Jannik Sinner conquistou o ATP Masters 1000 de Xangai ao bater na final Novak Djokovic pelos parciais de 7-6(4) e 6-3. É o 7.º título que o n.º 1 do Mundo conquista esta época, sendo que foi a 4.ª vez nos últimos 5 encontros que superou o rival sérvio.
IMMENSO SINNER ????
The moment Jannik Sinner defeated Djokovic to claim his 4th ATP Masters title ?@janniksin #RolexShanghaiMasters pic.twitter.com/gUBIocvvgQ
— Tennis TV (@TennisTV) October 13, 2024


31 Comentários
Anacleto
Tanta qualidade, Jannik. Pela consistência ao longo do ano, o primeiro lugar do ranking não podia estar melhor entregue.
Kacal
A qualidade de Sinner é indiscutível, sem dúvida um dos 2 melhores da actualidade sendo que em Hard Court deverá mesmo ser o melhor do Mundo. E no ranking claro é o número 1 no momento.
Agora sobre o ranking também tem a ver que se calhar no ano passado não esteve tão bem nos torneios que custou este ano e isso conta muito.
Ganhou 7 títulos este ano sendo 2 Grand Slams (AO e US Open) mais 3 Masters1000 (Miami, Cincinatti e Shanghai) mais 2 ATP500 (Rotterdam e Halle).
Já o Alcaraz ganhou 4 sendo 2 GrandSlams (Roland Garros e Wimbledon), 1 Masters1000 (Indian Wells) e 1 ATP500 (Beijing) mas chegou à final dos Jogos Olimpicos sendo vencido por um super Djokovic numa missão, a questão é que os Jogos Olimpicos não dão pontos sendo que Sinner nem participou.
Isto para dizer que o Sinner foi mais consistente em Hard Courts onde me parece que focou o seu esforço e foco este ano, enquanto Alcaraz foi mais versátil. Mas a diferença significativa está nos 2 Masters1000 extras em Cincinatti e Shanghai nesta tour pós Verão. Mas sobretudo porque Sinner ganhou muitos pontos este ano em torneios que no ano passado não esteve tão bem.
Relembrar que o ano passado Alcaraz foi às meias-finais de Roland Garros e ganhou Wimbledon com este ano a ganhar ambos o que portanto não dá pontos em Wimbledon e em Roland Garros não deu tantos assim. Já o Sinner caiu nos oitavos de final perante Zverev no US Open de 2023 e este ano ganhou o troféu. E no AO também perdeu nos oitavos de final em 2023 perante Tsitsipas mas ganhou este ano também. Ou seja só nessas duas conquistou muitos pontos. É isto que faz diferença no ranking. Premeia a consistência deste ano sim mas premeia ainda mais a inconsistência do ano passado em comparação com este.
SportingFan1906
Isto não faz sentido nenhum. Para o ranking deste ano os resultados do ano passado são irrelevantes. O Sinner vai acabar o ano como nº1 do ranking porque foi o jogador mais consistente deste ano, não por ter sido inconsistente o ano passado.
Kacal
Conta sim porque um jogador que caia nos oitavos de final de um Grand Slam em todos os Grand Slams do ano passado por exemplo. E este ano ganhe os 4 ganha muitos pontos no ranking este ano enquanto outro que tenha ganho os 4 Grand Slams o ano passado e este ano não o faça e caia nos oitavos não ganha esses pontos e isso faz muita diferença no ranking. Se o Sinner não tivesse caído tão cedo nos dois Grand Slams que ganhou este ano não teria conquistado tantos pontos e estaria com uma diferença menor para o 2o. Mas uma coisa não invalida a outra. Não invalida que o Sinner esteja a fazer um ano consistente e um grande ano! Está a ser o melhor do ano.
SportingFan1906
Se o Sinner tivesse ganho os 4 Grand Slams no ano passado tinha agora exatamente os mesmos pontos que tem, porque só contam as últimas 52 semanas para o ranking, logo os Grand Slams do ano passado já não contam.
Kacal
Como é que tinha se ele caiu no ano passado nos oitavos de final dos 2 Grand Slams que conquistou este ano. Caiu nos oitavos de Cincinatti e caiu nos 16 avos de Shanghai? Ou seja este ano ele não iria conquistar pontos nos Grand Slams apenas não perderia pontos. Podia ser número 1 na mesma mas não teria os mesmos pontos.
Ou eu estou muito errado e aí alguém que me corrija e me explique onde estou mal e admito o meu erro na boa. Ou então estou certo e tu estás a confundir isso.
