Após uma temporada extremamente negativa, onde os Leões terminaram no 3.º lugar da Liga, foram eliminados numa fase precoce nas Taças e das competições europeias e com a maioria dos reforços, apesar de cotados, a revelarem-se verdadeiros flops, o Sporting sabia que era preciso agitar e encarou o mercado de frente, preparando a época e o plantel desde cedo. Jorge Jesus manteve-se no comando técnico, mas o elenco voltou a sofrer várias alterações. Chegaram elementos de peso como Mathieu, Coentrão, Doumbia, Acuña e Bruno Fernandes, além de outros como Battaglia, Piccini, Salin, André Pinto ou Ristovski e mantiveram-se as principais peças, nomeadamente os capitães Rui Patrício e William Carvalho, Gelson Martins, Coates e Bas Dost, pelo que as expectativas no arranque da temporada eram elevadíssimas. Adrien ainda começou a época, mas viria a sair no final de Agosto, acompanhando outros como Rúben Semedo, Beto, Schelotto, Zeegelaar, Jefferson ou Bryan Ruiz, embora este ainda fosse reintegrado mais tarde depois de ser colocado a treinar à parte. Além disso, Janeiro marcou uma abordagem novamente incisiva ao mercado, com as entradas de Wendel, Misic, Lumor e Montero, contrastando com as saídas de Alan Ruiz, Jonathan e Iuri Medeiros. Estavam, por isso, reunidas todas as condições para o sucesso, mas os Verde e Brancos voltaram a baquear, conquistando apenas a Taça da Liga e tendo uma semana final verdadeira caótica, com a derrota na Madeira e perda da possibilidade de acesso à Liga dos Campeões, agressões dos ultras na Academia aos atletas e equipa técnica (veremos as consequências) e, por fim, desaire na final da Taça de Portugal, perante o estreante D. Aves. Posto isto, urge efectuar um balanço em relação ao que se passou, analisando o rendimento de cada elemento do plantel, evidenciando aqueles que foram os melhores e os piores do ano e fazendo um juízo de prognose sobre aquilo que será o Sporting na próxima temporada.
Baliza
Rui Patrício (30 anos; 56 jogos, 5100 minutos) – Um indiscutível e o elemento mais regular dos Leões, apesar da última imagem na Madeira ser negativa. Totalista no campeonato, Patrício assumiu muitas vezes o estatuto de salvador, efectuando várias defesas de bom nível em diversas partidas, que valeram pontos numa equipa que consentia demasiadas chances aos adversários e que obrigava o seu guardião a ser chamado ao trabalho recorrentemente. Tem-se falado da sua saída insistentemente (a direcção parece querer empurrá-lo para fora do clube), sendo que, após 11 temporadas na formação principal leonina, deixaria certamente uma herança pesada para o sucessor, mesmo não tendo sido campeão.
Romain Salin (33 anos, 4 jogos, 360 minutos) – Ocupou o lugar de Beto “sem custos”, mas, apesar do elevado número de partidas oficiais do clube, raramente foi aposta, alinhando apenas em duas partidas da Taça da Liga e duas da Taça de Portugal. Um elemento experiente, mas que não pode aspirar a mais na equipa. Com mais um ano de contrato deve permanecer.
Defesa
Cristiano Piccini (25 anos, 40 jogos, 3466 minutos) – Um dos reforços desta época (3 ME) e o dono da lateral direita leonina durante a maior parte do tempo. Aquilo que o italiano poderia acrescentar era uma incógnita, visto que vinha de temporadas intermitentes no Bétis, mas desde cedo mereceu a confiança de Jesus e pode-se dizer que cumpriu. Não é de floreados, mas é um defesa fiável, equilibrado e forte fisicamente. Ofensivamente não será o ideal, mas chegou a ter um bom período até se lesionar. A partir daí não voltou a ser o mesmo, mas fica na memória aquilo que de bom fez.
Stefan Ristovski (26 anos, 30 jogos, 2381 minutos) – Chegou por mais de 2 milhões depois de duas boas temporadas no Rijeka e, apesar de nunca ter sido um titular, acabou por efectuar alguns jogos importantes e mostrar qualidades, dotando uma maior capacidade para oferecer profundidade do que Piccini e muita velocidade pelo flanco. Contudo, a defender não possui a mesma solidez. Deve permanecer.
