princípio de que a desproporcionalidade se deve à localização das tais academias e da existência do chamado futebol de rua.

        Tendo em conta essa desvantagem, seria a favor de cotas para jogadores que não tenham tido a oportunidade de frequentar essas mesmas academias e/ou de não poderem ter praticado esse tal futebol de rua?

        É que aparentemente você é dos que pretende aligeirar as diferenças estruturais, e os negros, segundo o seu argumento, têm uma enormíssima vantagem geográfica no que diz respeito ao acesso a uma profissão cujo potencial de ganhos económicos é enorme.

        Estaria disposto a igualar as coisas neste campo, criando por exemplo cotas para rapazes brancos que, por uma questão que lhes é completamente alheia, não podem evoluir neste desporto?

        • Chico
          Posted Novembro 14, 2020 at 12:21 pm

          Eu nao sou a favor de cotas para nada. Nem para uma coisa nem para outra. Nao percebo de onde surgiu essa. Acho que nos podemos questionar do porquê das coisas, curiosamente ainda nngm justificou a diferenca ao nivel dos treinadores.

          • OMotoqueiroGuti
            Posted Novembro 14, 2020 at 12:33 pm

            O Chico faz uma ligação directa entre a não existência de treinadores e o racismo.

            Agora só falta tentar justificar isto: porque motivo as equipas não têm problemas em contratar jogadores negros mas já têm algumas reservas quanto aos treinadores negros?

            Os jogadores têm, do ponto de vista mediático e em termos de volume na massa salarial, uma preponderância muito superior aos treinadores. Estes, verdade seja dita, são sempre ou quase sempre os sacrificados nos momentos de pior desempenho. Já diz o outro: é mais fácil trocar de treinador do que despedir 5 jogadores.

            Tendo isto em conta, explique lá o que leva os clubes, que pretendem resultados e que reconhecem o mérito do jogador negro, a não contratarem treinadores negros?
            Tornam-se, de um momento para o outro, masoquistas e investem num treinador só pela cor?

            • Chico
              Posted Novembro 14, 2020 at 1:37 pm

              Só sabe dizer duas ou três coisas e repeti-las ad nauseum?

              • OMotoqueiroGuti
                Posted Novembro 14, 2020 at 1:51 pm

                Só sabe usar brocardos latinos numa tentativa, completamente falhada (diga-se), de fugir à questão?

                Gastou tanto caracter a tentar explicar o porquê de haver mais jogadores negros, mas agora não responde a isto?!
                Se não quer responder, por não querer entrar em contradição… tudo bem.

                Um dia feliz. ?

                • Chico
                  Posted Novembro 14, 2020 at 1:58 pm

                  Já respondi a essa questão mais abaixo, é uma situação complexa e que vem de base. Não tenho tempo para estar a escrever um testamento outra vez, ainda para mais consigo. Reparo que vê discussões como jogos, não deviam ser.

                  • OMotoqueiroGuti
                    Posted Novembro 14, 2020 at 2:46 pm

                    Li agora… Fala em “preconceito” e em “viés”…

                    Exacto: clubes de futebol querem os negros para jogar, mas treinar… aí não. São negros, logo burros. Certamente. Eles lá saberão… trabalham diariamente com eles, certo?! Deve ser…

                    Já percebemos: estruturas altamente especializadas, e focadas no lucro e no sucesso, não escolhem negros pelo preconceito. Ok, zero sentido.

                    P.S – Rijkaard? Tem aqui um ponto de vista sobre o desaparecimento dele…

                    But these days you’re more likely to find him hanging out with his wife, Stefanie, and their children in Amsterdam. Part of his desire not to engage in public life may be because of the huge fall-out in Holland when he split from his former wife Monique in 2009 to move in with Stefanie, who had been the family nanny. The backlash was considerable. Wise investments in the Amsterdam property market mean that he is financially secure, the Dutch city having enjoyed a rental boom in recent years. Those close to him say the offers still roll in periodically, particularly when Chinese clubs came calling for the great and the good of European football a few years ago. But Rijkaard’s agent doesn’t even bother asking. No club in Holland would try to tempt him out of retirement. They know he is done with the game.

                    Como pode ver, o próprio afastou-se do meio. O motivo pelo qual ele só teve o Galatasaray interessado? Talvez por não ter vencido nada nas suas últimas duas épocas de Barcelona, e de Guardiola ter feito uma limpeza no clube visto que haveria, segundo ele, uma falta de empenho e disciplina por parte do grupo… Será que isso tem peso? Se calhar é por Rijkaard ser “bronzeado”…

                    É verdade… Rijkaard chega ao Barcelona depois de ter descido, pela primeira vez na história, o Sparta de Roterdão.
                    Será que foi escolhido para a Catalunha pela cor de pele? Mistério…

                    É verdade… Rijkaard fez um trabalho péssimo no Gala…

  • Mouth of the South
    Posted Novembro 13, 2020 at 9:07 pm

    O Barnes dá um exemplo de uma coisa clara e óbvia aos olhos de todos: é residual a percentagem de negros a treinarem as equipas de alta competições. Mesmo em divisões secundárias.

    Ignorância é achar que isso não advém de um racismo sistémico. Há muita gente a precisar de rever conceitos como políticas de integração, racismo e meritocracia. Ou acham realmente que não existem negros com capacidade para orientar grandes equipas? Se for esse o caso, nem vale a pena lerem mais nada.

    É tão assustador ler determinadas coisas por esta caixa de comentários abaixo que, honestamente, nem me vou bater em argumentos. Admirável mundo novo.

    • OMotoqueiroGuti
      Posted Novembro 13, 2020 at 9:28 pm

      Se há negros com capacidade para orientar grandes equipas? Não sei.
      Se você conhecer, diga aqui 5 nomes.

      Ah, reparei agora que usa a tática habitual: lê, comenta, fala em conceitos que curiosamente não densifica, E no fim despede-se com o aviso que não se baterá em argumentos. Típico. Prevejo, pois, que não me dará os nomes que pedi.

      Mas olhe, fica aqui o meu sincero pedido: se é branco, e se acha que é privilegiado, ceda o seu trabalho remunerado a alguém de uma qualquer minoria. Seja a mudança que tanto advoga. Obrigado.

      • Mouth of the South
        Posted Novembro 13, 2020 at 11:01 pm

        Bem depois de tamanha barbaridade de comentário lá me levou à ginástica de dedos. Confesso que já deixei de advogar determinadas causas no pântano online, até porque na maioria das vezes é infrutífero: as pessoas escolhem o que querem ler e ouvir, vivem na sua bolha, se não são detentoras de conhecimento sobre direitos fundamentais e ética elementar, diz-me a experiência que ou são de tenra idade ou já muito pouco há, infelizmente, a fazer. Sinais dos tempos modernos.

        Posto isto essa argumentação do “diga um”, característica de outros meios de “discussão”, é falaciosa por, na verdade, versar sobre o ónus da questão: faltam exemplos. Se estamos a falar na escassez de exemplos o que pretende? Que enumere o que não existe? Ou que não posso ter conhecimento de causa porque, lá está, escasseiam os casos de análise? Que conheça pessoalmente os casos sobre o qual a análise é tão parca? Quer realmente acreditar que no desporto com mais expressão à escala mundial não detém pessoas negras capacitadas a gerir os melhores clubes? Quantas delas foram atletas de elite, que absorveram os meandros do desporto ao mais alto nível anos a fio, experienciando diversas metodologias de teino?
        O estranho é mesmo esse facto: não existir nenhum! É assim tão difícil de perceber isso? Só falta dizer que encontra alguma evidência genética para isso…

        Quanto ao facto de achar que sou privilegiado, sim acho. E com isto não quero dizer que tive/tenho uma vida fácil. Apenas que sendo homem branco, nasci na estripe que domina, estatisticamente, todos os parâmetros de análise relativos ao que podemos considerar como o “privilégio”: aceso a educação, saúde, rendimento, horas de trabalho, acesso a oportunidade, ocupação de cargos de chefia, preponderância nas instituições de decisão, etc. Aliás, basta fazer uma contextualização histórica de quando, pessoas com as minhas características, tiveram acesso a determinadas benesses por comparação com as demais, como mulheres, negros ou outras “minorias”. Mas esta esmagadora percentagem deve subjazer mais uma vez de um super cromossoma Y que me confere um poder de semi deus em relação aos demais.

        Quanto a ter de ceder a minha posição, é mais uma vez, uma ode ao absurdo. Então sempre que me referir, por exemplo à fome, tenho de imediatamente ceder todos os meus alimentos e auto flagelar-me para ter uma posição equilibrada sobre o tema? Nunca mais ninguém falava de nada então.
        São exatamente nas mutações de vontade nas classes dominantes aliadas à revolta das submissas que o progresso encontra a sua génese.
        E a finalidade não é de todo ceder o meu lugar: é que o mesmo seja partilhado em total equidade (primeiro passo para a igualdade) de circunstâncias com qualquer ser humano, independentemente da sua índole. Essa perspetiva de que o sucesso de alguém prejudica o meu, esse canibalismo social é um dos problemas por si só. O mundo não é só uma bifurcação.

        Faço a minha parte pela mudança que ambiciono. Acho que deveria começar a fazer a sua, que começaria por algo tão simples como estar mais informado e educado nos temas que aborda. De nada.

        • OMotoqueiroGuti
          Posted Novembro 13, 2020 at 11:41 pm

          Vou começar pelo fim: se você advoga certa causa, e se no fundo beneficia de algo que lhe foi dado de forma injusta, então o mais acertado seria resignar a essa posição.

          Fome? Bom exemplo: há quem tenha uma dieta bem mais “comedida”, e que ajude em géneros o banco alimentar. Eu, que não gosto da poluição dos veículos, ando muito a pé e de bicicleta. Meros exemplos.

          O que vai fazer você para atenuar o que tanto ataca? Limita-se a escrever? Fala em querer dar direitos e oportunidades a pessoas que não os tenham. Como assim? Num estado social não têm direitos idênticos? Sim, mas se você acha que há racismo estrutural então certamente defende algum tipo de discriminação positiva. Certo? Sendo assim, acredito que poderia ser dos que, em nome dessa tal discriminação positiva, poderia ceder o seu lugar. Qual o problema? Tem medo de perder o privilégio? Não percebo… Seja a mudança que deseja. Se o que você quer, a equidade, está inquinado à partida, ceda o seu privilégio. Sim, porque o seu privilégio, segundo a sua teoria, veio tirar a oportunidade a alguém de uma minoria. Simples, ou não?!
          É lógico: fui privilegiado, pois houve alguém “esbulhado”. Logo: há algo a ser corrigido. Logo: vou ceder o meu privilégio.

          Teme fazer isso?! Parece que sim.

          Em relação aos treinadores… Eu pensei que você tivesse nomes para apontar que, flagrantemente, mostrarem que há racismo. Exemplos do género: X é preto, é um grande técnico, e só não está a treinar clube Y por causa do racismo.

          Não tem esses exemplos? Ok. É pena.

          Depois diz que é muito estranho não haver nenhum treinador top num desporto global como este. Evidência genética talvez não, mas cultural… não me surpreenderia que houvesse. Assim como há uma grande representatividade de negros em determinados desportos, nos quais eles são recompensados pelo mérito, acredito que só uma pequena minoria queira ser treinador. Acredito nisto por achar que os clubes, que procuram o sucesso, não olham a esse tipo de preconceito na hora de escolherem os seus treinadores. Seria ilógico não terem problemas em escolher jogadores negros – com ordenados, visibilidade, e poder, bem superiores à esmagadora maioria dos técnicos – e depois serem racistas no que tange às composição das equipas técnicas.

          Mas já agora… Então diga lá uma coisa, sff: se a sociedade é racista, porque motivo as equipas não têm problemas em escolher jogadores negros mas têm em escolher treinadores negros?! Volto a relembrar que, em termos salariais, visibilidade, etc, os jogadores estão num patamar incomparavelmente superior aos dos treinadores…
          Obrigado.

          • Mouth of the South
            Posted Novembro 14, 2020 at 3:02 pm

            Here we go again:

            Não acho que nada me foi dado de forma injusta. Acho que existem pessoas que, por fatores alheios às suas competências, são prejudicadas em relação a mim.

            Você, com esse argumento do bom samaritano, que devo ser Jesus Cristo para para falar de algum tema que me pareça pertinente, e para o efeito devo abdicar de todos os meus bens terrenos e privar-me de todo o conforto… se não lesse isso aqui mais frequentemente até achava que era piada, infelizmente o que não faltam são polícias do argumento, que não centrando a questão no cerne do debate tentam levar para o campo pessoal, uma posição rasteira e desprovida de lógica que não leva a nada mais do que o pântano que referi anteriormente. Dou-lhe como exemplo o facto de que quando o LeBron falou da violência policial no USA, a quantidade de users que ao invés de opinar objetivamente sobre o assunto, com factos e dados, vieram falar nos ganhos dele, que para poder falar tinha de doar o ordenado todo… enfim, uma manjar de sensatez.