Mas Sinner foi o mais consistente e melhor jogador este ano. Não invalida isso nem discordo!
SportingFan1906
O Kacal está errado, o comentário do divergente explica isto melhor do que eu consigo explicar.
Gaudi
Não é difícil. Os pontos duram 1 ano, nao se fica com os pontos do ano passado e com os deste ano.
Exemplo-
Jogador A
Ganhou um grand slam no ano passado fez 2000 pontos
Se ganhar o torneio ganha outra fez os 2000 pontos, mas os outros vão embora.
Pontos – 2000
Nao participa fica com 0 pontos porque perdeu os 2000
Pontos – 0
Jogador B – nao jogou, fez 0 pontos ano passado
Este ano ganha
Pontos 2000
Não participa, fica com 0
Ou seja os pontos do ano passado tem de ser defendidos intressam para o rank para serem seeds mais altas, mas no caso do sinner até tem tido sorteios maus e piores que o que está em 2 lugar.
Kacal
Aliás um exemplo claro do que estou a dizer é a Maria Sakkari no WTA que até há pouco tempo era top10 no ranking onde esteve meses a fio e fazendo um ano de 2024 péssimo e inclusive caindo várias vezes na 1a ou 2a ronda dos Grand Slams mas mesmo assim mantendo-se top10 porque foi fazendo melhor do que ia fazendo antes mesmo que antes não fizesse nada de especial.
SportingFan1906
A Maria Sakkari era top 10 no ranking porque muitos pontos que tinha feito no ano passado ainda contavam para o ranking. Quando estes deixaram de contar, caiu para fora do top 10.
Kacal
Exactamente mas também porque este ano não conseguiu repetir os resultados este ano. Vai exatamente de encontro ao que disse!
SportingFan1906
Não, não vai de encontro ao que o Kacal disse. Os pontos que a Maria Sakkari (ou qualquer outro/a tenista) tem no ranking neste momento dependem apenas dos resultados nas últimas 52 semanas e nada mais. E isto não é uma questão de opinião, é assim que o ranking funciona.
o_divergente
2024 e a malta ainda discute coisas que são facilmente emcontradas noa sites oficiais.
”
Every Monday (except during Grand Slam tournaments, the Miami Open, and Indian Wells), the ATP and WTA update world rankings. Both the ATP and WTA count a player’s best results from the last 52 weeks. The ATP counts a player’s points collected from the 19 best results during that 12 month time frame, and the WTA counts the points earned at a maximum of 16 of the best results for singles and 11 for doubles. When 52 weeks have passed since points were acquired, they are dropped, and any new points earned are added”
Ou seja, contam os pontos ganhos nos 19 melhores torneiros (20 se forem à Taça Davies) de cada jogador. Feito.
A única ligação aos resultados do ano anterior é como dizer que este ano o Liverpool está em primeiro porque o ano passado por esta altura já tinha menos pontos. Não, está em primeiro porque fez mais pontos que os adversários no período que conta. No futebol são as jornadas 1 a 36 do campeonato, no ténis são as últimas 52 semanas em cada momento.
É irrelevante se alguém fez bom ou mau resultado em wimbledon o ano passado porque um ano depois esses pontos deixam de contar.
SportingFan1906
Esta explicação é bem mais detalhada do que a minha, espero que chegue para toda a gente perceber algo que na realidade não é assim tão complicado
AndreChaves9
Não é assim que funciona. Defendem pontos obtidos no ano anterior logo o ranking está diretamente ligado a 2 anos
SportingFan1906
Defender os pontos significa apenas que em cada torneio os pontos na edição anterior desse torneio são substituídos pelos pontos feitos na última edição. O ranking é apenas relativo às últimas 52 semanas, logo o ranking no final deste ano serão apenas os pontos feitos em 2024, os pontos de 2023 não interessam.
Prater
Claro que interessa. Os pontos acumulados no ano anterior são fundamentais para definir o status de um jogador como cabeça de série, influenciando diretamente o sorteio das chaves dos torneios, o benefício de byes e a dispensa de qualificações. Esses pontos obtidos no ano transato asseguram que os jogadores de maior ranking tenham uma vantagem estratégica, com melhores condições para avançar no torneio, além de permitir que evitem confrontos difíceis ou exaustivos nas fases iniciais.
Sim, é verdade que o ranking final da ATP é calculado com base nos resultados das últimas 52 semanas do ano em curso, mas é ilusório pensar que esse resultado não é influenciado pelo desempenho do ano anterior. Na prática, o que um jogador fez no ano transato tem um impacto direto, não só porque os pontos conquistados ainda fazem parte do cálculo até que sejam defendidos ou substituídos, mas também pelas oportunidades que esse ranking anterior proporciona.
