A SAD do Sporting apresentou um prejuízo de 45.947 milhões de euros no exercício de 2011/12, o que significa um aumento de 4,4 por cento, por comparação aos 43.991 da época transata, segundo o Relatório e Contas apresentado esta sexta-feira.
No relatório enviado pelo clube leonino à CMVM é possível igualmente constatar que o Sporting nesta fase já só detém 80% do passe de Labyad, 35% de Insua e 37,5% de Schaars. O que demonstra que os leões estiveram particularmente activos nos últimos meses. Por exemplo em relação ao último R/C publicado em 31 de Maio (ler o post do VM aqui), foram vários os jogadores que sofreram alterações no que concerne aos direitos económicos que pertencem ainda aos leões: Insúa, André Martins, Patrício, Schaars e Capel. Por sua vez, Wolfswinkel (35%), Carrillo (30%), Rinaudo (35%) e Elias (50%) não sofreram alterações (a verdade é que já é muito pouco o que pertence ao Sporting). Grande parte dos jogadores leoninos foram englobados na parceria já estabelecida com os Fundos “ Quality Football Ireland Limited”, outros elementos estão por exemplo no Fundo “SPORTING PORTUGAL FUND – Fundo Especial de Investimento Mobiliário Fechado” (por exemplo, os leões venderam 20% de Capel a este fundo por 900 mil euros).
Considerando que neste momento nenhum elemento do Sporting tem um valor de mercado superior a 20 milhões de euros (aliás nenhum atinge sequer esse patamar), e que a maior parte dos passes dos jogadores já não pertencem ao clube leonino, como será possível ao emblema de Alvalade rivalizar com Benfica e FC Porto (que todos os anos encaixam pelo menos 50 milhões com a venda de activos)? Aliás só Porto e Benfica (ambos tiveram encaixes superiores a 60 milhões neste defeso) lucraram mais neste Verão do que os leões nos últimos 5 anos (somando todas as vendas do clube leonino). VM – Voltamos a referir que este é o principal problema do Sporting. Vende pouco, mal e em timings completamente disparatados (nos últimos 5 anos todos os jogadores que passaram por Alvalade acabaram depois de um momento bom de mercado por se desvalorizar, por exemplo Vukcevic, Moutinho, Veloso, Djaló, entre outros, podiam ter sido transferidos em ocasiões diferentes e ter permitido encaixes muito superiores. Veremos se no futuro o mesmo não vai acontecer com Wolfswinkel, Carrillo, Labyad, etc. Nesta fase o emblema de Alvalade não pode recusar boas propostas a pensar que o “amanhã” irá dar mais, pois no passado os exemplos tem dado sempre outra resposta). Como se explica que nos últimos 8 anos a única venda com V grande do Sporting tenha sido Nani (Moutinho, Veloso, etc, todos podiam ter saído por outros valores, e menos de 20 milhões nos dias de hoje, é manifestamente pouco)? A que se deve esta desvalorização de elementos, depois de os mesmos demonstraram qualidade e ganharem mercado (como aconteceu com Vukcevic, que passou de uma fase de forte cobiça, a praticamente dispensado pelo emblema de Alvalade)?


