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O que se passou em Alcochete. Socos, pontapés, estaladas, um garrafão de 25 litros de água, cintos, empurrões, tochas, queimaduras e ameaças

O Expresso deu conta dos testemunhos dos elementos do Sporting prestados no Comando Territorial de Setúbal na noite de 15 maio, horas depois do ataque do grupo de encapuzados a Alcochete. O jornal destaca que este é um relato de socos, pontapés, estaladas, um garrafão de 25 litros de água, cintos, empurrões, tochas, queimaduras , ameaças, cacifos, caras tapadas e descobertas, algum sangue, alvos definidos – e de uma ideia comum: a de que aquele grupo sabia por onde entrar e aonde se dirigir e atuou “em bloco”, “com alguma organização”, agiu “premeditadamente” e bloqueou a saída enquanto espalhou o medo. Os testemunhos são assim transcritos na íntegra de acordo com o que foi escrito no Tribuna Expresso:

Bas Dost (jogador) – O holandês refere que primeiro passaram dois grupos de homens por ele (um composto por dois, outro por seis indivíduos) sem que nada acontecesse. Posteriormente, um homem encapuzado deu-lhe com um cinto na cabeça que “o fez cair no chão”, onde continuou a ser agredido pelo mesmo agressor e por outro que lhe fez companhia. Bas Dost confessou ter “ficado em estado de choque”.
Acuña (jogador) – O argentino refere que o grupo tentou fechar a porta do balneário aos invasores, mas que tal não foi possível dado o número destes últimos, “cerca de 50 elementos que trajavam roupas escuras e alusivas ao Sporting Clube de Portugal, todos de cara tapada, que rapidamente forçaram a entrada no balneário”. Acuña confessou que “sobre ele caíram cerca de 5/6 meliantes que o agrediram fisicamente com murros na zona da cabeça e corpo”. O sul-americano disse também que os “meliantes o ameaçaram”, dizendo que sabiam onde morava e que devia ter cuidado.
William (jogador) – O médio, tal como todos os outros futebolistas, encontrava-se no balneário a trocar de equipamento para o treino no relvado quando os invasores irromperam nas instalações. “Foram lançadas várias tochas de fumo, ouviu gritos.” William garante ter sido “agredido por três indivíduos com socos na zona do peito”. No final do testemunho, William afirma que “teve conhecimento pelo seu colega de nome Rui Patrício que já existiram situações passadas de ameaças de adeptos aos jogadores da equipa”.
Battaglia (jogador) – O argentino declarou ter visto os “indivíduos irromperem pelo balneário […] a perguntar onde estava o Battaglia”. “Quando o visualizaram, dirigiram-se à sua pessoa cerca de cinco a seis indivíduos que o ofenderam verbalmente, ameaçaram-no de morte”. Enquanto era insultado, Battaglia foi agredido com “murros na face, ombro direito e tronco e ainda, enquanto estava a tentar proteger-se, foi atingido na cintura e costas com um garrafão de 25 litros de água que lhe provocou fortes dores”.
Misic (jogador) – O médio foi agredido com um cinto na cabeça por um indivíduo corpulento de 1,80 metros.
Bruno César (jogador) – O brasileiro subiu a uma maqueira e, ao espreitar pela janela do balneário, viu um grupo de indivíduos de cara tapada e com cores do Sporting. Não foi agredido, mas viu William e Battaglia a serem agredidos com socos e bofetadas; quando tentou socorrer os colegas, foi ameaçado de morte. Segundo Bruno César, “o grupo atuou sempre em bloco, com alguma organização, presumindo que tais atos foram premeditados, barrando claramente a tentativa de fuga dos atletas para o exterior”.
Freddy Montero (jogador) – O colombiano diz que “os individuos forçaram a entrada no balneário ao mesmo tempo, dispersaram-se do mesmo, arremessaram vários artigos pirotécnicos, entre os quais bombas de fumo e tochas”. Montero recorda-se de ouvir “onde está o Acuña e o Battaglia?”, entre insultos. Depois, Montero foi agredido com duas estaladas e garantiu que teria sido “mais agredido” se Palhinha não se tivesse agarrado a ele, para o proteger.
