
O que parecia impensável num passado não muito longínquo, assume-se agora como uma hipótese bem real. O líder do ranking afrouxou e o britânico está a todo o gás. Esta reta final de época promete.
Não há como negar: Andy Murray é o melhor tenista do momento, pese embora ocupar o segundo posto da tabela mundial. A época já vai longa, aproxima-se do seu desfecho, mas as reservas de energia do britânico parecem depositadas num poço sem fundo, pelo que as vitórias acumulam-se dia após dia. E já lá vão 10 consecutivas (todas em dois parciais), em duelos alusivos a torneios ATP. Este domingo, na final do Masters 1000 de Xangai, Murray (quem mais?) tratou de despachar Roberto Bautista (19.º), carrasco de Novak Djokovic na ronda anterior, por 7-6(1) e 6-1, conquistando assim o seu 13.º título Masters, que é simultaneamente o sexto da época e 41.º da carreira.
Agora, segue-se um merecido descanso, para depois participar no ATP 500 de Viena (24 a 30 de outubro), que antecede os torneios de Paris e Londres. Uma coisa é certa: a luta pelo primeiro lugar do ranking está bem acesa. Djokovic e Murray estão separados por 2415 pontos. A ter em conta: o sérvio tem a defender os pontos relativos ao título de campeão em Paris (1000) e Londres (1300), ao passo que o britânico foi finalista do torneio francês em 2015 (600 pontos) e ficou-se pela fase de grupos do Masters de Londres (200).
João Correia


1 Comentário
João Manuel
É impressionante a agressividade e intensidade que Bautista Agut apresenta. Se melhorar um pouco o primeiro serviço e a resposta ao serviço será um caso sério no futuro.