            O que lhe disse, e repito já nem na esperança que lhe fique claro a si porque é impossível, mas a quem ler este debate, é que:

            1) posso opinar sobre qualquer assunto que quiser e sobre a sua preponderância sem você e ninguém desse púlpito de discordância me exigia seja o que for;

            2) o facto de pedir para alguém estar em igualde de circunstâncias comigo não significa que queira prejudicar-me. Pelo contrário. Uma evolução social só acontecerá realmente quando as sociedades evoluírem de forma sustentada com uma homogeneidade de competências e oportunidades por todos os seus cidadãos. Para A subir, B não tem de descer. Essa busca de sanguinidade no seu argumento, a meu ver, só procura escamotear coisas bem mais graves, como essa tirada de não ser genético mas cultural… não encontraria melhor argumentos para defender esse sistema de castas.

            Se não considera isso deixo-lhe só a seguinte questão: diga-me quantos negros conhece em cargos diretivos. E com isto não falo de lugares irrelevantes como de embaixador. Cargos com poder de decisão sobre a vida do clube. Ou se quiser ampliar a imagem, vá ao parlamente, e diga o número de deputados negros. Já está mais claro? Agora se quiser tem também o número de ministros, altos cargos de chefia de forças de segurança, líderes de instituições bancárias…
            Não tem exemplos? É uma pena.
            Mas bem sei, bem sei, é uma questão cultural, certo?

            Só o posso aconselhar, se me permite a ousadia, a ler mais e a ter mais sensibilidade sobre o assunto. Cumprimentos.

            • OMotoqueiroGuti
              Posted Novembro 14, 2020 at 4:33 pm

              Tanto caracter usado e não analisou o que poderia, de forma absolutamente ilógica, levar os clubes a serem racistas no que tange às equipas técnicas mas não aos jogadores… Já estava à espera.

              Jesus Cristo? Não. Esperamos é uma atitude consentânea à opinião expressa por si.

              Não teve nada de forma injusta? Oi?! Então você disse que fazia parte de uma “casta” que, contrariamente às mulheres e às minorias, tem outro tipo de benefício e agora já não fala em injustiça?! Que cambalhota é essa?!

              Privilégio, na concepção que você apresenta, está umbilical mente ligado a “esbulho”. Aliás, foi você que falou em opressores e oprimidos, ou não?!

              Em concordância com isso, você, mesmo que não queira admitir, usufruiu de vantagens injustas. E têm noção disso, ou no seu caso também é só mérito?! Somos sempre bons juízes em causa própria, certo? Claro…

              Você parece aqueles desportistas que ganham com doping. Têm o que têm com ajuda exterior. Admitem isso, mas não estão dispostos a ceder o que ganharam injustamente. Não… Você vai por um caminho mais curioso: sou contra a “injustiça”, mas não sou Jesus Cristo para ceder o que a injustiça me deu… Não, sou apenas contra as injustiças que beneficiam os outros…
              Assim é fácil ??

              Eu não busco sanguinidade em nada, eu acredito no mérito. Acredito que os negros estão muito representados no desporto porque dão o litro. E acredito que não estejam mais presentes em direções de empresas porque os não-negros são a esmagadora maioria. E então?

              Você por acaso vê muitos luso-eslavos no futebol nacional? E luso-chineses? Vê?!
              Então, se não vê… É racismo!
              Segundo o seu argumento, é racismo.

              E sobre o número cada vez maior de mulheres na esfera judicial? Sabia que já tange os 70% nos tribunais de primeira instância?! Pois… Será sexismo?! Segundo o seu argumento, sim.
              Segundo aqui o motoqueiro, não. É mérito. Mérito mesclado com outras nuances, obviamente, mas não directamente resultantes de qualquer tipo de pressão social ou de perseguição aos homens.

              O incoerente aqui é você. A minha narrativa e justificação são sempre as mesmas, independentemente da raça e/ou sexo.

              • Mouth of the South
                Posted Novembro 14, 2020 at 6:01 pm

                Qual foi a parte de não ser só em relação a equipas técnica que não entendeu? Falo de qualquer posição de decisão. Não só aí como na sociedade em geral. Teima também em não encontrar causas para o sucedido. Aliás arranjou a cultural, a maioria… aquele negrume argumentativo a que habitua.

                Fala que acredita no mérito como se todos não o creditássemos, levando a pensar que esta defesa da causa minoritária busca uma queda da meritocracia. Errado, é precisamente o contrário. Busca que as condições sejam equivalentes para que essa mesma meritocracia se reflita em plenitude. O que não acontece: é estatístico, em quase todas as áreas de análises a que em que se propunha a debruçar.

                O que você defende, de forma absurda, é que tenho de padecer de um mal para opinar sobre o mesmo. Tenho então de sofrer de violência doméstica para poder falar da mesma? Ou de racismo para me poder pronunciar?
                Não entendo qual é a questão aqui. Admitir que tenho privilégios em relação a minorias? Para mim é mais do que óbvio. Posto isto agora o que sugere? Que largue o meu emprego? Isto faz algum sentido? Que virtuoso…

                Por falar em sistema judicial, e em mulheres podemos avançar com outros dados, como os casos de violência doméstica, mortes associadas ao ato. Ou então a diferença na remuneração, ocupação de cargos de chefia. Sabia que, estatisticamente falando as mulheres, em comparação ao que recebe um homem médio, já não receberiam mais salário este ano? São 14,4% de diferença, mas deixe-me adivinhar: é cultural não é? Ou não tem o mesmo mérito.

                A sua narrativa pode ser sempre a mesma, mas sustentada dessa maneira, vai ser sempre errada.

                Por aqui me fico, venho aqui para comentar a bola e já lhe dei mais antena do que devia. Cumprimentos.

                • Kafka
                  Posted Novembro 14, 2020 at 7:01 pm

                  Isso das mulheres receberem menos é falso e o uso da média é só desonestidade intelectual, porque hoje em dia na Europa Ocidental as mulheres recebem o mesmo que os Homens quando desempenham as mesmas funções na mesma empresa

                  Em lado nenhum há empresas que anunciem que “se fôr Homem vem receber X e se fôr Mulher vem receber X-” isso é MENTIRA

                  A média que tu usas é puramente desonesta porque o que faz é ir buscar o salário de um presidente da empresa que é tremendamente superior aos restantes e como é óbvio desvirtua logo qualquer média a favor dos Homens, portanto para de mentir, é falso que haja empresas que ofereçam mais a um Homem do que a uma Mulher para desempenhar a mesma função e com os mesmos anos de casa ou início de emprego

                  Depois queres mesmo falar das mulheres? Tem piada, porque nunca vi uma mulher nem te vejo a ti indignado por as mulheres receberem mais que os Homens no ramo da moda, que piada que tu tens, aí tu e as mulheres já não ficam indignadas por haver descriminação relativamente aos Homens e por exemplo a Victoria Secret pagar MUITO mais a uma Mulher do que a um Homem para ti já não há indignação nenhuma

                  Mas vamos continuar a falar das mulheres, tu que reclamas por igualdade, então vamos falar de igualdade, é que eu não te vejo a ti nem a mulher nenhuma, indignados por não haver número igual de Homens e Mulheres a trabalharem na Construção Civil como pedreiros, nem número igual de Homens e Mulheres a trabalhar na indústria do Aço, na siderurgia etc ?????… Então mas não querem igualdade
                  ??

                  Outra muito engraçada, não te vejo a ti nem a Mulher nenhuma indignados por não haver número igual de Homens e Mulheres na guerra, nas forças militares, quando é para ir para o campo de batalha para morrer, já não há problema nenhum de haver mais Homens que Mulheres, que engraçado

                  Enfim, deixei aqui vários exemplos que PROVAM que as Mulheres não querem igualdade, querem sim superioridade, porque se quisessem igualdade lutavam por haver número igual de Homens e Mulheres em TODOS os trabalhos, e não apenas nos bons empregos sentados a uma secretária

                • OMotoqueiroGuti
                  Posted Novembro 14, 2020 at 6:56 pm

                  Em relação às diferenças salariais, e porque é de suma importância às pessoas terem noção…

                  “As causas para as disparidades salariais entre homens e mulheres são múltiplas, complexas e muitas vezes interligadas, podendo incluir fatores estruturais, legais, sociais, culturais e económicos, como sejam as escolhas e as qualificações escolares e profissionais, a ocupação profissional, o setor de atividade, as interrupções na carreira, a dimensão da empresa onde se trabalha, bem como o tipo de contrato de trabalho e a duração da jornada.

                  As mulheres encontram-se sub-representadas em determinadas profissões e setores de atividade, bem como nas áreas de gestão e em cargos de decisão onde os níveis salariais são mais altos (mesmo em setores nos quais estão relativamente bem representadas). Frequentemente, quer os setores de atividade, quer os empregos nos quais as mulheres predominam caracterizam-se por serem menos valorizados e mais mal remunerados.”

                  Ou seja: as mulheres, por variadíssimas razões, escolhem esferas profissionais com pior salário. Porquê? Livre arbítrio.

                  É só pesquisar. Está num sítio oficial.
                  Boas leituras.

                • OMotoqueiroGuti
                  Posted Novembro 14, 2020 at 6:38 pm

                  Há uma frase sua que o define. Cá vai: “não acho que tenha ganho nada de forma injusta, há é pessoas que foram prejudicadas em relação a mim”.
                  É a contradição no seu expoente máximo.

                  Exacto: você não comenta nada do que eu digo. Veja lá se tocou na questão da magistratura?! Não, falou em violência doméstica! É para rir! Onde quer chegar com isso!

                  E, mais uma vez, a incoerência ou falta de contato com realidade: se a sociedade é patriarcal, porque razão está a entregar de bandeja o poder judiciário às mulheres?! Faz sentido? Zero!

                  Para quem ainda tivesse dúvidas… Não perdeu um segundo a falar da falta de representatividade dos luso-asiaticos nem dos luso-eslavos. Não têm representatividade política nenhuma em Portugal. Zero. Só lhe interessam os negros. É fetiche? Parece.

                  Você não tem de passar pela situação. Tem é de ser coerente: é contra a injustiça? Ceda parte do que a injustiça lhe deu. Simples. Não o faz porquê? Porque… não lhe dá jeito!!! Simples.

                  O facto de não comentar o que lhe ponho à frente dos olhos mostra simplesmente duas coisas: a sua orientação justiceira é muito bem definida e parcial; os contra argumentos que dá mostra que vivemos numa sociedade imperfeita. Só.

                  A sério que falou em violência doméstica para abafar o facto de as mulheres serem o grosso da nova magistratura em Portugal? Diferenças salariais?! Já li o relatório. Fala em diferenças relacionadas com horário de trabalho, empresa, sector, cargo.

                  E é uma análise enviesada porque põe tudo no mesmo prato, medindo sectores tão díspares como IT e professores primários para a feitura da média.
                  Sim, os sectores onde os homens estão são melhor remunerados, mas isso não significa que haja discriminação.
                  Sabe porquê? Porque isso é, além de ilegal, inconstitucional. Portanto, se tal ocorrer, a prova é de fácil verificação: basta consultar a folha de pagamentos e comparar.
                  Estarei errado?

                  • Kafka
                    Posted Novembro 14, 2020 at 7:21 pm

                    Completamente certo Motoqueiro, até porque não há em Portugal NENHUMA empresa que anuncie “se fôr Homem pagamos X e se fôr Mulher pagamos X-Y”

                    Não há uma única empresa em Portugal a fazer isso logo é falso o que o Mouth of the South diz

                    É falso e desonesto porque junta alhos com bugalhos ao afirmar o que afirma, porque obviamente que se eu fôr fazer a média de salários de jogadores de futebol e professoras primárias, vai dar que os Homens recebem mais que as Mulheres ???…. Mas para o user Mouth isto é desigualdade

                    Da mesma forma que se o CEO de um Banco fôr Homem e ganhar uns 50 mil ou 100 mil eur por mês e depois formos fazer a média de salário de entre Homens e Mulheres nesse mesmo Banco que paga entre 1000 a 2000 à maioria dos funcionários, a média dirá que os Homens recebem mais que as Mulheres nesse banco (porque o salário do Presidente do Banco desvirtua essa média a favor dos Homens) mas isso é falso, porque o Banco paga o mesmo a Homens e Mulheres pelas mesmas funções, mas o user “Mouth” como é desonesto virá dizer que esse Banco paga mais aos Homens, o que é falso apesar da média dizer que sim

      • Chico
        Posted Novembro 13, 2020 at 9:45 pm

        Entao acha que o facto de entre os 100 melhores clubes se calhar apenas 2 ou 3 serem treinados por negros se deverá a eles terem menos capacidade para tal. Ha uma clara desproporcionalidade, quando 30 a 40% dos jogadores dessas equips sao… negros. Acho esquisito nao estranhar este desequilibrio

        • SenyorPuyol
          Posted Novembro 13, 2020 at 11:01 pm

          – Provas dadas por cada caso individual.
          – Potencial de cada caso individual.
          – Opções disponíveis no mercado para assumir o cargo de treinador principal.