SportingFan1906
O meu comentário foi simplesmente a dizer que os pontos de 2023 não contam para o ranking de 2024, o que é verdade. Se contam indiretamente porque influenciam os sorteios? Claro, pelo menos em teoria. Mas em benefício de quem fez mais pontos no ano passado e não ao contrário.
Gaudi
Sim grande vantagem ser ser seed 1
Nem tem apanhado encontros dificeis mais cedo que os a baixo dele em todos os torneios.
Tem sido muito melhor ser seed 2>1, seed 4>3 e seed 6>5
Porque anda sempre a calhar o 1 3 5 no mesmo lado… E alem disso o 1 apanha o 5 cedo em vez de ser o 3 a defrontar o mais difícil.
E quando o 2 é o zeverev é melhor estar fora do top como o Fritz que ser top 1
EMRF
Os resultados do ano anterior têm importância e muita, precisamente porque o ranking é o total de pontos ganhos nas últimas 52 semanas e não nesta época!
Portanto todas as semanas os pontos do ano anterior caem e são substituídos pelos ganhos na semana análoga do ano corrente, exceto quando há torneios que ocupam 2 semanas, como é o caso dos grand slams e alguns Master 1000, nestes casos o ranking só é atualizado no fim do torneio.
Por exemplo o Alcaraz pelo facto de ter ganho Wimbledon não teve ganho nenhum no ranking porque também ganhou em 2023, ou seja saldo 0 de pontos. Se por acaso tem perdido na primeira ronda tinha quase menos 2.000 pontos!
Outro exemplo, caso o Sinner em 2025, caia na primeira ronda no AO perde os pontos conquistados este ano e começa a próxima época quase com menos 2.000 pontos e assim sucessivamente.
Por isso é que quando um jogador está lesionado meses num ano e o seguinte corre bem e ganha ou vai longe nos torneios sobe rapidamente no ranking porque não tem pontos a defender.
Outra coisa é a race para ATP finals, aí sim só contam os pontos feitos este ano, todos os jogadores começam do 0 e vão às Finals os 8 que fizerem mais pontos.
AndreChaves9
Exatamente
Anacleto
Estou a par do funcionamento do ranking, daí nem sempre o número 1 ser efetivamente o melhor jogador durante o ano. O meu ponto era precisamente frisar que, neste caso, bate certo: a consistência do Jannik premiou-o e portanto é justíssimo e que bem lhe fica.
Kacal
Indiscutível o que estás a dizer, não pus isso em questão! Mas um jogador vencer 2 Grand Slams este ano em que no ano passado caiu nos oitavos de final em ambos claro que tem impacto. Só aí ganhou muitos pontos.
Em Cincinatti no Masters1000 o Sinner venceu este ano o torneio, no ano passado caiu nos 16 avos de final com Lajovic. Também ganhou muitos pontos aqui.
Aqui em Shanghai no Masters1000 também caiu nos oitavos de final no ano passado com Ben Shelton ganhando este ano.
Só aqui estão muitos pontos conquistados. Se ele tivesse repetido estes resultados nos mesmos torneios no ano passado poderia até ser número 1 na mesma mas não seria com a vantagem que tem. Claro que tem influência. É uma mistura da inconsistência do ano passado com a consistência deste ano. Mas não invalida que tenhas razão e que Sinner tenha sido consistente este ano e o melhor jogador do ano!
Ricardo10_
Falam muito do Alcaraz, mas o Sinner provavelmente irá vencer muito mais do que o espanhol.
O Alcaraz tem muito ténis naquelas mãos, mas foi alvo de um endeusamento muito precoce e o problema maior é a sua mentalidade. Não me parece que consiga mudar essa mentalidade de querer “viver a vida”. Falta-lhe esse foco que ajudou muito os 3 maiores jogadores da história a serem que são e quem foram. Sinner parece muito mais focado no ténis.
Quanto a Djokovic…Incrível como continua nestas andanças mas infelizmente o fim está próximo… :(
SportingFan1906
O Alcaraz é mais novo 2 anos que o Sinner e já ganhou 4 Grand Slams contra 2 do Sinner. O Sinner pode vir a ganhar mais, e até muito mais, do que o Alcaraz, mas dizer que o Sinner provavelmente irá vencer muito mais do que o espanhol faz muito pouco sentido. Até neste ano de “domínio” do Sinner foram 2 Slams para cada.
