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«Sou um apostador nato, arrisco muito por natureza, não ligo muito a números; O GD Estoril Praia tem uma estrutura fortíssima; Ainda pretendemos mais 5 reforços; Mentiria se dissesse que não recebi propostas; O grupo City, e também o Red Bull, são os que trabalham melhor internacionalmente»

Nome: Pedro Rafael Félix Alves
Idade: 38 anos
Função: Diretor Desportivo GD Estoril Praia
Palmarés: Campeão da II Liga e respetiva subida de divisão (2020/21); Campeão nacional sub-23 (2020/21); Vencedor da Taça sub-23 (2020/21)

Pedro Alves é uma figura incontornável do sucesso mais recente do GD Estoril Praia e um nome claramente a seguir no futebol português. Vai para a 4.ª temporada no clube e, em 2020/2021, conquistou praticamente tudo o que havia para ganhar. Dominou a II Liga a seu belo prazer, valorizando a equipa técnica e muitos jogadores. Somou ainda o domínio total no escalão sub-23 onde arrecadou a Liga e a Taça Revelação.

Como jogador, passou por clubes como Louletano, Pinhalnovense, Estrela Vendas Novas, Operário Lagoa, Carregado, Sintrense, Torreense, Aris Limassol (Chipre) ou Oriental. Em 2015, terminou a carreira de futebolista e abraçou o cargo de scout do SC Braga, rapidamente chegando a chief scouting. Após 3 anos no clube minhoto, assumiu a gestão desportiva do GD Estoril Praia onde se mantém até hoje. Tem sido sinónimo de sucesso e o Visão de Mercado quis conhecer melhor um dos diretores desportivos mais na “moda” em Portugal.

– O objetivo do GD Estoril Praia passa pela manutenção ou algo mais?
O Estoril quer tornar-se um clube autossustentável. Não quer só lidar com as receitas televisivas ou de bilheteira, quer tornar-se sustentável também com vendas. Ou seja, existe uma proatividade muito grande na reorganização, tanto no scouting como no recrutamento, para que estejamos preparados a lançar jogadores nos sub-23 e na primeira equipa e ao mesmo tempo conseguir ficar na I Liga. Se conseguirmos juntar a manutenção a algumas vendas, o clube, automaticamente, com o orçamento baixo que tem, consegue autossustentar-se e a partir daí dar o passo seguinte. O mais importante é ficar na I divisão esta época, é o objetivo principal. Mas vamos apostar também em lançar jogadores que foram campeões sub-23 na temporada passada, como o Chiquinho, o Vital, o Lucho, o Elias, o Gilson, entre outros, e colocá-los na montra para que depois possamos vender num futuro próximo.

– O que seria um campeonato acima das expectativas?
Fazer um campeonato acima dos 40 pontos. Se o conseguirmos, é sinal que garantimos praticamente a manutenção.

– O plantel do GD Estoril Praia está fechado ou espera mais reforços?
Não está fechado. Entrará mais um central, um 8, dois extremos e um ponta de lança. Ao dia hoje, faltariam 5 jogadores para fechar. As nossas entradas e saídas têm sido muito a conta gotas, pois o mercado está bastante parado e aguardamos aquilo que se possa desenrolar daqui para a frente.

– Espera algum jogador excedente de um clube grande?
Estou preparado para receber algum jogador cedido que seja do nosso interesse. No entanto, não temos interesse em jogadores emprestados. Procuramos jogadores com partilha de passe para a tal sustentação do clube que falei.

– Acredita que vão conseguir segurar até ao fecho do mercado os melhores ativos?
Já recebemos algumas abordagens e até propostas oficiais. Acabamos de renovar contrato com o Chiquinho, estamos numa fase de negociação para renovar com o Miguel Crespo por mais 3 anos, o próprio Dani Figueira, melhor GR da II Liga, também já estendemos contrato. Ou seja, o clube vive de receitas extraordinárias, ou é a bilheteira ou são as vendas. Se aparecer uma proposta condizente com os interesses do clube e do atleta, estamos abertos. Dificilmente poderei afirmar “vão ficar” ou “é impossível saírem”. Até ao final do mercado, realmente poderá acontecer isso. Agora, se me perguntarem se eu espero que isso aconteça, eu espero bem que não (risos).