          Se vamos começar continuar a lista até incluir o factor “etnia” na escolha de um treinador por parte de um clube… a lista nunca mais acaba. Penso que concordamos que a etnia é completamente irrelevante na hora de avaliar as qualidades actuais e potenciais de um treinador certo?
          Então porque vamos reduzir o debate sobre uma escolha, inquestionavelmente multifactorial, a uma disparidade num dos factores menos relevantes para a mesma escolha?

          Apenas como exemplo, se Solskjaer for despedido, o United deve ignorar todos os factores relevantes e contratar Henry antes que, por exemplo, Pochettino, só para contrariar a tão “monstruosa” desproporcionalidade num factor sem relevância para o desempenho da função de treinador?

          Usa a percentagem de jogadores negros nas equipas como argumento, mas você sabe a vontade ou planos futuros de todos os jogadores? Sabe se a proporção de jogadores com planos de se tornar treinador é similar numa etnia e outra?
          E se essa proporção for diferente, essa diferença de vontades é necessariamente negativa? Não deve ser reconhecida, aceite e valorizada?

          Dentro dos imigrantes da América Latina que conheço, circunscrevendo-me apenas a familiares e amigos da minha geração e de quem, efectivamente, sei as motivações das suas escolhas, apenas 4 de nós seguímos estudos no ensino superior (e portanto procurámos saídas profissionais diferentes), isto numa amostra de 20/25 pessoas com plenas possibilidades de fazê-lo. É uma amostra representativa de toda a população imigrada em Portugal da América Latina? Claro que não! Mas tomando em conta a tão baixa percentagem em comparação com amigos portugueses, nascidos em Portugal, que seguiram estudos no ensino superior, torna-se uma amostra exemplificativa de como a pura e simples vontade individual pode ser uma explicação perfeitamente válida das tais desproporcionalidades que tanto parecem chocar as pessoas.

          • Mouth of the South
            Posted Novembro 13, 2020 at 11:18 pm

            Está, parece-me, a enviusar a questão:

            1) ninguém disse ou referiu que a etnia devia ser um fator em consideração na aquisição de um treinador. Dizemos que não deve ser fator de exclusão que são coisas diametralmente diferentes!

            2) não sei obviamente a vontade de todos os jogadores negros, mas estatisticamente sei que por norma os jogadores, não habilitados na sua maioria a mais nenhuma atividade e findando a sua carreira por volta dos 30 anos, decidem envergar pelo mundo de futebol, noutras funções. Acha portanto normal, não ter um (!!!) caso de um treinador negro ao mais alto nível? Todos decidiram que não iam ser treinadores? Ou são todos lesados de capacidade?

            3) Confesso que não entendi aqui bem o seu ponto. Deu um exemplo, que não era bem um exemplo, mas afinal podia ser um exemplo? Existem vários motivos para a população sul americana não envergar no ensino superior: desde falta de cultura educativa, falta de instituições democráticas, oportunidade equitativas de acesso, dificuldade migratórias para países que proporcionem as mesmas em condições homogéneas… e mesmo que as encontrem, talvez por vicissitudes do foro social/pessoal no país de origem não tenham essa ambição enquadrada na suas necessidades básicas. Não entendo onde quis chegar com isto, acha que numa sociedade em igualdade de circunstâncias as pessoas optariam por não estudar por serem, simplesmente, daí?

            • SenyorPuyol
              Posted Novembro 14, 2020 at 11:41 am

              Uma opinião que diverge da sua está, parece-lhe, a enviesar a questão… curioso.

              1) “Escolha” implica exclusão de todas as opções à excepção de uma.

              “Penso que concordamos que a etnia é completamente irrelevante na hora de avaliar as qualidades actuais e potenciais de um treinador certo?
              Então porque vamos reduzir o debate sobre «exclusões», indubitavelmente multifactoriais, a uma disparidade num dos factores menos relevantes para a mesma »exclusão»?”

              Satisfeito?
              O que o leva a crer que a etnia «é» um factor de exclusão? O facto de não haver treinadores negros nas equipas de topo? Ou nas 100 melhores? É isso? Portanto, se as equipas encontram um treinador que leva vantagem na vasta maioria de factores preponderantes na escolha de um treinador, você acha que é «excluído» porque, de acordo com um dos últimos itens da lista (é que nem me parece que faça parte da “lista”, mas enfim…), o candidato é negro? Acredita genuinamente nisso? Se a resposta for positiva, não vou tentar, nem minimamente, demovê-lo da sua bolha, terei que aceitar.

              2) Sim, acho perfeitamente normal!
              Porque a etnia me parece completamente irrelevante para chegar aos clubes de topo, nenhuma pode ser excluída ou beneficiada nessa questão. Mas voltamos ao mesmo, há toda uma série de factores relevantes para chegar aos clubes de topo, não me vou agarrar a uma disparidade estatística de um factor irrelevante para o tema em questão para dizer que esse está a assumir relevância, neste caso negativa.

              Todos decidiram que não iam ser treinadores? Imagino que não. Todos são lesados de capacidade? Não digo isso, mas não há nada que os impeça de se inscrever nos cursos de treinador, de assumir equipas para treinar e mostrar o seu valor. Agora, se há quem dê provas de ser melhor para determinado cargo, haja paciência, o clube em questão tem todo o direito de contratar um Pochettino antes que um Henry ou um Seedorf. Não lhe vou exigir que olhe à etnia só porque o Mouth of the South acha estranho não haver treinadores negros em clubes de topo.

              Por último, estar ligado ao futebol não implica ser treinador, no Barcelona, que é o que mais acompanho, tivemos Abidal e ainda temos Kluivert em dois dos cargos mais importantes dentro do organigrama desportivo do clube, Eto’o é embaixador da LaLiga. Ronaldinho embaixador do Barça.

              3) Disse que a amostra não é representativa. Disse que a amostra é exemplificativa. Mais claro não posso ser.

              Não vou assumir uma generalidade a partir de um caso particular, mas o caso particular impede-me de generalizar uma ideia oposta ao mesmo.
              Por outras palavras, não vou assumir que «todas as minorias escolhem não seguir determinadas saídas profissionais», mas não vou aceitar a generalização de que «somos impedidos ou obstaculizados de seguir essas saídas».

              Expressei claramente que considerei apenas os casos que tinham plenas possibilidades de seguir estudos no ensino superior. Os que não o fizeram, guiaram-se unicamente por escolhas suas.
              Onde quis chegar com isto é que, para mim, simplesmente, numa sociedade em igualdade de circunstâncias, as escolhas individuais devem ser respeitadas e valorizadas, ao invés de ser conglomeradas em estatísticas com o objectivo de alimentar estes guerreiros sociais que se olham a si próprios como paladinos da justiça global.

              Estes guerreiros que procuram dizer-me que devo tomar as mesmas escolhas e ambicionar ao mesmo que supostos «privilegiados». Não há nada que me tenha irritado mais durante o meu crescimento e formação que estes «heróis» que me diziam que eu devia “lutar pelos mesmos direitos que X ou Y”. Isto quando eu sempre senti que esses direitos me eram plenamente reconhecidos sem a necessidade dos altifalantes dos paladinos. Quero simplesmente ser tratado da mesma forma, quero que integrantes das minorias sejam avaliados exactamente sob o mesmo prisma que os teóricos “privilegiados”. E quer que lhe diga uma coisa? Eu já vejo isso a acontecer, nunca me senti prejudicado pela minha herança cultural, nunca me senti excluído, e quero que os meus sobrinhos, primos mais novos e futuros filhos sintam o mesmo. Não quero que os “guerreiros” dos tempos modernos lhes passem atestados de incompetência como me tentaram passar a mim.

              • Mouth of the South
                Posted Novembro 14, 2020 at 3:35 pm

                1) Em situações idóneas sim. Divergimos na parte em que considera que a etnia não é fator diferenciador. Obviamente que o é. Fala de negros em cargos de representatividade diplomática. E encontrou um par deles na cúpula do futebol europeu. Agora dê o exemplo de algum cargo de decisão. Compare as estatísticas. Já sei, deve ser uma questão de decisão, optam por não seguir. Ou cultural não é?

                Mais afirmo: não é só uma questão de etnia, como de género, orientação sexual, etc. Basta ver o número de jogadores que se assumem, os comentários da cúpula institucional, etc.

                O que todos almejamos é que exista meritocracia na decisão. Ninguém quer impingir nada, apenas que a base seja a mesma. Não o é claramente. É estatístico. Mas lá está, se vivo eu na bolha, só lhe posso perguntar como está o tempo em Saturno.

                Continuo sem entender um exemplo que não é representativo, é exemplificativo. Eu estudei e trabalhei em Barcelona. Tinha colegas de todos os quadrantes na minha turma, boa fatia sul americana (se conhecer bem a cidade como o clube saberá a sua história e cariz multicultural principalmente com um fluxo assinalável de comunidades sul americanas, como mais nenhuma cidade na Europa). Como classifica o meu exemplo então? Por norma os dados que começam por experiência pessoal são falaciosos por demonstrarem precisamente uma parte diminuta da amostra que se pretende. Dai não lhe conferir nenhuma credibilidade.

                Todos queremos essa sociedade de que fala de igualdade de circunstâncias. Infelizmente não existe. Parece-me ser esse o fato que teima em não considerar: estamos ainda longe disso.
                Daí considerar que o debate deve existir e ser importante.

                Se lhe fazem espécie os “guerreiros” que dizem advogar, pelo menos em causas de boa índole, a mim fazem-se os conservadores (e noutro nível que não o coloco, obviamente, os proto fachos que dadas as últimas correntes sociais decidiram todos sair do buraco nestes últimos 5 anos). Penso que a vida será sempre assim, cada um se bate pelas causas em que acredita. Gosto de pensar que é daqui que nasce a luz.

                Acho que faz muito bem em prezar pela educação dos seus. Eu gostariam que os meus crescessem em plena cidadania, com dimensão humana e despidos de dogmas, e acima de tudo que se revoltassem com causas mais graves do que quem tenta pensar e debater temas fraturantes na sociedade em que habitam.

                • SenyorPuyol
                  Posted Novembro 14, 2020 at 7:28 pm

                  Para mim é óbvio que não é factor diferenciador, é que nem me faz o mínimo sentido alegar, sugerir ou insinuar que se opta por um treinador pior em detrimento de outro melhor por este último ser negro.
                  Para começar, não vejo interesse nos clubes nessa hipotética decisão.
                  E depois, com a forte influência da imagem pública nos clubes de futebol, tampouco vejo sentido que deixassem passar a oportunidade de se aproveitar destes lobbys modernos.
                  Portanto, como não me parece que os dirigentes queiram prejudicar deliberadamente os seus clubes, posso-lhe dizer que para mim, obviamente, a etnia não é factor diferenciador.
                  Divergimos? Por mim tudo bem.

                  Eto’o e Ronaldinho têm cargos de representatividade diplomática, Abidal teve e Kluivert tem cargos de decisão. Ainda assim, este par que eu encontrei (num único clube) continua a contar-se em número superior aos exemplos que você deu com capacidade comprovada para assumir esses cargos. E não me venha com a lenga-lenga que já usou nesta caixa de comentários sobre a “falta de exemplos” por falta de oportunidades. Abidal não tinha experiência quando chegou e já estava a fazer um trabalho péssimo quando Kluivert (também sem grande experiência) chegou ao clube. Ninguém fechou as portas a um negro por outro negro estar a fazer um mau trabalho, isso seria apenas ridículo, tal como me parece ser a forma como se agarra às estatísticas… Isto depois de eu já ter dito, no primeiro comentário a que tive o prazer de receber a sua resposta, que para mim não faz sentido reduzir um debate sobre uma escolha/exclusão multifactorial a um único factor que nem tem relevância para o desempenho das funções em causa.
                  Isso é que me parece ser enviesar a discussão, pegar em dados estatísticos irrelevantes para, supostamente, defender uma ideia meritocrática.
                  A etnia é um mérito a ponderar para o desempenho da função do treinador? Não, pois não? Então porque razão se baseia na disparidade de um factor irrelevante na avaliação do mérito para defender que não existe meritocracia?

