O Barcelona venceu a sua 4ª Supertaça Europeia da história, depois de bater o FC Porto por 2-0, após 90 minutos de muita luta e pouco tiki-taka. Os dragões entraram com a lição bem estudada e anularam por completo o ponto forte do Barcelona, evitando que os catalães trocassem a bola no meio campo azul e branco. A pressão portista poderia ter criado maior mossa na defensiva do Barcelona, contudo, o ataque dos dragões não foi tão exuberante quanto a segurança defensiva demonstrada. Quando se pensava que o jogo seguia empatado para o intervalo, um erro de Guarín permitiu a Messi abrir o marcador, num resultado bastante injusto ao intervalo. Na segunda parte, os dragões voltaram a entrar melhor e foram colocando a baliza de Valdés em perigo, no entanto, ao contrário da primeira parte, os catalães também iam criando mais oportunidades de golo. O jogo foi perdendo intensidade à medida que o tempo ia avançando, com o Barcelona a controlar a bola no seu meio campo, enquanto que o FC Porto já não tinha a frescura da 1ª parte. Contudo, aos 79´aconteceu um lance que marcou a partida, quando Abidal derrubou Guarín na grande área catalã e o árbitro não assinalou grande penalidade. Pouco tempo depois Rolando foi expulso, Fàbregas fez o 2-0 após grande assistência de Messi e Guarín viu o vermelho directo por rasteirar Mascherano. Resultado final bastante injusto para os dragões.
Destaques:
Vítor Pereira – É complicado bater o Barcelona, nem Mourinho o consegue, mas acabar o jogo com Guarín a avançado centro não se admite. O treinador do FC Porto esteve mal ao nível do banco e mesmo considerando o desgaste de Kléber, teria sido preferível colocar alguém mais ofensivo (o ideal seria Walter ou James mas esses não foram convocados) em vez de Fernando e fazer recuar Moutinho para pivot defensivo.
Guarín – Estava a ser o melhor elemento do FC Porto, muito pressionante, rematador, mas um passe sem olhar fez com que Messi fizesse o 1-0 e desse preciosa vantagem ao Barcelona. Mesmo na 2ª parte, continuou sempre em destaque no meio campo dos dragões, mas já sem o fulgor dos primeiros 45 minutos.
Hulk – Apesar de não ter marcado golos, nem ter conseguido rematar como é habitual, o avançado portista tentou sempre a assumir as rédeas do jogo azul e branco, mas não foi acompanhado pelos colegas de ataque. Consegue resolver jogos sozinho, mas contra o Super-Barça é pedir demais.
Otamendi/Rolando/Fucile – Estes três elementos da defensiva azul e branco estiveram em bom nível, demonstrando grande segurança mesmo quando tiveram pela frente Messi, Villa e Pedrito. Sapunaru teve uma noite mais difícil, já que David Villa conseguiu ganhar muitas vezes espaço no lado direito da defensiva azul e branca.
João Moutinho – Voltamos a bater na mesma tecla, mas o médio português é bastante valorizado pela crítica, pois apesar de preencher bem os espaços no meio campo, não consegue assumir o jogo portista, não tem técnica e não faz o transporte de bola para o ataque.
Messi – Fez uma primeira parte bastante apagada (mesmo assim, marcou um golo), mas no 2º tempo apareceu mais em jogo, fez uma assistência brilhante para Fàbregas e raramente os dragões o conseguiram parar sem falta.
Barcelona – Mais um título para Pep Guardiola e para o Barcelona (outro marcado pela polémica…), contudo, os catalães versão 2011-2012 ainda não mostraram ser a melhor equipa do mundo. Depois de dois duelos frente ao Real Madrid (onde os merengues foram superiores) onde sobressaíram mais as individualidades que o colectivo, hoje, não fosse o erro individual de Guarín e o erro de arbitragem aos 79´e o Barcelona poderia ter saído do Monaco sem o troféu europeu. A defesa esteve bastante nervosa, com muitos passes errados, enquanto que os médios estiveram bastante longe das áreas de decisão. Valeu Messi…