– As contratações de Meshino e Ferraresi traduzem as excelentes relações que o GD Estoril Praia mantém com o Manchester City ou foram apenas oportunidades de mercado?
Quando fui scout, viajei muito, especialmente pela América do Sul, e acabei por me relacionar com muitas pessoas. Mantive essa experiência de relacionamento e de contactos privilegiados com o grupo City e pessoas de muita influência com as quais nós temos contacto direto atualmente. Queremos abranger não só os clubes grandes em Portugal, mas também os grandes a nível internacional. O grupo City, juntamente com o grupo Red Bull, são os que eu acho que trabalham melhor internacionalmente. Como Manchester City há só um e não pode absorver, nesta primeira fase, este tipo de jogadores como o Ferraresi ou o Meshino, para nós é uma grande oportunidade manter um relacionamento em que o City se responsabiliza praticamente com todo o salário dos jogadores. É impossível em Portugal, a não ser os clubes grandes, pagar o que o City paga. Ainda queremos mais um ou outro jogador do mesmo Grupo, que está nas nossas listas, sempre com uma possibilidade de negócio. Depois há outra particularidade na forma como eles trabalham, se o jogador se valorizar eles oferecem uma verba. Ou seja, criam uma expectativa sobre esse atleta e pagam pela mesma. Para um clube como o GD Estoril Praia, acaba por ser bom.

– Como foi o processo da vinda do jovem argentino Lucho Vega, ex-River Plate e um dos grandes destaques da equipa sub-23?
Mais uma vez, parte de um trabalho bastante proativo e de relações que nós temos aqui no clube. Em dezembro de 2019, viajei para ver a Copa Ipiranga, torneio sub-20 que se realiza no Brasil e em que participam equipas como River, Boca, Peñarol, Nacional de Montevideu, e deparei-me com um jogador com a dimensão física, qualidade e nervo que ele tem em final de contrato com o River Plate. E, por coincidência, o agente dele já tinha trabalhado comigo noutras circunstâncias com jogadores do SC Braga, originando-se uma oportunidade de negócio de 50%/50%. A partir daí, acabamos por avançar para o Lucho e temos uma grande expectativa em relação a ele. Porém, como é de calcular, quando há uma mudança radical de um menino de 18/19 anos que chega a Portugal vindo da América de Sul, carece sempre de um período de adaptação, seja ele o Messi seja ele o Lucho. Ainda demorou algum tempo a adaptar-se, chegou em janeiro (2020) e em março o campeonato parou por causa da pandemia, ou seja, esteve 6 meses sem ir a casa. Na época passada, fez uma grande primeira volta nos sub-23, foi passar o Natal ao seu país e apanhou Covid. A somar a isso, quando regressou, teve uma rotura e nunca mais se endireitou, acabando por ter 5 meses perdidos. Esta temporada, iniciou a pré-época, já se estreou pela equipa principal, faz parte da mesma e temos grande expectativa em relação a ele.

Falando da época passada, considera que o plantel estava acima da realidade da II Liga ou superou as suas expectativas?
Para ser honesto, nós jogamos muito por fora. Na 1ª época que estive cá, “morremos na praia”, na 2ª temporada tivemos oscilações. Já vou para o meu 4.º ano aqui no clube com a particularidade de ter tido 3 presidentes, com 3 administrações diferentes, com 3 formas de pensar diferentes, ou seja, todos os anos há uma história para começar de novo. Passamos a mensagem para fora que o nosso objetivo era vender jogadores, valorizá-los e deixar um pouco a pressão de ganhar de lado e, em simultâneo, internamente, criámos o objetivo de subir de divisão. Portanto, para ser sincero, nós, internamente, sempre fomos candidatos à subida. Acima de tudo, tivemos uma equipa técnica muito boa, conseguimos ter um treinador que se ligou muito ao grupo de trabalho, incluindo staff e administração. E é isso que faz o GD Estoril Praia ter sucesso: a grande estrutura e organização, independentemente de ter bons jogadores e bons treinadores. O jogador só tem de se preocupar em jogar e o treinador só tem de se preocupar em treinar. E isso foi um trabalho de 3 anos, começado a partir do zero, com departamento de scouting, departamento de performance, departamento de acompanhamento ao jogador, departamento clínico do melhor que existe em Portugal… Todo este investimento está a dar frutos agora. Quando eu dizia há um mês atrás que nós íamos estar preparados para o que aí vinha, não estava errado. Até podemos ter o azar de descer de divisão, mas que estamos preparados em termos estruturais para o aí vem, não tenho a menor dúvida. Para não fugir à tua questão, as expectativas não foram boas, foram muito boas! A partir da nossa saída da Taça de Portugal, penso que foi notória a nossa superioridade, até pela forma de jogar e valorização do próprio jogo. É significativo quando buscamos jogadores como Francisco Geraldes ou Meshino… Temos essa particularidade de procurar jogadores que encaixem no nosso modelo de jogo. E há outra coisa importante: neste clube, não trabalhamos em função do treinador, mas sim em função do modelo do treinador, ou seja, quem escolhe os jogadores sou eu e o departamento de scouting, sempre em função daquilo que é a ideia do jogo do Bruno (Pinheiro). E isto porquê? Porque o Bruno amanhã tem o Benfica ou o Sporting e vai embora e depois ficaríamos com os jogadores escolhidos por ele, daí preferirmos dar uma lista ao treinador. É esse o nosso processo internamente aqui. Os jogadores do GD Estoril Praia vêm em função do projeto do clube, sempre em consonância com o treinador.