                  A explicação que dei sobre representatividade e exemplo parece-me clara. Não me vou repetir, nestes casos assumo sempre que a falha é minha na explicação, é uma pena que uma possibilidade de debate caia por falta de entendimento, mas assumo a culpa em não me fazer entender neste tópico em específico.

                  Tudo bem, atribua a credibilidade que quiser ao meu exemplo. É apenas isso, um exemplo.

                  Desculpe lá, na minha opinião a sociedade de igualdade de circunstâncias já existe, e repito, «na minha opinião».
                  Repare, não há um único direito ou dever que eu tenha a menos ou a mais que você, pelo menos cá em Portugal. E isso sim é um facto, dizer que a igualdade de circunstâncias não existe é apenas uma visão, tão válida como a minha, peço-lhe que não a afirme como um facto, é precisamente essa “factualização” de uma visão que me revolta.

                  Os guerreiros não me fazem espécie por si só, fazem-me espécie os episódios em que assumem ou querem definir as ambições de outras pessoas, episódios em que embandeiram lutas por compensações prostituindo a palavra “igualdade” ou episódios em que procuram rotular eventos completamente inocentes como actos discriminatórios, perpetuando e até agravando as diferenças que tanto dizem querer acabar. Se você não se revê nestes episódios, alegro-me genuinamente por si, e nesse caso não tem porque sentir-se visado pela minha crítica às acções desses guerreiros.

                  Sinceramente não sei se procurava classificar-me como conservador, sinceramente não me interessa saber o que isso implica para si. Se me identifica como conservador e por isso lhe faço espécie, agradeceria que mo dissesse para assim evitar incomodá-lo no futuro.

                  Quanto aos seus, deixo-lhe o meu desejo e votos por que assim seja! Entendo-o perfeitamente pois partilho essa mesma vontade, daí posicionar-me da forma que o faço.

        • OMotoqueiroGuti
          Posted Novembro 13, 2020 at 10:20 pm

          Ao invés de me dar 5 exemplos, e de discutirmos sobre eles, o Chico fez uma associação clara entre racismo e falta de representatividade dos negros em cargos de técnico. Ok, respeito.

          Vou partir do princípio que não tem esses nomes para me dar. O que, depois de tanta argumentação, é curioso…

          Ok, então há falta de negros a comandar equipas por causa do racismo. Porém, tendo em conta a população inglesa, há uma enorme representatividade dos negros a jogar futebol ao mais alto nível. Será “racismo benigno”? Ou é tudo mérito?
          É só para perceber se é daqueles que só se insurge quando a maioria não é negra…

          P.S – faço também a si o mesmo pedido que faço a outros: se é branco, e se sente privilegiado,ceda o seu privilégio a alguém de uma minoria. Saia do seu emprego – conseguido injustamente com a força do privilégio que lhe assistiu – e peça ao seu superior para colocar lá alguém de uma minoria.
          Seja a mudança que advoga para o mundo. De hipocrisia estamos todos fartos. Obrigado.

  • Kafka
    Posted Novembro 13, 2020 at 8:23 pm

    Uma coisa bastante engraçada, nunca vi um negro indignado por haver mais jogadores negros que brancos na NBA ou na NFL ou no Atletismo especialmente nas provas de sprint

    Afinal clamam tanto por igualdade e não ficam indignados por haver mais negros nestas 3 modalidades??

    ????

    Eu como defendo a meritrocacia para mim é-me indiferente, óbvio que se há mais negros a saberem jogar Basket ou geneticamente são mais propícios a terem um corpo mais atlético que lhes permite ter mais velocidade de ponta, acho perfeitamente normal que estejam em maioria na NBA, NFL ou Atletismo

    No entanto acho estranho quem pede igualdade para tudo e mais alguma coisa, não ficar indignado por não haver igual número de brancos e negros na melhor Liga do Mundo de Basket ou Futebol Americano

    Mas ainda bem que o Doncic nem sofreu actos racistas esta época nem nada…. Upssssss

  • DICAS
    Posted Novembro 13, 2020 at 8:00 pm

    Aqui esta o futuro da Europa. Parece que no mundo so ha racismo contra os negros HOMENS sim porque nestas campanhas nojentas de tentar denegrir a “raca” branca e torna-la os viloes do mundo a mulheres negras ficam muitaa vezes de fora!

    Estao nao Europa ?! Trabalhem mais que todos os outros e por MERITO cheguem a posicao que querem !

    E ja agora nao facam estas campanhas sempre so para as posicoes que os homens normalmente ocupam …. as mulheres tambem existem

    • porra33
      Posted Novembro 13, 2020 at 8:33 pm

      Aquele clássico “não fui eu que falhei, foi a sociedade que me impediu” tão clássico das minorias. Menos o homem branco, esse se falha é por culpa própria, não pode culpar a sociedade.
      O que acaba por ser engraçado é que há pessoas bem sucedidas de todas as raças, culturas e géneros. Mas essas não se queixam nem dizem que tiveram que lutar contra a sociedade porque… não tiveram. As amarras que as minorias se queixam são em grande parte criadas por si e não pela sociedade em si.
      Se fosse a sociedade, todos os homens brancos seriam bem sucedidos e o resto não seria, e não é o que acontece, só uma pequena fracção dos homens brancos são bem sucedidos e como toda a população fizeram por isso e lutaram contra as suas próprias limitações.
      Simplesmente nem toda a gente é bem sucedida e não é a sociedade que os impede são as próprias circunstâncias da vida, a habilidade de cada um e a sorte.

    • OMotoqueiroGuti
      Posted Novembro 13, 2020 at 8:25 pm

      Tive, recentemente, uma (amigável) discussão sobre estas temáticas com uma conhecida comentadora política da nossa praça.

      Retive o seguinte: as mulheres brancas representam todas as demais. Pois são igualmente vítimas, diz ela. Representatividade só se quer nos homens. Para os “indianos”? Para os asiáticos? Não preferencialmente…
      Para os negros? Pois claro! ??
      Diverte-me este discurso.

      Estou em condições de afirmar que muita desta gente, no fundo, e sem noção da incongruência do seu discurso, quer construir uma sociedade melhor.

      Curiosamente, e falando em homens “brancos”(?!) que defendem estas causas, nunca vi um deles a ceder o seu posto de trabalho a alguém de uma minoria. Porquê? Porque, já me disseram, precisam de “pão”. Pois. Ou seja: discriminação positiva? Claro que si ??… “mas não às minhas custas”. ??

      Sejam a mudança que tanto advogam! Ou só há mérito no vosso caso?! Se acham que são privilegiados, toca a levantar do sofá e a ceder o privilégio a outros. Ou é só jajão?!

  • Kafka
    Posted Novembro 13, 2020 at 7:39 pm

    Se os negros são tão bons treinadores, porque é que as Seleções Africanas não contratam só treinadores negros?

    E as que têm treinadores negros porque é que NUNCA fazem nada de jeito?

    Hummmm….. Que engraçada que é esta gente, mais uma vez não querem meritrocacia, querem sim ser beneficiados e chegarem ao topo só porque têm a pele de uma cor diferente

    • Chico
      Posted Novembro 13, 2020 at 8:50 pm

      Por acaso a melhor seleção africana da atualidade tem um treinador negro (Senegal com Cissé).

      • OMotoqueiroGuti
        Posted Novembro 13, 2020 at 8:57 pm

        Ufa… Eu já estava com medo que o Chico dissesse que a escassez de treinadores negros se deve a uma lobotomia cultural, de acordo com a qual os negros foram convencidos que só o homem branco é que tem capacidade para treinar… … ??

  • RenatoFr
    Posted Novembro 13, 2020 at 5:53 pm

    Já para não falar da indole claramente racista do comentário que é obvia, claro que Klopp não foi despedido ao fim de dois anos.
    A direção sabia bem o que pretendia do treinador e provavelmente até definiram bem a timeline de objetivos a curto/médio prazo.
    Já se falava há muito tempo do casamento que seria o alemão com o histórico inglês e obviamente que o clube não o ia despedir numa fase de contrução/crescimento da equipa e depois vêm estes artistas dizer estas baboseiras da boca para fora, sem conhecerem o que se passa lá dentro.
    Hoje em dia o racismo tem as costas largas e muitos aproveitam-se disse para defender e desculpar a incompetência

  • Filipe Ribeiro
    Posted Novembro 13, 2020 at 5:50 pm

    O Senhor John Barnes que eu tinha muita estima por fazer parte da melhor equipa do Liverpool que vi jogar, mas que me desiludiu profundamente, está conversinha do racismo, do inglês, dos compadrios e tal não lhe fez impressão quando após terminar a carreira sem experiência nenhuma, o seu ex treinador Kenny Dawghlish como director do Celtic arranjou-lhe um trabalhinho para onde não estava preparado e fracassou, como fracassou por todo lado que passou como técnico.

    Mais uma vez foi uma desilusão…

  • joaodolobo
    Posted Novembro 13, 2020 at 5:28 pm

    É certo que há poucos treinadores não brancos em equipas com algum destaque. Ainda mais quando se tem em conta que grande parte dos treinadores são antigos jogadores e que a quantidade de jogadores não brancos já justificaria haver mais. Também me parece que reduzir esta realidade a casos fortuitos – este tem mais oportunidades do que aquele – esvazia completamente a discussão. Para além de estereótipos raciais que existem, de parte a parte, se calhar esta ausência também tem a ver com os níveis tendencialmente mais baixos de formação, até expecativas e perspetivas de vida, que lhes dificultam a afirmação das minorias a este nível. Ou seja, trata-se de um problema estrutural que merece ser discutido dessa forma, e não como um “é por ser branco que tem privilégio”. Até porque, facilmente, se encontram vinte casos de treinadores brancos que não têm as oportunidades que merecem…

  • SenyorPuyol
    Posted Novembro 13, 2020 at 5:28 pm

    Se Jurgen Klopp tivesse nascido na Guatemala, Papua Nova Guiné, Luxemburgo ou Nepal, já tinha sido despedido. Claro e gritante caso de xenofobia!

  • Marcio Ricardo
    Posted Novembro 13, 2020 at 5:04 pm

    Ainda ontem vi uma notícia do Amunike dizendo que não conseguia emprego como treinador em Espanha porque é negro…

    Bom, é um tema complexo. Podem ter a sua razão, mas também enquanto não houver treinadores negros a fazer a diferença é difícil apostar, acho eu, não sei.. Com Portugal foi assim, Mourinho é que abriu portas.

    E o que dizer dos treinadores ingleses que não têm oportunidades? Eles tiveram foi tempo demais. O único que se mostrou uma referência foi Alex Ferguson, que até é escocês. Os outros que vieram de fora demonstraram ser melhores, por isso que se mantiveram nos clubes de topo da Liga Inglesa. Qual treinador inglês dos últimos 30 anos bate de frente com Mourinho, Guardiola ou Klopp ? Nenhum. Nem perto..

  • AndrePires
    Posted Novembro 13, 2020 at 4:59 pm

    Palhaçada, outro influenciado pela agenda do politicamente correcto. Ainda por cima a mandar bitaites sem qualquer fundamento ou base de apoio. Descriminação contra treinadores negros e treinadores ingleses… quem diz que não haverá também descriminação contra treinadores asiáticos, indianos, nórdicos (a única excepção é o Solksjaer e mesmo esse é porque tem “um vínculo especial” com o Man United). Ai ai este previlégio dos brancos não ingleses…

    • Chico
      Posted Novembro 13, 2020 at 5:38 pm

      A desproporcionalidade entre jogadores e treinadores é muito superior à de qualquer outro grupo que apresenta. Politicamente correto está a ser o André ao defender o status quo, mas está a ser factualmente incorreto.

  • bilau
    Posted Novembro 13, 2020 at 4:43 pm

    Não concordo com estas declarações. Aliás, creio que alimentam ainda mais uma fogueira que não pára de crescer. É um tema de facto relevante, mas não nestas declarações.

    Qualquer profissão deve ser premiada pelo mérito, não pela raça/género/altura/físico, etc. Quando existe qualidade, a diferenciação física não interessa. Que o diga Muggsy Bogues, o jogador mais baixo de sempre da NBA.

  • Af2711
    Posted Novembro 13, 2020 at 4:43 pm

    Declaração com mais viés ideológico do que qualquer outra coisa.

