Sp. Braga 2-0 Partizan (Lima 35´e Matheus 90´)
O Braga quebrou o jejum de golos e vitórias na Liga dos Campeões, e bateu esta noite um desinspirado Partizan por duas bolas a zero. Revelava-se um jogo importante para ambas as equipas, pois partiam para esta 3ª jornada sem qualquer ponto somado, e como tal o terceiro lugar do grupo muito provavelmente estará destinado ao melhor destas duas equipas. A vantagem, para já, vai para os minhotos.
Domingos começou a partida com uma mentalidade mais atacante que o costume, com a presença de 4 jogadores de cariz ofensivo, deixando o meio campo entregue apenas a Vandinho e Madrid. Luis Aguiar e Salino começaram no banco. Estas opções acabaram por se traduzir num menor controlo de jogo e da posse de bola dos bracarenses do que seria de esperar. A primeira parte decorreu com muita vontade e garra, mas muitas vezes com pouca clareza na hora do passe. O golo esse, surge no primeiro remate à baliza do Braga, excelente execução de um livre por parte de Lima, mais uma vez importante e a marcar um belo golo. Estava feito o que contra o Shakthar não se conseguiu: facturar quando há oportunidades. A segunda parte surge com algum trabalho para Stojkovic na baliza sérvia, com uma boa defesa a responder a um cabeceamento de Paulão. No entanto o Partizan colocou o pé no acelerador, e conseguiu em alguns lances incomodar a defensiva bracarense, com Felipe e Sílvio muito bem a evitar males maiores. Com o meio campo refrescado, o Braga podia ter acabado com o jogo, Matheus falha na cara de Stojkovic, mas um pouco mais tarde, aos 90, num contra ataque de Alan e participação de Luis Aguiar, Matheus sem ninguém na baliza, faz o resultado final. O Braga fica assim bem colocado para continuar na Liga Europa, faz mais um encaixe financeiro assinalável, e ganha moral para o que falta desta fase de grupos, onde se revela crucial pontuar na Sérvia, onde um empate à partida será suficiente para garantir o 3º lugar do grupo.
Destaques
Lima – começa a tornar-se numa espécie de amuleto da sorte na Liga dos Campeões. Tal como em Sevilha, onde marcou um hat-trick, hoje foi muito importante para a vitória do Braga marcando o primeiro golo. Considero que o seu rendimento seria maior jogando como 2º avançado, já que vem muitas vezes atrás buscar jogo, e é bastante móvel, mas estando a jogar como a principal referência atacante, como foi hoje o caso, a área estava muitas vezes deserta, o que acaba por condicionar as manobras ofensivas de qualquer equipa.
Matheus – mais um golo para a conta pessoal do brasileiro, que hoje jogou na extrema esquerda. Esteve irrequieto como sempre, se bem que menos perigoso que o habitual, com mais preocupações defensivas e diferente posicionamento em campo, que a táctica lhe exigia. Mesmo assim marcou, e falhou outra grande ocasião.
Alan – o ala direito bracarense anda em baixo de forma. Hoje esteve algo inseguro, em passes, desmarcações, não rematou quando devia (talvez pelas oportunidades que teve exigirem um bom pé esquerdo), mas foi crucial no contra ataque do segundo golo, pela desmarcação e no bom passe que permitiu o 2-0.
Sílvio e Felipe – Exibição segura de ambos os jogadores, os melhores da defesa no jogo de hoje.
Madrid – voltou à titularidade e correspondeu muito bem. Não complicou o jogo, como é típico dele. Trocas de bola seguras, bom recuperador do esférico, e nada a assinalar quanto à cobertura de espaços. Revelou-se uma alternativa válida a Vandinho.
Partizan – a equipa parece ser claramente a mais fraca deste grupo. Hoje, Stojkovic, guarda-redes do Sporting, bateu-se bem, não tendo culpa nos golos e evitando pelo menos outros dois. Não acusou o recente incidente com os adeptos sérvios. Moreira, o português, jogou apenas os primeiros 45 minutos. Batalhador, mas inconsequente. Por fim Cléo, acabou por passar ao lado do jogo, bem marcado pelos centrais bracarenses. Na única oportunidade que teve, Felipe negou-lhe o golo com uma bela defesa.