Considera que foi um risco apostar num treinador sem grande experiência como treinador principal?
Também foi um risco apostar no Luís Freire que veio para o GD Estoril Praia sem curso nunca tinha passado pelo futebol profissional e nós demos-lhe um Ferrari e ele conseguiu-o conduzir, não tendo sido por ele que não subimos. Nós procuramos aquilo que é o melhor para o clube e eu não ligo muito ao facto de ter ou não experiência, até porque sou um pouco contra números, etc. A meu ver, devemos fazer aquilo em que acreditamos. E eu sou um apostador nato, arrisco muito por natureza. O risco faz parte do meu dia a dia, não vou pelo que as outras pessoas dizem ou pensam. Também falho, também erro, mas também tenho conseguido acertar muitas vezes. Basta falar de alguns nomes como Marcos Antônio (Shakhtar), Matheus Nunes (Sporting) ou Toti Gomes (Grasshoppers, cedido pelos Wolves), todos eles completamente desconhecidos que foram valorizados e projetados cá. Por isso, em relação ao Bruno, claramente que tem um futuro promissor, é muito forte, se é que não é dos melhores que trabalhei até hoje, está no top 3 dos mais fortes que eu já vi no treino e na comunicação. Estamos muito felizes com o trabalho que tem realizado e, sem dúvida alguma, que tem valorizado não só os nossos jogadores como também o clube.

Qual é a maior dificuldade no papel de um diretor desportivo nos dias de hoje?
Aqui temos uma hierarquia muito bem definida. Temos um CEO, que é o Guilherme Müller, depois eu e, a partir daí, existem os gabinetes abaixo até chegar ao treinador, etc. Em cima, há uma organização que é constituída pelos administradores e os donos do clube que, neste momento, são espanhóis. Existe uma grande confiança da parte da administração para connosco e temos um orçamento para cumprir à risca. Nesse sentido, eu não tomo decisões apenas pela minha cabeça, mas sempre com a intenção de ouvir e delegar no próximo. Quando digo que tenho o André Sabino, que é o responsável pelos sub-23, e o Vasco Varão, que é responsável pela primeira equipa, eles têm a maior liberdade com a máxima responsabilidade. Se não conseguirem resolver algo sozinhos, pedem ajuda e eu faço igual. Preciso muito das pessoas que trabalham comigo, valorizo-as muito e, acima de tudo, dou-lhes muita liberdade com responsabilidade. Por isso, a minha grande dificuldade é quando me falham e não em termos operacionais, porque aí o clube está muito bem preparado, desde a chegada dos jogadores, exames médicos ou preparação de refeições. 50% dos problemas que tinha há 3 anos já deixei de os ter. Agora, a minha preocupação é tentar que o grupo seja coerente com as decisões do treinador, com o que o clube dá e sempre com exigência máxima. Somos o GD Estoril Praia, mas exigimos como se fossemos o Benfica, FC Porto ou Sporting. Rigor e profissionalismo têm de ser pontos chaves.

Falando de um caso particular, na temporada passada, o Chiquinho baixou à equipa sub-23 depois de se ter estreado e de ter feito alguns jogos pela equipa principal. Foi fácil gerir as expectativas do jogador?

 Há uma coisa que nós implementamos bem desde o primeiro dia: as regras do jogo. Um jogador não é contratado para os sub-23 nem para a primeira equipa, é contratado para o clube. Se isso for explicado desde o início, os jogadores já sabem as regras do jogo. O fruto disto tudo é a equipa principal, portanto o Chiquinho, que já está comigo há 3 anos, é um jogador que já sabe o processo todo. Quando existe a indicação de ir jogar pelos sub-23, é porque é uma mais-valia. Se não joga em cima, vai jogar em baixo e ter mais minutos.