Fábio Coentrão (jogador) – O defesa garantiu que não foi agredido mas viu os seus colegas serem alvo de agressões. Temeu pela vida perante o grupo de agressores, que atuou sempre “em bloco, com uma certa orientação e organização, presumindo que tais atos foram premeditados”. Fábio diz ainda temer “pela continuação de tais atos ou até de maior grau de violência”.
Palhinha (jogado) – O jovem médio descreve os acontecimentos de forma semelhante aos seus colegas: espreitou pela janela e “viu um grupo de cerca de 20 a 30 indivíduos invasores entrarem a atirar tochas a arder, a revoltar o balneário, a ameaçar e a agredir alguns colegas, nomeadamente Battaglia, William, Acuña e Montero”.
Ristovski (jogador) – O defesa viu Acuña e outros colegas a serem agredidos violentamente e sentiu-se aterrorizado e impotente para reagir perante o que se estava a passar. Ristovski disse ainda “sentir receio que esta situação se volte a repetir, quer no seu local de trabalho quer na sua vida particular, sentindo-se assim condicionado na sua vida por este medo”.
Rúben Ribeiro (jogador) – O médio contratado em janeiro ao Rio Ave disse ter sido avisado por André Pinto que vinham ali “uns mascarilhas”. Rúben “viu então o segurança da Academia de nome Ricardo tentar fechar a porta, tentando ainda opor-se à entrada dos suspeitos, não conseguindo em virtude de ser empurrado”. O português assistiu às agressões a Acuña e ouviu ameaças como esta: “Se não ganham a Taça estão fodidos”. Disse também ter ouvido alguém a dizer no exterior “vamos embora, vamos embora”, tendo os agressores saído do local, não sem antes alguém arremessar uma tocha para dentro do balneário.
Piccini (jogador) – O defesa estava em tratamento no departamento médico quando ouviu “bastante barulho” junto ao balneário. Viu as agressões a Battaglia e a William Carvalho, sentiu medo e pânico, mas não foi agredido.
Salin (jogador) – O guarda-redes diz que o grupo de invasores entrou agressivamente no balneário (vestiam de preto, cara tapada) lançando tochas de fumo, gritando e ameaçando William e Rui Patrício: “Tira essa camisola, vamos foder-te! Há tempo que queres ir embora, tira essa camisola, não te queremos mais aqui”. Salin não foi agredido e tentou evitar “agressões a William e a Rui Patrício”. Salin temeu “pela sua própria vida”.
Doumbia (jogador) – O avançado da Costa do Marfim garante que os invasores procuravam William Carvalho e Rodrigo Battaglia, que o ameaçaram e que lançaram vários engenhos pirotécnicos, “provocando um intenso cheiro a queimado e uma insuportável nuvem de fumo no edifício, deflagrando o alarme de incêndio no balneário, provocando o pânico entre os presentes”. Sentiu-se aterrorizado e impotente.
Gelson (jogador) – O extremo português estava a conversar com Acuña quando ouviu gritos vindos do exterior. Pouco depois, os invasores entraram e agrediram Acuña “com as palmas das mãos abertas”. “Foi perceptível verificar um indivíduo com um cinto na mão direita, sendo que a parte da fivela se encontrava em efeito de pêndulo, para aquando de um movimento brusco a mesma efetuar um efeito de chicote”. Gelson temeu pela vida e diz que os agressores estavam “direcionados para os atletas Acuña, Rui Patrício, William e Battaglia”.
Bruno Fernandes (jogador) – O médio ofensivo estava ao lado de William e foi empurrado pelos invasores, tendo sido “cercado por vários indivíduos” e depois “agredido com chapadas”. “Seguidamente, viu Battaglia, Acuña e Rui Patrício a serem também cercados e agredidos por vários indivíduos.”