Sebastián Coates (27 anos, 54 jogos, 4890 minutos) – Titular há dois anos e meio, o uruguaio é outro dos indiscutíveis de Jorge Jesus. Alto e forte na marcação e no jogo aéreo (5 golos), não tem oposição interna no eixo defensivo e possui um perfil de líder, levando a equipa para a frente em várias ocasiões. Contudo, a sua lentidão por vezes é um problema, algo visível na final da Taça, tal como as suas desconcentrações, sendo que quando o nível sobe tem mais dificuldades. Ainda assim, uma das unidades mais fiáveis no cômputo geral e que estará no próximo Mundial.
Jeremy Mathieu (34 anos, 48 jogos, 4192 minutos) – Um dos reforços mais sonantes (a “custo zero”), em face de passagens por Valência e Barcelona, que não defraudou as expectativas (acabou até por jogar mais do que se esperava). A qualidade do francês foi notória desde cedo (e quando não esteve em campo sentiu-se), tanto em termos defensivos (apesar da veterania, é rápido e forte no desarme, posicionamento e antecipação) como com bola. Fará 35 anos em Outubro, mas, com contrato até 2019, deverá fazer mais um ano em Alvalade, embora seja difícil repetir o tempo de utilização.
André Pinto (28 anos, 17 jogos, 1358 minutos) – Jesus definiu a dupla de centrais desde cedo e, por isso, o ex central do SC Braga, que chegou também a “custo zero”, foi sempre uma 2.ª opção. Tal como Ristovski, ainda efectuou alguns jogos de relevo, mas não deu a mesma segurança dos titulares. Pelo perfil pesado precisa de mais rodagem para mostrar o seu valor, mas será surpreendente se um central com as suas limitações técnicas e tão lento se consiga algum dia afirmar no clube. Prescindivel, até porque tem problemas físicos frequentemente e também porque Marcelo acabou de assinar.
Fábio Coentrão (30 anos, 44 jogos, 3584 minutos) – Outra cara nova com peso, que já tinha trabalhado com Jesus, mas que nada tem a ver com o Coentrão desse tempo. Gerido com pinças todo o ano, acabou por, possivelmente, ser titular mais vezes do que se esperava, mas sendo substituído frequentemente e revelando muitas dificuldades perante adversários rápidos e potentes. Com bola possui qualidade como poucos no plantel e entrega-se de corpo e alma à camisola verde e branca, mas o seu estado físico não lhe permite mostrar mais. Cedido pelo Real Madrid, o seu futuro é uma incógnita, mas é provável que o clube o tente manter.
Jonathan Silva (23 anos, 13 jogos, 775 minutos) – Começou a temporada no grupo e teve uma utilização interessante na primeira fase, fruto das debilidades físicas de Coentrão, mas, tal como na primeira pasagem, ficou aquém do exigível. Rápido, mas muito quezilento, nervoso, com dificuldades com bola, no posicionamento e no um contra um, acabou por sair, surpreendentemente, para a Roma em Janeiro, a título de empréstimo. Dificilmente terá nova chance.
Lumor Agbenyenu (21 anos, 7 jogos, 127 minutos) – Cumpriu meio ano no Portimonense, após regressar da Alemanha e deu o salto em Janeiro, tendo como função ocupar o lugar de Jonathan no plantel. Contudo, raramente foi opção, com Acuña a ser a 2.ª escolha para a lateral esquerda. Um elemento jovem, que chegou por uma verba considerável (2,5ME) e que tentará mostrar serviço na pré-temporada.
Médios
William Carvalho (26 anos, 38 jogos, 3242 minutos) – Campeão da Europa em 2016, um dos capitães e indiscutíveis do treinador, mas que este ano ficou muito aquém do exigível. Fosse por lesões (a partir de Março pouco contou) ou incapacidade de fazer mais, a verdade é que William teve uma temporada infeliz, contando-se pelos dedos da mão as partidas em que fez a diferença. Lento, muitas vezes displicente e sem conseguir dar a qualidade na saída de bola que já mostrou no passado, deve estar a fazer as despedidas do clube que o formou, tendo o Mundial para se poder destacar.
João Palhinha (22 anos, 8 jogos, 286 minutos) – Um dos elementos para fazer número nos treinos. Pelo 2.º ano consecutivo, o trinco quase não se viu, sendo apenas titular com o Astana em casa e em Oleiros. Tem porte físico e capacidade no jogo aéreo, é da casa, mas continua sem espaço. Se quiser jogar mais terá de sair.
