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Sporting despede-se da Liga Europa com uma vitória; Labyad e Viola estrearam-se a marcar (mas foram muito perdulários), Esgaio a titular (espalhou o seu enorme q.i. futebolístico e destacou-se); Clube leonino foi desolador na 1ª parte (valeu Boeck), mas na 2ª fez por justificar o triunfo; Vercauteren não mudou de ideias de ontem para hoje e manteve a equipa que tinha seleccionado (mas vai ter de defrontar o Benfica na segunda-feira)

Sporting 2-1 Videoton (Labyad 64′ e Viola 81′; Sándor 79´g.p.)

Os leões terminaram a participação na Liga Europa com uma vitória sobre o Videoton. A partida marcou a estreia de Esgaio na equipa principal (excelente exibição) e de Labyad e Viola a marcarem pelos leões. Apesar do encontro frente ao Benfica não ter sido adiado (a Liga não alterou a data do jogo), Vercauteren não fez alterações no 11 (apenas André Martins foi substituído, mas devido a lesão) e alinhou com Boeck, Cedric, Xandão, Boulahrouz, Insua, Gelson, Rinaudo, Labyad, Esgaio, Capel e Viola. O jogo teve duas partes distintas, com uns primeiros 45 minutos miseráveis dos leões (se não fosse Boeck, o Sporting tinha ido para o intervalo a perder) e uma segunda parte aceitável (várias ocasiões de golo). Apesar da vitória sobre o Videoton, nada apaga a péssima imagem que os leões deixaram nesta edição da LE, e muito menos coloca um ponto final na crise do Sporting.
Os húngaros entraram bem melhor na partida e criaram três situações de perigo durante os primeiros 25 minutos. Nikolic, por duas ocasiões (numa delas isolado), permitiu boas intervenções de Boeck, enquanto Renato Neto, num remate de fora da área, acertou na trave da baliza leonina. O Sporting não conseguiu responder à altura, e o lance de maior perigo, foi um cruzamento que passou por todos os jogadores na área húngara. Os leões entraram com outra atitude e velocidade no segundo tempo e a qualidade ofensiva foi outra. Viola teve nos pés a melhor ocasião para o Sporting, depois de um cruzamento de Insua, mas falhou o desvio, já na pequena área do Videoton. O golo surgiu pouco tempo depois, novamente com Insua na jogada. O lateral esquerdo rematou forte, Tujvel defendeu para a frente e Labyad marcou golo na recarga. O marroquino podia ter fechado o encontro logo a seguir, quando surgiu isolado perante Tujvel, mas rematou para defesa do eslovaco. O Videoton chegou ao empate, contra a corrente de jogo, numa grande penalidade cometida por Rinaudo. Sandor não desperdiçou, mas a festa húngara durou pouco tempo. No lance seguinte, Capel bate um livre para a área, Insua desvia de cabeça para a baliza (a defesa do Videoton salvou sobre a linha) e Viola finaliza no ressalto. Até final, ainda houve tempo para a expulsão de Sandor (entrada violenta sobre Capel) e para mais desperdício leonino (Viola, Esgaio e Labyad)
Destaques:
Ricardo Esgaio – Um dos principais destaques da partida. Apesar da estreia a titular, nunca acusou o momento e com a sua personalidade e enorme qualidade táctica (é sem dúvida um dos jogadores com mais q.i. futebolístico no plantel leonino) foi aumentando o seu nível e acabou por ser um dos melhores em campo (principalmente pela maneira como se deu ao jogo, ofereceu linhas de passe e ocupou o espaço, já que nem sempre decidiu bem). Uma exibição que só surpreende os menos atentos, pois, apesar de não ser um extremo com uma capacidade de desequilíbrio acima da média, apresenta uma leitura de jogo invulgar (até temos a ideia que no futuro poderá ter mais sucesso numa posição interior). Curiosamente, ou talvez não, já é o 2º jogador da equipa B leonina que chega à principal e se destaca. Depois de Dier, Esgaio é mais um elemento que dá razão ao VM na ideia de que o clube leonino devia aproveitar este momento para fazer uma “revolução” equilibrada (ler aqui) em Janeiro de maneira a preparar já a próxima época (vender jogadores como Elias, Capel, Jeffren, Rinaudo, Boulahrouz, Carriço, Pereirinha, Xandão, Schaars, Gelson, Izmailov, Patrício, Cédric, para evitar que se desvalorizem ainda mais, realizar encaixes financeiros e assim permitir que jovens como Arias, Esgaio, Dier, Rubio, João Mário, Zezinho, Tobias, Pedro Mendes, Bruma e Rubio tenham espaço na equipa principal dos leões).

