Spurs não venciam em Stamford Bridge desde 2018, mas conseguem dar um ‘pontapé’ na crise com este triunfo na casa do Chelsea. Não foi uma partida exuberante dos Spurs, embora tenham criado várias ocasiões no 1.º tempo, mas o erro grave de Penders (péssima saída e abordagem) desbloqueou, tendo depois Tel, que até estava a ter problemas em passar por Acheampong, sentenciado a vitória. Nota para Mateus Fernandes, que mostrou a habitual capacidade de pressão, mas que em posse nem sempre esteve bem. Também Tonali e Kudus fizeram um bom jogo, assim como a dupla de centrais. Já Robertson parece incapaz a este nível atualmente. Do outro lado, Xabi Alonso, que já sofreu 15 golos em 8 jornadas, apostou em Morgan Rogers como ‘falso 9’, mas sem sucesso (Welbeck só entrou em cima dos 90, apesar da ausência de João Pedro, o que reforça as dúvidas sobre a contratação). Já Palmer esteve desinspirado, apesar de ter ameaçado o golo no 1.º tempo, e ainda foi expulso, enquanto Quenda mostrou-se abnegado na estreia a titular na Premier League, mas sem capacidade de criar ofensivamente. Neste sentido, Pedro Neto foi a unidade em maior evidência do ataque, mas não conseguiu bater Kinsky.
O Tottenham venceu por 2-0 no terreno do Chelsea, graças a um auto-golo de Mike Penders já dentro do quarto de hora final, e um golaço de Mathys Tel aos 87′. Num canto aos 78 minutos, o guarda-redes belga socou mal a bola, que entrou na baliza dos Blues. Dois minutos depois, Cole Palmer foi expulso, tendo Tel sentenciado depois a vitória. Nota para as titularidades de Quenda, Pedro Neto e Mateus Fernandes, que cumpriu os 90′ nos Spurs. O conjunto de Roberto De Zerbi, que perdeu Maddison por lesão já na 2.ª parte, chega aos 9 pontos, menos quatro que os rivais londrinos, que prosseguem a 8 da liderança, partilhada entre City e Arsenal (21 pontos).

3 Comentários
Utilizador3111
O Tottenham começa finalmente a ter alguns vislumbres do estilo de jogo do seu treinador, mas continua a pecar imenso na finalização e depois sem marcar treme muito defensivamente (mentalmente a equipa ainda duvida muito de si própria). A capacidade dos Spurs melhora imenso quando têm um verdadeiro creativo em campo e Maddinson trouxe isso, veremos agora qual a extensão da nova lesão, sendo que Xavi Simons também só volta para o ano…
Só uma correção ao VM, o Welbeck entrou sim.
Goncalo Silva
Mais um jogo em que o critério de arbitragem claramente prejudicou o Tottenham em jogos vs big-6.
Como é possível Palmer não ter sido expulso logo na primeira vez que levou amarelo? Mateus Fernandes corta a bola, acaba por cortar com o braço, falta normalíssima que o árbitro acabou até por marcar falta no lance anterior. Palmer não gostou, perde a cabeça por completo e empurra o Mateus com os joelhos enquanto o português se estava a levantar. A bola não estava lá, é uma agressão deliberada. Resultado? Amarelo para Palmer, e amarelo para o Mateus também!!
Já no jogo com o United foi parecido no lance entre Shaw e Bentancur, é o Shaw a provocar tudo e não acaba expulso enquanto o Bentancur é expulso por sofrer uma agressão!
Mesmo antes do lance do Palmer, é incrível o critério larguíssimo dado ao Chelsea mas ao Tottenham qualquer contacto era falta. Mas mesmo assim parece mesmo que o inglês queria ser expulso, porque acaba a fazer uma segunda entrada assassina para vermelho e lá levou o segundo amarelo (nem aí levou vermelho direto).
Com isto, vitória importantíssima e justíssima em Stamford Bridge, que até peca por escassa.
Goncalo Silva
Queria também destacar a exibição impressionante de Mateus Fernandes no duplo pivot. O número de vezes que saía da pressão do Chelsea tanto em condução como em passe foi desconcertante, foi o jogador com melhores estatísticas em quase todas as vertentes (recuperações, passes progressivos, passes no último terço, oportunidades criadas, etc) e parece finalmente estar a resultar ao lado de Tonali, que também está a subir o nível.
Espero ver esta dupla a continuar a carburar, se assim for, mesmo se mantiverem os problemas de definição no último terço o Tottenham vai fazer uma boa época porque a quantidade de vezes que chegarão ao último terço permitirá sempre marcar golos.