Radosav Petrovic (29 anos, 13 jogos, 728 minutos) – Um “jogador fetiche” de JJ, mas que é apenas a 3ª opção para médio defensivo, atrás de William e Battaglia, e, a partir de Janeiro, a 4.ª solução para central. Também é alto, mas é lento, pouco ágil, faltoso e tem dificuldade em ter bola quando é pressionado. Rubricou uma boa exibição com o Atlético, alinhando como um dos 3 centrais, mas é outro que dificilmente pode aspirar a mais no clube. Para vender.
Rodrigo Battaglia (26 anos, 57 jogos, 4001 minutos) – O jogador utilizado em mais partidas. Chegou para ser o suplente do duo William-Adrien, mas com a saída do ex capitão ganhou outro protagonismo na equipa, sendo quase sempre opção fosse a “6” ou a “8”, embora durante um período tenha sido relegado para o banco. Motivou um negócio avultado com o SC Braga (3,5ME, além de Jefferson cedido e Esgaio em definitivo), mas foi um jogador que rapidamente caiu no goto dos adeptos pela sua entrega em campo. É forte no transporte e tem muita capacidade física como JJ gosta, mas tem limitações claras na construção e no posicionamento. Atraiu atenções lá fora, ao ponto de estar na pré-convocatória de Sampaoli para o Mundial, mas deverá ser o mais forte candidato a ocupar o lugar de William, caso o português saia. Um jogador útil, mas que não pode ser um indiscutível.
Wendel (20 anos, 4 jogos, 114 minutos) – Um dos investimentos mais fortes do ano (8,8ME), mas rapidamente o treinador disse que não estava pronto e que era um elemento para o futuro. Com cartel no futebol brasileiro (chegou a ser associado a PSG e FC Porto), esperava-se mais do menino, dado que na realidade actuou apenas em dois desafios (nos outros dois entrou aos 90’). Tem técnica e acrescenta critério, mas falta-lhe soltar-se e mostrar o talento que exibiu no Brasil. Será certamente um dos nomes a seguir de perto na próxima época.
Josip Misic (23 anos, 6 jogos, 146 minutos) – Também chegou em Janeiro (3ME) e demorou a merecer a confiança de Jesus. Tem alguma técnica, faz vários lugares, mas está a dar os primeiros passos num registo mais competitivo. Não deu para tirar conclusões, mas terá de mostrar-se no reatar dos trabalhos.
Mattheus Oliveira (23 anos, 4 jogos, 140 minutos) – Por oposição, partiu em Janeiro para Guimarães. Até lá praticamente não se viu, sendo titular em duas ocasiões, mas estando muito longe de convencer. Tem um bom pé esquerdo, mas isso não chega. Lento, previsível, embora tenha sido sempre colocado na ala esquerda. Dificilmente voltará ao clube.
Bruno Fernandes (23 anos, 56 jogos, 4706 minutos) – O melhor jogador da temporada. Levantaram-se algumas dúvidas quando aterrou em Lisboa, sobretudo pelo custo do seu passe (8,5ME), mas o antigo médio de Sampdoria e Udinese não desapontou e excedeu até as expectativas em determinados momentos. Com vários golos de elevado requinte técnico, grandes passes e um espírito de sacrifício notável (60 jogos no total), os números de Fernandes não enganam (16 golos e 20 assistências) e desde cedo se percebeu que muito daquilo que o Sporting conseguisse fazer este ano passaria pelos seus pés e pela sua visão. Um médio total, que a Europa já segue com atenção e que fez por merecer a presença no Mundial. Será fundamental segurá-lo.
Bryan Ruiz (32 anos, 33 jogos, 1839 minutos) – Um dos casos do ano. Foi afastado do plantel, supostamente porque não contava, mas rapidamente se percebeu que havia sido uma imposição da direcção para ser vendido. Acabou por não se transferir e foi reintegrado no plantel, assumindo desde logo a importância que sempre teve para Jesus. Um jogador experiente, requintado e com visão de jogo, que veio dar critério ao miolo. Estranhamente desapareceu na recta final, embora seja notório que já possui alguma falta de andamento para este nível. Termina contrato e sai de Alvalade com a sensação de que podia ter conquistado mais.
