Skip to content Skip to sidebar Skip to footer

Teremos Jesus no Benfica em 2011-2012?

Ontem, mais que o consagrar do novo campeão, o Estádio da Luz presenciou tudo aquilo que foi esta época encarnada. Uma má política de contratações (Roberto “roubou” mais de 12 pontos ao Benfica), um discurso arrogante e convencido que acaba por ser canalizado da melhor maneira pelos adversários, e um Jesus que já não convence e contagia como no passado. Aliás pareceu mesmo ter atirado a toalha ao chão ainda a meio da 2ª parte. 
Mas, será que a direcção encarnada entenderá esta época do Benfica que teve em Jesus a sua figura principal? Será que não lhe cortará as pernas e irá entender o sucedido como falta de respeito na defesa do orgulho do seu clube, no seu próprio estádio? As respostas, naturalmente, não irão surgir nos próximos dias. O Benfica continua em 3 frentes e os seus dirigentes, certamente que terão aprendido com os erros do passado e agora blindam com maior eficácia o trabalho do seu timoneiro. Essas, surgirão no final da época, quando nada mais houver para decidir.

No entanto, há factores que poderão pesar na decisão de manter, ou não, Jorge Jesus no comando dos destinos encarnados na próxima temporada. Desde logo a começar pelo discurso de Jesus. É impressão minha, ou Jesus e o Benfica deixaram de falar a mesma língua? Embora a reconhecida arrogância continue lá, o tom cativante e popular que arrastou uma legião de adeptos a época passada tem vindo a desvanecer-se. Estará Jesus cansado da instituição? Sentirá que o trabalho está feito e almeja vôos mais altos? Todas estas perguntam podem ter uma resposta afirmativa, mas é preciso não esquecer que, durante semanas, foi Jesus quem manteve a vela da esperança acesa para os lados da Luz. Ontem esfumou-se, e será a quota parte da responsabilidade de Jesus nesse acontecimento que terá que ser medida e analisada no fim. Segundo factor: é a forma de ser, de sentir, de reagir de Jesus. O Benfica que não espere que essa atitude mude. Falo, como é óbvio, da forma exagerada (por vezes violenta), como Jesus lida com a pressão no final de alguns jogos. As agressões a jogadores foram-se sucedendo ao longo da temporada, e certamente que até aqui passaram impunes pela grandiosidade e peso que um clube como o Benfica tem. Mas, quererá o Benfica continuar ligado a este tipo de comportamento de um homem que é, basicamente, umas das caras da sua instituição? Quererá o Benfica ser sinónimo de violência, falta de respeito, de consideração pelo outro? Porque é essa a imagem que Jesus muitas vezes passa: a da lei da bala, e a que se faz valer é a que é disparada pela arma do técnico das águias.

Por último, as competições que ainda podem valer títulos ao Benfica. Imagine-se um cenário onde o clube encarnado não chega, pelo menos, à final da Liga Europa. Junte-se-lhe a ausência, suponhamos, da final da Taça de Portugal. Será a presumível vitória na Taça da Liga suficiente para atar o futuro de Jesus ao Benfica durante mais tempo? Eu, como todos os amantes deste desporto, apenas posso fazer suposições e tentar adivinhar que números irão sair dos dados lançados pelo destino. No entanto, todos conhecemos a forma cíclica em que se baseiam os príncipios do sucesso desportivo e, por isso mesmo, a resposta, como o povo diz, está na cara. 

António B.

Deixa um comentário