Nacional 1-1 Sporting (Isael 24′; Cédric 69′)
Num jogo em que Insua (é batido em velocidade, mas não só, por todos os jogadores da I Liga), Elias (uma falta de atitude gritante), Pranjic (voltou a não justificar a titularidade no meio campo), Capel (emprestou a garra habitual, mas sem ser na situação do penalti, como é hábito no espanhol definiu mal todos os lances em que participou), deram razão ao VM no sentido que este Sporting necessita de uma “revolução inteligente” em Janeiro, pertenceu ao Nacional o domínio total na 1ª parte. Sem surpresa, tal eram a quantidade de ataques e remates, os insulares chegaram à vantagem por Isael (num lance em que Insúa ficou a marcar “com os olhos” e Patrício também podia ter feito melhor). O brasileiro, juntamente com Mateus, Candeias e Rondon, criou vários desequilíbrios e ao intervalo o resultado ajustava-se à realidade do encontro (os leões não fizeram uma jogada com princípio, meio e fim no 1º tempo). Na 2ª metade, o Nacional recuou, o Sporting teve mais iniciativa e na melhor jogada leonina em todo o encontro, Capel foi derrubado na área por Manuel da Costa. No entanto, Wolfswinkel (atirou ao lado) desperdiçou a grande penalidade. Com o lance, o clube leonino voltou a demonstrar a apatia que tem caracterizado o Sporting esta época, mas quando nada o fazia prever Cédric do meio da rua fez um golaço e empatou a partida. O golo animou os leões, e praticamente na jogada a seguir Jeffren falhou uma oportunidade flagrante. Contudo, e quando se perspectiva um assalto leonino à área dos madeirenses, acabou por ser o Nacional a desfrutar das duas melhores situação na recta final do encontro (1º por Barcellos e depois por Mateus). Em suma, um resultado que premeia a melhor atitude dos leões na 2ª parte mas que penaliza a superioridade do Nacional no 1º tempo (mesmo na 2ª metade a nível de oportunidades houve uma igualdade).
Eric Dier – Quando um júnior de 2º ano (ainda por cima defesa) é o elemento que faz mais transporte de bola (pela zona central) e o único que procura desequilibrar (nem sempre foi bem sucedido é certo) em terrenos mais avançados, está tudo dito sobre o que é o futebol do Sporting neste momento. Boa exibição do jovem inglês, apesar de algumas falhas de abordagem (Rondon e Mateus são 2 dos avançados mais difíceis de marcar na nossa Liga), foi sempre o elemento leonino mais esclarecido e o único (com algum critério) a tentar remar contra a maré (que esta é inércia do fraquinho dos leões).
Nacional – Mexer e Manuel da Costa estiveram seguros, Marçal foi competente no lado esquerdo, Isael deu muito trabalho à defensiva leonina com a sua qualidade técnica e ainda marcou o golo dos insulares, Claudemir foi importante no meio campo, e Mateus foi sempre um perigo para os defesas do Sporting. É sem dúvida um elenco com qualidade, e que apenas necessita de alguma injecção de confiança para fazer um campeonato tranquilo (lutar pelo 6º lugar). Nota para Miguel Rodrigues e Jota, 2 jovens que foram lançados por Manuel Machado (seniores de 1º ano que procuram afirmar-se).
Capel – Nota 10 em atitude e na entrega (à semelhança do que aconteceu com Gelson), no resto voltou a ser igual a si próprio. O que vale esticar o jogo, procurar a bola, se depois 95% das vezes em que participa (com bola) decide mal? Se o Sporting fizer 90 ataques, se os 90 passarem pelo espanhol, acabam por ser bolas perdidas (isto é benéfico para uma equipa? Não!). Hoje, à excepção do lance do penalti, cruzou sempre mal, atrasou todas as jogadas, impossibilitou com as suas acções (a maneira exagerada como se prende à bola) bons movimentos ofensivos, e principalmente denotou que dificilmente (com a sua péssima visão de jogo e limitado q.i. futebolístico) será uma mais-valia neste Sporting.
Patrício/Wolfswinkel – O guardião, à excepção do lance do golo (fica a ideia que podia ter feito melhor), foi dos melhores elementos do Sporting. Já o avançado que tem sido juntamente com o Patrício o principal destaque dos leões esta época, acabou por ficar ligado negativamente ao jogo devido a ter falhado a grande penalidade (logo o holandês que era o único que não merecia essa falta de sorte).
Cédric/Gelson/Labyad – Excelente golo do lateral direito (talvez o melhor da Liga até ao momento), mas uma exibição pobre (sofreu muito com Isael, e cometeu várias falhas em termos de recepção, passe e cruzamento, mesmo assim acabou por estar melhor que Insúa); Já o médio foi em tudo semelhante a Capel, deu tudo o que tinha, foi importante na recuperação da bola e nas dobras aos companheiros, o problema é que com bola nada consegue acrescentar; Por último o marroquino à excepção de um bom lance individual pouco fez (curiosamente acabou por sair na fase em que parecia – a jogar num 4-4-2, claramente uma táctica que o Sporting devia utilizar mais vezes – estar a melhorar e ter mais possibilidades de se mostrar, Pranjic acabou por ficar em campo e não o justificou).