Bruno César (29 anos, 33 jogos, 1381 minutos) – Outro caso estranho. Sempre teve a confiança de Jesus e até teve uma fase interessante com dois golos na Champions, mas depois foi perdendo gás, fez alguns jogos maus como Estoril e Tondela e depois teve uma lesão que o afastou até final. Há quem aponte um desentendimento com o técnico como explicação para o seu ocaso, mas Bruno César, apesar de não ser mau, nunca foi extraordinário (também raramente joga no seu lugar) e pode também estar na porta de saída.
Marcos Acuña (26 anos, 54 jogos, 4023 minutos) – O reforço mais caro (perto de 10ME), que chegava com lastro da Argentina e que não teve problemas em se fixar no 11. Não é um extremo, não é forte no um contra um e isso foi um problema em alguns jogos, uma vez que se sentia a falta de desequilibradores. Contudo, Acuña possui sangue na guelra, não dá uma bola por perdida e tem um pé esquerdo poderoso, muito forte nas bolas paradas e nos cruzamentos. Terá de evoluir no próximo ano, pois continua a “picar-se” muito com os adversários e a parecer viciado em cruzar, sendo que pode ainda ser uma opção interessante a lateral, posição que fez diversas vezes este ano já.
Rúben Ribeiro (30 anos, 18 jogos, 706 minutos) – Com um treino entrou directo no XI e fez uma assistência com o D. Aves, mas com o desenrolar dos acontecimentos foi perdendo a aura que trazia de Vila do Conde e tornou-se num dos jogadores mais criticados. De protegido pelo presidente a quase colocado no mercado pela bancada, a história de Rúben Ribeiro é algo já muitas vezes visto em Portugal, isto é, um elemento que quando atinge um certo patamar (e Rúben já chegou tarde ao topo do futebol português) não consegue exibir-se ao mesmo nível. Será estranho se permanecer no clube.
Avançados
Gelson Martins (23 anos, 52 jogos, 4366 minutos) – Os números nem são maus (13 golos e 13 assistências), mas de Gelson espera-se sempre mais. Muito irreverente, rápido e com qualidade no drible, mas igualmente trapalhão, displicente e incapaz na hora de definir. Saiu como réu da Taça ao falhar dois golos cantados, sendo que se quiser atingir o topo terá de melhorar rapidamente essa vertente. O problema é que já há dois anos que isto se diz e Gelson continua na mesma. Ainda assim, será uma das jóias mais cobiçadas e que poderá sempre sair a qualquer momento.
Daniel Podence (22 anos, 20 jogos, 1055 minutos) – Outro desaparecimento (parou a meio de Janeiro) que tirou soluções à equipa, visto que Podence oferece uma variedade de soluções que mais ninguém consegue no plantel, já que há poucos elementos com a sua velocidade em espaços curtos e inteligência de movimentos. Descartado nos jogos “a sério”, nunca marcou um golo pelo clube e terá de combater essa lacuna no próximo ano.
Iuri Medeiros (23 anos, 11 jogos, 437 minutos) – Depois de vários empréstimos positivos, voltou à casa, mas, após partidas mal conseguidas com Tondela e Moreirense, desapareceu das contas do treinador. Ainda marcou na goleada ao União, mas já era tarde e acabaria por ser cedido ao Génova em Janeiro. Tem técnica e qualidade de remate, mas pareceu acusar a pressão e a sua lentidão aliada ao facto de não estar habituado a jogar tão vigiado não ajuda.
Alan Ruiz (24 anos, 8 jogos, 382 minutos) – Terminou bem a última temporada, mas, apesar de JJ sempre parecer acreditar muito nele (chegou a dizer que fazia a melhor dupla em Portugal com Dost), defraudou muito as expectativas. Lento, pesado e complicativo, sentiu muito a diferença no futebol europeu e em Janeiro voltou à Argentina emprestado ao Colón, o seu antigo clube.
Rafael Leão (18 anos, 5 jogos, 134 minutos) – A nova coqueluche da formação leonina. Perante a onda de lesões que assolou o plantel a dada altura, Leão foi chamado à equipa principal e deu nas vistas, desequilibrando no triunfo com o Moreirense e marcando no Dragão já depois de ter facturado em Oleiros. Depois teve uma lesão muscular e desapareceu. A estrutura estará esperançosa na possibilidade de explodir na próxima época.