Petrovic (jogador) – O sérvio foi agredido com um “murro nas costelas”.
Podence (jogador) – O português descreve que o segurança da Academia tentou suster o avanço dos invasores com outros elementos do Sporting. Depois, uma vez lá dentro, os agressores começaram a agredir quem apareceu pela frente, sendo que William se levantou para tentar acalmar os ânimos. “Nesse mesmo instante, William foi rodeado por três ou quatro indivíduos. Viu ainda Misic ser agredido com um cinto na face.” Podence garante que Acuña e Battaglia estavam sinalizados pelo grupo que invadiu Alcochete – foram socados e pontapeados.
Lumor (jogador) – O futebolista ouviu gritos vindos do exterior e “apercebeu-se que começaram a entrar vários indivíduos com o rosto coberto por máscaras e camisolas impedindo assim que fossem reconhecidos” . Lumor não foi agredido, viu “alguns dos seus companheiros a serem agredidos pelos indivíduos que se encontravam no interior do balneário, tendo inclusive implorado para que os mesmos parassem, mas sem sucesso”.
Manuel Fernandes (funcionário do Sporting) – Manuel Fernandes, um dos símbolos do Sporting, refere ter visto “30 indivíduos a dirigirem-se em corrida em direção ao balneário onde se encontrava a equipa de futebol do Sporting”. Viu “vidros e portas partidas”, objetos nas mãos dos invasores e no “interior do balneário” olhou para Bas Dost “a sangrar da cabeça, ostentando diversas marcas”.
José António Laranjeira (Scout) – O scout do Sporting viu “cintos” e “um objeto cilíndrico” nas mãos dos invasores, que traziam máscaras de esqui, cachecóis e refere que Jorge Jesus foi agredido por trás com um “murro na cara”. Mais tarde, Laranjeira assistiu a uma conversa entre Jorge Jesus e William Carvalho com cinco dos invasores de cara descoberta, que terão dito: “Não era isto que pretendíamos, o nosso objetivo era falar com os atletas”. O scout avança a hipótese de William conhecer os indivíduos “membros da claque Juve Leo”. Além disso, os invasores “conheciam as instalações, bem como do interior do edifício que invadiram, pois estes dirigiram-se diretamente ao balneário”.
Gonçalo José Fontes Aveiro (fisioterapeuta) – O fisioterapeuta viu um “indivíduo a atirar uma tocha acesa para o interior do balneário”, embora não o tenha conseguido “reconhecer por estar de costas”. Gonçalo diz ter “conhecimento de que vários jogadores sofreram lesões provenientes dos ataques de que foram vítimas”.
Ludovico Marques (massagista) – O massagista Ludovico Marques, que serviria também de tradutor para Doumbia, ouviu rumores de que havia “adeptos encapuzados” na Academia, tendo ouvido depois insultos como “filhos da puta, joguem à bola”. Segundo Ludovico, “20 ou 30 indivíduos de cara tapada” entraram no balneário, quatro deles a “dirigirem-se a Acuña, agredindo-o com socos e pontapés”. Mais: disse que viu Acuña “encolher-se em posição de defesa, encostado ao cacifo”. William Carvalho também foi “cercado no meio do balneário por cerca de cinco indivíduos que o agrediram com vários socos, pontapés e a ser agarrado na cabeça e nos braços”. O “enfermeiro Carlos Mota [foi] agredido por um indivíduo com um murro nas costas”. Por outro lado, Ludovico viu “dois indivíduos a arremessarem duas tochas acesas, tendo uma delas sido enviada contra os jogadores e outra foi colocada no caixote do lixo”. Por fim, o massagista também alude aos insultos e às ameaças: “Vocês são uns filhos da p&%&. Cab&%&&. Montes de de merda. Estão fod&%&! Vamos rebentar-vos a boca toda”.
Mário Monteiro (preparador físico) – O preparador físico levou com uma tocha que lhe queimou o braço e a barriga. Depois, em conversa com Fernando Mendes, líder da Juve Leo que lhe confessou não se rever no que se tinha passado, mostrou-lhe as queimaduras.

