Skip to content Skip to sidebar Skip to footer

Sinner conquista Wimbledon pelo 2.º ano consecutivo

Final que se decidiu no tie-break do 2.º set. Sascha esteve perfeito até esse momento mas perdeu e depois o n.º 1 do Mundo ficou com o ascendente do seu lado, confirmando assim o favoritismo e até repondo alguma normalidade (com o domínio que tem tido esta época o lógico era ter vencido os 3 títulos de Grand Slam).

Jannik Sinner sagrou-se bicampeão de Wimbledon ao bater na final Alexander Zverev com os parciais de 6-7, 7-6, 6-3 e 6-4. O tenista italiano consegue assim o 1.º Major em 2026 e chega aos 5 Grand Slams no total.

2 Comentários

  • Art Vandelay
    Posted Julho 12, 2026 at 7:04 pm

    Nos 3 primeiros Sets até ter o break point a favor vimos o novo Zverv com o desbloqueio mental que Roland Garros lhe trouxe, mas a partir desse break point que ele não conseguiu ganhar, voltámos ao Zverev da versão antiga completamente bloqueado mentalmente e a partir daí foi um passeio para o Sinner
    ***
    Quanto ao Sinner, está a ter uma temporada absolutamente incrível mas que só não é perfeita devido à falência física que teve em Roland Garros

  • Adepto Imparcial
    Posted Julho 12, 2026 at 7:08 pm

    Final mais aborrecida desde Djokovic x Anderson em 2018. E digo isto de forma tanto elogiosa como o contrário, visto que o facto de ter sido aborrecida demonstra que ambos os jogadores estiverem altamente consistentes num encontro onde o serviço, resposta e pancada seguinte dominaram o dia. Vou guardar um parágrafo no fim para falar novamente sobre as superfícies e estilos de jogo no circuito atual.

    Virei-me para um amigo antes do encontro começar e disse, meio a brincar meio a sério, “isto se entrarem os dois bem, cheira-me a jogos de serviço tranquilos sempre a andar até ao tiebreak durante os primeiros dois ou três sets”… o primeiro era algo previsível, o segundo não era surpreendente, mas três de seguida já seria abuso :b. Zverev levou a melhor no primeiro precisamente por fazer aquilo que nunca fazia neste tipo de jogos: ser agressivo e não ter medo de atacar quando a oportunidade surgir. Aquela direita winner para ganhar o set é algo que tecnicamente já a tinha há imenso tempo, mas mentalmente acanhava-se sempre nos momentos importantes… tal como se acanhou ligeiramente no tiebreak do segundo set, onde ficou mais passivo, entregando a Sinner o controlo dos pontos e nem teve hipóteses, mesmo reconhecendo que Sinner respondeu tremendamente bem.

    Terceiro set foi mais do mesmo… até deixar de ser. Break point para Zverev, este escorrega e perde o ponto. Break point para Sinner, este escorrega, Zverev perde o ponto na mesma. Sorte e azar fazem parte do desporto, mas imagino a frustração do alemão neste momento. Já se tinha dado a entender que, se alguém perdesse o serviço, seria muito difícil recuperar o break tal o momentum do encontro até então e Sinner nem deu azo a qualquer esperança, fechando o set facilmente.

    Quarto set parecido com o terceiro, com alguma tensão inicial com deuces e um par de break points, mas até o break decisivo veio de forma bastante anti-climática. O único momento de verdadeira tensão, entretenimento e ténis fantástico foi vivido nos últimos pontos do último jogo de serviço de Sinner. Tirando isso, é difícil lembrar-me de outros pontos de grande nível tal a escassez neste encontro.

    Venceu Sinner, favorito à entrada para a final e confirmou tal estatuto. Tira as dúvidas que existiam sobre a sua forma atual e físico, limpando o torneio sem grandes dificuldades a partir do susto da primeira ronda. Palavra ainda para Zverev que realmente está com confiança revigorada e será, sem dúvidas, um dos favoritos para o USO.

    Para terminar, falei no outro dia sobre a monotonia das superfícies, mas o problema estende-se aos jogadores e estilos de jogo. Mais uma vez, é um assunto muito falado no meio do desporto: a vasta maioria do circuito joga da mesma maneira, bater forte de direita, bater forte de esquerda, ver quem se cansa mais depressa, quem falha mais ou quem nesse dia teve a “sorte” de acertar mais winners. Esquerdas a uma mão são pancada em extinção. Slices viraram pancada defensiva de último recurso. Jogo de rede só para predestinados técnicos como Alcaraz (se não aparecer mais ninguém, será de longe o novo Federer no sentido de angariar mais fãs em todo o mundo devido ao seu estilo distinto e entretido). Parte desta falta de variedade de estilos deve-se ao tal problema das superfícies. Mas outra grande parte deve-se a uma falta gritante de referências no topo do desporto que obtenham sucesso a jogar de forma que não assim. Talvez daqui a 5-10 anos se volte a ver maior variedade, mas entretanto, jogos monótonos com esta blueprint serão mais e mais comuns.

    Venha a swing americana!

Deixa um comentário