Fredy Montero (30 anos, 21 jogos, 849 minutos) – Regressou para terminar o trabalho que não foi possível na primeira passagem e, apesar de não ter sido possível, não se pode dizer que tenha estado mal. Não é um avançado de topo e, por vezes, alheia-se do jogo, mas tem qualidades singulares (rato de área, com uma inteligência de movimentos formidável) que lhe permitiram destacar-se nomeadamente com o Plzen e o Atlético. A sua continuidade é uma incógnita.
Seydou Doumbia (30 anos, 29 jogos, 1253 minutos) – Esperava-se muito de Doumbia, mas a aposta não correu bem. O avançado rápido e potente do CSKA transformou-se em algo muito diferente, mais posicional, sem gás e que, fruto da pouca técnica, tem dificuldade quando é vigiado de perto. Apontou 8 golos, mas na Liga ficou a zeros e, até pelo elevado salário que aufere, poderá abandonar Lisboa.
Bas Dost (28 anos, 49 jogos, 4029 minutos) – O abono de família. 34 tentos apontados (70 em duas temporadas) e um instinto matador extraordinário que vale muitos pontos. Sem Dost os Leões também praticaram jogos interessantes e é evidente que o holandês não tem de jogar sempre que está disponível, até porque as suas características limitam a equipa em certos momentos (não pressiona e não dá profundidade nem largura) e não são as mais adequadas para determinados jogos. Contudo, na maioria dos encontros em Portugal ter um Dost é determinante, já que cheira o golo constantemente. Um dos melhores avançados que o clube já viu, sendo que o facto de ter 28 anos, do seu contrato terminar em 2019 e de terem ocorrido estes acontecimentos dramáticos do final do ano que o envolveram poderão dar aso a uma saída.
Neste sentido, é notório que, apesar do plantel ter qualidade, ainda há muitas formas de o melhorar, nomeadamente transferindo os jogadores insatisfeitos e, acima de tudo, transformando um modelo de jogo em decadência desde 2016. Jorge Jesus dificilmente continuará e o principal desafio que se colocará ao próximo treinador, que sabe que dificilmente terá tamanho montante para investir depois deste fracasso, será potenciar aquilo que há à disposição neste momento, sendo que Marcelo e Raphinha estão já confirmados para o próximo ano.
Pontos Negativos: William voltou a realizar uma época pobre, principalmente nesta 2.ª metade; Faltou uma alternativa a Bas Dost (Doumbia ficou em branco na Liga); Futebol cauteloso, pouco dinâmico; Burburinho nos últimos meses, com o próprio presidente a condicionar a equipa.
O que é necessário corrigir: Falta um extremo agitador, que acrescente velocidade e capacidade de desequilíbrio (só Gelson foi curto); Dupla Coates-Mathieu dificilmente repetirá o tempo de utilização, o que obriga a procurar uma solução; Encontrar uma alternativa válida a Dost; Estabilizar a posição “8”, que teve muitos candidatos este ano, mas nunca esteve definida (Battaglia tem limitações, Wendel e Misic pouco se viram e Bruno Fernandes foi muitas vezes utilizado nas costas do ponta de lança).
MVP: Bruno Fernandes
Desilusão: William Carvalho
Flop: Doumbia
Rodrigo Ferreira


29 Comentários
Kacal
Foi tudo dito, excelente post Rodrigo!
Quero apenas focar no Gelson e realmente tem todo o talento, velocidade e potencial para ser um extremo de top, mas tarda a “explodir” e talvez só vá consegui-lo quando der o tal “salto”, quem sabe. Mas, caso fique, espero que possa limar certas arestas e afirmar-se de vez para depois rumar a outras paragens. Quando arranca em velocidade e parte para cima do adversário no 1×1 é complicado para-lo e dá gosto vê-lo jogar, neste fim de época é normal que acusasse algum desgaste físico e psicológico. Caso continue por cá, acho que o Sporting deve dar-lhe concorrência para ele ficar alerta e trabalhar sempre no máximo mas também para ter algum descanso e ser gerido, precisa disso. A chegada de Raphinha e o provável regresso do Matheus Pereira irão ajudar nesse processo. Caso ele consiga ser mais inteligente a jogar, não tão impulsivo e trapalhão, melhorando na definição, nesse momento vai “explodir” e ser um extremo de top. Acho que sofre do mesmo mal que o Salah sofria que é correr como um desalmado e depois às vezes quando é hora de finalizar está desgastado e isso também prejudica o foco mental, mas o egípcio melhorou essa parte na última época na Roma e sobretudo no Liverpool e os resultados estão à vista. Espero que aconteça o mesmo com o Gelson e ele “expluda” ao seu máximo potencial!