  • Pedrobvalves
    Posted Novembro 13, 2020 at 4:38 pm

    Existe algum registo de inscrições em cursos de treinador pela FIFA? Alguma casuistica que permita vermos o rácio etnia/total e depois extrapolarmos para o mercado de trabalho?
    É que era importante ter noção destes dados para se abordar o assunto.
    Se os jogadores negros tirarem menos cursos de treinador, também poderá significar que há menos vontade ou menos oportunidade para tal e aí tentar-se incidir diretamente na situação.
    Se os rácios forem semelhantes, aí tem de ver se a meritocracia está a operar ou se há realmente um viés racista.

  • Litmanen
    Posted Novembro 13, 2020 at 4:12 pm

    E se a minha avó tivesse quatro rodas era um camião.
    Comentário escusado e racista. Que vergonha.

  • Giuseppe F
    Posted Novembro 13, 2020 at 3:59 pm

    Os cargos devem ser ocupados por quem é mais capacitado, sejam pretos, brancos, amarelos, heteros, homossexuais, homens ou mulheres. Só assim garantimos que não há exclusão. Se num pais houver 20 empresas e os 20 CEOs forem todos homens brancos mas se tambem forem os 20 melhores que existem, então devem ser esses 20 homens brancos a ocupar esses lugares.

    Portanto, o foco não deve ser “só há homens brancos a ocupar cargos de prestigio”, mas sim “será que os homens brancos são os mais adeuados a ocupar esses luigares”.

    Não fazem sentido estas afirmações.

  • bong0
    Posted Novembro 13, 2020 at 3:57 pm

    A comparação com esta circuntância de Klopp é parva, mas a descriminação é real e séria infelizmente…

  • Chico
    Posted Novembro 13, 2020 at 3:46 pm

    Parece-me óbvio que há um viés contra negros em certas posições no futebol e não só. Será que Frank Rijkaard merecia apenas ter uma oportunidade no Galatasaray depois do excelente trabalho no Barcelona? Porque é que os guarda-redes negros são sempre catalogados como “propensos ao erro” e olhados de lado mesmo por quem nunca os vê jogar? Porque é que os médios negros têm que ser sempre capazes de fazer o trabalho sujo e não podem ser apenas artistas ou maestros (ex: William Carvalho) ou porque é que o pessoal pressupõe que os avançados têm menos qualidade técnica que os brancos (vê-se recorrentemente aqui pessoal a dizer que o Aboubakar era só físico, quando foi dos avançados com mais requinte técnico em Portugal na última década)? São preconceitos, sem dúvida, quando provocam impacto na carreira das pessoas entram no racismo. Parece-me óbvio. Antes que os chegófilos (ou agora do PSD tbm) me inundem de respostas cheias de whataboutism, tenho noção que preconceito inverso também pode acontecer como por exemplo na NBA em que os jogadores brancos são frequentemente catalogados como soft ou pouco atléticos mesmo quando não tem cabimento com o jogador em causa.

    • Grozny31
      Posted Novembro 13, 2020 at 9:38 pm

      O Jay Jay Okocha o Mandanda mandam um grande abraço…

      Dizer que existe um preconceito relativo aos jogadores negros, e usar esses argumentos parece me limitado e bastante forçado até. Pode ter utilizado o exemplo do William, quando de facto o William, apesar daquele tamanho todo, não se impunha, no entanto com a bola não era tosco nenhum. ( Acho que isso até era unanime entre os adeptos do SCP.

      Mencionou o Rijkaard, acho estranho não ter juntado a esse lote o Seedorf também, no entanto muito possivelmente ambos não atingiram aquilo a q s propuseram.
      Porque é que os jogadores chineses são sempre apelidados de fracos?

      Em vez de andarem com o recalque eterno do racismo e da história da escravatura se começassem a trabalhar e a tentar merecer aquilo que tanto reclamam, se calhar tinham mais sucesso.

      • Chico
        Posted Novembro 13, 2020 at 9:46 pm

        Está a dizer que eles nao trabalham?

        • Grozny31
          Posted Novembro 14, 2020 at 1:12 pm

          Alguém que possui tem todas as características físicas e mentais para se destacar e prefere evocar o racismo, para depois ter um ulterior beneficio em relação aos demais devido a sua cor da pele. Sim. Não deve gostar ou estar muito habituado a trabalhar.

          Há africanos que não gostam de trabalhar. Da mesma forma que há brancos que não gostam de trabalhar. Como já foi referido em cima, na NFL, NBA acontece exactamente o oposto.Não é racismo? Posso estar enganado mas não me lembro de ver nenhum branco a chorar por racismo nesses contextos.No entanto se o fizer, não será em grande massa com uma retórica já falida de conteudo como é neste caso, aliado a isso se o fizer é completamente ridicularizado com comparações históricas ignobeis de quando nem era nascido.

          • Chico
            Posted Novembro 14, 2020 at 2:01 pm

            O Kevin Love já falou sobre isso, particularmente na transformação a que se viu forçado no big 3 dos Cavs, e não foi ridicularizado. Apenas um exemplo do qual tenho conhecimento.

            • Grozny31
              Posted Novembro 14, 2020 at 2:28 pm

              Foi um caso. Mas se meter aí no Youtube e procurar debates sobre o “White privilege”, vai facilmente perceber a que me refiro. É um tema bastante fértil, logo não terá dificuldades em encontrar.

              Algo que me esqueci de mencionar no seu comentário. Porque é que é bom ser fantasista e não destruidor de jogo? O seu ex. do William ,nem foi o mais acertado pelas razões que disse em cima. Mas dizer que Patrick Vieira, Makelele foram talvez os dois melhores destruidores de jogo( muito fruto da sua capacidade fisica) é visto como preconceito?

              Não tinha conhecimento do seu ex. do Kevin Love, mas custa me a acreditar que as massas não tenham “gozado” com o facto de ser um branco a mencionar isso. No entanto, acredito em si, mas não deixo de lhe sugerir que procure que por debates sérios sobre “White privilege” e do achincalhamento que os brancos são alvo, pelas minorias por serem brancos.

              Obrigado por responder.

    • Nevesovelhomastro
      Posted Novembro 13, 2020 at 4:17 pm

      Subscrevo tudo o que disses-te tirando essa parte do chegófilos porque não sei o que significa, peço desculpa mas não moro em Portugal.

      • Chico
        Posted Novembro 13, 2020 at 4:42 pm

        É referente aos apoiantes do partido Chega, equivalente a uma Frente Nacional ou um Bolsonaro. Têm uma retórica muito específica sobre estes assuntos.

      • BrunoAlves16
        Posted Novembro 13, 2020 at 4:27 pm

        Apoiantes do Chega, um partido recente em Portugal, ultra-conservador e de extrema-direita.

    • Litmanen
      Posted Novembro 13, 2020 at 4:16 pm

      Ah sim. Um tipo faz um comentário ridículo e racista sem fundamentação e base lógica nenhuma, de seguida aparecem logo pessoas a comentar esse tal comentário, a dizer que todos os que não são do seu espectro político (veja-se onde isto já vai) são preconceituosos (leia-se racistas também).
      Como não amar estas novas mentalidades. Continuem assim que ainda vão ter uma surpresa desagradável.

      • Chico
        Posted Novembro 13, 2020 at 4:41 pm

        A mim não me surpreendem, ja estou à espera há mais de um ano de uma legislatura PSD-Chega-IL. Depois teremos que aguardar 4 anos para corrigir o óbvio erro que será.

        • BenDover
          Posted Novembro 13, 2020 at 5:41 pm

          O erro óbvio? Com que então já sabes o resultado de uma coisa que pode nem acontecer. Já agora, dá-me os números do euromilhões…antes das 19h sff.

          • Chico
            Posted Novembro 13, 2020 at 6:38 pm

            Pá, fico surpreendido que achar que um governo que incluiria um partido protofascista seria um erro em 2020 seja equiparado a ganhar uma lotaria. Nem é preciso recuar ao desastre que foram essas brincadeiras no século passado, basta olhar para o programa deles, a comunicação e o que está a acontecer com os congéneres que ganharam eleicoes.

        • Litmanen
          Posted Novembro 13, 2020 at 4:50 pm

          Não me queria meter em discussões políticas, mas
          o erro é tão grosseiro que não resisto:
          Normalmente “os erros” são geralmente manifestados em forma de crises económicas profundas, que não costumam ser corrigidas pela esquerda, mas sim originadas por eles. Curiosamente, acontece precisamente o contrário do que descreves, já que é geralmente uma legislatura PSD que tem de vir “limpar a borrada”. Repete-se praticamente todas as décadas curiosamente.

          • BenDover
            Posted Novembro 13, 2020 at 5:46 pm

            Certíssimo! É só ver as circunstâncias em que o PSD foi chamado a governar dos últimos 20 anos.

          • Chico
            Posted Novembro 13, 2020 at 5:27 pm

            Tem noção da delapidação que o Chega propõe para a saúde e a educação? Fora as medidas anticonstitucionais que propõe nos mais diferentes espetros, bem como o que significaria para o nosso país ter alguém com aquele discurso a ter algum poder na nossa sociedade pós-25 de abril. Não gosto do PS nem nunca votei neles na minha vida, mas posso dizer-lhe que a minha qualidade de vida e da maioria dos portugueses não aumentou nas mais recentes legislaturas do PSD.

      • Chico
        Posted Novembro 13, 2020 at 4:38 pm

        Quem disse isso? O Chega é um partido em si preconceituoso ou vamos negar isso? Toda a retórica, hilariamente copiada de Trump e Bolsonaro, vai de encontro a isso. Sempre que este tema vem à baila surgem os típicos users tipo João Silvino com os soundbytes à Chega. O PSD no último mês colou-se ao Chega em matéria de discurso e até institucionalmente, portanto merece ser referido. Nada surpreendente de um partido liderado por um homem que diz não ter havido fascismo em Portugal e sugere constantemente a necessidade de uma “nova república”.

    • Leonidas
      Posted Novembro 13, 2020 at 4:16 pm

      Concordo em absoluto com o comentário. Houve também um estudo feito recentemente, em que foram analisados os comentários a jogos de futebol e as conclusões foram exatamente essas: jogadores “negros” resumidos às suas capacidades físicas, quando se falava em inteligência os elogios eram dirigidos a jogadores brancos e críticas a jogadores negros e quando se falava em ética de trabalho os elogios eram feitos maioritariamente a jogadores brancos.

      • Ivo12
        Posted Novembro 13, 2020 at 5:52 pm

        Pogba? Balotelli? Estes dois são casos de jogadores que sempre lhes destacou o talento, e no Pogba a inteligência a jogar. MBemba por exemplo, também é muitas vezes elogiado nos jogos pelo bom posicionamento, isso não é inteligência?
        O assunto do racismo é complexo, e real. Mas por vezes há indivíduos que se aproveitam do mesmo. Assim como há quem se aproveite do feminismo. E o facto de se aproveitarem faz com que muitos ignorantes não o vejam de forma séria. Mas também faz com que pessoas bem intencionadas vejam mal em tudo. Acho que devemos de ter cuidado com o que dizemos. Isto parece por vezes quando alguém diz a um colega : “Chegas sempre atrasado.” Não é sempre, é algumas vezes, mas nós temos tendência a dizer que é sempre…..

        • Leonidas
          Posted Novembro 13, 2020 at 7:03 pm

          Aquele estudo apenas indica que há uma maior preponderância para elogiar a inteligência de jogadores brancos e criticá-la em jogadores “negros”. Não quer dizer que ocorra sempre. Mau era se não existissem elogios e críticas certas.

          Eu neste caso nem sei se é algo que se faça propositadamente, é apenas algo que está entranhado. Acho sim, que se manifesta muito em futebol de formação por exemplo onde jogadores que se destacam pelas capacidades físicas (e que são muitas vezes “negros”), só são aproveitados nessa vertente pelos treinadores e não são desenvolvidos o resto das características.

          Mas como o user acima já disse, o inverso também ocorre na NBA por exemplo onde jogadores brancos/não-americanos são muitas vezes categorizados do mesmo modo.

          Mas o exemplo mais gritante é mesmo a da posição de QB na NFL, onde se verificam os casos mais gritantes de discriminação racial (apesar de essa situação ter vindo a mudar muito nos últimos anos).

          • Kafka
            Posted Novembro 14, 2020 at 3:33 am

            O Leónidas falar em racismo sobre os negros na NFL, quando na NFL há mais jogadores negros que brancos é só das coisas mais hilariantes que alguma vez vi

            Ao ponto ridículo que conseguem-se chegar

      • Chico
        Posted Novembro 13, 2020 at 4:45 pm

        Exato. Acrescento outro exemplo: Todibo é descrito como um central selvagem por cometer distrações, nunca vi a chamarem isso a um Ferro. É algo também recorrente.