30 Comentários

  • greenlion1906
    Posted Maio 23, 2018 at 11:27 am

    Que loucura meu deus!

  • Ss
    Posted Maio 23, 2018 at 11:28 am

    Enfim, triste, muito muito triste

  • Tiago MR
    Posted Maio 23, 2018 at 11:47 am

    Que loucura!

    Mas…Acuna, Battaglia e Rui Patricio…

    Foram estes que terao respondido aos adeptos como diz BdC?

  • ZeColmeia
    Posted Maio 23, 2018 at 11:51 am

    Que vergonha!!

  • Joao D
    Posted Maio 23, 2018 at 12:03 pm

    Ainda é mais grave do que se pensava.

    Que coisa bárbara.

  • J Silver
    Posted Maio 23, 2018 at 12:04 pm

    Ler estes relatos produz imagens na minha mente que tornam isto tudo ainda mais nojento. Choca-me a acefalia destes falhados que provavelmente não têm mais nada que fazer na vida senão criticar alguém com mais talento num dedo do que eles poderiam ter em 10 vidas. E o porco-mor em casa com o rabo entre as pernas.

  • touny71
    Posted Maio 23, 2018 at 12:09 pm

    O que fica bem claro é que eles tinham bem marcados os jogadores que queriam ameaçar/agredir, William, Acuña, Battaglia e Patrício.

    É tão mau quanto se poderia imaginar

    • dabide23
      Posted Maio 23, 2018 at 2:58 pm

      Isso tudo é gravíssimo (e sugere que houve, mesmo, premeditação), aliado ao facto de serem referidos nomes, incluíndo o de um ex-líder da claque e não haver qualquer tipo de diligência para o deter…

      Suspeito que nem a gravidade do assunto vai servir para alguém tomar uma atitude séria e assertiva. Liga e Federação ficam-se por um comuinicado lançado 3 dias depois dos acontecimentos… Que p*t* de vergonha, estas “Instituições” que vivem à conta do Futebol e que nem para o tutelar servem!

      A excepção são os 23 que estão em prisão preventiva, esses vão servir de exemplo! E nunca se vai descobrir quem mandou e organizou isto tudo…

      • touny71
        Posted Maio 23, 2018 at 6:28 pm

        Claro que se vai descobrir. As inteligências criaram um grupo no whatsapp “Vamos a Alcochete” que apesar de permitir o envio de mensagem encriptadas está associado a números de telefone e contas de email.
        Isto a juntar às imagens (que ao que parece pelas declarações dos advogados de defesa foram editadas para permitir apenas visualizar os 38 indivíduos a abandonar as instalações..) deverá ser suficiente para se prosseguir com as averiguações e levar a investigação a bom porto.

        Suspeitem dos vossos amigos sportinguistas que tenham perdido o telemóvel nos últimos dias..

  • Ramon Caetano
    Posted Maio 23, 2018 at 12:12 pm

    O preparador físico do Sporting deu uma entrevista ao Expresso onde diz que se vai retirar do futebol devido a estes acontecimentos.

  • CarlosFCP
    Posted Maio 23, 2018 at 12:15 pm

    Isto não é nada que o psicopata não consiga reverter.

    Agora que contratou alguém bem visto pelos sócios, sempre que for necessário uma intervenção pública de graxa, o Inácio vai lá estar e tudo ficará bem a seu tempo.

    Porque quem votou nele, merece.

  • jnunes
    Posted Maio 23, 2018 at 12:22 pm

    Uma vergonha para todos. Não apenas para o SCP.
    Nem era preciso ter acesso aos testemunhos para haver noção do que se passou.
    O futebol goza de uma impunidade extrema neste país. Será que agora vão tutelar algo ou alguém? ou continuar a empurrar com a barriga?!

