Braga 2-1 FC Porto (Danilo 74´a.g. e Éder 80´; Mangala 13´)
Destaques:
Sp. Braga – Desta vez, José Peseiro foi feliz. Depois de uma boa partida para o campeonato, sem o resultado pretendido, os minhotos deram um passo importante na direcção da conquista de um título (o Sp. Braga já está nos quartos-de-final). Os “Gverreiros” foram mais perigosos que os dragões, foram crescendo ao longo do jogo e foram felizes na parte decisiva do encontro (ao contrário do jogo para o campeonato).
FC Porto – Vítor Pereira resolveu rodar o plantel na Taça de Portugal, frente a um adversário com qualidade e no terreno deste. Foram 7 alterações em relação à partida do campeonato e duas substituições sem qualquer sentido. O treinador dos dragões retirou Fernando (quando devia ter retirado Castro – percebia-se que o português, a qualquer momento, poderia ver o 2º cartão amarelo) e colocou Moutinho após a reviravolta dos minhotos (houve um espaço de 8 minutos entre o cartão vermelho a Castro, os dois golos do Sp. Braga e a entrada de Moutinho para equilibrar o meio campo).
Quim – O guarda-redes veterano foi decisivo na parte final do encontro, com duas intervenções que negaram o golo do empate ao FC Porto.
Douglão – Nova boa exibição do central brasileiro, ainda que não tenha encontrado Jackson Martínez pelo caminho.
Hugo Viana – O melhor elemento do meio campo do Sp. Braga. Jogou e fez jogar, mesmo usando por diversas vezes o pé direito.
Ruben Amorim/Micael – O jogador emprestado pelo Benfica ainda criou algum perigo no primeiro tempo, mas foi o madeirense quem mexeu mais com a partida.
Ismaily – O lateral esquerdo rubricou uma excelente exibição. Durante os primeiros 45 minutos usou e abusou do seu flanco, para criar desequilíbrios na defensiva portista (nem sempre definiu bem os lances).
Éder – Esteve bastante interventivo, mas nem sempre feliz no momento da decisão. Mesmo assim, foi essencial para a vitória minhota, ao apontar o golo decisivo.
Otamendi/Abdoulaye/Mangala – Boas exibições dos defesas do FC Porto, apenas com uma falha grave, aquela que originou o 2º golo dos minhotos (Otamendi falhou o corte). Quase sempre seguros no plano defensivo e a sair com qualidade para o meio campo adversário.
Kleber/Atsu – Exibições negativas no ataque portista. O brasileiro praticamente não existiu (teve apenas duas intervenções de destaque), enquanto o ganês perdeu bastantes duelos com Salino (nunca conseguiu criar desequilíbrios).
James Rodriguez – O colombiano foi o elemento mais activo do lado portista, criou desequilíbrios e fez a assistência para Mangala.
Defour/Castro – Bons primeiros 45 minutos da dupla do meio campo portista. Souberam pressionar com qualidade, sair a jogar (o belga ainda rematou com perigo), mas foram decaindo durante a segunda parte.
Miguel Lopes/Danilo – O lateral português ganhou a falta para o golo portista, mas passou por grandes dificuldades no seu flanco. O brasileiro entrou para colmatar as falhas de Miguel Lopes, contudo, foi decisivo para o triunfo do Sp. Braga (um auto-golo incrível).


