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Sporting goleado por Angola; Leões mostram Chaby, mas defesa de juniores e sem os lesionados Carriço, Onyewu, Rodríguez e Polga facilita

Angola 4-0 Sporting (Flávio 12´, Miguel 39´, Ósorio 78´ e Chara 90´)

Domingos devido às muitas ausências fez alinhar um misto de 2ª linha com júniores de 1º ano, os leões juntaram a isso uma falta de intensidade, velocidade e agressividade gritante e o resultado no encontro que marcou o regresso do Sporting a Angola foi claro.

A turma comandada por Lito Vidigal mais experiente, mais madura, mais rotinada, como seria de esperar perante um adversário claramente debilitado (o clube leonino alinhou com vários elementos de 17 anos), foi mais forte e acabou por juntar a essa superioridade os golos. Por sua vez, o Sporting que até entrou melhor na partida – Chaby teve a 1ª oportunidade do encontro, Carrillo dispôs igualmente de duas boas chances no 1º tempo, e na 2ª parte Evaldo com a pouca técnica habitual e Iuri no último minuto podiam igualmente ter facturado – foi cometendo vários erros defensivos (Rúben Semedo e Edgar Iê, ambos de 17 anos, foram os centrais), não só pelos centrais, mas igualmente pelos laterais, meio campo defensivo e os próprios avançados (que pouco pressionaram) e acabou por deixar uma má imagem nas comemorações do 36.º aniversário da independência do país africano.

Destaques

(Júniores de 1º ano, os de 2º e com mais maturidade e probabilidade de serem opção para Domingos a curto-prazo, estiveram ao serviço dos sub-19)

Filipe Chaby – Um médio à antiga tal é a maneira como joga de cabeça levantada e a classe que apresenta. Esquerdino de boa técnica, bom passe, foi o melhor elemento leonino na partida. No futebol de hoje são raros os treinadores que apostam em jogadores com esta qualidade (preferem médios com outra agressividade e mais de contenção). Esperemos a bem do futebol português que no Sporting (ou noutro clube) o cenário seja diferente em relação a Chaby.

Rúben Semedo – Dos juniores que foram titulares, é claramente o menos talentoso. Apesar de reunir as características físicas ideias para um central, denotou algumas lacunas tácticas e uma abordagem defensiva algo defeituosa. Contudo, estamos a falar de um jogador que nem é titular nos juniores leoninos.

Edgar Iê – Agressivo, muito rápido, boa impulsão mas muito baixo para defesa central, devido à sua polivalência pode ser um médio defensivo ou lateral muito interessante.

Farley Rosa – Boa 2ª parte do jovem brasileiro, demonstrou algum poder de decisão, boa visão de jogo e qualidade de passe.

Iuri Medeiros/Cortez – Entraram nos últimos 10 minutos, mas o talentoso esquerdino (quanto a nós um dos jogadores com mais potencial da Academia leonina) ainda podia ter feito o gosto ao pé; enquanto que o médio denotou alguma personalidade.

Júniores de 2º ano

Rubio/Rodolfo Simões – O chileno jogou preferencialmente descaído sobre a direita, mas não aproveitou os minutos; já o defesa entrou quase no fim e praticamente não tocou na bola.

Seniores

Carrillo – Endiabrado, provocou alguns desequilíbrios na 1ª parte, mas juntou ao seu individualismo alguma falta de acompanhamento na frente. Dá gosto ver em Portugal um jogador que encara sempre o adversário e vai para “cima dele”, algo cada vez mais raro, mas terá de melhorar muito no jogo colectivo tanto ofensivo como defensivo.

Evaldo/Bojinov – O brasileiro voltou a denotar as suas limitações técnicas; já o búlgaro esteve sempre lento/parado.

André Santos/Capel – O português voltou a demonstrar que é demasiado passivo para jogar a médio defensivo num 4-3-3. A tua falta de agressividade é gritante; Por sua vez o espanhol, apesar de um remate com algum perigo, não entrou bem na partida.

Sporting – Desde a paragem no campeonato, à excepção da goleada ao Gil Vicente, que os leões (talvez motivada por algumas ausências por lesão, mas não só) acumulam erros defensivos (hoje o 1º golo, quase todos, foram prova disso, na 2ª parte por exemplo, Arias sofreu muito com as investidas do extremo esquerdo angolano), falta de agressividade, intensidade e mesmo alguns desequilíbrios tácticos (é visível que Wolsfwinkel fica muitas vezes numa ilha, e quando procura bola acaba por ter de descair nos flancos, deixando o meio sem ninguém). Veremos qual será o resultado desta nova paragem. Recordamos que os leões defrontam agora Braga e Benfica.

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