    Metam os olhos na Premier, o futebol é desporto e entretenimento. Cá é ódio, diferente da natural e até saudável rivalidade…

  • RodolfoTrindade
    Posted Maio 23, 2018 at 12:23 pm

    Se forem burros ao ponto de não avançarem para as rescisões então nem sei o que diga…

    • DM
      Posted Maio 23, 2018 at 1:40 pm

      Você avançava?
      Arriscava perder uma época e um processo milionário? As coisas não são tão literais como querem fazer passar.
      Agora saídas forçadas vai ser como arroz na minha opinião

      • Mantorras
        Posted Maio 23, 2018 at 3:22 pm

        Na vida uma pessoa tem que ter conviccoes. Nao e avancar para rescisoes “porque sim”, mas se sentirem que de facto nao querem meter mais os pes num treino nem num jogo do Sporting, que querem continuar a jogar, mas ali nem pensar… entao ninguem os pode impedir. E se for assim, vao vencer nos tribunais, porque se sentirem de facto isso, nao tem condicoes para continuar. Espero que nao haja rescisoes, pelo menos muitas, e que a sair quem quiser que saia a bem. Tendo em conta que passou uma semanita e BdC continua la, eu como atleta saia de certeza, vai dizendo coisas estapafurdias, fartam-se de falar a volta da coisa mas nao se vislumbra resolucao… passar por isto e nao haver eleicoes?? Ai saia de certeza. E nao ficam nada sem jogar, vao jogar so que podem ser condenados a pagar indeminizacao ao Sporting… ou o Sporting a eles…

        • DM
          Posted Maio 23, 2018 at 4:31 pm

          Isso é tudo muito bonito mas duvido que poucos dos que aqui comentam arriscassem. Não é tão linear como fazem parecer. Eu quanto muito ponderava a rescisão se me fosse fechada a porta a uma saída, nunca antes disso, ia fazer os possíveis para fugir da instabilidade mas não ia arriscar uma hipoteca do meu futuro como primeira opção.
          O facto de o presidente não se demitir, quando é o responsável moral desta situação e deste clima já é outra conversa mas quem é que nunca teve problemas com a chefia? Não tentaram resolver as coisas a bem? Saíram e arriscaram ficar sem dinheiro para comer ou foram procurando outro emprego e aguentando a besta que era vosso superior?
          Aposto que mais de metade do plantel vai tentar forçar a saída, ameaçar rescisões para isso, faltar a treinos, tudo e mais alguma coisa. Partir efectivamente para a rescisão unilateral duvido que algum o faça a não ser em última hipotese (e com o BdC a ditador a última hipotese é bem provavel, já o estou a ver dizer que o RP só sai pela clausula). Agora se algum avançar para a medida drastica poderá levar alguns com ele, até porque um processo destes tem logo mais impacto se for feito por vários jogadores do plantel do que se for por apenas um.

          PS. O Sporting nunca teria de lhes pagar nada no final do processo, eles ganhando o primeiro processo poderiam era colocar outro ao Sporting e só nesse poderiam ter direito a alguma indeminização, agora no processo de rescisão unilateral o Sporting nunca seria condenado a pagar nada aos jogadores

