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Só ajeitar o cabelo ou reclamar com os árbitros é muito curto: Os dois grandes flops de Portugal

Cristiano Ronaldo tem sido o principal alvo das criticas – mas quem é que esperava alguma coisa de um jogador que há uns 18 anos é limitadíssimo tecnicamente? Também Bernardo Silva foi rasgado depois da má exibição na 1.ª jornada, onde nem jogou na sua posição.

Já Vitinha, 3.º na última Bola de Ouro, e Bruno Fernandes, detentor do título de MVP da Premier League, vão passando entre os ‘pingos da chuva’, apesar de estarem a realizar um Mundial abaixo de medíocre. O médio do PSG, que ajeita mais o cabelo do que faz passes para a frente, é mesmo um dos principais responsáveis pela posse de bola inócua da seleção, com a sua postura de estar sempre a passar para o lado e para trás. Já o craque do Man Utd, que quase só se vê quando é para protestar com o árbitro, vai exibindo as suas limitações técnicas, quando é solicitado de costas ou em espaços curtos.

Talvez o sistema de Portugal não os ajude, ter um elemento na frente que não se associa, também complica, no entanto, com o hype que têm, tinham a obrigação de fazer muito mais. E com a quantidade de soluções que há na seleção não se justifica esta insistência em dois elementos que têm sido zero. Já basta ter um lugar no XI reservado para um elemento que parece um ‘pino’.

Luís Marques

8 Comentários

  • Dracarys
    Posted Julho 3, 2026 at 12:47 pm

    Naturalmente, Vitinha e BF podiam estar a render mais, e têm tido situações em que podiam ter executado/decidido melhor no papel que desempenham.

    Ainda assim, acho que o principal responsável é o treinador e o modelo de jogo. O foco excessivo no afunilamento do jogo para os corredores para a criação de desequilíbrios, quer no 1v1, quer com movimentos de rutura, e a total ausência de jogo interior, obrigam o Vitinha, que atua como 3.º central na construção de jogo de Portugal, a não ter alternativas de passe que não sejam para os centrais ou laterais – a famosa circulação em U.

    Já quanto ao BF, o facto de lhe ser pedido que esteja tantas vezes colado à última linha defensiva e atue como uma espécie de segundo avançado retira-lhe aquilo que tem de melhor: a possibilidade de encarar o jogo de frente e imaginar o último passe.

  • Mantorras
    Posted Julho 3, 2026 at 12:38 pm

    Nao temos colectivo. É o que é.
    Nem Vitinha nem Bruno tem hype.
    Tem sim muita qualidade. Mas muita.

  • HugoSilva 79
    Posted Julho 3, 2026 at 12:30 pm

    Quando perceberes que no futebol não dá para jogar com 10 e que todos são fundamentais nas suas tarefas avisa… é sinal que aprendeste alguma coisa sobre futebol! Até lá…

    É impossível para os médios explanarem o seu futebol quando o avançado simplesmente não existe. Quem tem obrigação de arrastar marcações ou prender pelo menos um dos centrais para criar espaço para os médios puderem jogar na zona mais importante do futebol,o espaço entre a defesa e o meio campo? Pois…
    Mas não,o avançado é para fazer golos,dizem os (pseudo) entendidos. Santa ignorância!!!
    Sem espaço, normalmente criado pelo trabalho do avançado, é impossível os médios receberem nas costas do meio campo contrário e definir a partir daí. Resta circular por fora de forma completamente inconsequente, que é o que temos visto. Mas a culpa é dos médios por o avançado atual da seleção não servir para absolutamente nada, senão finalizar,e mesmo assim atualmente já falha mais do que marca.

  • Citizen_Erased
    Posted Julho 3, 2026 at 12:26 pm

    Não teço as loas que por vezes aqui vejo ao Bruno Fernandes – acho que teve muita sorte nos contextos dos últimos 10 anos e só assim sobressai – mas vejam por exemplo as posicoes relativas dos jogadores de Portugal na primeira parte. Foi o jogador de Portugal mais adiantado. Ou seja, se o suposto “poste” nem prende (ou arrasta) os jogadores lá na frente e anda pelo meio do campo a fazer sabe-se lá o quê, muitas vezes nos terrenos do Bruno, como é que o tipo pode render?

  • É dia de jogo
    Posted Julho 3, 2026 at 12:25 pm

    Percebo as criticas, mas o texto esta escrito como uma conversa de café e até desrespeituoso para com os atletas, Vitinha sofre muitas difilculdades neste modelo da seleçao, o PSG joga em cima do adversario 90% dos jogos o que permite muita bola e menos corrida, a seleçao de facto nao consegue ter esse controlo do campo e da bola e o Vitinha nao se vai sentir confortavel neste modelo, o Bruno Fernandes é um jogador que precisa de protagonismo e de ser a estrela, no United tambem tem isso (a bola esta sempre nos seus pés e ele gosta disso), na seleçao perde esse espaço para Ronaldo. Mas concordo, ambos muito abaixo do que podem e deveriam dar.

  • Um Jasomp
    Posted Julho 3, 2026 at 12:13 pm

    Bem verdade. Têm sido um completo zero neste Mundial.
    Se no caso do Bruno Fernandes não se compreende, o caso do Vitinha é mais grave ainda, já que o nível que tem apresentado está muito longe de um 3° classificado na Bola da Ouro. Não arrisca, não tem rasgo, não remata, nada…

  • Jogabonito
    Posted Julho 3, 2026 at 12:06 pm

    Os últimos jogos tem apagado o facto do Bruno ser um dos melhores jogadores da seleção. Além que deve ser o jogador mais prejudicado por ter um avançado cone que não faz nada para além de ocupar espaços que podiam ser melhor aproveitados pelo Bruno
    Quanto ao Vitinha, nada a dizer. Jogador mais overrated do mundo com imensas limitacaoes no seu jogo

  • João Lains
    Posted Julho 3, 2026 at 12:02 pm

    Como tinha dito na última madrugada, continuo a achar que o maior problema desta seleção está no meio-campo. Não por falta de qualidade individual, mas pela forma como os três interpretam o jogo. O Vitinha passa o tempo todo a oferecer linhas de passe aos centrais para circular a bola, em vez de atrair pressão e libertar espaço para a equipa progredir. O João Neves é excelente sem bola, mas com ela ainda joga demasiado pela certa e raramente procura acelerar ou encontrar colegas entre linhas. E o Bruno Fernandes, em vez de aparecer nas costas do meio-campo adversário para ligar o jogo, vem constantemente baixar para receber de frente, também porque só sabe jogar em equipas que partem o jogo ou jogam em transição.

    O resultado é que todos querem a bola nos mesmos espaços e quase ninguém cria espaço para os outros. Em vez de haver movimentos de rutura, ocupação entre linhas ou desmarcações que desorganizem o adversário, há uma equipa que vem toda ao encontro da bola. Ou seja, Portugal circula muito, progride pouco e acaba, invariavelmente, a canalizar o jogo para os corredores, tornando-se previsível e fácil de defender. E mesmo quando chegamos a zonas de finalização, como aconteceu ontem durante a primeira parte, estamos muito mal preparados para finalizar, porque temos pouca presença.

    É por isso que, para mim, o principal problema não está no Ronaldo, mas na nossa dinâmica. Ter três médios tecnicamente excelentes não chega. É preciso que saibam quando devem ir à bola e, sobretudo, quando a melhor decisão para a equipa é precisamente não ir.

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