– Focando mais na sua carreira, o Pedro vê-se noutra função que não diretor desportivo?
Eu faço o que mais amo. Há uma coisa que eu nunca deixei de ser e acho que nunca vou deixar de ser: ser scout. Hoje, se me perguntarem se queria ir trabalhar como scout, não, porque sou feliz na minha atual profissão. Trabalhei muito para chegar a diretor desportivo, mas foi algo natural e consequência do trabalho realizado. Não coloco metas a longo prazo, mas sim no dia a dia, no rigor, no profissionalismo, na ambição de querer mais e chegar a um patamar diferente do que é o GD Estoril Praia. Não me revejo como treinador, nunca o quis ser, mas scout vou ser para sempre. Também não me revejo como diretor geral nem como presidente. Tenho muito boa relação com os agentes, mas não me revejo do outro lado. Não quer dizer que amanhã, por necessidade, tenha de experimentar, mas hoje estou muito feliz com a profissão que tenho e acordo todos os dias com a maior satisfação do mundo. Gostaria muito de ter esta função por muitos anos, seria bom sinal.

– Como sabe, o mercado de diretores desportivos está na “moda”. Já teve abordagens para subir de patamar?
Mentiria se dissesse que não recebi ofertas a nível nacional, e até internacional, para um patamar financeiro superior ao GD Estoril Praia. Eu quero ter um crescimento de forma sustentável. Acabei de jogar aos 30 anos e aos 38 já sou diretor desportivo. As coisas aconteceram de uma forma tão rápida que, quando eu acabei a carreira de futebolista, se me dissessem que passados 8 anos eu seria diretor desportivo do GD Estoril Praia numa dimensão e responsabilidade altas, eu não ia acreditar, acharia que era completamente impossível. Foi tudo tão natural, hoje sou melhor scout do que era há 4 anos, sou melhor diretor do que era há 3 anos e espero ser, daqui a 5 anos, um diretor diferente daquilo que sou hoje. Uma das grandes vertentes que a gestão desportiva me deu foi na relação interpessoal. Tem de haver sempre uma linha que separa o jogador, treinador e diretor desportivo e no meu primeiro ano ainda olhava muito para o jogador como se eu fosse um deles. A chave foi ter saído do banco para a bancada, dar os meus pontapés na garrafa, desabafar sozinho e não passar as minhas emoções para os jogadores nem para as equipas técnicas. Logo aí, houve um grande crescimento da minha parte em termos de direção desportiva. Hoje, um diretor desportivo é muito mais do que só contratar bem ou mal. Existe uma gestão ampla de tentar delegar, a quem está abaixo de ti, responsabilidades para que essas pessoas se sintam completamente preparadas para saberem o que fazer se o “Pedro” não estiver. Não tenho problemas em ensinar aquilo que eu faço até porque eu também vou aprender com eles. O meu desejo é criar um futuro Vasco Varão ou André Sabino como diretores desportivos, ou seja, passar a minha mensagem para que eles possam aprender comigo e eu com eles. Não me vejo daqui a 2/3/4 anos num Benfica, Sporting, SC Braga ou City, porque as coisas têm acontecido de uma forma tão natural…que eu trabalho todos os dias com o intuito de, no dia em que eu sair, deixar algo bonito no GD Estoril Praia. Quero ser uma pessoa relembrada daqui a 20 anos pelo trabalho que deixei no clube. Aquilo que eu mais quero na vida é, primeiramente, ver as minhas filhas a crescer. Hoje sou um privilegiado porque durmo todos os dias em casa e tenho uma vida familiar que corresponde a 10% e o futebol fica com os outros 90%. Ou seja, tenho a sorte de ter uma família que compreende a minha profissão, respeita o espaço e o facto de eu chegar a casa à 1h da manhã, não ter fins de semana, horários trocados, etc. É necessário este equilíbrio para se ter sucesso e eu, sinceramente, se não tivesse este apoio familiar sobretudo da minha esposa, não teria tanta capacidade de trabalho que tenho hoje.

– O ponto alto da sua carreira até agora foi a subida à 1ª Liga com o GD Estoril Praia?
Foi a subida de divisão, ser campeão nacional sub-23 e vencer a Taça do mesmo escalão. Ganhar esses 3 troféus num só ano com o GD Estoril Praia, acho que simplesmente é um orgulho enorme. Foi um feito histórico.