          • Mantorras
            Posted Maio 23, 2018 at 6:17 pm

            1 – Por acaso nao e nada bonito, e mesmo “chato” xD
            2 – Garanto-te que eu estou naquela minoria que tem conviccoes, o patrao nao faz o que quer, nunca fez e nunca fara, eu faco questao de colocar toda a gente no lugar deles muito rapido, e se fossem todos como eu atinavam rapido. Situacoes de agressoes… nunca, obvio, mas comigo nem gritar amigo, no local de trabalho somos profissionais, nao somos criancinhas, so a minha maezinha e que grita comigo… o respeitinho e muito bonito, e aturar putos… so em casa.
            3 – O que eu quis realmente dizer, talvez nao tenha ficado bem patente, e que as rescisoes so podem avancar, no meu entender, se REALMENTE se justificarem, e com isso quero dizer, se eles estiverem realmente sem condicoes, no caso psicologicas (porque as outras sao resolvidas por alteracoes por parte do clube), para voltar ao Sporting. Quando digo isto, falo de (e agora vou exagerar) uma especie de sindrome pos traumatico, mas nao e preciso tanto. Se for real, nao ha muita volta a dar (se nao for real mas eles convencerem o juiz que e tambem pode ser, mas ai sim, podem perder).
            4 – Quando falei em conviccoes, falei no sentido de que se o ponto 3 se confirma, e eles nunca darao o devido rendimento desportivo, estariam a prejudicar o clube e a eles mesmos e a sua carreira ao ficar, se acharem isso realmente em consciencia, entao se forem pessoas com conviccoes, batem a porta. E em tribunal, basta provar a verdade, e a verdade tem muita forca, testemunhos de amigos, companheiros e familiares, analises de psicologos e afins… nao sei exactamente como, e nao estou a dizer que e com duas tretas, mas eu se sentisse que estava a ser justo com a situacao, nao ficaria ali nem mais um minuto. Ao mesmo tempo, se sentisse que estava a tirar partido para beneficio proprio, nunca o faria, porque nao sou assim, e gosto de nao ser assim.
            5 – Nao sei se o que dizes no PS esta correcto, mas de leis nao entendo muito, com mais ou menos processo, e sem entender de leis, parece apenas logico que se eu tenho contrato, o meu patrao “faz asneira” e eu vou embora apenas e so por isso, entao ele tem que me pagar o resto do contrato. Parece-me logico, agora a minha logica nao e lei, mas se para isso acontecer tivesse que ser movido outro processo a pedir indeminizacao, seria uma tecnicalidade apenas, nao seria o cerne da questao, mas ok, entendo o que dizes.

            • DM
              Posted Maio 23, 2018 at 8:54 pm

              Antes de tudo, grande resposta!

              Felizmente também nunca me tive que sujeitar a ser chefiado por bestas mas só porque estou numa área onde há e sempre houve um grande défice de mão de obra qualificada, já cheguei a enviar carta de despedimento por me quererem impedir de escolher os dias de férias aos quais tinha direito mas isto porque sabia que tinha umas 10 propostas de um novo emprego antes sequer de deixar aquele, porque eu como a maioria das pessoas tem contas a pagar no fim do mês. Se com essa carta arriscasse ficar com uma divida de 60M se calhar pensava duas vezes, o senhor também.
              Aqui acho que o factor psicológico está muito dependente muito de se provar que a entidade patronal não assegurou a segurança dos seus atletas, que sejamos sinceros, há poucos sítios preparados para a invasão de um gang de delinquentes, a mim não me parece que a segurança tenha sido totalmente assegurada, portão aberto, clima de tensão depois do aeroporto e garagens mas acredito que um juiz tenha que analisar muito mais coisas, não me parece de todo um processo simples, mesmo não percebendo nada da poda como o senhor.
              Quanto ao meu PS, no meu entender o primeiro processo seria para pedir uma rescisão unilateral do contrato, depois dessa é que poderia entrar outro para uma indemnização, mas também não percebo nada disto.

              Eu acho que eles têm todo o direito de querer sair do Sporting, até de pedir a rescisão depois de tudo o que se passou mas o processo não é simples, na minha opinião seria sempre necessário culpar o clube por falta de segurança o que não sei se será fácil.
              Concordo com a sua opinião, mas não concordo em chamar burro ou covarde ou o que for aos jogadores que não queiram arriscar processos destes.

              Eu se fosse jogador, teria ligado logo ao meu empresário para arranjar um clube que me quisesse comprar, quando o tivesse entraria na sala da direcção com duas opções na mão (venda e processo de rescisão) e decidiria depois disso, mas iria pensar muitas vezes antes de me meter num processo destes, a menos que os meus 10 advogados me dissessem que estava ganho

      • El Pibe
        Posted Maio 23, 2018 at 6:51 pm

        Eu avançaria na hora se tivesse alguma base legal para isso (não sei se é o caso), levar na boca no local de trabalho e ainda por cima porque o patrão incentivou (para ser simpático), ninguém merece nem ninguém deve admitir e se não der direito a justa causa é porque existe um buraco gigante na legislação laboral que a todos nós interessa que seja coberto.