    • Khal Drogo
      Posted Novembro 13, 2020 at 3:54 pm

      Concordo com a ideia geral do seu comentário, discordando apenas num dos exemplos dados. Em relação ao Aboubakar, penso que não terá nada que ver com o facto de ser negro. Basta ver que ninguém achava que o Jackson era só físico. E quem diz Jackson diz McCarthy.

  • BrunoAlves16
    Posted Novembro 13, 2020 at 3:37 pm

    Discurso de circunstância. O Klopp não foi despedido porque é branco, mas sim porque iniciou um projecto a longo prazo. A qualidade, competência e liderança não têm cor, este discurso é no fundo querer que os cargos sejam atribuídos de acordo com o tom de pele, então não é isso que ele critica? É negro e bom treinador? Óptimo que tenha chances. É branco, amarelo, vermelho e bom treinador? Optimo que tenha chances. Simples.
    Estamos em pleno seculo XXI, num mundo globalizado, este registo nao faz qualquer sentido. Deve-se premiar a competência e o mérito independentemente da cor da pele, raça, religião, etc. Não vamos atribuir tarefas só porque é negro e temos de ter uma cota qualquer de negros nos bancos.
    Não esqueçamos o passado, mas não hipotequemos o futuro por causa de cumprir um qualquer ajuste de contas com aquilo que foi o passado.
    Merito e competência sempre em primeiro lugar.

  • Fasc92
    Posted Novembro 13, 2020 at 3:14 pm

    Nem faço ideia quem é este senhor mas este tipo de comentários são completamente escusados. Soa como uma desculpa pelo facto de não ter tido sucesso como treinador.

  • Joao Silvino
    Posted Novembro 13, 2020 at 3:09 pm

    Para responder à pergunta a negrito: é mais que óbvio que não há descriminação nenhuma. A única reacção lógica a estas declarações só pode ser estupefacção e joco. O que o John Barnes parece querer é a promoção da incompetência com base na cor de pele (o tempo chegará em que o género se juntará à festa). O que é irónico é que já acontece em tantos contextos que vai acabar por chegar ao futebol. Isto, claro, nas posições em que os brancos são maioria. Porque a nível de jogadores o John Barnes está caladinho como lhe convém.

  • Joao Silvino
    Posted Novembro 13, 2020 at 3:02 pm

    Santíssima paciência…

  • Nevesovelhomastro
    Posted Novembro 13, 2020 at 2:59 pm

    Queria apenas comecar por dizer que já não comento no blog à bastante tempo (desde que começou a ser necessario fazer o registo), mas vendo os comentários que começam a aparecer, tive de criar uma conta porque acho importante partilhar pelo menos algo de diferente, e uma perspectiva diferente, visto que vivo no UK e conheço a diferença entre a realidade Portuguese e Inglesa.

    Em primeiro lugar, acho que a realidade que se vive em Portugal bloqueia bastante o comentário que John Barnes fez. A realidade é que isto é algo que existe e que se consegue verificar em quase todos os escalōes de futebol, desde o amador e escolhinhas até ao profissional.
    Sugiro a todos os users que sigam e pesquisem as mais recentes entrevistas e comentários do Troy Deeny (ex-Hornets) no Talksport. Ainda agora se viu o Presidente da FA a demitir-se por comentários durante uma reunião com oficiais do Governo em que praticamente ofendeu cada grupo social – se não viram o que falou, foi absolutamente deplorável e algo que alguém que ocupa um cargo tão alto numa Associação tão importante ainda mais deveria fazer para se educar.
    A razão do meu comentário é acima de tudo uma chamada de atenção, minorias não chegam a cargos de treinadores das principais ligas e isso é algo que é filtrado através de um esteriotipo exsistente no “fabric” das sociedades modernas. Voltando ao Troy Deeney, ele dá o exemplo do Chris Hutton, um excelente treinador que por onde passou Nescastle e Brighton sempre fez bons trabalhos mas que teve de ficar 18 meses sem trabalhar até encontrar o próximo clube para treinar. Atenção que não digo que ele não tenha um projecto especifico em mente e sei que o argumento pode ser usado que se um treinador for bom o suficiente que encontrará um trabalho e será julgado nas suas qualidades, porque é que demorou tanto tempo até ter arranjado um trabalho, porque é que nunca foi considerado para outros trabalhos de equipas mais altas que passaram por um carrossel de treinadores?

    Agora, uma coisa queria dizer e espero que percebam este ponto e não levem a mal. O facto que acharem que a postura do John Barnes ou as afirmações que fez nao têm lugar no mundo do futebol e que “esta conversa já chateia”. Esta é a única conserva que se pode ter, anos após anos temos campanhas lideradas pela UEFA como o “Say no to racism” da Champions e o “Kick it out”, estas campanhas com muito do que foi feito não mudam aquilo que esta intrínseco na sociedade. São estas conversas que são precisas de acontecer, e a razão pela qual (pelo menos a mim) me faz tanta confusão o desdém e o desconfortavel que estas palavras criam nas pessoas, é por duas razões: um por não conseguirmos encontrar exemplos disso, porque simplesmente treinadores de minorias não são dados uma chance como treinadores brancos; e segundo porque se pensarmos um pouco estas afirmações são verdade e fruto de uma realidade que no UK e muito mas muito em Portugal (que cada dia que vivo fora do país e volto para passar uns dias) vejo cada vez mais.

    • coach407
      Posted Novembro 14, 2020 at 4:28 pm

      Em relação ao Chris Hughton tenho algumas coisas a dizer: esteve a sua carreira inteira em cargos de sonho. Aliás, começar a sua carreira logo na Premier League diz muito sobre a vítima de racismo que deve ter sido. Há imensos brancos que começam a sua carreira na Premier League… Nem o Lampard conseguiu esse feito.

      Depois o Chris Hughton esteve a sua carreira toda sempre com bons trabalhos em Inglaterra desde que começou a sua carreira na Premier League.

      Isto de repente vira racismo… porque na época específica 2019/20 não chegou a acordo com nenhum clube para treinar.

      Isto é racismo porquê? E o que dizes então do Laurent Blanc que está à espera da proposta ideal desde 2015/16? Está a ser vítima de racismo? E o Vítor Oliveira que também não chegou a acordo com nenhum clube? Está a ser vítima de racismo? E o Bruno Lage? E tantos e tantos outros treinadores.

      O Chris Hughton tinha de ter logo uma proposta da Premier League ou, no limite, dos clubes de topo do Championship e muito bem pago (únicos projetos que ele aceitava) porquê? Não há mais treinadores competentes no Mundo que estes clubes possam preferir na relação qualidade-preço naquele momento e ele ter de esperar?

      É especial? É por ser negro que tem de ter logo uma proposta senão é racismo? Pensei que a raça não interessava e o Chris Hughton não era mais que os outros só por ser negro…

    • Mouth of the South
      Posted Novembro 13, 2020 at 9:22 pm

      Que sobriedade de comentário! Também vivi no UK e passei eu próprio por episódios de discriminação. O pulsar aquando a minha saída (por alturas da aprovação do brexit) era crescente. As assimetrias de uma Londres cosmopolita com um Norte envelhecido (espelhadas de resto na votação) mostravam uma diferença geracional e até mesmo geográfica preocupante. Aliás as pesquisas realizadas no dia seguinte à votação mostraram realmente isso: a ignorância leva a decisão pouco ponderadas com resultados devastadores. Quero acreditar que, como nesse caso, também as novas gerações, mais educadas e instruídas, possam ter um papel determinante na abolição de determinados dogmas e consigamos avançar socialmente impondo as mudanças necessárias. O problema neste caso parece ser o abdicar da posição de privilégio (basta ver, a título de exemplo, a percentagem de homens brancos que votaram no Trump) e a necessidade de fact checking quando vivemos numa sociedade digitalizada onde cada um cria os seus próprios media, não havendo educação em relação aos mesmos.

    • Xyeh
      Posted Novembro 13, 2020 at 4:12 pm

      Concordo com a parte em que dizes que estas discussões são necessárias, nota-se que as pessoas já começam a ficar “fartas” sempre que se vem falar de minorias e isso é assustador parece que estão a normalizar que as minorias não têm as mesmas oportunidades. Depois a nível de treinadores não consigo dizer de cabeça sem pensar muito 10 técnicos negros, os que consigo realmente não têm muitas oportunidades mas também não fizeram grandes trabalhos, penso que um de sucesso foi o Rijkaard (que se retirou como treinador), Henry, Vieira, Kluivert nada de especial por agora quando como jogadores eram top, devem ter mais oportunidades ou já deu para ver que não vão lá? Acho que o problema não é a falta de oportunidades quando já mostraram que não são especiais, é dar oportunidades aos mesmos quando se calhar devia-se apostar em sangue novo, cá em Portugal até acho que temos bastante sangue novo na 1ª Liga (em 18 equipas temos 5 treinadores que passam os 50 anos).

      • Nevesovelhomastro
        Posted Novembro 13, 2020 at 4:36 pm

        Xyeh, sim é realmente um problema e isso acontece a todos os niveis da estrutura do futebol e as pessoas não percebem. Tudo o que sejam cargos máximos de futebol não existem pessoas que sirvam de exemplos aqueles que estão agora a entrar no futebol.
        Para te dar uma ideia dentro da FA na “board” eles têm (ou tinham) 10 executivos e não havia uma única “black person”. Acho muito dificil que em 10 executivos, especialmente numa “board” que é composta para melhorar e tutelar o futebol não exista diversidade.

        Mas olha digo-te mais uma coisa – e desculpa mas isto é mesmo de viver numa sociedade e numa cidade (Londres) que mais aceita a diversidade em geral. A razão pela qual as pessoas estão a ficar “fartas” é porque é verdade, e é algo que as faz ficar desconfortaveis.
        Já que estou numa de partilhar dou outro exemplo. Sempre tive o privelegio de ter sido educado sem qulquer tipo de preconceito na minha casa, embora em Portugal existe sempre ideas pre-concebidas que são dificies de mudar. À coisa de uns meses para cá no meu trabalho começamo a ter “roundtables” em que discutiamos vários aspectos desde MicroAgressions até actos de racismo que colegas viveram. Uma colega minha contou uma história que eu nunca tinha ouvido e fiquei de bouca aberta a tentar conter a minha raiva daquilo que estava a ouvir. Ela simplesmente disse que tinha de viver com problemas diários em que era vitima de racismo (desde ter o cabelo comentado todos os dias que tinha um pentado diferete, mesmo comentarios positivos; até vezes em que lhe perguntaram se trabalhava no nosso escritorio). Agora o que mais me chocou foi quando ela referiu que tinha de pesquisar na net se um país era racista ou seguro para “black people” antes de o visitar, porque tinha viajado para Italia e niguem a servia, simplesmente ela estava sentada numa esplanada e ignoravam-na. Queria pedir indicacoes, nao lhe dirigiam a palavra ou simplesmente diziam que nao percebiam.
        O mais grave disto é que trouxe complicações para o dia-a-dia, simplesmente ela não conseguia estar no Instagram, ver um sitio que achava giro e pensar olha devia ir lá de férias no próximo ano – o pensamento dela era sempre, onde é que fica, será que são preconceituosos e racistas, será que me vão trater como uma pessoa normal.

        Isto é um exemplo no interesse de partilhar e espero que alguma pessoa que esteja “farta” perceba a quantidade de dano que o nosso preconceito traz à vida de milhares de pessoas, e que se calhar pense que há quem tenha mais motivos para estar mais “farto”.

        • Kafka
          Posted Novembro 13, 2020 at 7:32 pm

          Nevesovelhomastro

          Tem imensa piada estares a relatar casos de racista com negros, e ao mesmo tempo tempo ignorares os casos de racismo com brancos que acontecem em África

          Mas pronto vamos todos continuar a fazer de conta que em África não há racismo nenhum dos negros com os brancos

          Vamos todos continuar a fazer de conta que o único racismo que existe no Mundo é de brancos para negros….

          • Nome sem Caracteres Ilegais
            Posted Novembro 13, 2020 at 8:20 pm

            Kafka
            O user a quem respondeu só relatou um caso de racismo para com uma mulher negra. Isso não é equivalente a fingir que outros tipos de racismo não existem.

        • Nevesovelhomastro
          Posted Novembro 13, 2020 at 4:46 pm

          PS: Só para indicar que a razão pela qual uso o termo “black person” é porque não gosto de utilizar o termo negro pois tem conotações raciais directamente ligados à colionalização e escravatura.

    • bong0
      Posted Novembro 13, 2020 at 4:00 pm

      Muito importante a tua contextualização. Obrigado pela partilha dessa real e subscrevo!

