‘Boca’ para quem?
Sérgio Conceição fez um reparo aos jovens formados no FC Porto durante o Fórum da Associação Nacional de Treinadores de Futebol (ANFT), que decorre no Teatro José Lúcio da Silva, em Leiria. «Temos jogadores da formação com muita qualidade, mas estamos a perder alguns valores importantes na formação. Temos muito a melhorar no foco, na exigência que os miúdos têm de ter. Parece que ficam super afetados com isso. Tenho um animal competitivo como o Pepe e depois três ou quatro miúdos que ficam fragilizados porque o mister lhes deu uma dura. Tem a ver com a dificuldade de lhes incutir a exigência do FC Porto, que luta a cada três dias por ganhar jogos, que depois no final podem ser transformados em títulos. Mas depois, há o outro lado: são jogadores que percebem o jogo de forma muito mais rápida, em termos de talento e qualidade há muito mais hoje do que antigamente. Há coisas positivas e outras menos positivas, temos de saber lidar com isso», afirmou o técnico portista.


12 Comentários
Wayne Rooney
Aí está uma mentira porque parece que o Porto já não é uma equipa que luta por titulos a cada 3 dias. Agora descarta-se as competições europeias, como um grande clube faz…
Incapacidade de gerir o plantel ao longo da época para ter justificação para “mandar ao lixo” a Liga Europa
Mantorras
Nem sequer e algo comum no Porto, e sera sempre errado, seja onde for.
ktc
Não precisa de ser necessariamente uma boca para alguém, acho que isto é o constatar de um facto . Os jovens de hoje em dia crescem com tudo, muitos não têm que se esforçar para chegar onde chegaram, então não dão tãnto valor. Qualquer coisinha ficam amuados. Eu percebo o que o SC diz. Antigamente levavam na cabeça e só queriam era entrar em campo para mostrar que o Mister estava errado, hoje levam e fazem birra.
DNowitzki
Concordo com o que o grande parte do que o ktc escreveu, mas gostaria de acrescentar que um líder que o é verdadeiramente sabe que não se pode dirigir e tratar todas as pessoas da mesma forma, pela simples razão de que cada pessoa é diferente da outra, passe a «lapalissada».
Há os burros que só puxam carroça com uma valente bordoada e há os que vão lá com uma passagem da mão pelo pelo ou uma folha de couve à frente dos olhos e boca.
Apessoa
Concordo com ambos, um bom gestor tem que ter em conta as duas vertentes. Até agora o Ruben parece ser muito forte também nesta questão, no psicológico do jogador ( nota-se que a estrutura valoriza e procura ir ao encontro das necessidades ), algo que antigamente era desvalorizado. Agora parece estar mais em voga, por variadas razões. Mas existem muitos mais estimulos externos que em outros tempos, e mais facilmente os miudos se perdem por questões externas.
Goncalo Silva
Primeiro pede competitividade e exigência a tudo e todos, mas depois é ele o primeiro a só contar com 13/14 jogadores, a abdicar de jogar de 3 em 3 dias deixando a liga Europa de lado e a fazer birra por ter perdido um jogador por 45M!!
De resto, concordo que Pepe seja um animal competitivo (mais a parte do animal), de resto não concordo nadinha. Os jogadores atualmente são muito mais profissionais que antigamente, tratam-se muito melhor fora dos treinos, na alimentação, horas de sono, e são muito mais controlados que antes.
A história dos jogadores só quererem saber do Instagram e etc são só desculpas que os treinadores dão para justificar o insucesso.
Apessoa
O próprio futebol ja não é o negócio que era ha 20 anos. Os valores são surreais, e a competitividade também não é a mesma.
Fazer birra por perderem o melhor jogador no mercado de inverno? Acho que é legitimo.
Neville Longbottom
Treinador com esta equipa, com 6 pontos de vantagem a 8 jogos do fim decide desprezar uma competição europeia. Pelo menos não ouve duras de ninguém.
Antonio Clismo
Bem que podia estar a referir-se ao próprio filho que parece um miúdo sensível quando as coisas não lhe correm bem.
Ou então ao João Mário que desceu imenso de forma depois da lesão, a sua reação à perda de bola tornou-se inexistente desde Janeiro e precisa de reaver isso com muito treino. É normal que houvessem duras nos últimos tempos.
Antonio Clismo
Ainda bem que o sérgio Conceição jogador não apanhou o Sérgio Conceição treinador aquando da sua transição para o futebol sénior porque senão o actual Sérgio Conceição (cidadão) estaria a trabalhar nas obras no Luxemburgo e a vir apenas a Portugal em Agosto.
Jokicjoker
Não podias estar mais errado, goste-se ou não do homem enquanto treinador do Futebol Clube do Porto, desde de cedo que teve que crescer por si (como muito outros infelizmente), perdeu os pais um aos 16 e outro aos 18. Podem dizer muita coisa do Conceição, algumas concordo, outras discordo, mas tem muito caráter na forma como cresceu no mundo do futebol. Até compreendo um pouco da sua maneira de ser, não deve ter sido fácil ter de crescer tão rápido num mundo tão competitivo e animalesco como o mundo do futebol.
Com os melhores cumprimentos, Portistas, Leões, Águias, Guerreiros, Panteras, entre outros.
Lord Monkey
Aqui vem ao de cima a temática de sempre que é igual em qualquer atividade:
Os miúdos podem ser miúdos e divertir se com o jogo ou com a atividade que escolheram?
Será que a exigência de hoje de tornar miúdos “maquinas” no desporto é algo correto… ou melhor, onde está o limite entre a exigência e a obrigatoriedade de estes miúdos para crescerem e evoluírem?
O SC tem razão que hoje há muita mais… eu lhe chamarei “ambição” e uma leitura mais correta do jogo e até uma aprendizagem mais rápida pois os miúdos absorbem tudo de uma maneira que antigamente n era igual. Há uma leitura de jogo completamente diferente e uma interpretação brutal.
Mas depois vem os tempos dos “mileniais” que gostam de ser tratados de uma maneira particular, mais fofinha do que antigamente e onde qualquer raspanete ou chamada de atenção por muito leve que seja os deixa magoados e ofendidos e fazem birras por isso e boicotam as vezes as rotinas do grupo.
Esta geração é muito prometedora mas a mentalidade tem que mudar, e não falo de como se treinava antigamente ( gritos, raspanetes, berros ou até os calduços que levei) falo de terem medo de partir a unha e de por o pé a bola as vezes…
Afinal esta geração tem o privilegio de jogar em sintéticos enquanto muitos sofreram nos pelados.
Tem que existir equilíbrio, mas sem duvida ele tem razão no que diz.
No fundo antes era o esforço a dedicação e a luta para chegar o mais longe possível e hoje é mais chegar o mais longe possível sem esforço muitas vezes e com ajuda do empresário ( exagerando, claro). Todos se acham vedetas dignas de ser titulares e estrelares, sem ideia do quanto custa ( esforço e dedicação e até sacrificio) para chegar lá.