O jogo começou praticamente com o golo de João Tomás, que aproveitou a falha de marcação leonina num livre directo de Jorginho (Marcelo também não fez a melhor intervenção). A partir desse momento, os leões tentaram construir jogadas de perigo, enquanto que os vilacondenses apostavam no contra-ataque. Elias e Schaars falharam duas excelentes oportunidades para empatar e, na resposta, João Tomás tentou um chapéu na cara de Marcelo. Até ao intervalo, Wolfswinkel e Insua também falharam em boa posição, sendo que o remate do argentino proporcionou grande defesa a Paulo Santos.
No segundo tempo, o Sporting pressionou mais o Rio Ave, contudo, apenas aos 62´dispôs da melhor ocasião, quando Capel foi isolado por um jogador adversário. O espanhol tentou fintar Paulo Santos, mas o guarda-redes português levou a melhor. Com os leões instalados no meio campo do Rio Ave, os vilacondenses apostaram na velocidade dos seus extremos e, Atsu, falhou apenas com Marcelo pela frente (defesa do brasileiro). A três minutos dos 90, João Pereira ganhou espaço no lado direito e cruzou para o desvio certeiro de Onyewu. O norte-americano apareceu no sítio certo e voltou a dar pontos aos leões. No último minuto de compensação, Yazalde, completamente isolado na pequena área, permitiu duas excelentes intervenções de Marcelo, que ainda foi a tempo de negar o golo uma 3ª vez num curto espaço de tempo, após cabeceamento de um jogador do Rio Ave.
Destaques:
Marcelo Boeck – O brasileiro falhou no lance do golo do Rio Ave, mas revelou grande qualidade no 2º tempo, onde impediu os golos de Atsu e Yazalde, quando estavam isolados.
Insua – O lateral esquerdo voltou a mostrar qualidade, especialmente nos desequilíbrios causados ofensivamente. Para além de cruzar e apoiar Capel, o argentino ainda consegue aparecer em zonas de finalização.
Onyewu – O central leonino marcou novamente com a camisola dos leões e pela 2ª vez no Estádio dos Arcos. Voltou a demonstrar qualidade na defesa e será sempre uma arma nas bolas paradas ofensivas (algo que o Sporting necessitava).
André Santos – É triste dizer isto, ainda para mais quando o VM de maneira frequente alerta para a necessidade de haver uma maior aposta no jogador português, mas médio luso voltou a ser das unidades mais fracas da equipa leonina. André Santos juntou à falta de intensidade habitual, um excesso de faltas (quando se pede agressividade não significa ser mais faltoso), sendo que numa delas resultou o golo do Rio Ave.
João Pereira – Tal como André Santos, o lateral não conseguiu esconder as suas fragilidades defensivas perante a oposição de Yazalde. Redimiu-se perto do final, quando ofereceu o golo a Onyewu.
Van Wolfswinkel – O avançado holandês voltou a estar em noite não, falhando duas excelentes ocasiões para marcar golo.
A. Carrillo – Esteve escondido durante 35 minutos, mas quando apareceu foi logo a unidade mais preponderante nos leões.
Capel – O extremo leonino mostrou-se algo desinspirado, definindo mal bastantes lances, inclusive quando encontrou apenas Paulo Santos pela frente. Com o regresso de Jeffren após lesão, muito provavelmente Capel irá para o banco, jogando o ex-Barcelona e Carrillo nos extremos.
Matias/Izmailov – Os dois jogadores do Sporting regressaram à competição passados mês e meio e quatro meses, acrescentado alguma qualidade e virtuosismo ao meio campo e ataque leonino. Com a série de jogos importantes em Janeiro, o chileno e o russo poderão ser opções de Domingos para o “ataque” aos jogos complicados do campeonato e da Taça de Portugal.
Sporting – Os leões entraram no ano novo com o pé esquerdo, sobretudo em termos exibicionais, quando faltam apenas 5 dias para o clássico frente ao FC Porto. A eficácia no ataque voltou a não ser a melhor, enquanto que o meio campo foi pouco agressivo e bastante lento na construção de jogo.
Rio Ave – A defesa vilacondense voltou a demonstrar grande debilidade e, não fosse a atenção de Paulo Santos e o Rio Ave teria sofrido mais golos. João Tomás voltou a mostrar excelente sentido de oportunidade, já o falhanço completamente isolado (claramente excesso de confiança) é imperdoável. Atsu e Yazalde foram duas dores de cabeça para os laterais leoninos (especialmente o português), mas falharam na hora H. Os vilacondenses poderão ter comprometido o sonho de chegar às meias finais, contudo, caso ganhem os 2 jogos em falta, ainda terão hipóteses de ficar no 1º lugar do grupo.