– Para terminar, o Pedro é um dos maiores obreiros do sucesso do clube. Sente que atualmente é olhado de outra forma?
Sinto respeito e, se calhar, algum receio do que aquilo que o GD Estoril Praia vai apresentar. Consoante os reforços que vão chegando, eu sinto que as outras equipas terão de contar connosco. Não vamos ser os “coitadinhos”. Vamos ser aquela equipa que subiu, que até pode descer, mas que de alguma forma se preparou para não ser “o coitadinho” da 1ª divisão. Certamente vamos “chatear” muita gente, tentar criar surpresa para quem não está ligado ao futebol. Há uma coisa indiscutível: as pessoas que trabalham comigo são muito boas e o GD Estoril Praia tem uma estrutura muito forte.

Hugo Moura

hugo7
Author: hugo7

9 Comentários

  • Ricardo Lopes
    Posted Agosto 7, 2021 at 10:01 pm

    Iniciativa muito interessante! Pedro Alves é um dos bons diretores desportivos em Portugal, fazendo atualmente um bom trabalho no Estoril. Acho que ninguém coloca a equipa da linha como uma das favoritas a descer. Contratam com critério e jogadores com boa margem de evolução. Gostei muito de quando o Pedro referiu que as contratações eram feitas para o Estoril, não necessariamente para a equipa A. Significa que o treinador conta com todos e está atento ao que os ativos do clube fazem. Por outro lado os jogadores sabem que se não derem o litro, há outros a cheirar o lugar. Também estou plenamente de acordo quando aborda o grupo RB e City, são modelos a seguir.
    Um bom diretor desportivo que neste momento está no desemprego (penso eu) é o Diogo Boa Alma. Será que ninguém pega nele? O trabalho realizado no Santa Clara foi brutal.

  • Abbas
    Posted Agosto 7, 2021 at 3:25 pm

    O que pessoas que trabalham na formação de alguns dos melhores clubes portugueses foi exatamente o mesmo nas respetivas áreas. O Leipzig e o Manchester City estão muito à frente dos restantes clubes na qualidade dos equipamentos de preparação física, centro de treinos, análise estatística ou scouting, por exemplo.

  • DNowitzki
    Posted Agosto 7, 2021 at 2:43 pm

    O Red Bull é um projeto interessante, mas com características muito específicas.

    Basta ver o que tem vindo a fazer, por exemplo, com o Bragantino.

    Isto tem a ver com outro tema em que é preciso começar a pensar: o que fazer com as SAD.

    Das duas, uma: ou se mantém como está e seremos sempre parte de uma terceira linha europeia, ou obdicamos do controle da SAD para subir uns patamares.

  • Botija
    Posted Agosto 7, 2021 at 2:27 pm

    Muito top esta entrevista!!

  • Kacal
    Posted Agosto 7, 2021 at 1:08 pm

    Excelente iniciativa VM, sempre a inovar e mais à frente! Obrigado e muitos Parabéns!

    Desejo toda a sorte e sucesso ao Pedro Alves no Estoril daqui em diante e na sua carreira, sou simpatizante do Estoril e é um clube com uma simpatia e um projecto que não deixa nenhum indiferente, faz falta na 1ª Liga e espero que possam estabilizar e crescer mais. Força Estoril!

    PS: traga lá o Kléber de volta, Pedro. Ahah

    • Rui Miguel Ribeiro
      Posted Agosto 7, 2021 at 3:39 pm

      Caro Kacal, sempre o irredutível Kleberista!!! :-)

      Já agora, ele ainda joga?

      • Kacal
        Posted Agosto 7, 2021 at 8:21 pm

        Claro Rui, não podemos desistir de algo só porque já não está em certo patamar, apoiar incondicionalmente!! ;)

        Joga sim, por acaso até joga na 1ª Liga Japonesa num clube que já foi histórico (Yokohama FC). Infelizmente a época colectiva não tem corrido bem estão em último lugar e com um registo de golos marcados-sofridos e de pontos muito fraco, mas pronto. Na época anterior na J2-League (2ª divisão japonesa) fez 17 golos. Ainda tem 31 anos e está bem fisicamente podia ser uma mais-valia num clube como o Estoril até por se sentir em casa lá, daí ter sugerido e adorava vê-lo na Amoreira de novo!

    • Estigarribia
      Posted Agosto 7, 2021 at 3:07 pm

      Kacal,

      Uma dupla composta por Kleber e Adriano Castanheira e o Estoril voava no campeonato ?

      Saudações Leoninas

      • Kacal
        Posted Agosto 7, 2021 at 8:22 pm

        Ahahah Estigarribia olha que não me importava nada de ver! O Adriano mais móvel, o Kléber mais fixo seria uma dupla que se complementaria e no patamar de Estoril faria diferença!

        Saudações DesPortistas

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