O marroquino parece que finalmente ‘entrou nos eixos’, o problema é que já vai a caminho dos 31 anos, e desperdiçou várias épocas por essa falta de compromisso.
Peter Crouch esteve a responder a perguntas no Daily Mail e quando questionado sobre o jogador mais talentoso que apanhou nos treinos, mas que depois era inconsistente nas partidas, destacou Adel Taarabt. “Fomos companheiros de equipa no Tottenham, era ele ainda um jovem e, embora tivesse todos os truques e habilidades, ele estava mais interessado em tentar fazer’ cuecas’ aos defesas do que fazer um passe sensato. Tinha muita habilidade, mas nunca a demonstrou em função do grupo”, referiu o antigo avançado inglês. Crouchie disse ainda que este prémio também podia pertencer a Arnold Mbuemba. “Estava no Portsmouth no tempo do Lassana Diarra, Muntari ou Kanu, e deixava-os a ‘morrer’ todos os dias. Tinha tudo. Era forte, rápido, conseguia passar, recuperar. Sempre que o vias ficavas a pensar para ti: ‘Uau’! mas quando chegava aos jogos desaparecia”.


6 Comentários
Kacal
Lá está, a mentalidade faz a diferença entre ser apenas um talento ou ser um jogador de topo. Em alguns jogos é mais a capacidade de lidar com a pressão, eu próprio nunca joguei como profissional porque não tinha confiança para tal e mesmo em torneios de escola no recreio “partia tudo” e sempre tive imenso talento, mas nos torneios tremia, parece que deixamos de render tanto. É o caso do tal Mbuemba.
O que Crouch aponta a Taarabt é aquilo que ele hoje aprendeu a fazer no Benfica e hoje é um grande jogador.
Af2711
A pressão realmente é algo surreal, até quando têm adeptos. Mesmo na rua quando começa a aglomerar já sentimos algo diferente, que dirá de ambientes com 30, 40, 50 mil adeptos.
Mvuemba foi bom um jogador até, teve seu prime no Lorient, onde depois chegou a jogar no Lyon.
E o Taarabt realmente amadureceu tarde, tivesse outra mentalidade e poderíamos estar falando de uma referência marroquina ao nível de Mustapha Hadji (tinha potencial para ser muito melhor).
Há um caso parecido sobre Hatem Ben Arfa, um jogador de um talento a nível que poucos poderiam chegar, que praticamente todos os jogadores que jogaram junto ou contra na França dizem que foi o mais evoluído que enfrentaram, e nos treinos até Neymar já o chamou de “Fenômeno” em alusão ao Ronaldo, mas que pela pressão (desde cedo já faziam matérias em Clarefontaine lhe dando protagonismo, não deve ser fácil) e acabou sucumbindo. Nem todos aguentam a pressão do futebol profissional.
Af2711
A pressão realmente é algo surreal, até quando têm adeptos. Mesmo na rua quando começa a aglomerar já sentimos algo diferente, que dirá de ambientes com 30, 40, 50 mil adeptos.
Mvuemba foi bom um jogador até, teve seu prime no Lorient, onde depois chegou a jogar no Lyon.
E o Taarabt realmente amadureceu tarde, tivesse outra mentalidade e poderíamos estar falando de uma referência marroquina ao nível de Mustapha Hadji (tinha potencial para ser muito melhor).
Há um caso parecido sobre Hatem Ben Arfa, um jogador de um talento a nível que poucos poderiam chegar, que praticamente todos os jogadores que jogaram junto ou contra na França dizem que foi o mais evoluído que enfrentaram, e nos treinos até Neymar já o chamou de “Fenômeno” em alusão ao Ronaldo, mas que pela pressão (desde cedo já faziam matérias em Clarefontaine lhe dando protagonismo, não deve ser fácil) e acabou sucumbindo. Nem todos aguentam a pressão do futebol profissional.
MuchoG
Uma coisa que ainda vejo no Taarabt hoje que o Crouch mencionou é o tentar sempre fazer o passe de morte, ainda hoje no Benfica o faz. Claro que até é necessário devido à falta de ideias de Lage e da baixa forma de Pizzi ou Rafa, neste momento (até ao “fim” da época) é o único que desequilibra.
T. Pinto13
Ele refere que na altura ele não fazia esse passe e preferia fintas.
Hoje sim tem a mentalidade certa
Af2711
The Streets Will Never Forget.