    • Chico
      Posted Novembro 13, 2020 at 3:58 pm

      Exato, sempre me fez impressão haver tão poucos treinadores negros de topo. Não faz qualquer sentido. Até há vários que fizeram trabalhos bastantes bons nas suas realidades, mas ou não dão o salto ou desaparecem do nada. Dou os exemplos de Lito Vidigal, que ficou em 4º (salvo erro) e cumpre sempre os seus objetivos, e o Rijkaard que foi campeão europeu com o Barça, mas só teve a oportunidade de treinar o Gala depois disso a nível de clubes.

      • coach407
        Posted Novembro 14, 2020 at 4:33 pm

        O Rijkaard tem dos percursos mais chocantes que vi no futebol. O homem começou a carreira logo a selecionador da Holanda! Depois passou de descer um clube de divisão no fraco campeonato holandês para o Barcelona!

        Porque é que só olhamos para depois do Barcelona se calhar não ter tido tantas oportunidades como merecia? E olhar para as oportunidades surreais que teve na carreira? Ainda por cima quando, provavelmente, ele é que rejeitou as propostas porque, pelas escolhas que fez (Galatasaray e Arábia Saudita), parece-me evidente o que o moveu.

      • Joao Silvino
        Posted Novembro 13, 2020 at 4:33 pm

        Um negro jogador é contratado pelo melhor clube do mundo -> sociedade perfeita, mérito do jogador, não há racismo.

        Um negro treinador não é contratado pelo melhor clube do mundo -> sociedade má, racismo por todo o lado. A única explicação é o preconceito.

        De repente quando toca a treinadores os clubes deixam de estar interessados em ganhar titulos e dinheiro, só porque o treinador é negro. É a clássica lógica do Chico, da qual já tinha saudades.

        • Kafka
          Posted Novembro 13, 2020 at 7:27 pm

          Na mouche Silvino, fiquei com hoje a saber que os mesmos não clubes que contrastam jogadores negros, afinal são racistas e por isso não contratam treinadores negros ???

          Não se importam de ganhar com jogadores negros, não querem é ganhar com treinadores negros ???

          Maravilhoso

        • Filipe Ribeiro
          Posted Novembro 13, 2020 at 6:44 pm

          EXCELENTE!!!

        • Nevesovelhomastro
          Posted Novembro 13, 2020 at 4:51 pm

          A questão é que o teu primeiro ponto não é verdade. Quando é que foi a última vez que viste clube ser louvado por contractor um jogador de uma minoria – sinceramente não me lembro de isso alguma vez acontecer.

          Agora que existe uma falta gritante de oportunidades para treinadores de minorias e que se está a tentar mudar essa perspectiva sim. Acho que mudança a haver, especialmente neste caso, será bem-vinda. É necessário ver e apontar que existe uma descrepancia entre o número de jogadores de minorias que chegam a cargos de treinadores e dar oportunidades para tal – até já no FM isso se faz, na realidade também se deveria fazer.

          • BenDover
            Posted Novembro 13, 2020 at 5:54 pm

            Agora os “african american” são minorias? Não sabia dessa, sinceramente. Nos EUA são quase metade da população mas dá sempre jeito jogar o trunfo da minoria. Os asiáticos não se queixam tanto e são bem menos do que os “african-american”.

            • JMVA
              Posted Novembro 13, 2020 at 7:17 pm

              Os afro-americanos estão longe de serem metade da população dos EUA. Até há mais hispânicos do que afro-americanos nos EUA.

            • Chico
              Posted Novembro 13, 2020 at 6:34 pm

              São 16%… Depois ignorar a diferença colossal de contexto de “imigração” entre esses dois grupos é ridículo. Coloco entre aspas porque a maioria dos negros americanos foram levados para lá no contexto que todos sabemos. Depois do esclavagismo, veio segregacao e, sem propriedade, foram colocados em bairros sociais ou guetos.. Obviamente que custa quebrar o ciclo para qualquer cidadão desses meios. Os asiáticos até ganham mais que os brancos, emigraram para a América numa altura diferente, para locais diferentes. O seu comentário é uma sobresimolificaçao absurda.

  • LLight
    Posted Novembro 13, 2020 at 2:04 pm

    No futebol, tal como deveria acontecer no resto das profissões, só interessa a qualidade. Se és bom então o lugar é teu, ninguém vai colocar a cor da pele acima disso, desde que desempenhes de maneira exemplar o teu papel.

    Klopp (digo eu) que soube com antecedência que o trabalho a desenvolver no Liverpool iria demorar tempo, porque a equipa não estava montada à imagem dele. Da mesma maneira que demorou também tempo a montar o Dortmund. Quando se vai para um clube que pretende um projecto a longo prazo, não se pode pedir que faça o trabalho todo de um momento para o outro, naturalmente que teve de ter tempo … Duvido que tenha sido a cor da pele dele que fez com que não fosse despedido passado dois anos, mas sim o projecto que tanto o clube e o treinador decidiram abraçar.

    Quanto ao treinador inglês, bem, é algo irónico … a liga inglesa está tão bem referenciada, os jogadores ingleses também e neste momento não sei de um treinador inglês que treine algum clube grande no mundo (excepto Lampard), mas pode ser a minha memória a pregar-me partidas. Por isso este argumento do Barnes nem pega.

    • Nevesovelhomastro
      Posted Novembro 13, 2020 at 4:13 pm

      A questão é exactamente essa, o que interessa é a qualidade mas que existe preconceito intriseco dentro da sociedade como é que vão sequer ter oportunidades de se mostrar.
      Em Inglaterra neste momento quando um clube está à procura de um treinador tem que ter uma % de treinadores BAME entrevistados. A questão está aí mesmo que minorias nunca eram olhados, e ainda não são olhados o suficiente, como alternativas para treinadores brancos. O maior problema é que isto gera uma enormissima falta de exemplos e de pessoas na sociedade que permitam que essas oportunidades apareçam.
      Se eu sou um jovem Indian-English que quer fazer uma carreira como treinador, não existe um único exemplo de alguém para olhar e querer fazer igual. Isto é fruto de anos de estoriotipos com base na raça das pessoas ou acha que não houve 1 bom treinador em mais de 100 anos de história que seja Indian-English, simplesmente as oportunidades não aparecem.

      Sujiro que leia o comentário mais acima do Chico que pele menos demonstra bem como existe um enorme preconceito com jogadores de minorias.

  • Pipo
    Posted Novembro 13, 2020 at 2:01 pm

    Quando se cai no ridículo, a causa nem é levada a sério.

  • Filipe Ribeiro
    Posted Novembro 13, 2020 at 1:59 pm

    Que desilusão…

  • coach407
    Posted Novembro 13, 2020 at 1:55 pm

    Que argumentos fraquinhos.

    O Klopp pegou num Liverpool que não era campeão há muito, muito tempo. O Gerrard fez a carreira toda lá e não conseguiu ser campeão. Na época anterior ao Klopp chegar o Liverpool tinha ficado em 8º, na anterior a essa ficaram em 6º.

    O que é que o Klopp fez nas 2 primeiras épocas? Ficou em 4º em ambas as épocas voltando a cimentar o Liverpool como um clube de Liga dos Campeões e não uma equipa que anda jogar contra Benfica ou Braga na Liga Europa (sendo que o Braga eliminou-os mesmo…).

    Porque raio haveria o Klopp de ser despedido mesmo? Por ser branco?

    • Chico
      Posted Novembro 13, 2020 at 4:02 pm

      A questão é que se fosse negro talvez não houvesse tanta paciência ou nem sequer tinha tido oportunidade de chegar ao Liverpool. Ó coach, não lhe mete impressão que haja tão poucos treinadores de minorias de topo? Não será devido a algum preconceito? É que a proporção de negros entre jogadores é totalmente distinta.

      • BenDover
        Posted Novembro 13, 2020 at 5:49 pm

        Quantos seleccionadores brancos estão em selecções africanas? E treinadores em equipas africanas? Bastantes!
        Até eles, ou são racistas com eles próprios ou têm complexos de inferioridade.

        • Filipe Ribeiro
          Posted Novembro 13, 2020 at 6:57 pm

          Eles vão te já dar umas teorias que a culpa é do branco que influencia as suas maneiras de pensar etc, a culpa da humanidade é do homem hetero branco, se for conservador então nem merece viver.

          • Af2711
            Posted Novembro 13, 2020 at 8:01 pm

            Se for conservador, o ódio é permitido na ótica deles.

            • Chico
              Posted Novembro 13, 2020 at 8:59 pm

              Isso não tem cabimento algum, a menos que considere o Chega meramente conservador e nao protofascista. Estou certo de que a percebtagem de “boas pessoas” no PSD, PS ou BE será aproximadamente a mesma.

            • Chico
              Posted Novembro 13, 2020 at 8:58 pm

              Wtf? Menos. Há gente boa e má em todo o lado. Nao tenho nada contra conservadores. Agora há alguém que pratique mais o ódio do que os fascistas do Chega? O André Ventura nao faz um único tweet em que nao pratique o odio sobre alguem.

              • Af2711
                Posted Novembro 13, 2020 at 9:16 pm

                Falo com base na realidade que vivo. Não conheço a realidade política em Portugal à fundo mas já ouvi algumas coisas sobre o Chega. Aqui no Brasil associam o fascismo à Bolsonaro, se correlacionas o Chega à isto como vi em alguns comentários do post, terei de discordar categoricamente.

                Não digo sobre ti, claramente. Nem o conheço para além do blog, seria muito abstrato dizer isto.

      • coach407
        Posted Novembro 13, 2020 at 5:26 pm

        Eu disse que os argumentos foram fraquinhos, não discuti a ideia como um todo, mas agradeço que quem diga isto fundamente com argumentos com pés e cabeça.

        Pior é que ele falou dele próprio como exemplo. Aliás, todo este discurso é sobre a falta de oportunidades terem travado a sua carreira e isto devia-se, na sua opinião, à sua raça.

        Ora, estamos a falar de um jogador que encerra a carreira e logo nesse momento tornou-se o treinador principal do Celtic! Aos 36 anos! Isto aconteceu com quantos treinadores? Nem começam por uma equipa B de um grande clube e depois por acaso surge a oportunidade e sobem? Não começam por treinadores adjuntos? Quantos casos destes há? É que, assim de repente, só me veio à cabeça um: Vincent Kompany que começou também num clube europeu, o Anderlecht. Curiosamente… mais um negro.

        Sem esquecermos que o Barnes não tinha nenhuma ligação ao Celtic nem à Escócia, não é o caso de um jogador lendário que foi treinar o seu clube como o Kompany.

        O Klopp, já que estamos a falar dele, não teve a sorte do Barnes ou Kompany. O Klopp teve 11 épocas no Mainz enquanto jogador e mais 7 épocas enquanto treinador tendo começado na 2ª divisão da Alemanha e foi melhorando a equipa progressivamente com resultados que tornaram impossível despedi-lo. 18 anos no Mainz com um trabalho fantástico antes de ter tido o mérito de chegar ao Dortmund e ter feito história tanto na Bundesliga como na Champions com mais 7 anos de muito trabalho e sucesso. Depois desses 25 anos de dedicação e resultados demasiado evidentes e sustentados no Mainz e no Dortmund é que chegou ao Liverpool onde voltou a fazer um bom trabalho nas 2 primeiras épocas ao ficar 2 vezes em 4º lugar quando a equipa tinha ficado em 8º ou 6º e ficando claro o crescimento sustentado da equipa como já o tinha comprovado nos clubes anteriores.

        Se alguém me quer dizer “se o Klopp fosse negro já tinha sido despedido” primeiro que me mostrem quem foi o negro que tinha a carreira do Klopp, fez o que fez nas 2 épocas no Liverpool e foi despedido. Gostava de saber um único!

        Uma coisa é dizer que se calhar se fosse negro não tinha tido a oportunidade de começar a carreira na 2ª divisão da Alemanha, algo tremendamente questionável já que o Barnes começou num patamar muito superior e o Klopp jogou lá a carreira quase inteira portanto ser branco pode ser um argumento, mas simplesmente pode ser dado por toda a gente menos pelo Barnes que começou no Celtic.

        A única pessoa que pode dizer “se Klopp fosse X já tinha sido despedido” é o Mourinho. É o único que pode falar no Klopp porque realmente se fosse o Mourinho a ter ido para o Liverpool aquelas 2 primeiras épocas teriam sido horríveis já que ele no Manchester United venceu 3 títulos na 1ª época e ficou em 2º lugar na 2ª época e, mesmo assim, falam da sua passagem no United como se fosse o degredo.

        É o único que pode dizer isso. Com a carreira do Klopp, o passado do Liverpool, o futebol que apresentava e os resultados que teve nenhum treinador era despedido, além do Mourinho, independentemente da sua raça.

