
Na época passada o Real Madrid atingiu a sua melhor pontuação de sempre na Liga espanhola – 96 pontos. Foi a primeira e única época de Manuel Pellegrini no comando da equipa merengue, perdeu o campeonato, é certo, mas para um super Barcelona que já vinha consolidado de anos anteriores e que atingiu uns absurdos 99 pontos.
Qual o sentido, então, de afastar o técnico chileno e ir buscar José Mourinho? Os dirigentes madrilistas esperam que a resposta continue a ser dada esta 4ª feira.
Pellegrini sofreu 2 golpes profundos que feriram de morte as suas possibilidades de continuar no Real Madrid: A eliminação frente ao modesto Alcorcón para a taça do Rei e o afastamento pelo 6º ano consecutivo (!!!) nos oitavos de final da Liga dos Campeões. Ou seja, um dos motivos residia na esperança que Mourinho conseguisse “matar o borrego” da Taça do Rei, dado que o Real Madrid há 7 anos que não atingia a final. Resta saber se consegue derrotar o Barcelona e levar para o Santiago Barnabéu um troféu que foge há 18 anos. Mas há que ser realista, o principal motivo para contratar o “Special One” dá pelo nome de Liga dos Campeões.
Depois de no ano passado se ter vaticinado que o Lyon era o adversário ideal para ultrapassar a maldição dos oitavos visto que as anteriores eliminações tinham sido aos pés de equipas com maior renome internacional (Juventus, Arsenal, Bayern Munique, AS Roma e Liverpool), eis que o mundo futebolístico fica de boca aberta ao ver a equipa francesa eliminar os galáticos dos 300 milhões. Para combater esta autêntica maldição, nada melhor do que contratar um treinador que em menos de 10 anos conseguiu ser 2 vezes campeão europeu e ter ainda 2 presenças nas meias-finais da mesma competição para além de uma taça UEFA. É claro que o facto de no seu caminho para o último título europeu ter eliminado o Barcelona com um plantel bem mais barato que o do Real Madrid deve ter ajudado. Para já pode-se dizer que o Real está melhor encaminhado do que no ano passado pois para além de não ter perdido conseguiu um precioso golo fora. Resta saber se os “mind games” de Mourinho conseguem afastar o medo de falhar novamente nos oitavos que com toda a certeza se encontra no subconsciente dos jogadores blancos.
Será desta que o Real Madrid ultrapassa os oitavos de final (desde 2002-2003 que não ultrapassam esta fase) ou nem Mourinho consegue acabar com esta malapata? Caso consiga, poderá assumir-se como o principal candidato à vitória final a par do Barcelona? E se ficar pelo caminho, estará o futuro de Mourinho no Real Madrid irremediavelmente comprometido?
M. Costa