Vercauteren – Muito curto. Nesta fase já se exigia mais a este Sporting. Continuam os problemas defensivos, e no momento ofensivo a dinâmica e movimentações são de fraca qualidade. Está em Alvalade há mês e meio, beneficiou de duas paragens na Liga e como tal, era expectável que o futebol leonino já tivesse outra desenvoltura. A curto prazo veremos como será este Sporting frente ao Benfica (o seu 2º teste a sério depois do jogo com o Braga e onde poderá aproveitar as características do derby para demonstrar mais a nível técnico-táctico), apesar do menor período de descanso e preparação, pelo 11 que apresentou hoje é previsível que aposte em 6/7 jogadores diferentes (Elias, Rojo, Dier, Pranjic, Carrillo, Wolfswinkel, Patrício, até Jeffren e Izmailov caso recuperem), sendo assim, esse eventual desgaste não será uma condicionante.

Labyad/Viola – Estrearam-se a marcar, mas podiam ter facturado mais vezes (ambos falharam golos fáceis). São talvez os 2 jogadores que mais estão a acusar o mau momento do Sporting. Tem muito talento, mas o actual contexto leva a que se precipitem, exagerem em algumas acções (devido à necessidade exagerada de se mostrarem e ganharem o seu espaço), e por outro lado a dinâmica ofensiva dos leões também não ajuda. Veremos se aproveitam estes golos para soltar a pressão em que estão, e se por outro lado vão ter continuidade para exibir o potencial que têm.

Boeck – Salvou o Sporting na 1ª parte com duas excelentes defesas. O azar do brasileiro é ter a concorrência de Patrício, pois tem qualidade para ser titular nos leões.

Capel/Insua – O espanhol continua a ser o exemplo de que no futebol correr muito e ter atitude não chega. Voltou a dar tudo (tal como Gélson, aliás as exibições foram semelhantes), mas o que deu foi muito pouco (a sua falta de objectividade e visão de jogo fizeram com que todas as jogadas em que se envolveu resultassem em zero. Na teoria irá ser suplente frente ao Benfica); Já o lateral é o reflexo deste Sporting. Lento, miserável do ponto de vista defensivo (sempre foi fraco nas transições defensivas, mas a maneira como é sempre batido no 1 contra 1 é ridícula), chegou a ser mesmo confrangedor ver o argentino na partida de hoje. No 2º tempo melhorou um pouco e acabou por ter uma participação directa no 1-0.

Rinaudo/Cédric – Boa exibição do argentino. Foi dos poucos a tentar assumir o jogo, e apesar de (mais) uma entrada intempestiva logo nos minutos iniciais que lhe custou um amarelo esteve bem no capítulo da recuperação de bola. O que surpreendeu foi a sua titularidade, sem Schaars era crível que ocupasse o lugar do holandês frente ao Benfica (não foi poupado e como tal fica a dúvida de quem irá fazer dupla com Elias. André Martins seria a melhor opção mas lesionou-se, como tal, entre o esforço e falta de técnica de Gelson e a qualidade/irregularidade de Rinaudo – faz 1 jogo bom em 3 – será curioso perceber qual será a opção de Vercauteren); Por sua vez, o lateral direito leonino perdeu (talvez) a última oportunidade para convencer. Apesar de uma boa assistência na 2ª parte pouco ou nada ofereceu ao jogo. Com Dier e Arias, e sem mais jogos da LE (onde era o único lateral inscrito), nos próximos tempos dificilmente voltará a ser titular.

PS  Estoril 3-0 Vit. Setúbal (Luis Leal 28´, Evandro 53´e Jefferson 77´) – Os canarinhos conquistaram uma vitória tranquila frente ao Vit. Setúbal e subiram ao 5º lugar da classificação geral (igualaram o Paços de Ferreira). Uma partida bastante calma, com a equipa de Marco Silva a mostrar porque é o 4º melhor ataque da Liga ZON-Sagres (atrás de FC Porto, Benfica e Sp. Braga).

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