Ricardo10_
A carreira dos dois ainda “agora” começou. A minha teoria é que o Alcaraz vai-se perder com o tempo, claro que é futurologia mas se tivesse que apostar, apostava que irá ganhar 10/12 Grand Slams no máximo. O que obviamente é bom, mas acredito que o Sinner irá ganhar mais uns quantos. Exagerei no “vencer muito mais”.
A ideia do super jogador que criaram sobre o Alcaraz é ridícula, já parece os Ronaldos e os Messis que aparecem todos os anos. Claro que o espanhol é muito bom, mas daqui a 3,4,5,6 anos, o que não faltarão são outros bons jogadores que vão aparecer, e o ténis bem precisa de nomes.
Art Vandelay
A ideia de super jogador sobre o Alcaraz não é nada ridícula, tanto que aos 21 anos apenas o Nadal faz frente ao Alcaraz…. O Federer e o Djokovic nem sequer chegam perto do palmarés do Alcaraz com 21 anos
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Portanto neste momento o Alcaraz está a lutar (e até está na frente) com os 3 melhores da história, isto só por si é de um enorme jogador, pois a grande maioria aos 21 anos já está longe do palmarés do Nadal e duvido muito que nos próximos 3/4/5/6 anos alguém consiga o palmarés que Nadal e o Alcaraz têm aos 21 anos
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E sim, eu também acho que no fim o Sinner vai ter melhor palmarés que o Alcaraz, inclusive já fui frisando isso ao longo do último ano e concordo com essa falta de comprometimento do Alcaraz que acabará por fazer a balança pender para o Sinner..
Art Vandelay
Alcaraz 21 anos
– 4 Grand Slams
– 5 Masters 1000
***
Nadal 21 anos
– 3 Grand Slams
– 9 Masters 1000
– 1 Davis Cup
***
Federer 21 anos
– 1 Masters 1000
***
Djokovic 21 anos
– 1 Grand Slam
– 4 Masters 1000
****
Se o Alcaraz não pode ser considerado um super jogador, então o Federer coitado, é um borra-botas
SportingFan1906
O Alcaraz tem provavelmente o melhor palmarés da história do ténis para alguém da idade dele. Além disso tem recursos técnicos fantásticos. Pode vir a ganhar menos do que esperado mas que ele é um super jogador parece-me praticamente inegável.
Ricardo10_
Vou responder só neste porque todos os comentários são mais ou menos a falar do mesmo…Mas a carreira é aos 21 anos? Palmarés aos 21 anos? Que raio de lógica é essa? Agora está na moda referir isso, mas alguma vez se pode fazer essas comparações? Superjogadores só houve 3 até hoje e é isso que ainda não perceberam, ninguém é um superjogador no ténis aos 21 anos, nem aos 22 ou 23! Um superjogador é a partir dos 30, 30 e muitos! O que não falta na história do ténis são jogadores muito bons tecnicamente e cheios de recursos, e é aí que o Nadal, Roger e Djokovic são diferentes, porque o auge deles durou imenso tempo! O foco, o comprometimento, o empenho, a dedicação e todas essas coisas, é que os transformaram em quem são! E é aí que entra a dúvida se o Alvaraz será capaz de ter isso tudo! O endeusamento feito ao Alcaraz foi simplesmente ridículo, obviamente que é bom jogador e tem muito talento, mas andarem a dizer que poderia bater todos os records é um absurdo. Como se por já ter ganho alguns Grand Slams fosse sinónimo de continuar a ganhar, como se não existissem lesões, como se não existissem outros jogadores, como se não fossem existir outros jogadores que ainda ninguém conhece e como se não existissem vários outros factores. Quantos Grand Slams tinha a Martina Hingis com 20 anos? Com quantos acabou a carreira? Não sei se se lembram do Jim Courier, aos 23 anos tinha 4 Grand Slams, e hoje com 54 anos continua a ter os mesmos 4.
Se o Alcaraz conseguir ganhar 15 ou 16 Grand Slams antes dos 30 anos, aí sim, podem dizer que poderá bater o record do Djokovic e sentar-se à mesa com os outros dois senhores.
SportingFan1906
A carreira não é aos 21 anos, mas o Alcaraz só tem 21 anos logo é impossível avaliar agora o que ele vai fazer no futuro. E ninguém diz que o Alcaraz é um dos melhores de sempre, mas sim que ele tem potencial para isso porque tem o talento necessário e até agora fez tanto ou mais do que qualquer um dos big3 tinha feito até aos 21.