Não estão em causa as suas capacidades técnicas ou táticas, mas basta conhecer a história para perceber que este tipo de treinadores no Sporting não sobrevive a vergonhas como a que aconteceu contra o Torreense. A tendência é sempre para aumentar a espiral negativa, ainda por cima quando, antes do Jamor, os sinais da sua incapacidade para reagir às adversidades já eram evidentes, como se viu contra o AVS ou o Tondela, duas equipas que até desceram. Neste sentido, surpreendeu que Varandas, conhecendo o histórico do clube, tenha insistido nesta ideia, quando era tão fácil prever este péssimo arranque de época.
O problema é que os erros não se ficaram por aqui. O dossiê das saídas continua por perceber, principalmente as de Trincão e Diomande, que eram determinantes e foram vendidos por valores que o clube podia perfeitamente conseguir daqui a um ano. Mas o que matou esta época, além da questão do treinador, foram claramente as entradas. Não se percebe como é que um clube olha para os atuais centrais e considera que seriam suficientes. Mas quem acha que pode ser roubado e, mesmo assim, a política é estar calado — era impossível o Porto e o Benfica terem empatado contra o Estrela, Famalicão e Arouca; com o que se passou, o banco tinha entrado todo em campo — talvez não esteja muito preocupado com a inércia dos defesas a nível físico, no jogo aéreo e até em termos de personalidade.
Também quem anda há anos a tentar contratar um extremo esquerdo e olhou para o Irankunda, que claramente tem deficiências técnicas e prefere jogar na direita, e achou que era solução, como já tinha considerado o Biel, Derry e Faye, dá a entender que alguém no clube ou é muito incapacitado ou tem uma noção errada do que é o Sporting.
Visão do Leitor: Luís Esteves