      • Af2711
        Posted Novembro 13, 2020 at 4:46 pm

        Quantos treinadores negros capacitados temos por aí além? O Vieira no Nice e Henry que já esteve no Monaco e não fez melhor que o Jardim. A pergunta é: há abundância de negros no mercado mundial de treinadores? Será que não preferem outros trabalhos como treinadores de camadas jovens, diretores, etc? Aí é uma questão muito mais subjectivista do que preconceituosa.

        • coach407
          Posted Novembro 13, 2020 at 6:10 pm

          Não haver treinadores negros no top mundial realmente é claramente insuficiente para provar que o futebol, enquanto desporto, está mal.

          Por exemplo, o xadrez é um desporto bastante barato, qualquer um pode aprender sozinho, estudar sozinho, a informação é toda pública e gratuita, o jogo é super estudado, podes praticar de forma gratuita 24 horas por dias se quiseres, até já podes praticar contra adversários melhores que o nº 1 mundial (IA), ninguém te pode proibir de te inscreveres num torneio por seres negro e estás dependente apenas dos teus resultados num jogo sendo que esse jogo tem regras muito objetivas, totalmente imparciais e nenhum árbitro ou organização te pode prejudicar por ser negro. Se ganhas sempre vais estar no top mundial, só depende de ti e nada mais.

          Nestas condições quantos negros existem no top 100 mundial de xadrez? Zero.

          Porquê? Certamente podemos ter várias teorias, mas a realidade é que não podemos criticar as regras do xadrez por isso porque nunca vais ser impedido de aprender, praticar, jogar, acumular pontos e ganhar.

          Não é que não possa existir racismo no futebol, onde as regras sociais dominam imenso estas questões, mas o argumento de haver poucos negros no top mundial de treinadores de futebol é fraquinho por si só.

          • Mantorras
            Posted Novembro 14, 2020 at 2:46 am

            Parabens pelo comentario. Top.

          • porra33
            Posted Novembro 13, 2020 at 8:22 pm

            Acho que os negros não gostam de xadrez porque os negros jogam sempre a seguir aos brancos.

            (parece ridículo, mas já li em discussões sobre racismo este argumento, que o xadrez era racista por começar os brancos primeiro)

            • coach407
              Posted Novembro 14, 2020 at 4:07 pm

              Sim, conheço a teoria. Por acaso o xadrez até começou com peças pretas e vermelhas, nunca houve ligação entre as cores das peças e a cor de pele de pessoas, era indiferente com que cores jogavas xadrez, só interessava serem diferentes para distinguir as peças dos 2 jogadores.

              Depois o preto e o branco começaram a serem as cores mais “produzidas”, mas é engraçado que, do que sabemos, quando começou a existir uma cor que realmente começa o jogo obrigatoriamente essa cor até eram as pretas, mas não havia propriamente uma uniformização legal. A maioria dos jogos decidia-se por sorteio quem começava e quem ganhasse o sorteio também poderia escolher.

              Até aqui há zero motivos para o racismo: repara que 1) as peças por vezes nem eram pretas e brancas, 2) a haver uma regra sobre quem começa eram as pretas e 3) a esmagadora maioria decidia-se por sorteio.

              Com a globalização, circulação da informação, jogo mais estudado, mais popular, etc, surgiram vários teóricos do xadrez que apontaram claramente que era importante definir uma cor que dá início ao jogo em vez de ser aleatório. Isto deve-se a quê? Isto permite-te, por exemplo, analisar o jogo através de notação algébrica. Claro que poderia-se deixar uma nota sempre em tudo a informar quem começou o jogo, mas com a uniformização esse processo seria mais simples. Que argumentos haveria contra? Nenhum propriamente, faz todo o sentido. O único acaba por ser haver pessoas que interpretam como racismo. Acho que quem sugeriu isso não estava propriamente a pensar que poderiam haver pessoas a ficar ofendidas, pensaram no lado funcional do desporto.

              Da mesma forma que quem decidiu que as balizas de futebol têm de ser obrigatoriamente brancas não o fez por achar que existe uma supremacia branca. Mesma coisa para as linhas do campo de futebol serem praticamente em todas as situações obrigatoriamente brancas. Dá jeito do ponto de vista funcional do desporto.

              Fazia todo o sentido, do ponto de vista funcional, o jogo continuar a ser entre peças brancas e pretas que era o dominante a nível mundial, fazia todo o sentido haver uma cor a começar primeiro.

              Qual a melhor decisão? Brancas ou pretas? É lamentável reduzirmos esta decisão a duas opções: 1) começam as pretas ou 2) é racismo.

              Temos de ver as coisas como elas são: não são cores de pessoas, nunca conheci ninguém branco ou preto como as peças de xadrez. São simplesmente cores neutras que contrastam na perfeição logo são as cores ideais para o jogo, sendo que dá jeito que uma cor comece sempre primeiro e é indiferente qual é.

              • porra33
                Posted Novembro 14, 2020 at 11:02 pm

                Naturalmente que concordo com tudo (a questão de ser racista jogar as peças brancas seria de todo absurda, há mais coisas que levam à escolha de cores do que o racismo como dizes) e agradeço o feedback informativo sobre xadrez (não estou propriamente dentro do xadrez, portanto aprendi alguma coisa hoje).
                O meu comentário até foi mais em tom jocoso, mas admito que não tenha passado!

          • Af2711
            Posted Novembro 13, 2020 at 7:50 pm

            Basta ver meu comentário acima para perceber claramente que foi na mesma linha o que teu, pelo que não entendo o último parágrafo. Para mim é uma questão muito mais voltada ao viés ideológico do que preconceito ou qualquer outra coisa. Virou moda falar nestes temas a defender minorias sem uma fundamentação e procura a saber porque profissionais negros preferem outras profissões dentro do futebol. Prefiro discutir a competência dos treinadores em detrimento da cor de pele, e o Klopp no caso em específico se manteve como treinador do Liverpool pela estabilidade de trabalhos anteriores no Mainz e no Dortmund, algo que outros treinadores negros (coincidentemente grande parte deles emergentes) ainda não têm nesta fase de início da carreira.

            • coach407
              Posted Novembro 13, 2020 at 11:30 pm

              Sim, eu respondi ao teu comentário precisamente para o reforçar.

              Concordei contigo que realmente o user a quem respondeste deu um argumento que não fundamenta grande coisa.

          • Kafka
            Posted Novembro 13, 2020 at 7:36 pm

            Algum dia teria de concordar com o Coach, esse exemplo do xadrez é excelente

            • coach407
              Posted Novembro 13, 2020 at 11:32 pm

              Verteu uma lágrima ❤

            • Af2711
              Posted Novembro 13, 2020 at 8:10 pm

              Sim, grande argumento. Interpretar é que tá quieto…

              • coach407
                Posted Novembro 14, 2020 at 3:30 pm

                O problema de interpretação foi teu.

                Normalmente ou respondo porque 1) concordo e ainda quero reforçar ou 2) respondo porque discordo.

                Com uma interpretação correta facilmente perceberias que estava a concordar contigo e a reforçar o teu ponto.

        • Chico
          Posted Novembro 13, 2020 at 5:30 pm

          NES é um treinador muito competente, Rijkaard tbm o é, Lito Vidigal para a sua realidade também o é. O problema é da falta de oportunidades e de continuidade de oportunidades para demonstrarem que são treinador por aí além. Até no caso do NES, que é capaz de ser o melhor treinador negro da atualidade (ou o mais conceituado pelo menos), só chega aonde chegou pq é amigo de JM. Organicamente, não chegaria lá talvez.

          • Af2711
            Posted Novembro 13, 2020 at 7:58 pm

            Riijkaard e Blanc estão no mesmo momento da carreira como treinadores; desempregados há um bom tempo e um é negro e o outro é branco. Ambos têm qualidade. Sobre ser negro ou não para haver paciência, discordo porque os trabalhos anteriores de Klopp davam segurança. Quando Brendan Rodgers é demitido, era o nome que os adeptos do Liverpool pediam.

            O próprio Henry teve a sua oportunidade no Monaco sem experiência e não foi feliz. Não duvido que o mesmo tenha uma grande apetência a ser treinador de topo, mas deu um passo disparatado no momento errado.

            O NES que referiste não conseguiu sustentar-se no Valencia pelo litígio que teve na segunda época, após terminar nos lugares europeus em seu primeiro ano. O Mourinho também viveu situação parecida em 15-16 com o Chelsea, mas num período mais prolongado.
            O que quero dizer é que assim é o mercado. Há muitos treinadores que se falhares ou não mostrar resultados, estarão nos calcanhares para substituir, independente da cor.

        • Nevesovelhomastro
          Posted Novembro 13, 2020 at 5:25 pm

          Foi exatamente esse género de comentário que o presidente da FA Inglesa fez, ao dizer: “que Ingleses com ascendencia no Sudeste Asiatico que tinham mais propência para para trabalho em IT do que no futebol, que bastava ir ver o departamento de IT na sede da FA.”

          Não querendo ferir susceptilidades com a pergunta mas acredito que quando estavas a crescer os teus pais/encarregados de educacao nunca te puseram qualquer tecto no que querias ser, correcto?
          A questao aqui é que esse tecto é posto pela sociedade em geral, é algo que se faz muitas vezes sem se reparar.
          Existem imensos treinadores de minorias em ligas mais baixas.

          Dou-te um exemplo, o Sol Campbell podia ter encontrado um trabalho numa divisao mais alta ou até no Championship mas para conseguir ser contratado teve de ir treinar a League 2. Muitos treinadores, como por exemplo o Ruben Amorim (nao digo que nao seja um bom treinador) nem um curso de treinador adequado têm e já estão a treinar na primeira liga – nao leves a mal espero ue ele tenha muito sucesso.

          • Af2711
            Posted Novembro 13, 2020 at 7:41 pm

            Mas aí é que está; estes treinadores negros estão na fase de transição da carreira. Não creio que Vieira, Henry ou mesmo o Campbell como tu disseste tenham esta barreira pelo que fizeram como jogadores, mas não nego que possa existir o racismo em outros contextos. Exemplo: um treinador negro na Primeira Liga Russa. É uma probabilidade ainda menor de acontecer.
            Compreendo o teu ponto de vista e aqui no Brasil as coisas são vistas um bocado parecidas como o Barnes afirmou, mas penso que a tese não é tão bem sustentada. Para mim, treinadores não estão mais ou menos aptos pela cor de pele, mas sim pela competência e qualidade de trabalho.
            Veja Laurent Blanc, é branco e quantos anos está sem um convite aliciante de facto? E é um treinador de muita qualidade. Referiram o Frank Riijkaard no blog, outro nome importantíssimo mas que após o Barcelona rumou ao Galatasaray e foi selecionador da Arábia Saudita. Nestes casos acredito que possa ser mais uma decisão pessoal dos treinadores (ou uma má gerência de carreira) do que racismo ou falta de qualidade dos mesmos.

          • Filipe Ribeiro
            Posted Novembro 13, 2020 at 6:52 pm

            Então responde me lá, porquê que o senhor John Barnes começou logo num histórico clube britânico sem ter valências para tal?
            Eu sei que está na moda o defender as minorias faz vos sentir pessoas melhores e evoluídas, mas sai quase sempre parvoíce.

  • Goncalo Silva
    Posted Novembro 13, 2020 at 1:48 pm

    Kloop mostrou sempre grandes trabalhos, e com certeza que ele aceitou este projeto do Liverpool já com a promessa de estabilidade e de lutar pelo título dentro de uns anos apenas. Parece ser este o caminho atual do Sporting, porque Rúben Amorim já mostrou trabalho e parece estar a ter estabilidade para fazer um feito parecido (também devido à falta de planeamento de Benfica e Porto).

    • BenDover
      Posted Novembro 13, 2020 at 5:48 pm

      A estabilidade só foi conseguida com a ausência de adeptos no estádio. Sem covid seriam assobiados todos os jogos e estariam a lutar com o Braga como de costume.

    • LLight
      Posted Novembro 13, 2020 at 2:07 pm

      Subscrevo.

      A promessa de estabilidade foi factor crucial para ele ter vindo.

  • JJoker
    Posted Novembro 13, 2020 at 1:41 pm

    Já não há pachorra para isto.

  • DNowitzki
    Posted Novembro 13, 2020 at 1:41 pm

    Mais do mesmo… este tipo de postura em nada ajuda a causa.

    Bom, o Mourinho, com o currículo que tem, deve ter sido despedido tantas vezes por ser inglês e negro.

  • Dca
    Posted Novembro 13, 2020 at 1:35 pm

    Não se podem fazer estas afirmações desta forma, apenas por suposição. Fica mal Barnes.

Deixa um comentário