JoaoMiguel96
Concordo com tudo, Rodrigo.
Primeiro, deixar a nota para JJ. Agradeço as suas atitudes nas últimas semanas, sem dúvida que sim, mas está gasto e a mais. Geriu muito mal o plantel (que dava mais do que garantias), geriu mal os onzes e só acertou o passo na comunicação depois de Madrid. Tem um salário altíssimo e requer grandes investimentos.
Quanto ao plantel, há muita aresta para limar. Desde já, temos que despachar todo o “entulho”. Falo de Petrovic, Doumbia, Mattheus, Jonathan e uns outros tantos. Muito dinheiro mal gasto.
Depois, há que economizar o plantel dado que não entram 20 e tal milhões da Champions. Os miúdos emprestados (mais o que já estão por cá) serão vitais para ter um plantel equilibrado.
Domingos duvido que fique, mas se ficar, a venda de André Pinto terá que ser tratada. Matheus Pereira e Geraldes terão que entrar no plantel. Seriam elementos importantes para a rotação e até para o onze. Mané terá que ser avaliado na pré época e o seu estado físico irá ditar a permanência ou saída. Ainda há Wallyson, mas perdi lhe o rasto no Vitória.
Não ficava com Coentrão. Prefiro ver o Acuna na esquerda, até porque o português tem um salário enorme e já não tem a qualidade de outrora. Palhinha deixa-me dúvidas. Se William sair, a contratação de mais um médio defensivo terá que ser obrigatória passando Batta para suplente e forçando a saída do português. Podence tem que ficar, seja na ala ou no meio, tal como Leão que seria o meu joker no que toca às aulas e ataque. Deixaria Montero no plantel caso não tenha pretendentes.
Algo como isto:
GR: Contratação, Salin
DF: Piccini, Ristovski, Coates, Mathieu, Marcelo, Domingos/André Pinto, Lumor e Acuna.
MC: Contratação, Batta, Wendel, Misic, Bruno, Geraldes
AV: Gelson, Raphinha, Matheus, Podence, Leão, Montero, Dost (Mané se mostrar serviço também ficaria).
Saídas: Rui (está mais do que anunciada), William (idem), Bruno César, Doumbia, Petrovic, Coentrão e Palhinha.
Kacal
Acho que falta aí um PL para alternativa ao Bas Dost, uma alternativa directa com características semelhantes.
JoaoMiguel96
*no que toca às alas e avançado
Rui Miguel Ribeiro
Ooh, agora que eu pensava que estava a devolver o Rafael Leão à escola… ;-)
Joao X
Concordo. Embora não sei até que ponto podemos contar com o Bruno e Gelson.
Acrescento o treinador que gostaria que fosse Quique Setien.
JoaoMiguel96
Sim, esses também são incógnitas, infelizmente.
Quanto ao Seiten, é impossivel. Está na LE com o Bétis e para sair teria que sair para um projeto ainda maior e, muito provavelmente, em Espanha.
Joao X
Pois acredito que sim mas por exemplo o Paulo Sousa, que é outro treinador que gostava de ver no Sporting, também é impossível… A vir, poderá ser o Miguel Cardoso ou Rui Faria.
Walter Sobchak
Acho que é muito dificil neste momento fazer previsões quanto ao plantel do Sporting para a próxima época. Presumindo que vai haver uma quebra de investimento devido ao 3º lugar, penso que uma estratégia que passa por recuperar os jogadores emprestados (Domingos Duarte, Geraldes, Matheus ) e também de elementos que já estão no plantel (Wendel, Podence e Leão) e o reforço Rapinha seria interessante ver o Sporting a voltar ao 4-3-3 pela velocidade que vai apresentar para a próxima época . Neste momento são muita incógnitas face as saídas, mas penso que existe qualidade nos emprestados para fazer face a um eventual desinvestimento na construção do plantel.
FabioMatinhos
Concordo, e gostava de ver esse plantel sinceramente, com as devidas contratações, esperemos que sejam as acertadas, e não caixotes deles, com o Inácio lá … Veremos, treinador eu gostava bastante do Miguel Cardoso, mas deve ir po Lille
Tiago Silva
Excelente post! Muito bem resumida a época desportiva do Sporting, do que se passou dentro das 4 linhas.