        • DM
          Posted Maio 23, 2018 at 8:56 pm

          Não me parece ser necessário uma lacuna tão grande na legislação, basta não ser possível provar que a entidade patronal não fez todos os possíveis para garantir a segurança do trabalhador

          • Zimbo
            Posted Maio 24, 2018 at 12:09 am

            A culpa da segunda guerra não foi do Hitler, foi dos presidentes da Polónia e da França que nao souberam proteger bem o seu pais… Grande logica amigo

    • El Pibe
      Posted Maio 23, 2018 at 6:46 pm

      Neste momento os advogados e empresários estão a reunir dados para perceber se ganham ou perdem os processos de rescisão, isto é quase certo.
      Se houver a certeza e jurisprudencia que lhes garanta que ganham os processos acredito que alguns vão rescindir, mas pode dar-se o caso contrário e aí vão “baixar a bolinha”.
      O Sporting nos ultimos dias têm-se dedicado a “esvasiar” estas justas causas.
      Estou muito curioso, porque afinal estamos a falar do patrão que evoca justa causa por dress code, logo, levar na boca devia dar direito a justíssima causa. Aguardemos de pipoca na mão:)

  • NunoLFC
    Posted Maio 23, 2018 at 12:24 pm

    Acho piada aos líderes da Juve Leo a dizerem que não era isto que pretendiam. Então entram lá à força tendo jogadores definidos previamente como alvo. Como é que não foi combinado? O que não pretendiam era terem sido apanhados/detidos. O resto foi exactamente o que planearam. Senão não entravam de cintos na mão.

  • Tiago Silva
    Posted Maio 23, 2018 at 12:42 pm

    Que loucura! Estes relatos são horríveis e nem consigo imaginar o que os jogadores do Sporting estavam a passar naquela altura. Todo o meu respeito e solidariedade para com eles.

  • MikeM
    Posted Maio 23, 2018 at 12:57 pm

    O massagista disse caixote do “lixe”? Terão confundido as declarações com as de Jesus ou será da convivência?
    Agora a sério, situação completamente surreal e certamente aterradora para quem a viveu.

  • Heisenberg
    Posted Maio 23, 2018 at 2:00 pm

    Alguém me explique uma coisa:

    São vários os relatos dos envolvidos (jogadores, jesus, staff) que dizem ter estado presente o Ex-Líder da Juve Leo, com o qual trocaram impressões à saída do balneário.
    Li ontem noutra noticia que dizia “Fernando Mendes terá sido impedido de entrar no Jamor pela Policia”.

    COMO ASSIM? Se esteve lá, este envolvido, tenha ou não participado nas agressões fazia parte do grupo, entrou com eles. Como está em Liberdade? E porque é que não se fala nem se dá destaque a isto? Porque não foi detido e interrogado?

    Temos um grupo de pessoas que invadiram a Academia de Alcochete e agrediram jogadores. Certamente que dos cerca de 50 que se fala, nem todos terão agredido, mas fazem parte do grupo, fizeram, direta ou indiretamente, parte deste terrorismo, como é estão cá fora alguns dos que se sabem que la estiveram?

    Andamos a brincar a justiça? Que proteção é que uns beneficiam e outros não?

    Alguém me explique, é que não consigo mesmo entender esta situação.

  • João Ribeiro
    Posted Maio 23, 2018 at 4:11 pm

    Qual a fixação desta malta pelo Acuña e Battaglia? Que tão mal fizeram eles? Suaram demasiado a camisola? É que são vários atletas a relatar que o grupo mal chegou lá perguntou logo pelos dois.

    • BioSpot
      Posted Maio 23, 2018 at 5:30 pm

      Supostamente e acredito que sim, porque faz sentido, no final do jogo com o Marítimo e no aeroporto ficaram do lado do Patrício. Depois o resto terá sido bola de neve.

  • Joao Duarte
    Posted Maio 23, 2018 at 5:26 pm

    A mim faz-me confusão como é que o Fernando Mendes não está detido. Participou na cena toda e ainda assim não foi detido porquê?

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