Na 1ª jornada, nenhum candidato ao título se ficou a rir, pois Benfica, FC Porto, Sporting e Sp. Braga ganharam apenas 1 ponto. Os leões podiam ter aproveitado os deslizes dos adversários, mas encontraram um Vitória de Guimarães bem organizado e não conseguiram marcar qualquer golo. O Sporting criou mais perigo, produziu mais no ataque, mas encontrou uma equipa pragmática e sem o “vedetismo” do passado (mais humilde e solidária).
Os leões entraram bastante fortes e cedo começaram a rondar a baliza de Douglas. Carrillo rematou com perigo aos 7´, para excelente intervenção do brasileiro. Barrientos respondeu pelo Vitória, com Patrício a mostrar segurança. Pouco tempo depois, numa jogada de insistência, novamente Carrillo a colocar Douglas à prova, com um remate rasteiro dentro da área. O Sporting ganhou bastantes cantos, mas não conseguia criar jogadas claras de golo. Até ao intervalo, alguns remates de parte-a-parte, mas sem a direcção da baliza.
Ao intervalo, Sá Pinto colocou André Martins em campo (saiu Adrien) e os leões poderiam ter chegado ao golo logo no recomeço. Cruzamento de Insua e desvio de Rojo para fora. Os vimaranenses tentaram equilibrar na segunda parte e conseguiram ganhar mais livres perto da área do Sporting, contudo, em termos de ocasiões de golo, destaque apenas para um cabeceamento de Soudani ao lado. Os leões voltaram a tomar o controlo do jogo nos últimos minutos, mas o “forcing” final não resultou em lances de perigo para a baliza de Douglas.
Destaques:
Sporting – Apesar do empate, que não permite o distanciamento em relação aos rivais, foi uma exibição positiva dos leões, num terreno complicado. O domínio foi total (pelo menos territorial), a equipa está muito mais coesa defensivamente (reagindo bem à perda), faltando apenas um melhor aproveitamento das situações de finalização. Destaque também para as bolas paradas, que em termos defensivos não criaram problemas, mas a nível ofensivo a turma de Sá Pinto não aproveitou nenhuma das inúmeras oportunidades de que dispôs (contabilizando livres e cantos). Outra situação que não está a resultar é a troca dos extremos – Capel à esquerda e Carrillo à direita é a melhor solução.
V.Guimarães – Uma exibição realista do conjunto de Rui Vitória, preocupando-se essencialmente em ser rigorosa defensivamente. A dupla de centrais esteve impecável (principalmente Defendi), no meio campo André André mostrou grande capacidade de luta e maturidade, enquanto que no ataque Soudani esteve muito desacompanhado.
Elias/Gelson – Muito bom jogo dos médios do Sporting, que se entenderam às mil maravilhas. O suíço demonstrou um sentido posicional excelente, antecipando-se e recuperando inúmeras bolas (tem mais dificuldades na construção). Já o brasileiro, que criou vários desequilíbrios ofensivos, foi novamente o melhor dos leões, tanto a defender como a atacar.
Rojo/Boulahrouz – Claramente uma dupla que dá muito mais segurança à defensiva leonina. Antecipam os lances, agressivos na recuperação, com bom timing de corte e seguros no jogo aéreo.
Carrillo – Entrou a todo o gás, perdeu um pouco com a passagem para a esquerda e na segunda parte acusou o desgaste e acumulou alguns erros infantis (perdas de bola que originaram contra-ataques).
Defendi – Espectacular. Sempre bem posicionado, mostrou-se concentrado e interceptou todos os lances.
André – Como era de esperar, um médio que tem muito para dar ao Vitória. É bastante completo, sacrifica-se defensivamente e tem inteligência a sair a jogar.