A primeira parte foi extremamente disputada e equilibrada. O Marítimo procurou as saídas rápidas para o ataque, com Heldon e Sami a incomodarem a defesa leonina, que também se viu ameaçada em alguns lances de bola parada. Os leões apenas na recta final da metade inicial criaram perigo, através de remates de Izmailov e Cédric. No segundo tempo, a equipa da casa até entrou mais forte, mas foi o Sporting que marcou – Izma isolou Wolfswinkel com um passe genial e o holandês não perdoou. Nos minutos seguintes, o conjunto de Sá Pinto esteve por cima, podendo mesmo ter feito o 2-0. A turma de Pedro Martins reagiu, ameaçou (David Simão atirou ao lado e Patrício negou o golo a cabeceamento de Sami) e empatou mesmo, já perto do final, num livre apontado por João Guilherme.
Destaques:
Sporting – Como em anos anteriores, os leões começam a perder terreno desde cedo (o problema nem será este empate nos Barreiros). Foi uma exibição semelhante às primeiras jornadas, com a diferença que em campo estava Izmailov (meio golo foi dele), que claramente dá outro poder de decisão e capacidade de desequilíbrio no último terço. A equipa desperdiçou as oportunidades para fazer o 2-0 e foi castigada com o empate.
Marítimo – Uma equipa muito consistente, compacta a meio campo, com jogadores muito rápidos no ataque e um defesa goleador. Os insulares fizeram uma exibição personalizada e foram em muitos períodos superiores ao Sporting. Pedro Martins continua a organizar o seu conjunto de forma exímia.
Izmailov – Joga poucas vezes, mas quando o faz é a sério. Não fez uma exibição perfeita, mas num lance de génio quase deu a vitória à sua equipa. Claramente um dos melhores, senão o melhor elemento do plantel.
Heldon/Sami – Foram um perigo constante para a defesa adversária. Aproveitaram a sua velocidade da melhor forma e foram um quebra-cabeça para os leões, que não encontraram antídoto para os travar.
Cédric – Deixou muito espaço nas costas e não teve pernas para acompanhar quer Heldon, quer Sami. Ofensivamente, não criou desequilíbrios.
João Guilherme – Um dos centrais com mais qualidade ofensivamente do nosso futebol. De cabeça ou em livres directos, faz golos com relativa facilidade. A defender, realizou uma exibição competente.
Wolfswinkel – À primeira oportunidade marcou, servido de forma genial por Izmailov. Continua um pouco desacompanhado, mas não deixa de lutar bastante. Parece que o que tem faltado são mesmo elementos com outra capacidade de definição, como o russo.