Concordo com praticamente tudo e muito vai ter que mudar em Alvalade. O plantel tem muita qualidade, terá que mudar a estrutura começando pelo presidente até ao treinador. O treinador poderiam apostar no Paulo Sousa ou mesmo em Rui Faria. Depois é apostar no 4-3-3 porque o Sporting tem material muito bom para esta tática e poderiam ter um futebol mais dominante e consistente. Este seria o meu plantel:
GR: Patrício, Salin e Pedro Silva
DF: Piccini, Ristovski, Coates, Marcelo, Mathieu, André Pinto, Acuña e Lumor
MD: William, Palhinha, Wendell, Battaglia, Bruno Fernandes e Chico Geraldes
AT: Matheus Pereira, Raphinha, Gelson, Rafael Leão, Podence, Dost e Kléber.
Reparem apenas 1 reforço! Isto se não sair ninguém e poderão ganhar muito com as vendas. Mas é um plantel impossível eu entendo.
Kacal
Pelo menos Patrício e William acredito que saíam, isto dos elementos importantes. Terão depois que colmatar essas saídas com 2 jogadores de qualidade inegável. Mas o restante plantel é possível e até gostava de ver o Kléber no Sporting, acho que fazendo a pré-época, estando ao lado de jogadores de outro nível e de um clube que luta por títulos e tem o controlo em 90% dos jogos da liga, poderia fazer estragos até porquê seria gerido fisicamente porquê Dost seria o titular e podia dar o seu contributo a 100%. Além disso, acho que seria uma alternativa válida e directa ao holandês pelas suas características e conhece bem o campeonato, é acima da média para nível interno. E para um eventual “chuveirinho” ter Dost e Kléber na área seria uma dor de cabeça para os adversários. E está em fim de contrato, claro. Mas só gostaria de o ver lá caso o Sporting se livre do BdC e a paz volte a reinar para os lados de Alvalade. Embora eu preferisse vê-lo num clube abaixo do Sporting mas onde possa ser jogar com mais regularidade e ser protagonista. Nesse sentido Braga seria o desejo!
kurt
William acredito que saia mesmo, já em relação ao Patricio tenho mais duvidas, se bem que eu espero que fique. Em relação ao Kleber, seria sem duvida uma boa alternativa, conhece o campeonato, tem qualidade, é forte no jogo aéreo e nem é lento, logo seria uma opção a ter em conta até porque fica livre e faria facilmente melhor que o Doumbia.
Kacal
Sim, eu disse aquilo em que acreditava mas pode ser que aconteça diferente, claro. É esperar para ver.
Sobre o Kléber, sem duvida. E preferia vê-lo continuar em Portugal em vez de ir para o estrangeiro, confesso.
Tiago Silva
Concordo Kacal, William e Patricio devem sair e dar boas quantias. Com esse dinheiro o Sporting poderia comprar 2 jogadores acima da média. Talvez Armani e Kranevitter, 2 argentinos que fariam muita mossa na nossa Liga.
Kacal
Sim, basta ter visão de mercado e há aí bons elementos para contratar que lá foram até são “mais um” mas cá poderiam ter destaque e fazer mossa. Concordo!
Antonio Clismo
Rafael Leão tem tudo para agarrar o espaço no plantel que deram ao Doumbia (a peso de ouro) e que o costa marfinense fez o favor de não se exibir ao nível exigido.
O Sporting tem muito dinheiro empatado.. É preciso desfazer-se destes Doumbias, Alans Ruiz etc etc
J Silver
Acho muito injusto classificar o Doumbia como flop. As oportunidades que lhe foram dadas foram longe de ser as suficientes e JJ sempre pareceu descartá-lo. Já Leão sinceramente não me convenceu muito mas espero estar errado.
Luisinho
Acabei de falar com uma excelente fonte muito ligada ao universo Sportinguista e posso–vos garantir que já estão a aliciar os jogadores com gigantescas prémios de assinaturas para rescindirem. Ainda muita tinta correrá…
Joao X
Benfica e Porto ou clubes estrangeiros?
Angelberg 1
Vai ser um Verão mexido em Alvalade. Não acho que vá haver jogadores a rescindir mas muitos vão forçar a saida. RP, WC e Bas Dost parece inevitável. Quanto a JJ (que não deve ter clubes interessados) dificilmente sairá pelo próprio pé.
