Sporting 0-0 Basileia
Sá Pinto – Em 6 jogos: uma vitória, uma derrota e 4 empates, é manifestamente pouco. Nesta fase, é evidente que um deslize no próximo encontro frente ao Gil Vicente pode ser fatal ao técnico leonino. Aposta previsível em Izmailov a 10 (o russo rende mais no meio e tem de jogar nessa posição), ao nível das substituições (apesar das críticas) fez o que se pedia (Gelson estava a dar mais que Elias), e apesar de em termos tácticos não estar a cometer erros (todas as equipas actuam com um trinco: Gelson, e um 2º médio ou box-to-box: Elias, como tal, não se percebem algumas críticas), parece claro que este Sporting podia e devia disfarçar melhor as suas lacunas (as lesões de Rinaudo e Schaars também não tem ajudado).
Gelson/Capel – Os elementos do Sporting mais esforçados (deram tudo o que tinham, entregaram-se à partida e tiveram uma prestação irrepreensível em termos de atitude), mas raramente decidiram bem em termos técnicos. O suíço apesar da capacidade em encher o campo a nível defensivo acrescenta pouco ao jogo do Sporting em termos de passe, transporte de bola e qualidade na 1ª fase de construção; já o espanhol (apesar das faltas que sofre e atitude) continua sem conseguir dar continuidade a nenhuma jogada.
Basileia – Sommer voltou a demonstrar que é um dos guarda-redes mais promissores da actualidade (muito seguro, inclusive com a bola nos pés); Dragovic demonstrou segurança; Cabral foi um dos melhores elementos do conjunto suíço (uma exibição semelhante à do primo Gelson); E Stocker foi o jogador que apresentou mais qualidade em termos ofensivos. No entanto é uma equipa (o ano passado surpreendeu o futebol Mundial ao eliminar o Man Utd) perfeitamente ao alcance do Sporting.
Izmailov – Espalhou classe na 1ª parte. Os melhores lances do Sporting saíram dos seus pés e o clube leonino com o Czar a 10 é claramente uma equipa mais forte, principalmente devido ao poder de decisão do russo.
Elias/Xandão – Os piores elementos do Sporting. O médio (voltou a falhar um golo fácil…numa posição privilegiada sem oposição, não acertar sequer na baliza, em 2 jogos consecutivos, é caricato) não acrescentou intensidade ao meio campo leonino; já o central (claramente limitado em termos técnicos) acabou por prejudicar a equipa com uma expulsão infantil (nota para a boa entrada de Carriço no encontro).
Wolfswinkel – Mais uma vez perdulário. Acreditamos que esta época poderá chegar pelo menos aos 30 golos (na soma de todas as competições), mas nesta fase parece estar a acusar a pressão dos adeptos (estranhamente parece ser um dos alvos dos sportinguistas). Hoje por 3 ocasiões podia ter marcado. Rematou contra um defesa depois de um passe brilhante de Izmailov, isolado por Gelson permitiu a defesa a Sommer, e na 2ª parte depois de uma boa acção individual quando estava enquadrado com a baliza e isolado (apesar de fora da área) rematou fraco. Fica a dúvida se o desgaste emocional que denotou ao longo da partida influenciou as suas acções ou não. A rever nos próximos jogos.
Carrillo/Pranjic – O peruano é cada vez mais a figura deste Sporting, nem sempre decide bem é certo, por vezes comete alguns excessos a nível das jogadas individuais, mas é quem mais desequilibra e dos poucos que intimida os adversários. Hoje ofereceu o 1-0 a Elias, mas não foi feliz em termos ofensivos (no entanto compensou isso com uma boa entrega ao jogo); Por sua vez o croata voltou a dar qualidade ao lado esquerdo (decide quase sempre bem, quer na defesa quer no ataque). Nota para alguns bons envolvimentos e para um remate perigoso no 2º tempo. Voltamos a referir que o Sporting podia ganhar com a sua classe e capacidade de decisão num sector mais adiantado (principalmente numa zona interior: a 8 ou 10).


