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Semana louca nas competições europeias!

As duas principais competições europeias (Liga dos Campeões e Liga Europa) tiveram na passada semana o início dos quartos-de-final, onde o maior destaque foi o elevado número de golos marcados. As equipas proporcionaram agradáveis espectáculos, contabilizando um total de 37 golos em apenas 8 jogos! As goleadas de Barcelona, Real, Villareal, Porto e Benfica foram o confirmar da superioridade nas suas eliminatórias. Por outro lado, a vitória do Schalke em Milão foi a principal surpresa da semana europeia.

Esta chuva de golos poderá querer dizer uma de duas coisas: que as defesas estão mais fracas ou que o futebol está a mudar, tornando-se mais aberto. A primeira hipótese é sustentada pelas fragilidades evidenciadas principalmente pelas equipas holandesas (Twente e PSV), que conseguiram chegar a uma fase adiantada da Liga Europa tendo bastantes dificuldades no momento defensivo. Também o Spartak, batido pelo Porto, teve inúmeros problemas para travar Falcão e companhia. Quanto ao Tottenham e Shakhtar, defrontando os poderosos Real e Barcelona, com a agravante da expulsão de Crouch (no caso dos londrinos) e dos golos sofridos no início de jogo (em ambos os casos), viram as suas estratégias condicionadas logo à partida. De realçar também a falha inadmissível de Bosingwa, ultrapassado em velocidade pelo “velhinho” Giggs, que assistiu Rooney para o único golo do embate britânico. Já a segunda, foi brilhantemente demonstrada pelo Schalke, que se deslocou a Milão sem receios e humilhou o actual campeão europeu, e também pelo Shakhtar, que apesar da pesada derrota, ainda causou algumas dificuldades a Valdés. O futebol de ataque praticado pelos ucranianos acabou por resultar numa derrota, mas a filosofia da equipa não foi modificada em função do adversário, beneficiando o espectáculo. No caso dos germânicos, o fantástico golo de Stankovic teve uma resposta positiva, pois Matip igualou a partida, tendo depois Milito voltado a colocar o Inter em vantagem. O brasileiro Edu, ainda no primeiro tempo, voltou a repor o empate. Na segunda parte, a avalanche ofensiva da equipa que eliminou o Benfica foi demolidora, com 3 golos e ainda uma bola no poste. Provavelmente a má temporada interna terá motivado a equipa alemã para a Champions, pois contam de facto com jogadores de excelente qualidade, que poderiam fazer mais e melhor em termos internos.
Estará o futebol a mudar? As defesas estão mais fracas, ou esta grande quantidade de golos foi fruto do acaso? As performances de Schalke e Shakhtar, que nos redutos de dois colossos jogaram sem receios, serão um sinal de que no futuro voltaremos a assistir a partidas mais abertas?

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