T. Pinto13
Excelente análise.
Manchester Is Red
Não sou nenhum hater e espero estar redondamente enganado, mas cada vez mais sinto que o Gelson não vai ser o que muitos lhe pintam.
Reconheço-lhe muita técnica e irreverência mas vejo-o o jogar e não consigo ficar indiferente à terrível capacidade de decisão que apresenta. Tem tudo para ser de topo mundial no 1×1 mas falta-lhe algo mais.
Espero estar enganado mas… É esperar. Também o Guedes padecia do mesmo mal e teve uma evolução incrível de 1 ano para o outro.
Espero que o Gelson dê o salto para outras paragens e se faça o jogador que promete ser.
Slayer500
Ainda ha cerca de 2 semanas muitos amigos meus diziam que o Jorge Jesus era o melhor treinador de Portugal; Que não havia melhor presidente que o Bruno de Carvalho…agora finalmente abrem os olhos depois de uma época desastrosa por parte do Sporting tendo só de positivo conquistado a Taça da Liga. Mas esta semana ainda vai acontecer muita coisa…. demissões ….rescisões de contrato …
DavidDop
Gostaria de fazer uma análise ao Gelson e somente ao Gelson.
Na minha opinião é um jogador fantástico, com uma qualidade técnica e velocidade fora do normal, que falha, muito, mas mesmo muito na finalização/definição dos lances de ataque. Acho incrível, aliás, acho um tremendo atentado o Gelson ser submetido constantemente ao trabalho defensivo. Acho inacreditável como é que o Jesus, com um meio campo de combate como são Battaglia, William e Bruno Fernandes, não foi capaz de trabalhar compensações defensivas que fizessem com que o Gelson não tivesse de se preocupar tanto com a defesa. O Gelson é apenas e só o único jogador do plantel com capacidade de imprimir velocidade no Sporting, ver um contra ataque do Sporting é a mesma coisa que ver o Bruno Fernandes fazer um compasso de espera para meter a bola em profundidade no Gelson, até aqui tudo bem, não fosse o pobre coitado vir de defender e ainda ter de correr mais 90 metros para o ataque. O que acham que está a acontecer no metabolismo do miúdo quando chega a hora da decisão? Rebentadinho redondo, normal! E depois é isto do primeiro ao último minuto, de Agosto a Maio. Não estou a comparar, mas imaginem jogadores como Messi, Ronaldo, Neymar, Salah a fazerem o que o Gelson faz. Não acredito que fossem o que são hoje, muito menos que teriam as estatísticas que têm. Á uns dias atrás li um artigo sobre o Salah, de um preparador físico/Personal Trainer que percebeu que o grande problema dele era respirar, que se cansava tanto com fintas e sprints que quando chegava a hora da decisão a grande maioria das vezes falhava, porque o corpo dele estava completamente estoirado para tomar a melhor decisão. Mais uma vez repito, não estou a comparar os jogadores mas sim os casos, e acho que o Gelson está a ser completamente mal aproveitado pelo Jesus. Se vier um novo treinador, e se o Gelson ficar no Sporting, pode ser que veja, ou pelo tente dar uma maior liberdade defensiva ao miúdo. Acredito que iria explodir completamente.
FabioMatinhos
Bom ponto de vista! Já que Gelson tem qualidade, parecidas ao de Salah …
M4R7UCH0
Concordo é se Gelson tiver um treinador inteligente so tem a ganhar o melhor para o SPORTING é mudar o sistema para 4-2-3-1 como jogo o Real Madrid mas vezes pos eles jogam apenas com um trinco eu jogava com 2 para deixar o trio da frente mais solto de se gastarem tanto em tarefas defensivas
FabioMatinhos
Bom artigo! Veremos no que vai acontecer nestes dois meses
M4R7UCH0
É bastante complicado formar um plantel para o SPORTING, mas de uma coisa deveria ser ja, a forma de jogar tem que mudar o SPORTING deveria apostar num 4-2-3-1, aproveitava a velocidade de Gelson e tudo de espectacular, os desiquilibrios de Raphinha e Matheus, e não lhes dava tantas tarefas defensivas, tal como joga o Real Madrid digo isso porque jogando assim tanto Gelson como Bruno F e Matheus/Raphinha não se desgastavam tanto ate porque manter Battaglia e mas um 8 estilo Renato/Adrien que pode ser Wendel chegavam para aguentar a defesa.