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Sporting consegue 1ª vitória na Liga; Capel e Wolfswinkel derrotam o Gil Vicente de remontada; Clube leonino teve muito caudal ofensivo mas voltou a ser perdulário

Sporting 2-1 Gil Vicente (Capel 75′ e Wolfswinkel 85′; Luís Carlos 6′)

Muitos remates, muita posse de bola, muito caudal ofensivo e essencialmente muito coração deram a 1ª vitória ao Sporting na Liga. Sá  Pinto ganha margem (o clube leonino conseguiu uma excelente exibição e principalmente alcançou o único resultado que servia aos leões), Rinaudo regressou à competição a grande nível, Wolfswinkel disse presente no momento decisivo, e Viola (surpresa no 11) “ganhou pontos”.
No que diz respeito ao encontro. O Sporting entrou com tudo, aos 5m já podia estar a vencer por 2-0 (Pranjic e principalmente Capel desperdiçaram boas oportunidades), mas um erro defensivo de Cédric (o lateral foi o pior elemento leonino) permitiu ao Gil chegar ao 1-0 (Luís Carlos não facilitou e no único remate dos gilistas na 1ª parte colocou o seu nome no marcador). Apesar da desvantagem, os leões continuaram a carregar no acelerador, e Pranjic (saiu aos 35m e o futebol do Sporting perdeu qualidade), Capel e Viola (remate à barra no último minuto da 1ª parte) voltaram a desperdiçar boas oportunidades de golo. Ao intervalo o resultado era tremendamente injusto para os leões. O Sporting fez 14 remates, conseguiu 72% de posse de bola e desperdiçou 5 boas oportunidades. Na 2ª parte, o clube leonino apresentou menos qualidade, podia ter chegado ao empate através de lances de bola parada (Wolfswinkel, Xandão e Rojo não corresponderam da melhor maneira), mas (numa altura em que Sá Pinto já tinha colocado todos os elementos ofensivos em campo) foi do Gil a melhor oportunidade neste período. Patrício salvou o Sporting depois de uma boa oportunidade de Luís Carlos. No entanto, o clube leonino mais com o coração do que com a cabeça por intermédio de Capel conseguiu chegar ao empate. O espanhol correspondeu a um bom cruzamento de Insua. Pouco depois Wolfswinkel conseguiria mesmo a remontada no marcador, o holandês com um excelente gesto técnico antecipou-se à defesa de Gilista e de cabeça fez o 2-1. Até final destaque apenas para a expulsão de Labyad. Em suma, uma vitória muito justa do Sporting perante um Gil Vicente que apenas se limitou a defender e praticamente só passou por 3 vezes a linha do meio campo.

Destaques


Sporting – Mais do que a 1ª vitória na Liga este triunfo (pela maneira como os jogadores, dirigentes e equipa técnica a comemoraram e sentiram…demonstraram mesmo muita união) pode ser o tónico para os leões darem um “pontapé na crise” e iniciarem (agora) uma época com outra confiança (a principal lacuna neste inicio de temporada). Por outro lado, no que diz respeito à estabilidade este resultado evita uma autêntica revolução no emblema leonino.

Gil Vicente – Pior equipa do campeonato em termos ofensivos. Mesmo perante um adversário que estava praticamente a jogar em 3-1-6 nunca demonstrou qualidade para aproveitar os desequilíbrios. Foi uma equipa inofensiva (só fez um remate na 1ª hora de jogo), e a nível defensivo (Paulo Alves usou o “autocarro” habitual) acabou por ter mais sorte (ineficácia dos leões) do que competência. Nota apenas para a boa exibição de Halison.

Sá Pinto – Certamente ainda não calou quem o critica, mas pode respirar (agora com mais tranquilidade) na próxima semana. O Sporting realizou a melhor exibição esta época, teve muito caudal ofensivo, muitas acelerações, movimentações e até alterações tácticas, no entanto continua a pecar muito em termos de finalização. Nota para o 4-4-2 que o treinador leonino apresentou e para a coragem demonstrada (praticamente abdicou da defesa e colocou a “carne toda no assador”…a equipa ficou desequilibrada, mas entende-se e o resultado deu razão ao técnico do Sporting). Nos primeiros 35m com a qualidade e poder de decisão de Rinaudo, Izmailov e Pranjic os leões tiveram uma posse de bola excelente (será interessante perceber se no futuro esta táctica, com estes elementos, se vai manter, ou se Elias, Schaars, etc, podem alterar tudo isto).

Rinaudo – Melhor jogador em campo. O argentino esteve em todo o lado, deu outra qualidade na 1ª fase de construção e com a sua leitura de jogo permitiu ao Sporting pressionar mais alto.

Xandão/Cédric – Os piores elementos do Sporting. A bola treme sempre nos pés do brasileiro (o que complica e muito a circulação de bola defensiva); enquanto que o lateral foi o responsável pelo golo do Gil (erro infantil), demonstrou falta de competência na 2ª oportunidade dos gilistas, e apesar de ter feito a assistência para o 2-1, nesta fase, ainda não apresenta qualidade para ser o titular do clube leonino nesta posição (o problema parece ser a falta de alternativas).

Izmailov/Pranjic – A bola “não chora” nos pés destes 2. O russo fez um encontro incrível a jogar a 2º médio (incansável acabou por ser decisivo no meio campo leonino pela qualidade que emprestou em termos de posse de bola, visão de jogo e capacidade de decisão); enquanto que o croata (que podia ter feito o golo em duas ocasiões) estava com as suas movimentações, capacidade de equilibrar a equipa e no próprio entrosamento com Izmailov e Insua a ser um dos melhores do Sporting (o clube leonino perdeu qualidade quando o esquerdino saiu aos 35m por lesão).

Insúa/Viola – Boas exibições. O lateral conseguiu a melhor prestação esta época (também não era difícil já que nos encontros anteriores tinha sido uma nulidade). Deu profundidade, qualidade ao corredor esquerdo e ainda fez a assistência para o 1-1; enquanto que o avançado (apesar de alguns erros, compreensíveis por ser o 1º jogo a titular) demonstrou talento, conseguiu alguns desequilíbrios, deu mais presença na área aos leões e ainda podia ter marcado (atirou à barra).

Capel/Wolfswinkel – Foram os heróis do Sporting mas curiosamente ambos estavam a realizar uma exibição pobre. O espanhol voltou a ser uma nulidade na 1ª parte (falhou 2 golos e juntou a isso os passes errados habituais e um futebol. pela maneira como atrasa as jogadas, não sabe centrar e apresenta má visão de jogo, demasiado limitado); por sua vez o holandês estava algo ausente na partida mas acabou por dizer presente no momento decisivo.

Rojo/Labyad – O argentino fez a melhor exibição desde que está no clube leonino (foi imperial na defesa: na antecipação, dobras e mesmo na posse de bola, esteve perfeito); já o marroquino deu razão a Sá Pinto (o médio ofensivo demonstrou muita imaturidade na abordagem aos lances: decidiu quase sempre mal, algo natural devido aos seus 19 anos e por precisar de se adaptar a uma Liga diferente).

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