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Terceiro balanço da utilização de portugueses na Liga ZON-Sagres 2012-13: jogadores nacionais jogam mais minutos, mas utilização no Nacional não chega aos 30%, no Sporting e FC Porto não chega aos 21% e no Benfica não passa dos 7%

Depois de termos analisado o número de jogadores portugueses que compõem cada plantel da Liga ZON-Sagres (ver aqui),
importa saber quantos minutos são dados aos jogadores nacionais (1º balanço, aqui e 2º balanço, aqui). Mais do que ter um plantel com muitos portugueses, será importante verificar se esses mesmos jogadores estão a ter minutos de utilização nos seus clubes. Contudo, se compararmos o número de portugueses inscritos na Liga (43% do total de jogadores), com os minutos de utilização (41.8%), podemos observar uma descida na percentagem (o valor subiu entre a 10ª e a 15ª jornada). Em contrapartida, a utilização de jogadores brasileiros sobe de 30 para 31.6% e os argentinos de 3 para 4%.

Percentagem de minutos dos portugueses, por equipa (% da 1ª ou 2ª maior força):
Paços de Ferreira – 73.3% (15.4% Brasil)
Beira-Mar – 59.3% (11.7% Brasil) 

Olhanense – 57.0% (17.3% Brasil)
Vit. Setúbal – 55.9% (25.8% Brasil)
Académica – 52.9% (29.0% Brasil) 
Moreirense – 52.0% (35.9% Brasil)
Estoril – 51.1% (44.2% Brasil)
Sp. Braga – 50.4% (42.0% Brasil) 
Gil Vicente – 40.4% (52.1% Brasil) 
Vit. Guimarães – 38.3% (32.9% Brasil)
Rio Ave – 33.4% (50.7% Brasil)
Marítimo – 32.8% (41.4% Brasil) 
Nacional – 29.8% (36.7% Brasil)
Sporting – 20.4% (24.0% Argentina) 
FC Porto – 16.2% (36.5% Brasil) 

Benfica – 6.2% (26.0% Brasil)

Destaque positivo para Paços de Ferreira, Beira-Mar, Olhanense, Vit. Setúbal, Académica, Moreirense, Estoril e Sp. Braga, com utilização de portugueses acima dos 50%. O Gil Vicente dá 40.4% de utilização a portugueses, com tendência a melhor na 2ª metade da temporada, enquanto no Vit. Guimarães, Rio Ave e Nacional dão menos minutos aos jogadores portugueses, tendo em conta o número de portugueses no plantel (58.3 para 38.3 nos minhotos, embora a recuperar, 41.7 para 33.4 nos vilacondenses e 48.0 para 29.8 nos insulares). Marítimo, Sporting, FC Porto e Benfica, apresentam poucos portugueses nos plantéis e têm índices de utilização muito baixos. Os madeirenses utilizam os portugueses em 32.8% do tempo (evolução positiva), os leões voltaram a ultrapassar a barreira dos 20% de utilização de portugueses (também com tendência a melhorar), os dragões permaneceram nos 16% de utilização de portugueses, tal como o Benfica, com cerca de 6% de tempo de jogo para os jogadores nacionais.
Entre a 10ª e 15ª jornada, o destaque vai para o Marítimo e Vitória de Guimarães, com um aumento da utilização de portugueses de 7.1% e 5.2%, respectivamente. Das oito equipas com mais de 50% de utilização de portugueses, Estoril (1.8%), Académica (1.7%), Paços de Ferreira (1.3%), Beira-Mar (1.0%), Olhanense (0.7%) e Vit. Setúbal (0.6%) aumentaram a utilização de portugueses, enquanto Moreirense (-0.3%) e Sp. Braga (-1.9%) decresceram. Nacional (2.4%), Gil Vicente (1.2%), Sporting (0.5%) e FC Porto (0.1%) também deram mais minutos a portugueses, enquanto Rio Ave (-0.7%) e Benfica (-0.4%) fizeram o contrário.

