G.Rangers 1-1 Sporting ( S.Whittaker 67′; Matias Fernández 89′)
O Sporting alcançou um resultado positivo na Escócia, ganhando vantagem na eliminatória. O técnico Paulo Sérgio deu a titularidade a Cristiano e Yannick Djaló, deixando um dos jogadores mais utilizados esta época, André Santos, no banco. O golo de Matias Fernández já perto do fim, quando a equipa leonina não o justificava, poderá ter um papel decisivo no encontro da segunda mão.
A turma de Paulo Sérgio entrou bastante pressionante sobre a equipa escocesa, dificultando a saída de bola aos limitados defensores do Rangers. Contudo, o egoísmo de Postiga e a precipitação de Cristiano e Yannick não permitiram que os verde e brancos criassem lances de perigo. Com o avançar da primeira parte, a partida foi crescendo de qualidade. Os protestantes quase marcavam por Lafferty, que cabeceou por cima. Na resposta, Yannick Djaló apareceu isolado perante Mcgregor, mas acabaria por desperdiçar a ocasião para marcar. Ao intervalo, tinha-se visto um jogo equilibrado, com ligeiro ascendente da equipa portuguesa.
Na segunda parte, o Sporting entrou completamente desconcentrado, cometendo várias falhas defensivas que poderiam ter saído caro. Nesta fase, Rui Patrício salvou os leões do que acabaria por acontecer ao minuto 67. De um canto cobrado do lado esquerdo, surge o golo da equipa escocesa, por Whittaker, aproveitando uma falha de Pedro Mendes. Com a saída de Maniche e a entrada de Matias, o Sporting voltou a assumir o controlo do jogo, acabando por marcar já muito perto do final, através de um belo cabeceamento do chileno. O Rangers poderia ter voltado a marcar, mas Rui Patrício esteve muito bem a evitar o golo, que colocaria os leões em desvantagem na eliminatória.
Destaques:
Postiga – Com ângulo, sem ângulo, em situação apertada ou com companheiros isolados, remata sempre. O futebol é um jogo colectivo e a sua “ganância” ou falta de visão de jogo é fatal à sua equipa. Talvez isso explique a sua fraca carreira.
Matias – A sua entrada em campo acabou por ser decisiva. O chileno surgiu muito bem na área para empatar a partida com um excelente cabeceamento. O médio leonino é claramente um dos jogadores acima da média do plantel verde e branco, e considerando o que fez Maniche hoje e em toda a época, não se percebe o porquê de ter tão poucos minutos ao serviço dos leões.
Pedro Mendes – O facto de o internacional português ser um trinco de construção acabou por ter consequências no golo do Rangers. O médio do Sporting raramente ganha uma bola de cabeça, e em comparação com Fernando e Javi, que certamente não seriam batidos por Whittaker no lance do golo do Rangers, fica claramente a perder.
Maniche/Zapater – O espanhol realizou uma exibição segura, incorporando-se muitas vezes no ataque. Já o português, teve pouca influência no jogo ofensivo dos leões, e por momentos duvidei que estivesse em campo.
Rui Patrício – O guardião teve uma exibição notável, comprovando o crescimento que tem tido no decorrer da época. Evitou por diversas vezes o golo do Rangers, mantendo os leões na eliminatória.
João Pereira – Foi através dele que surgiu o desequilíbrio no lado direito que permitiu o golo do Sporting. Seguro no capítulo defensivo.
Daniel Carriço/Polga – Os centrais leoninos tiveram várias falhas que poderiam ter saído caro, enfrentando grandes dificuldades perante Lafferty. Valeu que o avançado do Rangers esteve bastante perdulário.
Rangers – Tendo em conta a qualidade da equipa escocesa, o Sporting tem tudo para seguir em frente. A turma de Walter Smith, quando pressionada, sente grandes dificuldades em sair a jogar, factor que poderia ter sido melhor aproveitado pelos leões. Contudo, o fraco jogo aéreo defensivo da equipa de Paulo Sérgio acabou por resultar num golo, que ainda dá alguma esperança aos protestantes de seguir em frente.