Entretanto, o VM também andou a fazer contas à II Liga, neste caso, com o número de titulares utilizados pelas 22 equipas deste escalão (até à 23ª jornada). A % de portugueses titulares na II Liga é de 67.89, contra 15.15 de jogadores brasileiros e 11.18 de africanos (Cabo Verde com 3.8 e Guiné-Bissau com 1.9): Freamunde – 92.5% (portugueses titulares); Atlético – 86.6%; Leixões – 85.4%; Desp. Aves – 81.0%; Naval – 81.0%; Sp. Covilhã – 77.9%; Vit. Guimarães B – 74.3%; Oliveirense – 73.5%; Penafiel – 72.3%; Santa Clara – 69.6%; Sporting B – 69.2%; Tondela – 69.2%; Belenenses – 66.8%; Arouca – 64.8%; Portimonense – 64.8%; Benfica B – 63.6%; Feirense – 56.9%; Trofense – 56.1%; Porto B – 48.2%; Marítimo B – 48.2%; Sp. Braga B – 45.9%; U. Madeira – 45.1%
Os planteis da II Liga estão bem servidos de portugueses, daí esta utilização de 16 equipas acima dos 60% (Feirense e Trofense ainda ficam acima dos 50%). Destaque bem positivo para o Freamunde, apesar da péssima classificação, bem como para Atlético, Leixões, Desp. Aves e Naval (todos acima dos 80%). Entre as equipas B, destaque positivo para o Vit. Guimarães B, Sporting B e Benfica B (acima dos 60%), enquanto FC Porto B, Marítimo B e Sp. Braga B estão abaixo dos 50% de portugueses titulares. No fundo da utilização de portugueses no 11 inicial, encontra-se a União da Madeira, com 45%.
Como se explica tão pouca utilização de portugueses? Nacional, Marítimo, Sporting, FC Porto e, especialmente, Benfica não deveriam dar mais oportunidades a jogadores nacionais? Poderão as equipas B mudar este paradigma? Boa política por parte de Paços de Ferreira? Para a 2ª volta, a utilização de portugueses vai aumentar (Vit. Guimarães, Gil Vicente, Nacional e Marítimo parecem dispostos a tal)? Bons sinais na II Liga?

PS – David Silva (Olhanense), Brito (Gil Vicente) e Ricardo (Paços de Ferreira) representam Cabo Verde, contudo, contam como portugueses (nasceram e sempre viveram em Portugal), o mesmo se passando com Cícero (Paços de Ferreira), internacional pela Guiné-Bissau, e Luís Leal (Estoril), internacional por São Tomé e Princípe. 

PS2 – Esta análise baseia-se nas partidas disputadas até à 15ª jornada do campeonato.

7 Comentários

  • CSMARITIMO
    Posted Janeiro 25, 2013 at 7:15 pm

    O jogador portugês para ir jogar para a Madeira pede o mesmo do que se fosse jogar no estrangeiro, tornando mais cara a contratação de portugueses (do continente) tanto por Marítimo como por nacional e União.

    Este factor explica a baixa % de portugueses, especialmente no Marítimo e explica ainda que a maioria dos portugueses utilizados pelo Marítimo sejam naturais da Madeira.

  • Anónimo
    Posted Janeiro 25, 2013 at 8:04 pm

    Mas que grande trabalho! Força nisso, continuação desses excelente trabalho! saudadações, nt

  • Nuno Moura
    Posted Janeiro 25, 2013 at 8:06 pm

    a solução é simples: eliminar os jogadores brasileiros do nosso campeonato. Algo que pode acontecer naturalmente com a nossa crise e o crescimento do campeonato brasileiro.

    • benficasempre
      Posted Janeiro 25, 2013 at 8:44 pm

      Isso não é simples porque é um ato de completo racismo e traria graves prolemas para a liga portuguesa

  • benficasempre
    Posted Janeiro 25, 2013 at 8:43 pm

    Ridículas estas estatísticas. Como se faltassem jogadores portugueses lá fora, têm de implementar algumas regras de utilização de jogadores portugueses.

  • Diogo Ribeiro
    Posted Janeiro 25, 2013 at 10:25 pm

    Parabéns por mais um excelente artigo. Gostava que a comunicação social Portuguesa fizesse artigos deste calibre.

  • Jorge Prata
    Posted Janeiro 26, 2013 at 10:51 am

    É com enorme orgulho que vejo que o meu Freamunde é o clube da II Liga com mais portugueses. E embora a má classificação, a recuperação já começou e tenho a certeza que a época findará com boas noticias para o Freamunde. Uma equipa com 22 jogadores portugueses em 25, sendo 14 da formação é obra, e é um processo pelo qual a maioria das equipas terá de passar para "sobreviver" face à actual situação económica do país e do mundo, tal como o VM tem vindo a referir. Pena é que uns tentem reduzir custos, apostar nos portugueses e na "prata da casa" de forma a cumprir os compromissos, e outros continuem a importar contentores de estrangeiros, vivendo acima das possibilidades sem nenhuma punição. Mas a longo prazo veremos quem "colherá mais frutos".

    Uma boa continuação de trabalho,
    Jorge Prata

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